quarta-feira, 31 de outubro de 2012

halloween? não, que isso dá muito trabalho

No ano passado, fui com uns amigos a uma festa de Halloween aqui na zona. A entrada era só 1€ e até nos divertimos. [Consequências de continuar amiga do meu ex-namorado: mascarei-me de pseudo-diaba e ele questionou-me sobre quem me havia posto os cornos; respondi-lhe que ele lá saberia a resposta.] Tirámos muitas fotos aparvalhadas e passámos um bom bocado.
Este ano, comecei a combinar com outros amigos ir a essa mesma festa, só que pelo dobro do preço - 2€ - porque, afinal, a crise toca a todos. Começaria às 22h. Ao fim da tarde, ainda ninguém tinha a certeza se iria. Então, caí em mim: eu nem gosto de festas. Eu nem gosto de sair à noite. Eu nem sequer me sinto capaz de ir procurar os disfarces aos confins de um qualquer armário cá de casa. Eu nem sequer estou a precisar de descansar até amanhã de manhã (momento em que atacarei novamente os livros) nem nada. Foi nesse glorioso momento que me apercebi da vontade que tinha em ficar em casa, debaixo do quentinho de muita roupa feia mas confortável, cabelo despenteado, a recordar os filmes do canal Disney Channel que me marcaram no princípio da adolescência com a minha vizinha-amiga, com quem os partilhei desde sempre. Anulei todos os planos atrás mencionados.
Meus caros, sou uma jovem que já se sente velha antes de deixar de ser nova. Mais uma vez, sou estranha... mas incrivelmente feliz. 
PROVA:
 Sim, já sei que sou horrível. E mais fotos não mostro.

o dito candidato a êxito musical sobre que escrevi ontem


<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/t7AWmgfV1Ys" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><strong>LETRA:</strong></div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><strong>"</strong>Se o país aguenta mais austeridade...?</div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;">Ai aguenta, aguenta... (bis)<strong>"</strong></div>

je suis too sleepy

Na prática do atletismo, recomendam-nos sempre que não comecemos logo desde o princípio da corrida a full gas, dando tudo por tudo, porque, mais cedo ou mais tarde, estaremos mas é a dar os bofes pela boca, sem termos chegado sequer a meio do percurso. O mesmo se deve aplicar ao estudo durante o ano lectivo. Eu não gosto muito de correr, a menos que seja atrás de uma boa nota a Educação Física ou me ache demasiado fora de forma, mas comecei a habituar-me a estudar quase todos os dias, o que me tem deixado de rastos, principalmente agora, que os testes começam a suceder-se uns aos outros e, os livros, a amontoarem-se em filas de espera. Só nesta última semana tenho notado mais no desgaste físico a que me tenho sujeitado: após acordar, só consigo trabalhar intelectualmente a 100% durante as três horas seguintes. Ora, eu passo cerca de dezasseis horas acordada por dia, durmindo outras sete ou oito, pelo menos, o que não rende muito. Ainda assim, como sou um bocadinho masoquista, continuo a acumular actividades: além do "banal" 12º ano e a necessidade de obter notas que me proporcionem uma bolsa de estudo para o primeiro ano da universidade, tenho aulas na Alliance Française uma a duas vezes por semana, sou animadora da Fórum Estudante, tenho uma banda com alguns colegas, dou explicações a um amigo, estou a fazer melhoria a Filosofia de 11º, ando a estudar para o exame de Inglês avançado, mantenho este blogue actualizado todos os dias e, mais recentemente, como sou pouco activa (que é como quem diz "salvem-me, sou viciada em trabalho"), assumi algumas responsabilidades no ainda-não-formado clube de Política do meu professor de Psicologia - até porque é algo que me interessa verdadeiramente e que acredito que me poderá motivar (mais). Parece que nunca estou satisfeita com o que já faço, o que me leva a este momento de exaspero, por mal ter tempo para escrever com a cabeça no sítio, sobre assuntos mais consistentes e susceptíveis de reflexão do que a minha alegre vida de workaholic. O "pior" é que, no final do dia, eu não seria tão feliz quanto sou se só me entregasse a metade daquilo a que me entrego. E pronto, sou feliz (ainda que, com esta tensão toda, a minha dor no pescoço tenha piorado).

terça-feira, 30 de outubro de 2012

a célebre frase daquele economista muito famoso... ah, sim, o Fernando Ulrich

Quase poderia ser a letra de uma música popular muito conhecida. Com alguma sorte, poderia ser a de uma música cantada pela Madonna. No entanto "Se o país aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta...!" foi apenas mais uma frase extremamente infeliz dita por alguém que merecia qualquer coisa não menos grave do que uma valente bofa na boca, ou seja, pelo Fernando Ulrich, o presidente executivo do BPI. Apesar da minha ingénua e, talvez, pretensiosa idade, sinto-me curiosamente à vontade para lhe atribuir a qualidade de traste e pedir desesperadamente que nunca mais ninguém o deixe falar em público. Isto é, a menos que a opinião de sua excelência se baseie nalgum dado que desconheço como, por exemplo, que será da generosidade do seu bolso que os portugueses serão alimentados durante os próximos dez a vinte anos. É só uma ideia...

(Por acaso, eu e o Sr. Ulrich temos uma característica em comum: nenhum de nós é licenciado.)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

a dor de corno e a interesseirice

   Estou rodeada de cor de corno desde o miolo até à carapaça. Gostam muito de falar mal do que eu digo, do que eu faço, do que eu sou ou poderia deixar de ser, mas, no final de contas, continuam a adorar aproveitar-se de mim.

   Evidentemente, existe sempre quem me odeie e ponto final, que se há de fazer?, e considero-o legítimo, desde que me odeiem pura e verdadeiramente e não que apenas sintam uma comichãozinha causada pelas minhas irritantes inspirações e expirações que me permitem continuar a viver dia após dia, apesar de alegarem tratar-se muito mais do que isso.

   Tenho a perfeita noção de que são muito poucas as pessoas que gostam verdadeiramente de mim. Reconheço que sou uma pessoa extremamente fácil de odiar e extremamente difícil de amar, porque tenho um feitio complicado, não sei estar calada, sou demasiado sarcástica e nem sempre sou entendida como, penso eu, do alto do meu inchadíssimo ego (sarcasmo, outra vez, viram?), deveria ser. Ainda assim, insisto em ser como sou, esta criatura aparvalhada e casmurra de quem muita gente tem dor de corno e cotovelo ou, por outro lado, que muita gente odeia e ponto final.

   E não é que prefiro que me odeiem e se deixem de mariquices do que serem uns parvos de uns maricas que não se decidem se preferem ignorar-me ou usar-me?! É que é mesmo curioso, o meu caso!

   Digo isto com alguma confiança, meus caros, porque me costumo apanhar em certas situações que de confortáveis não têm nada, graças à indecisão de umas quantas pessoas minhas conhecidas.

