segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A última publicação de 2012

Desejo, mais uma vez, a todos os meus amigos, familiares, conhecidos e leitores, um 2013 em grande. 2012 pode ter sido, para alguns, um bicho muito, muito feio, mas não é sendo pessimistas que faremos do ano seguinte um bocadinho melhor. Não pensem negativamente!
Além de sorte, é preciso trabalho para atingirmos os nossos objectivos. O resto vem por acréscimo e é mais valorizado se nos esforçarmos. Não desistam!
Um ano novo representa uma oportunidade para recomeçar um ciclo ou para aumentar fasquias. Não baixem as vossas!
Não sejam derrotistas, não adiem o inevitável (este conselho serve-me na perfeição, temível procrastinadora!), aproveitem para repensar como podem evoluir enquanto indivíduos e, acima de tudo, não se deixem levar pela maré! Mantenham-se únicos e façam o impossível pela vossa própria pessoa, porque não serão os outros a fazê-lo. Ah, e parem lá de se lamentar que a vida não vos corre de feição, está bem?


Apaixonem-se, acreditem, estudem, leiam, escrevam, conheçam novas pessoas e realidades, não se auto-desterrem!
E estes são os votos mais sinceros e lamechas que me conseguirão arrancar... Que sejam muito felizes! Até para o ano, meus caros! :D

A minha passagem de ano em duas imagens

EXPECTATIVA:

REALIDADE:


(Apesar de parecer vestida a rigor no avatar, isso foi só personalização enganosa. Na verdade, tenho andado de pijama o dia inteiro e não o tirarei antes de 2013.)

Adeus, 2012!

E pronto, do outro lado do planeta, já estão em 2013. Por aqui, ainda estamos em 2012, mas por poucas horas. Portanto, toca a fazer a última reflexão sobre este ano…! O que houve de bem? O que houve de mal? O que houve de mais ou menos?
Pessoalmente, gosto sempre de fazer um levantamento, nem que seja só pela mania. Desta vez, partilho convosco a minha lista. Feliz ano novo e boas entradas! (Mesmo que, tal como eu, passem a meia-noite em casa… se calhar, a dormir!)


EM 2012...
  1. Cresci;
  2. Fiz de conta que o ponto 1 não aconteceu em diversas ocasiões, porque sou palerma;
  3. Continuei a medir 1,69m - ter 1,70m deve ser para gente grande;
  4.  Pintei as unhas de muitas cores;
  5. Não cumpri a resolução anual de passar a beber mais leite;
  6. Não cumpri a resolução anual de escrever um livro;
  7. (Em contrapartida) escrevi muitas crónicas;
  8. Continuei a esquivar-me de comer sopa de legumes sempre que possível;
  9. Continuei a escrever um blogue de uma maneira ranhosa e sem vergonha (humm, este);
  10. Obtive, em certos dias, mais de duzentos visitantes;
  11. Conheci alguns leitores;
  12.  Procrastinei q.b.;
  13. Falei sobre a minha experiência literária a uma turma de sexto ano;
  14. Concluí que até gostaria de ser professora e que talvez o jornalismo não seja o ideal para mim, mas sim a escrita e a cultura;
  15. Ganhei uma bolsa de estudo na Alliance Française;
  16. Passei as férias de Verão na casa dos meus tios, em Braga;
  17.  Fiz um curso de Verão na Rádio Universitária do Minho;
  18. Continuei a usar óculos apenas “quando me apeteceu”;
  19. Entendi, finalmente, como escrever um conto decente;
  20. Deixei de escrever histórias directamente relacionadas com relações complicadas e o belo do amor;
  21. Pus aparelho;
  22. Tentei conquistar alguém;
  23. Tive medo do compromisso;
  24. Apaixonei-me (não só romanticamente);
  25. Tive 14 a Educação Física porque o pedi muito encarecidamente à professora;
  26.  Tive 14 a Educação Física porque sim: os cálculos davam 13,7 (IUPI!);
  27. Descobri que o 12º ano é um bicho com algumas cabeças;
  28. Atrevi-me a fazer três vezes franja e arrependi-me sempre, apesar de a primeira experiência já ter corrido mal em 2011;
  29. Vi alguém muito próximo de mim ser bastante infeliz no amor;
  30. Uma das minhas amigas de infância entrou na universidade e eu invejei-a (não negativamente);
  31. Perdi uma amizade por pura parvoíce;
  32. Tive saudades;
  33. Escrevi sobre isso;
  34. Aceitei e andei, olh’agora!;
  35. Quis mudar de escola, mas não mudei e, afinal, foi pelo melhor;
  36. Uma professora falou-me mal ao telefone sem razão aparente e eu quase a mandei para o c****** que a fo***** (não duvidem dos meus motivos);
  37. Ganhei o primeiro prémio de um concurso literário;
  38. Comprei uma guitarra nova com parte do dinheiro do prémio, já que, das minhas outras duas, uma foi vendida e a outra estragou-se;
  39. Fiz covers de músicas famosas e publiquei-as no Youtube;
  40. Publiquei um cover do Justin Bieber com uma amiga num momento de parvoíce (juro que foi de parvoíce!);
  41. Vi menos comédias românticas e filmes da Disney do que nos anos anteriores;
  42. Colaborei com a Fórum Estudante e publicaram alguns artigos meus;
  43. Recebi um smartphone pela Fórum;
  44. Não estraguei nenhum dispositivo electrónico;
  45. Tive exames nacionais e matei-me a estudar;
  46. Aprofundei o meu ódio pela Matemática;
  47. Descobri que beber mais água impede que apanhe tantas constipações;
  48. Dei muitos conselhos amorosos, os aconselhados seguiram-nos e tudo o que disse resultou, apesar da minha modesta experiência no assunto;
  49. Passeei sozinha por Lisboa e por Setúbal;
  50. Espero ter lido, pelo menos, vinte livros.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Goodreads

É uma das minhas duas redes sociais preferidas. Nunca conseguiria escolher apenas uma entre o Goodreads e o Facebook, apesar de o primeiro ser bem mais útil do que o segundo, que tem tendência, por vezes, a ser uma perda de tempo, sem qualquer finalidade que não seja socializar (mas porra, se queremos socializar assim tanto, ligamos aos nossos BFFs todos e organizamos uma private party com montes de chocolate e batatas fritas no nosso jardim, não nos ligamos ao chat!).
Ultimamente, tenho dado por mim cada vez mais rendida ao Goodreads. Só tenho pena que poucos/nenhum dos meus amigos (os da vida real, não os virtuais) tenham aderido. Se aderissem, até poderíamos trocar ideias, fazer desafios, criar uma comunidade bacana...! Uma das funções de que mais gosto são as reviews pessoais (que podem não ser só de moda, sabiam??!), porque as considero opiniões mais fiáveis do que as dos críticos literários, que não têm a minha idade, nem partilham muitos interesses comigo...
Portanto, já que ando à procura de mais intelectualóides que tenham conta no Goodreads, deixem-me o endereço do vosso perfil nos comentários ou adicionem-me a partir do meu. Pode ser que, se divulgarmos mais esta rede social em Portugal, consigamos que mais conhecidos nossos se rendam aos seus encantos, tal como nós!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Brásucá, váleu?! ... Náum, sinhô!

Nunca gostei de ler nada em português do Brasil ou de variantes africanas. Durante muitos anos, vi telenovelas brasileiras e aguentei o sotaque, mas, na literatura, já há muito que desisti do português que não fosse cá dos tugas, continentais, de preferência. Penso que o que mais me irrita no português "colonial" é a inversão das formas pronominais ("eu vi-te ontem" versus "eu tji vi ontem") e o "você" a dar por um pau ("eu amo você, cara!"). Esses dois aspectos, mais os regionalismos e os vocábulos diferentes, mais algumas expressões idiomáticas que me dão cabo dos fígados, impedem-me de amar a diversidade da minha própria língua. Eu devia ter vergonha na cara. É que nem "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" eu fui capaz de ler! E desisti do Mia Couto, por quem até cheguei a sentir um certo apego...

From now on, haters gonna call me a racist. I ain't no racist, brother, I'm only complicated! (Acrescentei Street English para dar ênfase à ideia, 'tá batê, meu pute? Não, agora só estou a ser parvinha...)

Já percebi o jogo da Fanny!

Com isto
a Fanny tentava conquistar o Ricky Martin, pensando que poderiam ser almas gémeas, tendo a mesma tendência para a "bidá lócá".
Só não lhe disseram que ele é homossexual e tem dois filhos pequenos. E um namorado extremamente atraente.

Então, Fanny, apresento-te o gay mais DILF de sempre... ou o DILF mais gay de sempre - Ricky Martin!!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Grammar nazi

Pitas que chamam "murcões" aos amigos nas redes sociais, porque devem achar que tem imensa piada serem labregas (cá entre nós, são mesmo!), quando nem sabem que a palavra certa é "morcões". Ups.

Teorias sobre o "ÉS TODA BOA!"