   Porque, se querem saber, há pessoas que conseguem gostar de mim numas circunstâncias e praguejar contra mim noutras. Foi algo que sempre me tem acontecido, tanto aos oito, como aos catorze ou aos dezassete. Hei-de ter setenta e há-de ser a mesmíssima coisa!

   Conheço determinadas pessoas que, por muito mal que pensem e falem de mim, insistem em fazer-se de simpáticas quando a ocasião a tal obriga. Precisam de favores meus? Precisam de informações? Precisam de conselhos? Precisam de seja o que for que lhes dê na cabeça? ‘Bora ser querido para a Beatriz! E quando não precisam?! ‘Bora ser uma cambada de maldizentes e haters e eternos descontentes com o facto de terem de conviver com ela e de saber que está viva e de boa saúde!

   A isso, chamo eu de interesseirice, com toda a força da minha alma, com toda a força do meu inchadíssimo ego, tão odiado por quem é obrigado a levar com ele!

   Não querendo abusar da minha já conhecida falta de humildade, começo a pensar em levar esta interesseirice como um elogio, obrigada, obrigada. Se há quem precise de mim, ainda que apenas pontualmente, talvez eu não seja assim tão má - talvez eu até seja mais ou menos boazinha, mais ou menos querida pelos que me rodeiam.

   E é desta maneira que se acende uma pequena chama de esperança dentro da confiança que é batida e rebatida pelos que menos me prezam; é desta maneira que, do fundo do poço das pessoas mais malditas em Portugal (apenas ultrapassada pela Pipoca Mais Doce e pelos membros Governo), eu começo a entrever uma escada de salvação uns metros acima; é desta maneira que, raios me partam, eu sei que, muitas das vezes, o que me nutrem não passa de dor de corno (poderia chamar-lhe “dor de cotovelo”, mas adoro manifestar por escrito a ufana brejeirice que não sou capaz de adaptar à língua).

   Para finalizar, como se aperceberam, vim por este meio suplicar que me odeiem a bom odiar, que maldigam o meu nome cinquenta vezes antes de adormecerem, que me roguem as piores pragas de que se lembrarem, mas que me deixem em paz, sem que eu me sinta necessária neste mundo. Eu já percebi que só me querem viva quando convém! Parem de me pedir favores, parem de me elogiar indirectamente, parem de me fazer sentir fantástica! (Oh p’ra ela, toda cheia de si própria!) É que isto de se ser levada por otariamente ingénua é um bocado insultuoso demais! Arre!

 

(A esta publicação, adapta-se perfeitamente a música abaixo publicada, "Scratch My Back", da Aurea.)

aquele momento em que fazes... porcaria

Não sou racista nem nada (ei, aqui escreve uma metade asiática cuja pele é amarelada), mas acabei de confundir uma actualização de estado do Facebook de uma colega minha com a de outra colega (com quem não falo há sensivelmente ano e meio) devido às semelhanças das suas fotos de perfil e... à tonalidade assim para o escurinha de ambas. Sim, sou uma pessoa horrível - e já apaguei o tal comentário, antes que a rapariga o visse e me achasse louca por tal familiaridade ao fim de tanto tempo sem lhe dirigir a palavra.

 

Porém, dado dois mais dois serem quatro e eu ser irrevocavelmente (aprendi esta palavra com a Stephenie Meyer) chonada da cabeça, avisei-vos acerca da mudança de hora, mas eu própria não tomei as precauções necessárias contra o absurdo acontecimento desta manhã. Pois que acorda sua excelência com a loucura suprema do toque foleirão do seu telemóvel pré-histórico, rende-se às evidências de mais uma segunda-feira em perspectiva e levanta-se, já cansada de ter nascido como tal. É certo que me apercebi da casa demasiado adormecida, mas, parvalhona e ensonada que só eu, ponho-me a jeito no meio do corredor a gritar "ENTÃO E HOJE NINGUÉM ACORDA, NÃO?". Resposta de pessoa que me poderia rogar uma boa e eloquente praga, não fosse minha avó: "MAS AINDA NÃO SÃO SETE!". É que, meus caros, eu até gosto da tecnologia por me safar de inúmeras tarefas desagradáveis do dia-a-dia (obrigada, pessoa que inventou as máquinas-de-lavar!). O pior é que, dois anos decorridos, ainda não me habituei à ideia de que não tenho dinheiro - nem falta de senso suficiente, perdoa-me, sociedade consumista - para esbanjar dinheiro num telemóvel inteligente, que altere as horas por si próprio. Como já devem ter entendido, do ponto de vista do acima mencionado dispositivo electrónico de segunda geração, já eram sete horas da manhã, enquanto, na realidade, ainda eram seis.

Castigo: dormir menos uma hora do que me seria permitido.

domingo, 28 de outubro de 2012

cada parvo tem a sua mania

   Podemos ter várias manias a nível material. Há quem tenha a mania da roupa, há quem tenha a mania dos selos, a mania dos postais, a mania das canetas e do material escolar, a mania dos vernizes, a mania dos bibelôs – enfim, uma data delas. Já eu tenho a mania dos livros.

   Em primeiro lugar, sempre gostei muito de ler. Mas, se há algo que ainda prefiro a ler é ter montes de livros, mesmo que só os leia anos e anos depois de os adquirir ou, ainda mais drástico, mesmo que nunca os chegue a ler. Penso que esta propensão terá uma forte origem hereditária ou, pelo menos, terá muito a ver com a maneira como fui criada. Toda a minha família é apologista dos livros enquanto património intelectual e enquanto meio de satisfação. Tal como os viciados em droga precisam de uma dose de tanto em tanto tempo, ou os alcoólicos precisam de um copo de qualquer coisa bem forte pela manhã, nós também temos uma necessidade inconsciente e constante de adquirir mais e mais livros.

   E assim se perpetua esta mania que, espero eu, um dia passarei aos meus filhos. Quero que consigam olhar para um livro e dar-lhe o devido valor. Espero que não sejam como muitas pessoas que conheço que, além de serem indiferentes à cultura, ainda a conseguem desprezar. Não me incomoda quem simplesmente não se identifica nem demonstra interesse pelos livros, tal como eu não me interesso por jogos de computador ou artes plásticas. Incomoda-me somente que se desvalorize algo tão importante quando um “mero” amontoado de folhas que, ao fim e ao cabo, são a chave do conhecimento como o concebemos.

   Os livros, além de serem o nosso mundo, são outros tantos, uns mais familiares do que outros, uns reais e outros a fingir.

pré-adolescência na rádio

Hoje, a programação da Cidade FM é toda sobre o Verão de 2007. Neste momento, estou a ouvir a "Push It To The Limit" do Corbin Bleu e a perguntar-me desde quando é que a Disney deixou de ser fixe e de passar na rádio. É que não foi assim há tanto tempo que rebentou o fenómeno do High School Musical! Como ele, já não se farão mais êxitos cine-televisivos nos próximos tempos. Agora, é só Lemounades Mouths, entre outros filmes  sem graça, cada um sendo a cópia do anterior. Até parece que queremos todos ser cantores e dançarinos e... patetas.

alarme humano, trim trim!

Espero que não se tenham esquecido de atrasar o relógio uma hora. E espero que se tenham dado ao luxo de dormir mais uma. Não é todos os dias que o podem fazer!

Em caso de dúvida, são 10h30 neste momento.

werewolf vs. animagus

Poderia ter-me limitado a partilhar esta imagem no Facebook, mas, desta vez, pareceu-me bastante adequado partilhá-la aqui. A sabedoria de Sir Severus Snape continua a deslumbrar-me. Filho da mãe sabichão e arrogante...! E prova-se que a saga Harry Potter é de tal modo genial que os conhecimentos do seu mundo se aplicam a outras sagas! Fantástico!

sábado, 27 de outubro de 2012

"let's type words, 'cause they amount to nothing"

dias como o de hoje

Sinto permanentemente a falta de dias como o de hoje. Surgem como um sonho de manhã cedo, acordando-nos com as suas energias positivas e a promessa de mais um pedaço de vida produtivo para a nossa existência. Sorriem-nos e nós sorrimos para eles. Eu, pelo menos, sorri para o meu. Puxou-me da cama, entusiasmado, empurrou-me pela casa fora, fez-me companhia. Nem todos os dias nos fazem companhia! Por vezes, passam por nós, sem se deixar observar. Hoje não está a ser o caso. Hoje está a ser generoso para mim e eu estou a sê-lo de volta para ele. Somos parceiros: eu dou-lhe um sentido e ele dá-me um pouco mais de si. Fosse assim tudo na vida!

Vou ter saudades. Apetece-me agarrá-lo entre os dedos, não fujas, mas as horas passam e não regressam.

Hoje, vi-o.

winter wishlist (ou "uma breve vista de olhos pelo site da Bershka")

Casaco, 59,99€

 

Camisola, 25,99€

 

(E poucas mais peças existiam para quem queira fazer frente ao Inverno vigoroso que aí vem.)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

dos outros #11 [e quem fala assim não é gago!]

" O amor é que é essencial.

O sexo é só um acidente.

Pode ser igual

Ou diferente.

O homem não é um animal:

É uma carne inteligente

Embora às vezes doente. "

Fernando Pessoa [1935]

desagradabilidades

Comecei a manhã a torcer o pescoço, sabe-se lá como, nem sequer estando a fazer esforço muscular. Dei cabo dos tendões, que só os ouvi gritarem inusitadamente crrrr (rasgão?). Dez minutos depois, pisei em palmilhas de meias uma poça de chichi na cozinha, culpa de um dos meus cães, que anda a sofrer uma horrível crise de incontinência, maior que a das finanças portuguesas. Como quem não quer a coisa, cheguei à escola para imprimir um trabalho a entregar logo a seguir, mas não havia sistema informático disponível em lado nenhum, impossibilitando a simples ligação de um computador a uma impressora. Cada vez mais aflita do pescoço, telefonei à minha avó para me vir buscar antes da segunda e última aula, tamanha era a dor. Esperei por ela no café, onde supus que, através da montra veria passar o carro. Infelizmente, a minha rica avó havia decidido aparecer pelo outro lado da rua e estacionado fora do meu ângulo de visão. Quando dei por ela, levei um sermão de virar bicho. Ainda por cima, parece que estava demasiado bem disposta para quem não conseguia aguentar nem mais uma aula com o pescoço dorido (esqueci-me de chorar e gritar e esventrar-me toda em público, pela estúpida de uma lesão muscular - fica para a próxima!).

 

Uma massagem que me ia arrancando o ombro do resto do corpo e um adesivo que, alegadamente, conserva o calor depois, permaneço incapaz de me coçar, de olhar para direita, de me sentar confortavelmente ou de acenar com a cabeça. Parvalhão do músculo, para não lhe chamar um nome menos agradável. 

(E deu-me para a nostalgia queeniana.)

Fernando Pessoa: ortónimo*

   Fernando Pessoa foi um poeta e escritor que, nascendo no final do século XIX, foi marcado social e artisticamente pelos acontecimentos e correntes literárias do início do século XX. Nessas décadas, destacou-se o modernismo, assistindo-se a uma quebra de valores morais e artísticos para que Pessoa contribuiu.

   A sua obra ortónima revela insatisfação com o presente e uma enorme saudade do passado (“a infância perdida”) e é igualmente notória a intelectualização dos sentimentos, a procura da racionalidade, sendo a escrita posterior à vivência dos sentimentos, situação que desencadeia, no sujeito poético, uma enorme “dor de pensar”, que não lhe permite alcançar a felicidade que perseguia. Deste modo, deparamo-nos frequentemente com uma profunda autoanálise de Fernando Pessoa nos seus poemas.

   Podemos, então, concluir que a obra de Pessoa apresenta características únicas que não encontraremos nas de outros autores - seguindo a linha do modernismo português, foi capaz de criar o seu próprio espaço na literatura portuguesa.

 

O texto aqui apresentado foi uma pequena redacção escrita por mim para a disciplina de Português, no âmbito do estudo da obra de Fernando Pessoa ortónimo.

tive de partilhar...

Tenho amigos que descobrem coisas fantásticas na Internet.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

random life (vida aleatória?)

Existem certas expressões da língua inglesa que não fazem qualquer sentido em português. Isso é como eu ter a minha vidinha e ela não se adaptar à visão de outras pessoas sobre o que a dita cuja deve ser. E depois fazem-me aquelas caras de desdém quando me rio do que que me rio, quando fico aborrecida por isto e aquilo ou opto por escolher A em vez de B ou Z. A idiota aqui sou eu, bem sabem vocês do que falo, mas não pensem que vou virar megera, ai, que me afecta tanto, coiso e tal, porque, apesar de já ter perdido o fio à meada sobre o que estava a escrever, aprecio um bom desafio e pizza ao fim-de-semana.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

gente +/- burra

Prof. de História: Então e o que é que divide o Norte e o Sul do país?

Colega pseudo-inteligente: O Centro.

 

Yeah, it makes sense...

música nacional morre impiedosamente

Hoje, dia 24 de Outubro de 2012, a música portuguesa foi assassinada pelo modelo e wanna-be-artista Angel-O, mais conhecido por ser o cãozinho de estimação da apresentadora Iva Domingues. O seu novo single, "Eu", foi a causa da morte, depois de uma tentativa quase bem sucedida com "Só quero que saibas", no passado mês de Março.
A autora deste blogue apresenta, desde já, as mais sofridas condolências aos seus compatriotas. O instrumental até era bonito... O resto é que já não se safou.

disciplinas para as quais não nasci

   Pensei que gostava de Matemática até ao sétimo ano. Tinha sempre notas muito boas e resolvia os problemas todos com uma perna às costas, sem sequer estudar muito. Desde então até ao nono ano, fui descobrindo a minha aversão a contas e equações e probabilidades e o raio que as parta. No décimo ano, cheguei a criar alergia à ligeireza de MACS, sofrendo constantemente com cálculos e métodos simples e, aí sim, eu tive a certeza de que os números não eram a minha praia.