Os dispositivos de avaliação do sexo feminino de alguns rapazes e homens deixam-me certamente intrigada. Suspeito de que estejam corrompidos e a razão transcende-me.
Depois de alguma observação no que toca ao que eles gostam ou não gostam no corpo de uma mulher, chego à conclusão de que as opiniões nem sempre convergem. Obviamente, uns gostam mais da morenas do que das loiras, ou preferem as altas às baixas, ou têm tendência a apreciar melhor um bom par de mamas que um bom traseiro (e vice-versa)… Sim, isso é certo. Cada um com as suas taras.
Mas, opiniões à parte, acho que um homem a sério deveria realmente saber distinguir a fruta de má qualidade da de boa. Ou seja, saber distinguir uma mulher bonita de uma mulher feia; uma mulher bem feita, proporcionada, de uma que, apesar de ter sido abençoada num determinado atributo, ele não condiz com o resto; reconhecer umas boas pernas, trabalhadas e elegantes, ou meros pauzinhos andantes, charolas trangalhadanças; reconhecer feições delicadas e reconhecer feições grosseiras, por muito apetecíveis que os lábios extremamente carnudos sejam; não se deixar encantar totalmente por olhos de cores exóticas, só porque sim…
No entanto, parece-me que há imenso badameco por aí com falta de jeito para apreciar o que merece ser apreciado. De um ponto de vista estritamente objectivo, não me venham dizer que fulana A, B ou C é boa (comó caraças!) ou que é o cúmulo do atraente, quando a moça até nem é assim tão vistosa consoante fazem entender. Como a minha avó costuma dizer, “antigamente, os homens gostavam era de tornozelos finos, perdiam-se por eles!”. Eu cá digo que umas boas trancas com rabos propensamente celulíticos e pés de porco, gordos e, já agora, com dedos feios, constituem um dos pratos mais cobiçados fisicamente na actualidade.
É que nada disto tem que ver com o terreno do subjectivo, onde cada um prefere o que prefere. Até podemos preferir ouvir rockalhadas ou popzadas a música clássica; porém, não devemos deixar de reconhecer o mérito dos grandes compositores, como Mozart, Chopin ou Beethoven, lá porque os produtores da Britney Spears fazem bons refrões que memorizamos facilmente. Até podemos preferir jantar no MacDonald’s do que no restaurante ali da esquina, mas continuamos cientes de que a comida mais saudável não é servida em cadeias de fast food. Até podemos gostar das parvoíces que a Margarida Rebelo Pinto escreve, mas o que nós devíamos seriamente pensar em ler são as obras do Saramago.
Portanto, desse modo, mesmo que o Indivíduo X namore ou case com a Miss Piggy, não terá o direito de negar a beleza singular da Pocahontas a quem meteu os patins, não é verdade?

***

A 27 DE ABRIL DE 2013: votem pelas vossas preferências no físico masculino aqui e consultando esta publicação.

Dos outros #17

"Regressou-se aos tempos do caciquismo, do nepotismo, do oportunismo, do corporativismo, do imediatismo, da inconsistência política, da negociata sem freio, da especulação desnorteante, do endividamento excessivo, da corrupção desbragada, das fraudes a torto e a direito, das crises da Justiça, das crises da Saúde, das crises da Agricultura, das crises da Educação, das crises da segurança das pessoas, das crises de tudo e mais alguma coisa, da evasão fiscal, da derrapagem de gastos públicos, do descalabro, da descida espectacular de todos os indicadores para nos colocarem já nem sequer na cauda, mas no olho do cu da Europa (...), das insatisfações grátis, do deixa andar, das promiscuidades extraordinárias  dos escândalos de meia tigela e dos escândalos de alto gabarito, do futebol como actividade política e empresarial, do desporto como negócio, da política como negócio, da vida como negócio, dos erros repugnantes de português, das colunas sociais pirosas, da falta de qualificações, da falta de classe, da falta de nível, do subsídio, da mendicância, do emprego público, da preguiça, do esmorecimento, do atraso irrecuperável, da sem-vergonha."
Vasco Graça Moura, "Meu amor, era de noite"

Escrever por escrever sobre escrever

Em diversas ocasiões, apetece-me escrever. Só não sei o quê, sobre o quê. Ora peco por excesso de ideias, um amontoado confuso de temas, porventura personagens, ora peco pela falta delas, uma desinspiração medonha, capaz de me levar à insanidade da sensação de que jamais serei menina para escrever algo digno de ser lido por outrém.
Esta é uma ambiguidade a que não consigo escapar, não encontrando um meio termo.
Bem, e talvez este desabafo constitua um pouco do equilíbrio que procuro, uma vez que escrevo sobre escrever, que não é tema nenhum, apesar de não deixar de ser legítimo.
Cada um escreve sobre o que lhe dá na gana, e eu, por meu turno, gosto de arrastar o tempo a fazer coisas que, directamente, não me trazem proveito algum. Estou apenas a escrever por escrever... sobre escrever.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Dos outros #16

"O ridículo humaniza. Essencialmente, somos ridículos. Reconhecemo-nos uns aos outros, simpatizamos uns com os outros e, sempre que um de nós tropeça na própria inépcia e cai com fragor no silêncio solene dos salões, rimo-nos todos com idêntica alarvidade e aflição."

"Neste jogo de comprar para vender amanhã, não há tempo para construir um escritor. Porque um escritor constrói-se, sim, livro a livro, um pouco como se constrói um edifício - quanto mais alto for, mais profundas terão de ser as suas fundações.
Não há igualmente tempo para encontrar os leitores que todo o livro honesto certamente há-de ter. O que se quer é o escritor pronto a vender, de preferência alguém que já possua um público vasto, ainda que não saiba escrever. Aliás, é preferível que nem sequer saiba escrever. Saber escrever atrapalha bastante."

José Eduardo Agualusa,  O Lugar do Morto

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Cena familiar facebooquiana

O meu pai chega a casa. Começa o diálogo habitual.
- Então, o que fizeste hoje?
- Escrevi, li, vi televisão...
- E mandaste aquilo do Tolkien, hein?

Portanto, graças ao feed de notícias do Facebook, o meu pai passou a ler o meu blogue! Um final feliz para uma história feliz. Ahh, estas tecnologias...!

(Depois desta publicação, o que se vai seguir é o seguinte: amanhã à noite, a cena repete-se, mas com a frase "Sou um pai muito fixe, não sou? Até já escreves sobre mim no blogue!") 

Yap!

Pseudo-lamechices sobre o crescimento


Há pessoas que entram na nossa vida com o único propósito de nos ajudar a crescer. Aparecem numa determinada altura, sem nenhum pretexto específico, apenas por aparecer. Por vezes, nem elas sabem que papel desempenham no filme que se vai desenrolando e em que somos protagonistas. Depois, fazem com que nos afeiçoemos às suas melhores características e com que nos habituemos às piores. Tornam-se figuras familiares e começamos a desejar que nunca desapareçam da nossa vista. São amigos, amantes... enfim, pessoas por quem daríamos o couro e o cabelo. Já não nos imaginamos sem elas. Parece-nos sempre que o que nos dão é mais do que merecemos e que o que lhes retribuímos nunca é suficiente. Alimentam-nos o coração, em troca de um pedaço do nosso tempo e da nossa alma. Por mais prantos que causem, permanecem vivos na nossa memória até um próximo perdão, pois cada sorriso que conseguimos arrancar-lhes, cada gesto simpático, cada momento especial é um oásis para as anteriores mágoas causadas. Idolatramo-las, acima de tudo.
Porém, um dia acordamos e estamos diferentes. Crescemos. E aqueles que tão queridos nos eram vão dando indícios de já não serem quem nós julgávamos. Têm defeitos, defeitos graves, capazes de nos corromper a opinião que tivéramos sobre eles. São humanos, mas tal deixou de ser uma desculpa plausível que nos acalme a confusão gerada pelo facto de gostarmos tanto de alguém que, afinal, talvez não seja quem nos assemelhava ser. Aturdidos, ainda que confusos, ignoramos. Eles ainda têm tanto para nos mostrar...!
Continuamos a crescer. Conhecemos outras pessoas e outras realidades, atingindo um nivel de compreensão mais maduro sobre o que nos rodeia. Não permitimos que as aparências nos manipulem; discernimos autonomamente; as prioridades alteram-se. Então, por fim, conseguimos ser objectivos connosco próprios: é melhor prestar o luto do desnecessário, do que nos faz menos felizes. Agora, a perfeição, imperfeita há tempo suficiente, é um traiçoeiro ninho de ratos; o que nos transtornava é-nos indiferente; o que mais presávamos tornou-se relativo; as palavras a que nos agarrávamos, à procura de alento, vai levando-as a efemeridade.
Há pessoas que entram na nossa vida com o único objectivo de nos ajudar a crescer. São elas que nos forçam a deixar de acreditar em fantasias infantis e em crenças de gente miúda. Foram elas que, por diversas vezes, estiveram contra nós, sem nos apercebermos... sem elas se aperceberem. É sua a culpa de muitas infelicidades que escusávamos de ter enterrado, tal como também é sua a culpa de termos conhecido o mundo além dos nossos princípios. Nem tudo foi bom, mas nem tudo foi mau. Também nos trouxeram alegrias, testando os nossos limites e emoções.
Só nos iludimos porque o permitimos, tenho dito. Só nos iludimos porque todas as crianças se iludem. Felizmente, um dia, crescemos, colocando a nossa vida em perspectiva. É com as experiências, as boas e más, que aprendemos. Talvez ainda nos esperem mais lições pela frente, talvez, no fundo, continuemos a ser as mesmas crianças. A diferença é que já tivemos o gosto de conhecer o que nos era desconhecido.
A ironia é que quem nos ajudou a crescer ainda não cresceu.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Natal e o Tolkien