   E por que fui eu para Línguas e Humanidades? Não escolhi esta área apenas pelo meu gosto por ela, mas também pelo facto de que as ciências, a partir do oitavo ano, deixaram de me dizer o que quer que seja, culminando tal sentimento de indiferença em terrível frete, um aborrecimento. Apesar de, no básico, Ciências Naturais e Físico-Química terem sido as disciplinas em que obtinha melhores resultados (a par da Matemática, apenas ultrapassadas pelo Inglês), recusei-me a dar ouvidos a quem me tentou dissuadir da minha vocação. Antes preferia não encontrar trabalho com um canudo de algo que me satisfizesse intelectualmente do que acabar a minha vida num hospital, com o peso de outras vidas nas mãos, ou num laboratório, a escrever relatórios infindáveis sobre isto e aquilo. Para muitas pessoas, tal poderia funcionar, mas não para mim!

   Depois, já no secundário, iniciei-o com um professor de Filosofia que conseguia preencher todos os requisitos da incompetência. Sou sincera: não me lembro de patavina da matéria que o homem me tentou ensinar. Nada. Nicles. Niente. Nothing. Escapei-me com um 17 porque ele até devia gostar de mim. Hoje em dia, o meu décimo ano de Filosofia é como um vazio no meu cérebro. Em compensação, no décimo primeiro apanhei o professor mais rígido da escola, aquele de quem todos falavam com um enorme respeito e, talvez, receio. Acabou por ser (e ainda é, porque, este ano, tenho-o a Psicologia) um dos melhores professores que alguma vez tive. Ainda assim, só me deu 15 no final do terceiro período. Eu mereci e descobri que não presto para a Filosofia. Gosto de ler sobre alguns dos assuntos que aborda, mas não de os estudar e dissertar sobre eles por obrigação. Este ano, voltei a inscrever-me, na esperança de subir a nota, e tenho como professora alguém que não nasceu para a Educação. Menos mal - agora, quero é reaver o meu 17.

   Se me perguntarem quais as piores disciplinas de sempre, a minha resposta será, deste modo, qualquer uma das ciências experimentais ou Filosofia. Admiro profundamente quem nasceu com aptidão para elas e tenho pena que nenhuma me agrade. No final do dia, do que eu gosto é das línguas, de escrever livremente e de analisar de maneira subjectiva o que me rodeia.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

"Cordeiro - o Evangelho segundo Biff"

E pronto, já está lido o Evangelho escrito pelo amigo de infância de Jesus Cristo. Como tenho vindo a dizer-vos durante a última semana, o livro é genial e todos os pormenores da narrativa mostram ao leitor o quão imaginativo foi o autor ao escrever um romance tão carismático quanto este. O livro tem personalidade: é sarcástico, por vezes é triste, noutras diverte-nos e mantém-nos sempre entretidos. Quase toda a gente conhece a história da Bíblia mas, adaptada nas palavras de Christopher Moore (até porque é ele que acaba por nos tentar contar a vida de Jesus Cristo entre o seu nascimento e a sua crucificação), penso que ganha mais cor. É pena que Biff, o narrador desta versão da actualidade, não seja mencionado na Bíblia, mas decerto isso se deve à sua personalidade incompatível com a seriedade das Escrituras Sagradas (isto foi uma aparte - eu ainda consigo distinguir a realidade da ficção!).

Apesar de ter ficado um pouco desiludida com o final, por parecer demasiado forçado e escrito à pressa, não se percebendo muito bem qual o destino de Biff após a ressurreição do seu melhor amigo, adorei, pelo menos, as primeiras 400 páginas. Passei uma boa semana de leitura na companhia de Biff, de Jesua, de Maria Madalena (uma safada, era o que ela era), dos três reis magos (uns grandes malucos) e dos apóstolos (cada um mais parvo que o anterior). Nada melhor que um bom livro para nos afastar das preocupações quotidianas!

 

Próxima leitura: The Spanish Ambassador's Suitcase, de Matthew Parris e Andrew Bryson.

para os procrastinadores que por aqui passam...

My life would suck without you... Bom dia!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

inteligência emocional

Fiz este teste (que, provavelmente, nem sequer é grande coisa) e, mais de 146 respostas depois, descobri que o meu Q.I. de inteligência é de 70% - ou seja, sou 30% burra nesse campo. Esperei pior, até. O resumo atribuído foi este:

uuh, lamechice

de pijama é que se está bem

Estou a ficar caseira e não é pouco. Mal chego a casa, desembaraço-me logo de qualquer roupa que tenha vestida e enfio-me dentro do pijama. Tem sido assim desde o início das aulas. Até parece que tudo o que não comece por "pi" e acabe em "jama" me dói na pele. Não sei se tal situação será normal, mas, lá que me sinto confortável, sinto!

domingo, 21 de outubro de 2012

parece que voltei!

Tenho deixado o estaminé um pouco ao abandono, mas cá estou de volta para vos azucrinar um pouco mais a cabeça nos últimos minutos do fim-de-semana. É que, durante este últimos dois dias, tenho estado no encontro de animadores da Fórum Estudante, na Pousada da Juventude de Almada, só vim dormir a casa por breves horinhas de Sábado para Domingo e, desde que regressei ao belo do meu lar, doce lar, tenho estado a dormir ou a estudar.

 

Deste modo, eu até vos podia contar tudo sobre as últimas quarenta e oito horas, só que... não existem palavras suficientes - muito menos paciência da minha parte a esta hora da noite. Portanto, aqui ficam alguns tópicos, para simplificar a coisa:

 

  • Adorei conhecer os restantes 91 animadores que compareceram ao encontro, mais os nossos monitores (uns porreiros!). Mostraram-se colegas excepcionais, parceiros super disponíveis e divertidos, com muito sentido de humor! É engraçado como, apesar de já nos termos falado no nosso grupo do Facebook, a dinâmica da nossa relação é totalmente diferente ao vivo - para melhor! Parabéns a nós e à equipa "mãe" da Fórum Estudante!;
  • Um agradecimento especial aos mais malucos e dados a maluquices, passo a expressão. Deram outro sentido à minha própria maluquice. Vocês são uns fixolas, pá!
  • Até os mais tímidos eram uns bacanóides! I send you love!
  • MARGEM SUL STATE OF MIND! - Fertagus rula!
  • Obrigada à Optimus pelo smartphone. Não é que seja dos aparelhos de que mais goste no mundo, mas uma pessoa tem de reconhecer que receber um gadget destes gratuitamente (à parte o nosso acordo de consultadoria e publicidade enquanto animadores) sabe sempre bem ao espírito;
  • Joana Freitas, NUNCA MAIS ME OBRIGUES A ESCREVER TEXTOS EM BLOQUINHOS LAMECHAS, PORQUE, TAL COMO HOJE, EU VOU RECUSAR! No entanto, aqui fica a minha mensagem de apreço pelo teu carinho e simplicidade. E, já agora, obrigada por, mesmo sem me conheceres, já leres o meu blogue anteriormente. Beijinhos para Mirandela! (Tudo isto coum sotáque duo Puorto.)
  • Amostras:

le eu no seu smartphone novo

Escrever em teclados touch não dá jeito nenhum, minha nossa!