Ora, muito boas noites! Que tal foi o vosso Natal? O meu passou-se benzinho, obrigada pela preocupação!
E as prendas? Quantas e quais facturaram este ano? Já que perguntam, eu recebi, além do que já vos contei, um BabyLiss (um ferro que serve para encaracolar ou esticar o cabelo, que eu já tinha catrapiscado há um tempo atrás), um par de luvas, um lenço acachecolado (daqueles grossos que combatem mesmo o frio) e três livros. (Pois é, que felicidade! Nem eu esperava tanto!)
E um desses livros foi uma biografia do autor d'O Hobbit e d'O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien. Desta vez, uma salva de palmas para o meu pai, que conseguiu acertar em cheio no material que eu andava a precisar de ler - sobre a vida de um autor conhecido mas, acima de tudo, de um homem que viveu ao extremo a paixão que nutria, não só pela literatura, como também pela sua família e amigos! Afinal, eu sou daquele tipo de pessoa que necessita de referências e inspiração para a escrita, senão a coisa da criatividade corre menos razoavelmente. Preciso de uma mãozinha de incentivo... Então, acabei por passar o dia de hoje, desde manhã à noite, a ler The Man Who Created The Lord Of The Rings. Achei absolutamente interessante! Foi uma leitura leve (127 páginas em inglês, com algumas fotografias pelo meio) e consegui ganhar fôlego suficiente para recomeçar a escrever textos mais substanciais, para os quais me tem faltado paciência ultimamente. Apesar de ainda não ter lido nenhum dos livros escritos por Tolkien, fiquei com uma excelente impressão sobre o seu trabalho. Prova disso é que não me sentia tão entusiasmada com um livro, como me senti com este, há já alguns meses! Só parei de ler para almoçar e ver um filme à tarde...!
Bem... Adoro biografias! Adoro ficar a saber mais sobre as vidas de figuras relevantes porque gosto de perceber quem eram e como conquistaram o que conquistaram. Penso que é isso que me fascina nelas. Se mais alguém partilhar este interesse, que se chegue à frente!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MENSAGEM NATALÍCIA GERAL

Ao contrário da maioria das pessoas, a minha mensagem de Natal só se escreve no Natal propriamente dito e não será enviada por outra via. Portanto, aqui vai:

Desejo um felicíssimo Natal a todos os meus familiares, amigos e leitores, e que o passem da melhor maneira, independentemente do número de prendas que receberem (mas, se pertencerem a uma elite de sortudos, good for you!), porque o que mais interessa é conviver, partilhar e tirar a barriga de misérias dos doces! Aproveitem! Feliz Natal!

"High in the clouds"

Ontem, depois de jantar, faltou-me a paciência para escrever, o que não é habitual acontecer quando as férias já vão a meio. Achei estranho, mas não liguei. A seguir, comecei a sentir imenso sono. Ainda assim, continuei a falar com o meu namorado na Internet. Só que bem me parecia que algo estava errado! A memória faltava-me, sentia os reflexos de resposta demasiado retardados e nada do que eu dizia fazia muito sentido de acordo com a minha personalidade. Passei imenso tempo a queixar-me de passar o Natal com a minha família pequena, de quatro pessoas, enquanto eu já tinha ultrapassado isso. Que se danasse, eu não ter uma família grande e animada! Mas, ontem à noite, eu continuava a bater no ceguinho, inconscientemente sem saber bem a razão.
Entretanto, inexplicavelmente cansada ao limite, decidi ir dormir de vez. Então, naquele estado de dorme-não-dorme, no espaço daqueles trinta segundos antes de adormecer, lembrei-me: tinha tomado um Brufen de 400mg para as dores nos dentes, uma autêntica bomba no meu organismo.
Eu estava pedrada com analgésicos anti-inflamatórios... dêem-me um desconto.

Agora, encontro-me no dilema de passar o Natal com dores nos dentes ou de passar o Natal num estado meio azombiezado.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Raios te partam, aparelho... raios te partam!

Tenho vontade de o arrancar à força toda, de me livrar da constante sensação de consciência sobre o meu maxilar superior! Apesar de já ter enfiado um Brufen para a goela, continuo com as mesmas dores e... sei lá, isto dói e acabou-se. Tenho o discernimento toldado, de modo que me vejo incapaz de completar o resto do raciocínio.

Christmas Playlist







sábado, 22 de dezembro de 2012

Habemus cremalheira!

Após anos de luta argumentativa, tentando convencer a subsidiária família a mandar-me ao serralheiro da boca, foi hoje, no santo dia 22 de Dezembro de 2012, que finalmente me puseram uma cremalheira. Diga-se, um aparelho! Aquela coisa que nos colam aos dentes durante quase dois anos com a finalidade de lhes dar uma orientação de jeito... Como a minha avó diz, um pára-choques! Estão a ver?! Ai não, que não estão!
E assim se passaram doze belas horas desde o mencionado acontecimento. A minha guerra com as batatas fritas foi menos turbulenta do que a imaginara, ao passo que o peixinho, as batatas e a couve já não me deram tréguas ao jantar (o que poderá ser, por outro lado, meramente psicológico). As dores...? As dores que se lixem! Bem... tirando a parte em que me custa comer chocolate ou qualquer outra guloseima que implique mastigar com alguma força; o que me aborrece mais é a comida enfiar-se toda entre os arames! Ca porcaria!

Eu também via os desenhos animados do "Sorriso Metálico", problem?!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Se o mundo acabasse hoje... #2

... eu já teria 75% das compras de Natal feitas. Quanto desperdício!

Se o mundo acabasse hoje...

Supostamente, é hoje que acaba o mundo, segundo a profecia dos Maias (e não, não foi o Eça de Queirós quem a escreveu).
De qualquer maneira, se o mundo acabasse hoje, eu morreria feliz - muuuito feliz. Nem encontro razões pelas quais deveria morrer triste. (Ainda!) não sou rica, mas também não sou tão pobre que me sinta constantemente atormentada por isso - isto é, monetariamente, porque, de espírito, tenho para dar e vender, modéstia à parte.
Se o mundo acabar hoje, paciência... É pena eu não ter chegado a ter umas maminhas maiores, mas também não me queixo grande coisa. Sei falar duas línguas estrangeiras, mantive sempre resultados escolares acima de medianos, comi muito chocolate e gomas ao longo da minha vida, pintei as unhas de várias cores berrantes, aprendi a fazer ponto-cruz e crochet, fiz chichi à beira da estrada a meio de longas viagens de carro, tentei fazer bolos a partir de receitas da Internet (correu mal) e, pronto, entrando pelo campo mais sentimental, já estive obcecada por alguém, já me "desobcequei", já me apaixonei, já recebi e dei muitos beijinhos e abraços, a minha vida familiar e sentimental satisfaz-me e, entretanto, consegui fazer umas quantas amizades bacanas. O que mais poderia ter desejado para um tão curto espaço de tempo como aproximadamente 1,7 décadas?!
Portanto, se o mundo acabar, espero, ao menos, que os extraterrestres se divirtam (ou se roam de inveja dos humanos) ao ler este testemunho escrito por um ser terráqueo nas vésperas da sua extinção.

Rick's stuff #3

De vez em quando, faz bem ouvir qualquer coisa alternativa e deixar as popzadas e as rockalhadas de parte. Diga-se de passagem que é sempre boa ideia ter um namorado com uma vasta cultura musical que nos faça inovar os nossos gostos quando os ouvidos pedem mais variedade.
Ultimamente, tenho andado a viciar em The Tallest Man on Earth.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

"O Hobbit"

Não gosto nem nunca gostei de filmes demasiado compridos. Para mim, duas horas de duração já é muito e, se as excederem, começam a perder o interesse. Talvez eu me aborreça facilmente!
Hoje, fui ver "O Hobbit" e sei que não serei a primeira a mostrar-se bastante desapontada. Já tinha lido algumas críticas e opiniões de amigos que o apontavam. É um filme com cerca de duas horas e meia (ou mais!) e as cenas são demasiado longas para o meu gosto. Parece que os diálogos nunca mais acabam e a dinâmica perde-se um bocado... ou um bocadão. A partir do início, comecei logo a perceber que isso iria acontecer e que - PIOR - a história não acabaria neste filme. A aventura que se nos apresentava dava pano para mangas. "Voltem para o ano!", gritou o final em aberto. Pois... Mais tarde, pensarei no assunto. 7 valores em 10 (e estou a ser mais benevolente que o meu namorado, que deu 6).

Lembrei-me

Já vos disse que estou de férias desde segunda-feira?
Acho que não vou pegar no trabalho de casa de História A antes das últimas 24h que antecedem a sua entrega. Pessoa de férias que é pessoa de férias, quando não está alapada no sofá, na cama ou à frente do computador a fazer cenas que não vão mudar o mundo nem influenciar o seu futuro, vai sair de manhã e só volta ao fim da tarde. É que nem pensem no contrário!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Eu só queria umas palhetas fixes!

Ontem, fui comprar palhetas para a guitarra. Aproveitei ter a última aula deste ano na Alliance Française para passar pela loja de música que fica na mesma rua e onde só entrara uma vez, para saber o preço das guitarras acústicas. Estava sempre vazia.
Quando fui atendida, perguntei por palhetas. O senhor do outro lado do balcão respondeu "temos milhares". "Olha que bom", pensei eu, enquanto ele apontava para dentro do gabinete particular, como quem quer dizer "estão arrumadas ali dentro". Então, pedi especificamente palhetas de guitarra. Lá me foram mostradas umas quantas, a maioria com a espessura de 0,75mm e, tentando ser simpática, observei "era destas que eu andava à procura!". Contudo, ainda gostaria de ver umas palhetas mais grossas, visto que as de 1mm eram poucas e tinham desenhos estranhos. Acerca desses estampados, o vendedor afirmava "só não ter com a cara do Passos Coelho". "Nem eu quereria uma dessas" retorqui, "tocar guitarra dá-me prazer e espero que assim continue!" "Olhe, tem aqui uma que é contra a SIDA." Ora bolas, mas será que ele não entendia que eu só procurava algo divertido, a combinar com a música?!
À pressa, escolhi três palhetas, já farta daquela charada, e desembolsei da carteira. "São 2,55€", e eu nem conseguia fazer as contas de cabeça (0,85€x3=???), para confirmar, tal era o imbróglio em que o homem ma pusera. Desculpei-me com o facto de estar de férias e, pronto, eu confiaria que 0,85€x3=2,55€, dado não conseguir efectuar uma operação mental tão simples quanto aquela. A verdade é que nunca me dei muito bem com números...
No entanto, ao contar o dinheiro que tinha na carteira, concluí que não havia suficiente para pagar; reduzi as palhetas a duas. "É 1,70€." Está bem. Escusado seria regressar à tentativa de cálculo anterior, se já nem os trocos eu via à frente!
Arre! Enfiei as palhetas na carteira e fugi dali, jurando para nunca mais! O homem era burro (ou casmurro) no que toca à música (trocadilho involuntário de terceira categoria), mas eu é que ainda ficara mal, graças à desgraça da minha Matemática!
Pelo menos, vá lá que não vá, as palhetas até são de boa qualidade e têm uns desenhos engraçados...!

A minha primeira prenda de Natal deste ano

Ah! Roam-se! Já recebi a minha primeira prenda de Natal. Eu sei, ainda estamos a dia 19, mas a Cara de Panqueca (a.k.a. a minha melhor amiga, a.k.a. Inês) também não me impediu de a abrir. Afinal, ela estava ainda mais curiosa acerca da minha reacção do que eu por saber que raio estava por baixo daqueles dois embrulhos. E pronto, foi isto:


... um bloco grande, com uma chinoca na capa (como eu!) e uma caneta toda sofisticada! Fiquei completamente deliciada, rendida a uma prenda que já me fazia imeeeeeesa falta (está bem, alguma) e que me manterá entretida até à última página. A ideia é tentar escrever, pelo menos, algumas linhas por dia, sem ser no computador. Talvez seja desta que me afasto um bocado dele e retomo o hábito de escrever à mão! Comecei logo, mal cheguei a casa!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Rewind Youtube Style 2012

THUMBS UP!

Pai, facebooquiano assumido

Pai, pai, pai. Aquela pessoa que eu já evitei adicionar no Facebook à força toda; aquela pessoa que eu temi que me visse o meu perfil e pensasse que os meus amigos são completamente levados da breca; aquela pessoa que nunca se deu muito bem com as tecnologias... Agora, no Facebook! E, por sinal, muito entusiasmado por já fazer parte da rede social do momento!
Em apenas duas noites, já adicionou mais fotos e álbuns do que eu em três anos. Em menos de uma hora, conseguiu que uns quantos colegas meus fizessem "like" numa foto em que me identificou e em que, por acaso, eu estava de calções. Atenção: colegas rapazes, não raparigas (apesar de, mais tarde, também o terem feito)! - todos de uma vez só, num intervalo de trinta segundos. E o meu pai nem se importou, muito pelo contrário.... Parecia uma criança deliciada com o seu novo brinquedo. Estava a ser "um pai fixe", a dar-se com o pessoal adolescente e a falar pelo chat com a família e os amigos... a falar comigo, porque isto não seria tudo oficializado sem uma conversa virtual, unicamente separada por uma parede!
  • Beatriz (no smartphone): Vai para a cama, seu Facebook addicted!
  • Pai: Vai tu para a cama tb. Bjs.
E pronto, já tenho um pai facebooquiano! (Mas vou ter de fazer alguma coisa quanto ao crescente interesse dele em ficar no computador até às duas da manhã, ou ficarei eu sem conseguir vir à Internet, ao MEU Facebook, ao MEU blogue!)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Manifesto da vida - excelente!


(Ignorem os últimos segundos, em que descobrirão que se tratava de um spot publicitário.)

Verborreia virtual

Eu sei que não devo ser a única pessoa do mundo a sofrer desta doença, mas lá que ela deve ser rara, lá isso deve ser. A verborreia virtual consiste em verborreia (diarreia de palavras)... só que escrita em conversas virtuais. Imaginem que estão a falar com alguém que escreve, em média, três linhas até vos passar a batata quente, enquanto vocês gastam três minutos a escrever um texto corrido de cinco parágrafos (o que até poderá tratar-se de um exagero, mas serve para a demonstração). E, depois, como é que se sentem?! Uns anormais d'uns freaks, ah pois é! Como se não bastasse, eu ainda sofro de um tipo de verborreia virtual agravado: a verborreia virtual involuntária, causada por falta de tema, que resulta no efeito exactamente inverso - uma espécie de conversa fiada, sem nexo e sem seguir uma linha concreta de raciocínio, por vezes acompanhada de emoticons e reticências, para não parecer tão mal.

Agora, quem sofre do mesmo bicho, que se verborreie aqui à vontade se lhe apetecer, pois não pagará mais por isso...!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Publicidade pela qual não serei remunerada

Ah e tal, o Natal está quase aí e nenhum de vocês está para gastar muito dinheiro em prendas. Melhor: nenhum de vocês ainda se atreveu sequer a ir comprar o que quer que fosse, com medo do dinheiro que terá de largar. Pois bem, aqui estou eu para alimentar o espírito natalício consumista! Ou, dependendo das perspectivas, para o aliviar!
Ontem, fui à procura de potenciais presentes para a família e tive, não sei se a sorte, se o azar, de encontrar os que acabei por comprar para as minhas amigas. Parei na H&M; já tinha visto a maioria das lojas do centro comercial e não se encontrava nada cuja qualidade fosse proporcional ao preço, excepto os bombons "I Love Milka", que custavam um euro e qualquer coisa (mas eu nunca ofereceria a ninguém uma caixa com tão poucos chocolates, pois o receptor da prenda correria sempre o risco de ficar sem parte dela à pala da minha gulodice). A H&M tem uma grande variedade de produtos de beleza, perfumes e bolsas para rapariga desde 2,89€ que valem realmente o que custam. Mesmo os de 3,89€ não são nada maus. São presentes bonitos, cheirosos e, pelo que me pareceu, de qualidade. Como não estamos em época de gastar ao desbarato em prendas, o importante é mostrarmos que não nos esquecemos de quem se lembra sempre de nós, por muito que nos doa na carteira (na nossa ou, ainda pior, na dos nossos pais!).
Para o desapontamento de alguns, não vou poder mostrar o que comprei, uma vez que as amigas a quem oferecerei as tais prendas lêem o blogue. No entanto, se a minha não-requisitada opinião vos interessar, o que encontrei de melhor na H&M foram as bolsas de renda (2,89€), os frascos de perfume pequenos que vêm dentro de umas latinhas práticas para se terem dentro da mala (também a 2,89€) e as bisnagas douradas e pretas de loção corporal (3,89€).


A mim, ainda me falta comprar a prenda para a minha melhor amiga. Sem serem cosméticos, perfumes, peluches ou molduras, e partindo de um orçamento muito limitado, têm sugestões?

Mais um questionário, se não se importarem...