sábado, 20 de outubro de 2012

algo está errado

A minha avó deu em ver "16 & Pregnant" e "Teen Mom", enquanto o meu pai acha piada ao Psy e à sua dança do cavalo. Daqui a nada, dizem-me que fui concebida numa noite em que a MTV teve o sinal desligado, não? (Por acaso, nessa época remota que foram os anos 90, os meus pais não tinham televisão por cabo.)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Beatriz ♥ Chris

Já vos tinha dito que o "Cordeiro - O Evangelho Segundo Biff" era genial e, agora que vou a mais de metade, continuo a adorá-lo. Portanto, hoje comprei mais três do Christopher Moore (apenas 3,50€ cada um, excepto o "Minha Besta", que foi 3€) que ainda estavam em desconto. Assim, do Chris-amor, só me falta "O Anjo Mais Estúpido". O homem tem piada...

 

Mas, como tenho exame de Inglês para o mês que vem (CAE), também comprei "The Spanish Ambassador's Suitcase", que ganhou a luta pela minha curiosidade contra o novo romance da J. K. Rowling, "The Casual Vacancy" (foi um confronto muito renhido!).

 

E, por fim, também para treinar o Inglês, simultaneamente satisfazendo a minha curiosidade acerca das teorias de Freud sobre o inconsciente, "Forgetting Things", um livrinho muito fininho encontrado cá por casa, acaba de entrar para a minha lista "to read".

 

Sinceramente, não sei onde vou arranjar tempo suficiente para tanta leitura...

'tugas na estrada!

   Se há alguma característica dos portugas de que nos devemos, certamente, orgulhar (ou não) é o dom nato que temos para formar filas de quilómetros e quilómetros no meio da auto-estrada, porque… há um acidente qualquer.

   Na verdade, nem sequer é preciso ser um acidente. Hoje, passei na A2 no sentido Norte-Sul, entre Almada e Corroios, e por lá começava a parar o trânsito. Diz a minha avó “pronto, já estão a ver o acidente!”. Só que, ao contrário do que ela – e eu – pensava, não era acidente, coisa nenhuma. Talvez lhe possamos chamar um “incidente”, com algum jeitinho. Tratava-se somente de um carro que se encontrava à beira da estrada, incólume, aparentando uma mera avaria ligeira ou uma falta de bateria ocasional. No entanto, apesar da pouca importância que a situação tinha, aos olhos de alguém que pensasse objectivamente, o trânsito quase estagnara por quinhentos metros. E não, o condutor do carro nem sequer era muito giro e já lá estava outro rapaz a ajudá-lo (por acaso, esse até tinha um ar interessante!), pelo que não havia motivo para preocupações nem paragens.

   Mas, como é certo e sabido, o bom portuga adora espectáculo, desde que este não seja de qualidade, e quanto mais vulgar for, melhor! Ver dois carros estacionados à beira da estrada e dois homens com colete fluorescente?! Eles alinham! Imaginem lá se fosse uma moça novinha em trajes menores em cima do capot! Estes ‘tugas, ‘pá…

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

COMO...?!

É que eu gostava de saber...

já é Inverno na Fertagus

Não sei quem foi o cretino que não se lembrou de desligar o ar condicionado a 10ºC nos comboios da Fertagus, mas devo expressar-lhe já o meu desagrado. É que hoje não esteve frio nem nada! E do que o pessoal estava mesmo a precisar era de um esfriamento, porque, afinal de contas, estamos todos desejosos de obter uma desculpa plausível para faltar ao trabalho ou às aulas! Obrigada aí, chefe! Recorde-me se me esquecer da sua prenda de Natal! (Já que, agora, ando numa de agradecer ao mundo inteiro, por tudo e por nada, a torto e a direito.)

já que estamos numa de humor...

Peço desculpa a todos os meus leitores que são fãs da saga Crespúsculo (ham... tal como eu, na verdade), mas este vídeo é demasiado bom para não ser partilhado. Há-de servir nem que seja para vos tirar deste marasmo de congelamento pré-Novembro, fazendo-vos largar algumas gargalhadas. Que maravilha!
(Cortesia de uma colega minha - obrigada!)

bom dia e não se esqueçam do vosso guarda-chuva!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

uof, uof (cão molhado outra vez)

Fiz imensas coisas durante todo o dia mas, quando a Cara de Panqueca me pergunta como foi, a única resposta que lhe consigo dar com a energia que (ainda) sobra é "chuvoso".

como um cão molhado

Hoje, choveu a potes. Ou a cântaros. Ou a barris.

Choveu tanto que cheguei a casa a cheirar a cão molhado, com o cabelo a sofrer a miséria da humidade, ondulado tornado encaracolado, franja escorrida, corpo esfriado a precisar de ir à máquina de secar a 160ºC e um sono de tartaruga. Pensei estar a chocar alguma. Afinal, acho que não, felizmente.

Mas ninguém que goste da chuva como eu gosto merece levar com toda a sua fúria em cima! Já me chega o frio de enregelar fornos, obrigadinha!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

perguntas, perguntas...

Alguém me explica, por favor, qual o nexo de as pessoas colocarem como sua localização no Facebook outro sítio qualquer e longínquo do planeta, como Jamaica, Nova Iorque, Califórnia ou O Raio Que as Parta? Ou de "TRABALHAREM NO VERÃO MAS SÓ PÓ BRONZE"?
(Se fizerem parte desses irritantes grupo, desculpem lá, mas a coisa é a modos que ridícula. Alguém tinha de vos dizer que isso não é ser-se fixe, é ser-se prejorativamente totó.)

mais uma daquelas publicações em que não tenho nada sobre o que escrever

Tenho vivido imensos daqueles dias em que nada acontece, excepto estudar-se. Estudo, estudo, estudo. Estou na escola, estudo. Vou para casa, estudo (também durmo, escrevo e leio, muito de vez em quando, mas acho que não é a esse ponto que quero chegar). O meu contacto com o mundo exterior à escola está reduzido à minha família e a três amigos, dois dos quais também estudam e o outro trabalha, pelo que a minha vida social não interessa nem à minha avó, por muito que ela queira, na maioria do tempo, estar a par de tudo. É que não há mesmo mais nada que vá além da escola, da cama, do sofá, da secretária e deste blogue. Já nem procrastino - shame on me! Mas o que me preocupa ainda mais - ná, por acaso, não me preocupa assim tanto - é o facto de eu até gostar desta vida simples e recatada, armada em anti-socialóide. É descomplicada, consigo concentrar-me devidamente na bolsa de estudo que preciso de ganhar e pronto, a coisa está feita. Apenas lamento a falta de inspiração para a escrita.