Como ando numa de saber mais sobre os leitores do blogue e a sua opinião sobre ele, tenho pensado em criar, de vez em quando, uns quantos questionários. Por um lado, não sei se hei-de achar que isso é muito egocêntrico da minha parte; por outro, quero lá saber, porque, se eu tenho um blogue pessoal, não se espera outra coisa de mim senão eu ser alguém que se tem em alguma conta. De qualquer modo, e visto que é sempre legítimo uma pessoa querer saber se o que publica não passa de uma grandessíssima chafurdice, o "teste de qualidade" ao Procrastinar Também é Viver já se encontra disponível na barra lateral para quem não se importar de lhe responder.
Obrigada! *smile*

"Margarita Rebel Little Chicken"


Finalmente, encontrei a entrevista à pseudo-Margarida Rebelo Pinto que passou no Estado de Graça da semana passada. Cliquem nesta hiperligação e coloquem o vídeo nos 14:55. Não se vão arrepender... Humor português: simples e forte. Façam-me o favor de rir!

Sem ideias para novas publicações, because... you know...



image

sábado, 15 de dezembro de 2012

Marquemos a diferença! - #Blog Action Day

   Vivemos num mundo enorme e, à partida, representamos algo quase invisível nele. Há quem acabe por se subestimar a si mesmo e ao próximo no meio desse mar de gente, cidades e culturas, mas também há quem saiba dar valor a cada recurso humano existente. E é principalmente desse tipo de pessoas sobre quem desejo escrever desta vez.

 

   A nossa sociedade encontra-se em constante mudança. Nem sempre foi bem assim, é certo, pois as tecnologias vieram aproximar-nos uns dos outros, facilitando a comunicação à distância, logo, a constante adesão e difusão de ideias com os mais diferentes conteúdos

   Tenho um blogue – este – porque gosto de transmitir a minha mensagem, seja ela qual for, sobre o que for. Gosto de saber que, ao fim do dia, existe alguém a concordar ou a discordar de mim mas que, apesar de tudo, e o mais importante, tomou conhecimento da minha opinião. Em muito pequena escala, penso que poderei chamar a este processo “tentar fazer a diferença”. Em primeiro lugar, é aqui que exponho os meus valores e opiniões; em segundo, estou certa de que estarei a incentivar outros, indirectamente, a exporem os seus também, nem que seja intimamente – o que já não é nada mau! Possuir opinião sobre algo é extremamente importante! Todos nós temos uma voz e todos nós devemos usá-la, nem que seja uma vez na vida! Até enquanto escrevo estas palavras tenho o objectivo de colocar este assunto em reflexão para quem as lerá, mais tarde…!

   Não digo que seja preciso ter um blogue público para que tentemos fazer a diferença. Longe disso! Existem imensas maneiras de deixar a nossa marca no mundo, sem nos limitarmos a ser mais um indivíduo de tantos outros biliões com as mesmas características. Eu própria não encaro a Internet como o único meio para atingir tal fim, apesar de se tratar de um instrumento imprescindível na divulgação de informação na actualidade, assim como para tornar a nossa voz audível.

   Fazer a diferença pode começar pela iniciativa própria. Devemos perguntar-nos o que podemos nós alcançar com as nossas capacidades? Sem vontade, nada se concretiza, pelo que devemos analisar-nos criticamente. Por vezes, mais valem actos pequenos e de bom coração do que grandes demonstrações sem significado. E o dinheiro?! Ele também é importante, sem dúvida, mas não vejo por que razão não haveremos de cumprir os nossos objectivos sem ele, se temos realmente vontade e uma voz que sabemos usar, que nos guia e que nos permite interagir com o mundo. Podemos fazer voluntariado, tentar auxiliar alguém em momentos menos felizes, lutar por uma causa digna de ser colocada em relevância, entre tantas outras acções que, simples ou não, demonstram a nossa vontade.

 

   E um bom método para começar a tentar marcar a diferença é, como já referi, pensar em pequena escala.

   Eu, por exemplo, prefiro tomar mais atenção, em primeiro ligar, à comunidade em que me insiro. Sou uma cidadã portuguesa, jovem e estudante, pelo que me concentro maioritariamente no panorama de Portugal, na actual conjuntura económica e política (e na crise, presente não só nesses domínios, como também, por consequência, em toda a realidade nacional, seja na Educação, na Saúde, na Justiça, …) e no que o futuro no meu país me poderá reservar ou recusar. Se sou directamente influenciada pela minha comunidade, tomarei mais atenção, evidentemente, ao que se passa dentro dela.

   Porém, como é igualmente óbvio, não me deixo de preocupar com o exterior, dado que é ele que influencia, em grande parte, a realidade em que vivo. Procuro manter-me informada sobre uma data de temas sobre os quais convém qualquer cidadão minimamente consciente estar informado. Não deixo de tomar atenção às situações de guerra entre povos e as suas motivações; não deixo de me sentir sensibilizada com a falta de condições de vida (fome, trabalho precário e analfabetização são apenas algumas) nos países subdesenvolvidos, que tanto são explorados por nós, os países desenvolvidos; não deixo de me sentir escandalizada com os crescentes problemas ambientais, ignorados pela sociedade consumista e capitalista onde eu própria me insiro; não deixo de me sentir insultada pelas desigualdades que persistem em certas sociedades, porque todos os Homens merecem o mínimo de respeito, sejam de que género, religião ou raça forem.

   Mas, repito – por agora, a minha área de possível influência no mundo cinge-se apenas à minha comunidade, ou seja, Portugal e, no máximo, a Europa. E pode ser que, um dia, eu consiga que a minha voz e a minha vontade cheguem para batalhar não só pelo que me é mais próximo, como também por todo o mundo, um pedacinho de cada vez!

   Já nem digo todos, mas se uma parte de nós - cidadãos do mundo com capacidade e vontade para deixar uma marca indelével em toda a imensa comunidade que nos rodeia – se juntar, em nome de uma realidade mais favorável e sustentável, em nome de uma sociedade que não se esqueça de ninguém, mesmo que a sua voz seja, porventura, mais fraca ou inaudível no meio da multidão, julgo que poderemos transformar o Planeta Terra num local ainda mais desejado e amado do que ele já é.

   Através da minha voz, continuo a almejar fazer a diferença.

Beatriz Canas Mendes, Portugal

October 15th, 2012

Blog Action Day #powerofwe

TRANSLATE HERE

 

 

 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Dezembro

Frio. Muuuuito frio.
E Natal também!

Taylor... is that you?!


Quem conhece o trabalho da Taylor Swift deve estar tão atrapalhado quanto eu, se também viu o novo videoclipe da música "I Knew You Were Trouble". Não sei quanto a vocês, mas eu não gostei. No mínimo, fiquei apreensiva. Acho que o único aspecto que me agradou foi o novo visual dela, com o cabelo mais curto e roupa descontraída. De resto, nada fez sentido. A começar naquele monólogo inicial, um prólogo bem ao estilo Twilight, tal como a Bella costuma fazer no início de cada narrativa/filme, e a acabar no enredo da história "contada", não antes de passar pelo rapazinho todo rockeiro e rebelde, cheio de tatuagens foleiras, não me pareceu que tivesse saído algo muito coeso. Talvez eu esteja demasiado habituada ao estilo clássico e romântico dos videoclipes da Taylor Swift, talvez este tenha saído mesmo mal. Desta vez, não engoli. Desculpem lá qualquer coisinha...

Adivinhem quem ainda não se levantou da cadeira desde há bocado.

Eu.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sei que estou à beira do colapso quando...

... leio um pseudo-pensamento profundo no Facebook que pergunta "nunca vos aconteceu mandarem uma mensagem para uma pessoa por engano, só por estarem a pensar nela?" e respondo, imediata e mentalmente, "Freud chamaria a isso um acto falhado".
Oh, Pshychology, my dear beloved...!

Pura procrastinação

Aaaah, que moleza que eu tenho. Até a preguiça de ir para a cama me assalta. A sério... A minha patologia é real! Se conhecerem algum psicólogo, perguntem-lhe! Se vocês forem psicólogos, comprovem-no agora mesmo! Há quem sofra de um grau de desmotivação tão profundo que nem se sinta capaz de ir dormir, simplesmente porque não, porque se está aqui tão bem sentado à secretária, a escrever no computador sobre a sua própria incapacidade de levantar o próprio rabo da cadeira e percorrer os cinco metros que o separam da cama...

Sou uma pessoa muito doente, uma autêntica jovem velha.
Felizmente, amanhã é o último dia de aulas de 2012.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Parem lá com essas merdinhas facebooquianas do "12-12-12", com o spam da aplicação "Your picture for today is..." e as já (infelizmente) familiares frases pseudo-filosóficas, também conhecidas por pensamentos e ensinamentos extremamente profundos sobre o amor e a vida, que não interessam nem à Margarida Rebelo Pinto. Sempre agradecida.

Querido Pai Natal,

Deixemo-nos de tretas: por muito que eu peça paz no mundo, e união universal, e que os políticos passem a ser competentes, e paciência quando ela não me assiste, e 20 a Português, e as propinas da universidade totalmente pagas, e umas maminhas maiores (e naturais), tu nunca me realizarás tais pedidos, seu velho barbudo. Portanto, vamos mas é directos ao assunto, que ambos temos mais que fazer da vida.
Em primeiro lugar, este ano só te peço um único livro - o novo do José Luís Peixoto, "Dentro do Segredo"   - e menciono, em todo o caso, o novo CD da Aurea.
Para adoçar a boca, EXIJO um stock anual ilimitado de Pringles, Toblerone, Ferrero Rocher ou, quem sou eu para rejeitar?, quaisquer batatas fritas, bombons ou barras de chocolate (desde que não sejam picantes ou tenham aqueles recheios esquisitos de licor and shits like that) que existam no mundo. Preciso urgentemente de engordar... e de bombas de hidratos de carbono e açúcar no sangue para melhor irrigar este pobre cérebro disfuncional (principalmente esta última).

(Esperaaaa, não passes já à carta da Margarida Rebelo Pinto, porque a minha ainda vai a meio, eu sou pobrezinha e nem sequer estou a tentar fazer um "downsizing do meu lifestyle"!)

Quanto à roupa (ai, que fútil que eu sou, atirem-me lá pedrinhas...), oferece-me a que quiseres. Todas as peças serão bem-vindas! Acessórios, maquilhagem, vernizes, sapatos, idém-aspas-aspas. Já agora, meias e pantufas quentinhas é que não caíam nada mal!
Mas agora, falando bem a sério, o que eu peço mesmo do fundo do coração são umas estantes novas do IKEA (por favor, por favor, POR FAVOR!, eu tenho mais livros do que a família Carreira tem em êxitos musicais lamechas plagiados de canções americanas e francesas e não tenho onde os arrumar!). Poderás escolher a minha prenda entre estes exemplos:

Prateleiras

IKEA Estantes

IKEA Estantes

Em jeito de conclusão, oh Pai Natal, tu não te esqueças que eu me portei muito bem durante todo o ano (excepto aquelas vezes em que falei mal e torto no meu blogue ou quando não contei ao meu pai da vez em que estava cheia de sono e lavei os dentes com a escova dele, pois às sete da manhã até o azul parece cor-de-rosa) e que mereço tudo o que a sociedade consumista me possa proporcionar! Essa é que é essa!

Agora, vai lá, já podes passar para a carta da MRP (apesar de ela ser uma vaca presumida que não escreve um corninho de veado bebé). (Pronto, é a última vez em 2012 que eu falo mal de alguém do meu blogue!)
Beijinhos, abraços e... fogo, votos de uma dieta à base de chá!

Beatriz

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Rick's stuff #2

A segunda edição da rubrica mais parva da blogosfera sai um pouco do seu objectivo inicial, mas... quero lá saber! Afinal, só tenho vinte e um leitores, segundo o inquérito colocado na barra lateral direita. O que tenho eu a perder?!

É só para avisar que, caso liguem na RTP à hora do telejornal e cheguem a ver uma reportagem filmada numa vila bem chunguita da Margem Sul chamada Quinta do Conde, a criatura despenteada a fazer figurinhas em segundo plano é o ilustre Rick em pessoa, a tentar ser tão famoso quanto a sua mui célebre namorada. E depois logo perceberão porque é que era inevitável ele ser mencionado esporadicamente neste blogue. Um autêntico achado!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A cena de se ser filho único

Ser filha única é moderadamente fixe. Tanto me queixo eu, que não tenho irmãos, como outra pessoa qualquer que os tenha, pois haverão sempre benefícios e desvantagens a apontar por ambos os pontos de vista.
Para mim, ser a menina do papá, da avó e da tia, com quem vivo, implica ter seis olhos atentos a cada passo que dou. O que um não observa, os outros não descuidam. Sei que sou muito mais protegida do que a maioria das pessoas da minha idade ou até mais novas. Se já me atrevi a dar um passo em falso, garanto-vos que correu quase sempre mal. Não há outra opção para mim que não a de continuar a viver consoante as expectativas. Nisso, considero-me uma adolescente submissa (apesar de a minha submissão ter melhores dias que outros, evidentemente… mas também sou uma miúda moderadamente calma).
Contudo, ser filha única não deixa de ser epicamente bom, trazendo as vantagens que traz - tal como sou o centro das atenções para o mal, sou-o igualmente para o bem, o que acaba por “compensar”: o orçamento da casa tem-me unicamente a mim em consideração; se fico doente, correm logo a encher-me de mimos e, se necessário, medicamentos (ou levam-me ao hospital sem se preocuparem com quem fica o resto dos filhos porque… não os há!); quando se trata de dar prendas, não há cá divisões de capital disponível (é tudo para mim, *riso maléfico não convincente*); não tenho de seguir nem de servir de exemplo a ninguém; só têm de se preocupar com uma reunião de pais na escola; “só” têm de pagar doze anos de escolaridade obrigatória; “só” têm de pagar uma universidade; há mais orçamento familiar para ter animais de estimação; morrerei com o coração virgem de sentimentos negativos fraternais; posso ter um quarto só para mim; no Inverno, o aquecedor é só meu; não preciso de partilhar… E a lista de egoísmos continua. Podem crer que sou uma daquelas filhas únicas mimadas até ao tutano.
Ainda assim, reconheço que a experiência de ter irmãos deve ser fascinante, pelo menos nalguns casos (não me refiro, claramente, àqueles que quase se matam durante uma mera discussão sobre peúgas). Na minha opinião, ter um irmão implica, num sentido muito figurativo, ter um coração maior. Afinal, ele é mais uma pessoa que existe para amarmos (e odiarmos, quando calha) incondicionalmente e que faz parte da nossa vida, quer queiramos, quer não. Os irmãos acabam por se compreender e apoiar entre si de uma maneira única: o “inimigo” é o mesmo, os desejos são idênticos e é sempre mais fácil entender e ser entendido por alguém que seja da nossa geração. Ser o irmão mais velho é aprender a ser paciente e generoso; ser o irmão mais novo é ter uma referência fiável sem ser as figuras paternais. Não é preciso ter irmãos para conhecer essa realidade.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Curta e rápida, como se quer.

Miúdas de onze anos criam perfis no Ask. Mas o que haverá para lhes perguntar? Com que idade deixaram de usar fraldas?! Quando é que largaram o bacio e começaram a acertar com os chichis e os cocós na sanita?!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Say what?

Apesar de não ser das bandas que mais ouço, sempre gostei muito dos Green Day. Penso que tiveram os seus altos e baixos mas que, nos últimos anos, têm mostrado ter alcançado a maturidade musical. O estilo de canções que criam não é demasiado agressivo, nem demasiado suave, tem boas letras e melodias, a voz do Billie Joe Armstrong é singular e existe coesão entre todos os temas e, atrevo-me a dizer, todos os álbuns (baseando-me nos que conheço, pelo menos).
Hoje, quando mudei para a MTV Music (aquela que transmite videoclipes 24 horas por dia, ao contrário da decadente MTV Portugal), apareceu-me o seguinte:


A minha reacção instantânea: "O QUÊ?! GREEN DAY E TWILIGHT?! ESTÁ TUDO MALUCO?!"
Não me censurem. Não desgosto de Twilight, mas... por favor, não me contradigam quando digo que não poderia existir no mundo uma mistura menos previsível. Se ontem me tivessem dito que a nova música dos GD fazia parte da banda sonora do Amanhecer, parte II, eu mandá-los-ia dar uma voltinha ao bilhar grande com um valente olhar de reprovação - estariam doidos? Ah, como se fosse possível. Mas foi... E não digo que tenha sido uma má estratégia de marketing, apenas me sinto confusa quanto a este "casamento" improvável. Depois disto, só falta a Tina Turner e a Cher começarem a contribuir para as bandas sonoras de filmes como Die Hard ou Velocidade Furiosa.

Recomenda-se!

Num país onde tanto bom escritor se vê mais reconhecido no estrangeiro do que na sua terra natal, esta é uma daquelas iniciativas maravilhosas e muito bem pensadas. Conheci a Biblioteca Digital do DN através de outro blogue e depressa me tornei uma fiel seguidora. Todas as semanas é lançado um conto novo assinado por um escritor português, dos mais velhos aos mais novos, dos mais conhecidos aos mais verdinhos, acompanhado de uma curta biografia. Foi assim que me apercebi da dimensão do trabalho destas pessoas e do quão pouca divulgação sobre a maioria delas existe em Portugal, apesar de terem diversos livros e contos traduzidos para uma sem-número de línguas. Depois, não admira que os portugueses só leiam verbos de encher, como são exemplo os livros da Margarida Rebelo Pinto - assim foram educados pela própria sociedade! O que esta Biblioteca Digital nos reserva é um pedaço da verdadeira literatura portuguesa do século XX e XXI, daquela que dá para rir, para chorar ou até chorar de tanto rir. Não interessa o tema nem o autor do conto que escolherem: julgo que não se arrependerão de dar uma breve vista de olhos. Será, por exemplo, uma boa maneira de ocuparem parte do vosso fim-de-semana!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Quando for grande...