 

Descoberta ocasional (*montes de risos*):

 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Marquemos a diferença! - #Blog Action Day

   Vivemos num mundo enorme e, à partida, representamos algo quase invisível nele. Há quem acabe por se subestimar a si mesmo e ao próximo no meio desse mar de gente, cidades e culturas, mas também há quem saiba dar valor a cada recurso humano existente. E é principalmente desse tipo de pessoas sobre quem desejo escrever desta vez.

 

   A nossa sociedade encontra-se em constante mudança. Nem sempre foi bem assim, é certo, pois as tecnologias vieram aproximar-nos uns dos outros, facilitando a comunicação à distância, logo, a constante adesão e difusão de ideias com os mais diferentes conteúdos

   Tenho um blogue – este – porque gosto de transmitir a minha mensagem, seja ela qual for, sobre o que for. Gosto de saber que, ao fim do dia, existe alguém a concordar ou a discordar de mim mas que, apesar de tudo, e o mais importante, tomou conhecimento da minha opinião. Em muito pequena escala, penso que poderei chamar a este processo “tentar fazer a diferença”. Em primeiro lugar, é aqui que exponho os meus valores e opiniões; em segundo, estou certa de que estarei a incentivar outros, indirectamente, a exporem os seus também, nem que seja intimamente – o que já não é nada mau! Possuir opinião sobre algo é extremamente importante! Todos nós temos uma voz e todos nós devemos usá-la, nem que seja uma vez na vida! Até enquanto escrevo estas palavras tenho o objectivo de colocar este assunto em reflexão para quem as lerá, mais tarde…!

   Não digo que seja preciso ter um blogue público para que tentemos fazer a diferença. Longe disso! Existem imensas maneiras de deixar a nossa marca no mundo, sem nos limitarmos a ser mais um indivíduo de tantos outros biliões com as mesmas características. Eu própria não encaro a Internet como o único meio para atingir tal fim, apesar de se tratar de um instrumento imprescindível na divulgação de informação na actualidade, assim como para tornar a nossa voz audível.

   Fazer a diferença pode começar pela iniciativa própria. Devemos perguntar-nos o que podemos nós alcançar com as nossas capacidades? Sem vontade, nada se concretiza, pelo que devemos analisar-nos criticamente. Por vezes, mais valem actos pequenos e de bom coração do que grandes demonstrações sem significado. E o dinheiro?! Ele também é importante, sem dúvida, mas não vejo por que razão não haveremos de cumprir os nossos objectivos sem ele, se temos realmente vontade e uma voz que sabemos usar, que nos guia e que nos permite interagir com o mundo. Podemos fazer voluntariado, tentar auxiliar alguém em momentos menos felizes, lutar por uma causa digna de ser colocada em relevância, entre tantas outras acções que, simples ou não, demonstram a nossa vontade.

 

   E um bom método para começar a tentar marcar a diferença é, como já referi, pensar em pequena escala.

   Eu, por exemplo, prefiro tomar mais atenção, em primeiro ligar, à comunidade em que me insiro. Sou uma cidadã portuguesa, jovem e estudante, pelo que me concentro maioritariamente no panorama de Portugal, na actual conjuntura económica e política (e na crise, presente não só nesses domínios, como também, por consequência, em toda a realidade nacional, seja na Educação, na Saúde, na Justiça, …) e no que o futuro no meu país me poderá reservar ou recusar. Se sou directamente influenciada pela minha comunidade, tomarei mais atenção, evidentemente, ao que se passa dentro dela.

   Porém, como é igualmente óbvio, não me deixo de preocupar com o exterior, dado que é ele que influencia, em grande parte, a realidade em que vivo. Procuro manter-me informada sobre uma data de temas sobre os quais convém qualquer cidadão minimamente consciente estar informado. Não deixo de tomar atenção às situações de guerra entre povos e as suas motivações; não deixo de me sentir sensibilizada com a falta de condições de vida (fome, trabalho precário e analfabetização são apenas algumas) nos países subdesenvolvidos, que tanto são explorados por nós, os países desenvolvidos; não deixo de me sentir escandalizada com os crescentes problemas ambientais, ignorados pela sociedade consumista e capitalista onde eu própria me insiro; não deixo de me sentir insultada pelas desigualdades que persistem em certas sociedades, porque todos os Homens merecem o mínimo de respeito, sejam de que género, religião ou raça forem.

   Mas, repito – por agora, a minha área de possível influência no mundo cinge-se apenas à minha comunidade, ou seja, Portugal e, no máximo, a Europa. E pode ser que, um dia, eu consiga que a minha voz e a minha vontade cheguem para batalhar não só pelo que me é mais próximo, como também por todo o mundo, um pedacinho de cada vez!

   Já nem digo todos, mas se uma parte de nós - cidadãos do mundo com capacidade e vontade para deixar uma marca indelével em toda a imensa comunidade que nos rodeia – se juntar, em nome de uma realidade mais favorável e sustentável, em nome de uma sociedade que não se esqueça de ninguém, mesmo que a sua voz seja, porventura, mais fraca ou inaudível no meio da multidão, julgo que poderemos transformar o Planeta Terra num local ainda mais desejado e amado do que ele já é.

   Através da minha voz, continuo a almejar fazer a diferença.

Beatriz Canas Mendes, Portugal

October 15th, 2012

Blog Action Day #powerofwe

TRANSLATE HERE

 

 

 

sobre o Blog Action Day - 15 de Outubro

Como já deverão ter reparado, coloquei um selo sobre algo chamado Blog Action Day na coluna da direita. Muitos de vocês ter-se-ão perguntado do que se tratava e eu passo a explicar: o Blog Action Day é uma iniciativa internacional cujo objectivo é o de que bloggers de todo o mundo escrevam, todos os anos, sobre um determinado tema de interesse internacional ou até mundial, criando um ambiente de discussão. Este ano, o primeiro em que participo, o tema é "Power of We", ou seja, "O Nosso Poder" (numa tradução o mais aproximada possível) e a próxima publicação, agendada para as 20h45, será a minha contribuição para este grandioso evento. Espero conseguir expor o meu ponto de vista e mostrar algum power of me!

Highlights from Blog Action Day

Marquemos a diferença! - #Blog Action Day

   Vivemos num mundo enorme e, à partida, representamos algo quase invisível nele. Há quem acabe por se subestimar a si mesmo e ao próximo no meio desse mar de gente, cidades e culturas, mas também há quem saiba dar valor a cada recurso humano existente. E é principalmente desse tipo de pessoas sobre quem desejo escrever desta vez.

 

   A nossa sociedade encontra-se em constante mudança. Nem sempre foi bem assim, é certo, pois as tecnologias vieram aproximar-nos uns dos outros, facilitando a comunicação à distância, logo, a constante adesão e difusão de ideias com os mais diferentes conteúdos

   Tenho um blogue – este – porque gosto de transmitir a minha mensagem, seja ela qual for, sobre o que for. Gosto de saber que, ao fim do dia, existe alguém a concordar ou a discordar de mim mas que, apesar de tudo, e o mais importante, tomou conhecimento da minha opinião. Em muito pequena escala, penso que poderei chamar a este processo “tentar fazer a diferença”. Em primeiro lugar, é aqui que exponho os meus valores e opiniões; em segundo, estou certa de que estarei a incentivar outros, indirectamente, a exporem os seus também, nem que seja intimamente – o que já não é nada mau! Possuir opinião sobre algo é extremamente importante! Todos nós temos uma voz e todos nós devemos usá-la, nem que seja uma vez na vida! Até enquanto escrevo estas palavras tenho o objectivo de colocar este assunto em reflexão para quem as lerá, mais tarde…!

   Não digo que seja preciso ter um blogue público para que tentemos fazer a diferença. Longe disso! Existem imensas maneiras de deixar a nossa marca no mundo, sem nos limitarmos a ser mais um indivíduo de tantos outros biliões com as mesmas características. Eu própria não encaro a Internet como o único meio para atingir tal fim, apesar de se tratar de um instrumento imprescindível na divulgação de informação na actualidade, assim como para tornar a nossa voz audível.

   Fazer a diferença pode começar pela iniciativa própria. Devemos perguntar-nos o que podemos nós alcançar com as nossas capacidades? Sem vontade, nada se concretiza, pelo que devemos analisar-nos criticamente. Por vezes, mais valem actos pequenos e de bom coração do que grandes demonstrações sem significado. E o dinheiro?! Ele também é importante, sem dúvida, mas não vejo por que razão não haveremos de cumprir os nossos objectivos sem ele, se temos realmente vontade e uma voz que sabemos usar, que nos guia e que nos permite interagir com o mundo. Podemos fazer voluntariado, tentar auxiliar alguém em momentos menos felizes, lutar por uma causa digna de ser colocada em relevância, entre tantas outras acções que, simples ou não, demonstram a nossa vontade.

 

   E um bom método para começar a tentar marcar a diferença é, como já referi, pensar em pequena escala.

   Eu, por exemplo, prefiro tomar mais atenção, em primeiro ligar, à comunidade em que me insiro. Sou uma cidadã portuguesa, jovem e estudante, pelo que me concentro maioritariamente no panorama de Portugal, na actual conjuntura económica e política (e na crise, presente não só nesses domínios, como também, por consequência, em toda a realidade nacional, seja na Educação, na Saúde, na Justiça, …) e no que o futuro no meu país me poderá reservar ou recusar. Se sou directamente influenciada pela minha comunidade, tomarei mais atenção, evidentemente, ao que se passa dentro dela.

   Porém, como é igualmente óbvio, não me deixo de preocupar com o exterior, dado que é ele que influencia, em grande parte, a realidade em que vivo. Procuro manter-me informada sobre uma data de temas sobre os quais convém qualquer cidadão minimamente consciente estar informado. Não deixo de tomar atenção às situações de guerra entre povos e as suas motivações; não deixo de me sentir sensibilizada com a falta de condições de vida (fome, trabalho precário e analfabetização são apenas algumas) nos países subdesenvolvidos, que tanto são explorados por nós, os países desenvolvidos; não deixo de me sentir escandalizada com os crescentes problemas ambientais, ignorados pela sociedade consumista e capitalista onde eu própria me insiro; não deixo de me sentir insultada pelas desigualdades que persistem em certas sociedades, porque todos os Homens merecem o mínimo de respeito, sejam de que género, religião ou raça forem.

   Mas, repito – por agora, a minha área de possível influência no mundo cinge-se apenas à minha comunidade, ou seja, Portugal e, no máximo, a Europa. E pode ser que, um dia, eu consiga que a minha voz e a minha vontade cheguem para batalhar não só pelo que me é mais próximo, como também por todo o mundo, um pedacinho de cada vez!

   Já nem digo todos, mas se uma parte de nós - cidadãos do mundo com capacidade e vontade para deixar uma marca indelével em toda a imensa comunidade que nos rodeia – se juntar, em nome de uma realidade mais favorável e sustentável, em nome de uma sociedade que não se esqueça de ninguém, mesmo que a sua voz seja, porventura, mais fraca ou inaudível no meio da multidão, julgo que poderemos transformar o Planeta Terra num local ainda mais desejado e amado do que ele já é.

   Através da minha voz, continuo a almejar fazer a diferença.

Beatriz Canas Mendes, Portugal

October 15th, 2012

Blog Action Day #powerofwe

TRANSLATE HERE

 

 

 

domingo, 14 de outubro de 2012

algo que me irrita mais do que os meus vizinhos acordarem cedo aos fins-de-semana

O corrector ortográfico do Word com o acordo instalado automaticamente.

dos outros #10

" Ao passarmos por uma entrada oval, obscurecida por uma cortina de contas, Baltazar murmurou:

- As raparigas dormem aqui.

- Raparigas? - disse eu.

- Raparigas? - disse Jesua.

- Sim, raparigas, meus simplórios - disse Baltazar. - Seres humanos muito parecidos convosco, embora mais espertas e bem-cheirosas. "


Christopher Moore, "Cordeiro - o Evangelho segundo Biff, o amigo de infância de Jesus Cristo"

Céline-who?

A maioria das minhas memórias de infância inclui a Sarah Brightman a cantar na aparelhagem lá de casa.

diz que sou uma espécie de ecologista

   Não sou vegetariana, mas também não visto peles. Por vezes, esqueço-me das luzes ligadas e passo mais tempo do que devia no computador. Ainda assim, sou cuidadosa com as torneiras, tomo banhos rápidos e não desperdiço a água que fica no copo por não me apetecer beber mais. Tento andar o máximo possível de transportes públicos. Moro numa vivenda construída de raiz pela minha família mas, apesar de termos abatido muitos pinheiros do terreno para que tal fosse possível, deixámos alguns deles e plantámos imensas flores, árvores de fruto e arbustos, mais ou menos rasteiros. Avistamos permanentemente pássaros e insectos de várias espécies.

   Reconheço que não sou o exemplo mais completo de alguém que protege a Natureza com garras e dentes, mas não deixo de me sentir escandalizada com certos abusos. Um desses abusos é a desflorestação cada vez mais intensa de florestas inteiras, nomeadamente as que albergam fauna e flora das mais diversificadas do mundo. Enquanto escrevo estas palavras, lembro-me de imediato da Amazónia e imagino que vocês invoquem, igualmente, uma imagem semelhante - é inevitável. Mas a Amazónia não é a única floresta do mundo e não nos devemos esquecer que não é só com ela que nos devemos preocupar. Existem tantos outros territórios que merecem ser protegidos...!