Costumamos perguntar muitas vezes às criancinhas o que querem elas ser quando forem grandes.
Quando andava na primária, dizia que queria ser veterinária e só descobri que já não o desejava ser quando tinha mais ou menos dez anos e tive de ver o meu companheiro de brincadeiras na infância, o Misha (cão), sofrer à conta dos tratamentos violentos a que o submetiam. Também eu sofri muito ao assistir a tal suplício e, perante a minha aflição, o veterinário da família saiu-se com uma frase que me marcou imenso e que, provavelmente, nunca esquecerei - "Há pessoas que gostam demasiado de animais para serem veterinários". E ele tinha razão: eu mal era capaz de os ver levar uma vacina, quanto mais imaginar-me numa sala de operações com as tripas deles nas mãos, sob a minha responsabilidade. Foi nessa altura que desisti da minha primeira ambição. Entretanto, o Misha morreu (a eutanásia foi o único modo encontrado para lhe acabar com as dores do reumático e a infelicidade expressa em intermináveis dias e noites a ganir por não se conseguir levantar sozinho).
Depois, passei algum tempo sem saber muito bem o que fazer da vida. Coloquei em hipótese tornar-me bióloga. Após esse período de alguma despreocupação quanto ao futuro, pensei em ser actriz. Essa pancada prolongou-se até ao oitavo ano, talvez até ao nono. Porém, antes de entrar no secundário, comecei a aperceber-me dos riscos de uma carreira instável e o prazer em escrever começou a manifestar-se cada vez com mais intensidade - cheguei à conclusão de que queria ser escritora e/ou jornalista. Enveredei por Línguas e Humanidades e não me arrependo, apesar de reconhecer que talvez tivesse sido mais sensato ter optado antes por um curso profissional do que pelo ensino recorrente.
Até agora, julgo que mantenho a mesma opinião de há quase três anos atrás: escrever é uma das coisas que mais gosto de fazer e comunicar, em geral, dá-me um gosto imenso. Aliás, não vão mais longe: tenho um blogue por alguma razão! No entanto, já não penso tão assertivamente sobre tentar construir uma carreira jornalística. Em parte, tenho receio que a paixão pela escrita seja atenuada ou que não se encaixe num ambiente demasiado profissional. Opiniões... A poucos meses de ter de optar por um curso no ensino superior que poderá ditar o rumo da minha vida nos próximos anos, tenho a sensação de estar mais confusa do que nunca. Não é que não tenha certezas acerca da minha vocação, mas e se nem tudo se tratar disso? Também me sinto atraída pelo ensino, por antropologia, política... E, mesmo dentro da área da cultura e da comunicação, existem diversos cursos, em diversas universidades de Lisboa, cada um com as suas vantagens e desvantagens. Por agora, vou mantendo a minha lista de opções em aberto. Já sou "grande" e ainda não sei o que quero ser.

Expondo o meu caso pessoal, queria chegar à seguinte conclusão: de nada vale perguntar às criancinhas sobre as suas ambições profissionais futuras. Afinal, são crianças e, mesmo que gostem de brincar ao faz de conta, questões difíceis sobre o mundo adulto não lhes trarão necessariamente facilidade ao respectivo processo de decisão quando ele se impõe realmente, vários anos depois. 
Na minha opinião, em vez de as "pressionarmos" com preocupações que não lhes são devidas em tão tenra idade, devíamos tentar estimulá-las a interessar-se por diferentes áreas de estudo e, principalmente, a saberem que tipo de pessoa querem ser no futuro, cultivando-lhes o gosto em serem indivíduos úteis para o mundo, com bom senso e valores morais bem definidos. Talvez essa seja uma das falhas na educação das crianças de hoje em dia, talvez eu esteja errada - mas não custará reflectir sobre o assunto, pois não?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O cisne do Hitler*

Era uma vez, (nunca entendi por que colocamos uma vírgula a seguir de tal expressão) um cisne velho, de penas cinzentonas, que nadava num lago ainda mais escuro e sujo, por causa das beatas de cigarro que os adolescentes atiravam para lá quando iam fumar para a floresta. Este cisne chamava-se Jorge, não usava óculos, mas tinha falta de vista, mais ou menos como eu, 'tão a ver? (AH-AH, entenderam a piada?! Ver, hein?! Ver...?! *cotoveladas*), pelo que julgava continuar a viver no jardim do Hitler, de onde havia sido trazido após o fim do império nazi.
E lá continuava ele a nadar em círculos, dia após dia, há mais de uma década, sem reparar nitidamente no raio que o partisse, tentando lembrar-se da amada que nunca tivera, das bicadas que nunca recebera, ignorando que se encontrava sozinho no meio das cinzas de cigarro dissolvidas na água. De vez em quando, falava com o seu amigo pato que, pelo que lhe parecia, jamais lhe dirigiria a palavra, quanto mais dizer-lhe o seu nome - isto porque, apesar de o Jorge não o saber, o "pato" não passava de um pedregulho de duas toneladas a afundar-se no lago.
Os adolescentes que viam o Jorge ao longe, enquanto fumavam nas margens, gritavam-lhe impropérios, chamavam-lhe maricas e perguntavam-se como seria possível ter nascido na Terra uma ave tão hedionda como aquela. Contudo, o cisne velho, cinzento e feio não percebia a língua dos humanos e permanecia absorto na sua iludida, mas feliz, vivência, sonhando com o dia em que Hitler lhe traria um grande naco de pão rijo para comer.
Certo dia, no início dos anos 60, o Jorge teve uma desavença com o seu amigo "pato", visto este continuar a não lhe ligar nenhuma, e morreu com um traumatismo craniano, ao tentar dar-lhe uma valente cabeçada.


*Ou como adiar o estudo de Geografia C.

Uma cena profunda, ...

... duas cenas profundas, três cenas profundas [...], cinco mil cenas profundas. Queria mesmo contar-vos cenas profundas, mas não vou além disto. Talvez ande a ficar insensível (poderá ser da idade?) e a tornar-me, progressivamente, num ser sem sentimentos, sem discernimento emocional... Ou não. Apenas já não sinto a mesma necessidade efusiva e incontrolável de escrever sobre lamechices, e amores e desamores, e encantos e desencantos que sentia há um, dois, três anos. Ah, que saudades que não tenho desses tempos! (E escrevendo sobre não os escrever não estarei a escrever sobre eles?!) Se quiserem conhecer melhor essa minha triste face/fase, consultem as primeiras publicações procrastinadoras. Se, por outro lado, a ignorância é o melhor caminho (acreditem que é!), não se atrevam a regredir mais de doze meses no arquivo blogosférico (até porque algumas das publicações ainda estão por copiar do endereço no Sapo).

Como perderem oito minutos da vossa vida (eu perdi!)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Rick's stuff #1

Por vezes mencionado na blogosfera, o meu namorado Ricardo (tenho mais meia dúzia de namorados escondidos na cave, só para que fique bem claro) farta-se de me enviar conteúdos cibernéticos extremamente espirituosos que acabam por ser, eventualmente, publicados aqui no blogue ou na página do Facebook. Portanto, dada a sua permanente e iluminada presença procrastinadora que eu não consigo evitar (e dado ser socialmente bem visto que uma blogger com classe tenha um namorado inteligente e carismático), decidi criar uma rubrica destinada especialmente a esses conteúdos a que eu acho tanta piada. Em primeiro lugar, peço desculpa aos pais do Ricardo, que até lhe deram um nome de que eu gosto bastante, por ter tido de o abreviar para algo mais mainstream (e foleiro) como estratégia de marketing. Em segundo lugar, não lhe peço desculpa a ele PORQUE NÃO ME APETECE.

Eis a primeira experiência da rubrica "Rick's Stuff":


Por falar em Freud, eu devia mesmo estar a estudar Psicologia.

Qualquer referência a actos violentos é puro sarcasmo e não deverá ser levada a sério

Vivi iludida até há poucos minutos, pensando ser a rebelde cá do sítio, revolucionária, desbocada. Depois, uma amiga disse-me que eu era muito civilizada no que escrevia e que ela sim, estava em vias de criar um blogue todo descontrolado [entretanto, já no activo], e digo-vos, é indescritível o misto de pena e de felicidade que senti por, afinal, não ser assim tão mázinha quanto julgava.
Desistindo da minha proeminente ambição de me tornar a autora de blogues mais repugnada da actualidade, antes sequer de chegar aos 20 anos, passo o meu testemunho à Lisete, recomendando-lhe que não tome como hábito escrever muitas vezes sobre o meu namorado, senão ainda lhe vou à boca e armo aqui uma escandaleira que isto vai tudo pelos ares, TÁ BÁTÊ?! Pois 'tá.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Blogosfera, a quanto obrigas...!

Ainda há pessoas neste mundo que pensam que manter um blogue é fácil. Inocentes, é o que eu lhes chamo. Também já fui como eles - e não há muito tempo (plágio ao spot publicitário de uma certa marca de ice tea). A melhor parte é que, apesar do trabalho que algo mais ou menos bem feito nos dá, acabamos por ficar sempre muito satisfeitos e com o ego alimentado. (E, se há coisa que um autor de blogues gosta, é do ego cheio!)

Agora, ide responder ao inquérito na barra lateral, parte de um elaborado estratagema para eu arranjar cobaias para o meu novo negócio de tráfico de menores... é que eu não ganho a vida a escrever em blogues cor-de-rosa, 'tá?!

É (quase) Natal, é (quase) Natal, tudo bate o pé! Vamos dar muitos presentes, mesmo sem ter fé!

Na última publicação, contei-vos sobre o meu passeio por Lisboa no sábado passado e, por alto, referi o "grandioso fenómeno do exagerado consumismo natalício". Por esta altura, já anda tudo mais que frenético à procura das prendas ideais para dar aos pais, avós, filhos, netos, enteados, vizinhos, cães e gatos, como pude constatar pela movimentação nas lojas de Lisboa, e até os bolos e doces da época já se vendem, enchendo as montras das pastelarias e fazendo-nos sonhar quase pornograficamente com eles (não me venham dizer que nunca estiveram perto de ter um orgasmo visual face a umas rabanadazinhas, uns sonhos ou um bolo rei, porque eu sei que isso é mentira!)
É certo que, com a crise, as compras propriamente ditas diminuíram, mas ainda existe muito boa gente - eu incluída - que se contenta com o simples facto de poder entrar livremente nas lojas e regalar os olhos, sem sair com sacos na mão. Levamos o coração um pouco mais apertado, pensando, muitas vezes, "quem me dera ter dinheiro para trazer isto e aquilo", mas a realidade chama-nos e pronto... Não se pode ter tudo na vida.
Nunca fui muito materialista nem consumista e, à medida que fui crescendo, fui-me apercebendo do verdadeiro significado do Natal. Este ano, à semelhança do que acontece com a maior parte dos portugueses, não conto com nenhuma prenda significativa. Atenção: não digo que não haja quem me ofereça alguma lembrança; contudo, tenho a perfeita noção de que o importante é reunir a família, acarinhar os que me querem bem, relembrar o espírito da quadra, reflectir sobre os valores que realmente importam e dar graças por ter saúde e pessoas que me adoram e amam por perto para me aconchegarem o coração.
E há que ser positivo! Se, desta vez, a mesa estiver um pouco menos recheada do que nos últimos anos, temos que ter esperança de que a situação poderá melhorar até ao próximo Natal, nem que seja por mera ilusão festiva.
Dar presentes sem apreciar realmente o Natal pelo que ele é não faz sentido. Infelizmente, todos nós havemos de conhecer alguém com essa falta de tacto, o que até nos chega a entristecer um bocado. No entanto, espero que, apesar de todos os aspectos negativos da presente conjuntura económica, ela sirva de lição para os pobres de espírito - estamos na altura certa para colocar tudo o que temos numa balança e atribuir-lhe o merecido valor. O resto... são prendas (e nós agradecemos!).

domingo, 2 de dezembro de 2012

Uma Aventura entre o Rossio e o Chiado

Não foi escrita pela Ana Maria Magalhães nem pela Isabel Alçada, mas sim vivida por mim, protagonista de tanta porcaria mirabolantemente estúpida. Depois de acabar o exame do English Advanced (ou, simplificado, CAE), acabei por não apanhar o metro para ir ter com o meu pai ao emprego dele, dado estar um dia tão lindo e sem chuva - uma raridade! - e lá desci eu a famosa Avenida da Liberdade, vendo as montras dessas lojas queques onde possivelmente nunca entrarei com o intuito de comprar o que quer que seja, desembocando no Rossio (monárquicos em peso a assistir às comemorações do 1 de Dezembro, de bandeirinhas, bandeirolas e estandartes na mão) e ficando sem saber onde virar para ir ter ao Chiado, se à esquerda, se à direita. Pois à esquerda virei e fui parar à Rua da Conceição (rua das quantas?!), onde encontrei uma loja fenomenal (produtos desnecessários à minha sobrevivência vendidos a baixo preço) e por lá fiquei por tempo indeterminado, a admirar o grandioso fenómeno do exagerado consumismo natalício. Quando saí, continuava sem perceber por onde ir. Deambulei por diversas ruas, ruinhas, ruelas e cruzamentos até ter o discernimento de perguntar o caminho a alguém. Entretanto, o meu pai ligou-me, a minha avó ligou-me e eu não deixava de estar perdida. Procurei e, finalmente, encontrei a estação de metro da Baixa-Chiado (a minha referência mais fiável na zona).
Quando cheguei ao escritório onde o meu pai trabalha, já era quase noite. Afinal, bastar-me-ia ter optado por ir pelo lado direito do Rossio (BURRA).
To be continued.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Na companhia de Anna Karenina

Por vezes, é preciso termos presente a ideia de que existe uma adaptação cinematográfica de um romance antes de nos aventurarmos a ler as suas cerca de mil páginas. Funciona como um incentivo, pelo menos para mim, que adoro comparar a história original ao filme que lhe corresponde, produzido mais de um século depois de ter sido escrita. Adoro os clássicos criados entre o fim do século XIX e o início do século XX e sinto-me um pouco fascinada pela literatura dessa época. A minha autora preferida da altura é, até agora, a Jane Austen, capaz de tornar uma descrição exaustiva num deleite para o coração e de construir personagens como poucos conseguem. Há uns dias, quando soube que "Anna Karenina", de Liev Tolstói, já foi adaptado e está quase a estrear nos cinemas, peguei, finalmente, no exemplar do romance que existe na biblioteca da minha escola e comecei a lê-lo. Surpreendi-me bastante: a escrita é relativamente simples, o vocabulário não é muito exigente e há grande destaque para a descrição das emoções e das relações entre as personagens. Poderia tratar-se de algo escrito em pleno século XXI, apenas retratando tempos passados! Entretanto, vou continuar a ler o livro, para depois ver o filme e cumprir a minha mania das comparações.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Vão levar com a "igualdade de oportunidades" no c... no rabinho!

Orgulhamo-nos de viver num país ao nível dos mais desenvolvidos da União Europeia ou até do mundo, de haver igualdade de oportunidades para todos dentro da comunidade... mas, no fim de contas, igualdade de oportunidades só se for para os ricos.
Não nos venham encher a cabeça com porcarias, como se fôssemos todos burrinhos, nomeadamente nos livros de Geografia - eu sei do que falo. Ainda hoje, no século XXI, tentam fazer com que os jovens   acreditem numa data de mentiras, uma autêntica lavagem cerebral ao "povinho" - que nós é que mandamos, que o poder parte de nós, que as estatísticas provam o nosso grau de desenvolvimento relativamente ao resto do mundo, etc e tal.
Contudo, esta nova ideia constitucional vem provar exactamente o contrário, e só lhe ficará indiferente quem quiser. O acesso ao ensino, um dos direitos fundamentais de qualquer pessoa, está-nos a ser claramente negado. Já não chegava os nossos pais pagarem impostos exorbitantes, nem as "taxas simbólicas" que pagam no início de cada ano lectivo, nem o ensino superior estar cada vez mais caro, porque agora também pensam em cobrar umas propinas quaisquer no ensino secundário, sinónimo de mais despesas. E isto pouco tempo depois de ter sido instituída a escolaridade obrigatória até ao 12º ano! Sim, sim, esperem por essa. Se o panorama económico, financeiro e, consequentemente, social de Portugal permanecer como se encontra neste momento (já nem falo em piorar), voltaremos à cepa torta, em que as pessoas só conseguem estudar até ao 2º ou 3º ciclo, se tanto, à semelhança de há cinquenta anos atrás, quando éramos um país "retardado" (retardado sem aspas é aquele em que vivemos agora). Neste momento, há quem tenha dificuldade em ter dinheiro para comer, quanto mais para ir à escola!
Começo a acreditar piamente que não estamos a passar por uma mera época de austeridade. O que observo é a decadência de um país até à morte. Há quem consiga fugir, há quem esteja de pernas e mãos atadas. Os "sobreviventes" são uma minoria, a classe média entrou em vias de extinção e não existe governante nenhum que conserve o mínimo de respeito pelos seus compatriotas.
Enquanto estudante, esta notícia deixou-me revoltada. Não digo que o tenha ficado por mim, dado que estou prestes a terminar a "escolaridade obrigatória", mas não deixei de o ficar por todos os jovens que vivem e viverão em Portugal enquanto esta realidade vigorar. O que poderá parecer uma mera notícia, é mais um passo gigante para o desespero.
Espera-se sempre que um país progrida com o decorrer dos anos. Portugal está a regredir.