   Hoje, falo-vos das vastas e densas florestas de S. Tomé e Príncipe. As suas ilhas são reconhecidas pela fantástica biodiversidade nelas presente e, mais dia, menos dia, alguém há-de tentar destruir tais cenários idílicos. Na verdade, o perigo já espreita e é cada vez mais eminente. Agora, são as perigosas monoculturas; amanhã, alguém há-de ter a ideia das prospecções em busca do ouro negro - o petróleo. A pouco e pouco, como quem não quer a coisa, estão a ser deitadas abaixo inúmeras florestas.

   Foi neste contexto que o meu colega Mário Lopes - um grande aspirante a jornalista! - escreveu o artigo "São Tomé e Príncipe: desflorestação ameaça biodiversidade", fruto de muito trabalho de investigação e escrito como poucos (jovens) conseguem. É um pouco extenso, mas vale a pena ser lido com teimosa atenção. Enquanto cidadãos conscienciosos, devemos tomar atenção ao que se passa no mundo.

 

bfehjvevbhvbg, não desafiem a minha ira!

Quando ouvirem nas notícias que um rapaz de vinte anos foi assassinado à joelhada ou à bofetada na Margem Sul, denunciem-me. Fui eu que matei um amigo que acha que um bom exemplo de piada antes de ir dormir é comunicar-me que irá ser pai, mantendo a mentira a pés juntos durante praticamente cinco minutos. Se ele me queria matar de preocupação, quase conseguiu. A sorte dele é que estávamos a conversar pela Internet!

sábado, 13 de outubro de 2012

há piercings e piercings

Não gosto de piercings no nariz. Pronto, já disse. Alguns de vós não concordarão comigo - desculpem, porque, a mim, faz-me impressão. Acho que fica inestético na maioria das pessoas. Parece que têm ali uma verruga ou um macaquinho gigante! Chamem-me mente retrógada, mas só o seria se não apreciasse piercings de todo, o que não é verdade. Além dos do nariz, só não aprecio os piercings atravessados horizontalmente por baixo do umbigo, no fundo das costas ou nos lábios, pois, do meu ponto de vista, não têm nexo nenhum e, no caso dos últimos, desgastam os dentes e magoam as gengivas.

No entanto, os da língua são totalmente aceitáveis e gosto bastante deles na cartilagem perto do ouvido ou até na orelha (desde que não sejam em quantidade desmedida, como algumas pessoas fazem - dois ou três bastam, e só de um lado!), no umbigo ou na sobrancelha. Até nem acho que fiquem mal em rapazes! O segredo, como em tudo, é não abusar.

 

E aqui está um excelente exemplo do que é perder a noção do exagero.

o poder da publicidade

Investigar a mitologia grega?! Isso é para bebés! Vamos mas é maquilhar a Selena Gómez! (Óbvio que não...)

leitura de fim-de-semana

Comprei este livro ontem e é simplesmente genial. Prometo opiniões mais sólidas para breve.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

parem lá com isso, rapazes

Os últimos rapazes com quem tenho travado conhecimento só me sabem desencaminhar - aparentemente, claro. Uma das coisas que me dizem mal começam a ter mais confianças comigo - e sabem que eu a) não vejo diferenças entre sair à noite ou sair de dia e b) não bebo - é algo do género "um dia, levo-te mesmo a sair à noite e vamos beber uns copos, vais ver como gostas", por vezes alternado com "fixe, vamos sair e pelo menos hei-de ter alguém para conduzir!". Recomendo-lhes que se deixem disso, porque, mesmo que não seja essa a intenção, parece que me querem embebedar e saltar para cima da espinha ou trancar-me dentro de um carro... saltando-me para a espinha, de qualquer maneira. Obrigada!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

i'm a girl with a band

E, como bom "Homem do Leme", esperemos que esta música nos oriente satisfatoriamente como primeira experiência.

anteontem

Anteontem (como o título indica) fui a Cascais receber a minha menção honrosa (Escrita Criativa, sub-categoria de poesia) do concurso de criatividade Grande C.

Digo-vos que achei tudo uma beleza até chegar ao local em questão. Acordei mais cedo dado que, supostamente, os vencedores teriam a oportunidade de conhecer pessoalmente o júri da sua categoria e... nada. Não houve encontro nenhum a não ser a cerimónia de entrega de prémios em si, onde estavam presentes algumas figuras conhecidas do público e outras que, não sendo tão conhecidas, são de ainda maior relevância. Dos nomes que poderão conhecer, eventualmente, vi os Amor Electro, a Carolina Deslandes, a Rita Redshoes, o Miguel Ângelo, a Paula de Carvalho, entre tantos outros de que não me recordo de momento. No entanto, a desorganização não se manifestou apenas pelo encontro que não encontrou. A cerimónia começou com mais de meia hora de atraso e as actividades que estavam agendadas para a tarde foram a derradeira prova da falta de brio nesta edição da Festa do Grande C. Nem os seus responsáveis sabiam onde as iriam dinamizar! (Tive a oportunidade, inclusive, de assistir a instantes de tensão e desorientação por parte da Paula de Carvalho, a cujo atelier de Escrita Criativa eu assitiria, caso tivesse havido organização e melhor coordenação de horários). Acabei por assistir apenas ao atelier de Escrita de Letra para Música, com o Nuno Miguel Guedes - jornalista, guionista e argumentista, além de escrever as letras das músicas de grandes artistas portugueses, como a Ana Moura - a quem tenho de dar os sinceros parabéns por ter mantido a calma, apesar de toda a confusão gerada pela situação.

Infelizmente, fui a única vencedora que não teve nenhum representante da sua escola a apoiá-la, o que considero que tenha sido um embaraço enorme. Ainda assim, fui com a minha avó, uma amiga dela e um amigo meu e tenho a dizer que não foi mau de todo. Acabou por ser um dia divertido e diferente!

Quando fui ao palco receber o prémio, também tive a oportunidade de dizer algumas palavras de agradecimento aos promotores do concurso, de encorajamento e felicitação aos meus colegas vencedores e cheguei até a entoar "somos a prova de que Portugal tem talento". Que plagiadora de programas televisivos, 'pá!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

caso Freeport foi encerrado

Costuma-se dizer que ter vergonha é ser-se ladrão e ser-se apanhado. No entanto, em Portugal, acho que vergonha deveria consistir em ser-se ladrão e não se ser apanhado.

masculinamente pensando

O João Manzarra tem, desde ontem, um programa ao fim da tarde na Cidade FM. E como se chama? A Hora do Manzarra (das 19h às 20h, de segunda a sexta-feira)!

Hoje, discute-se sobre mudanças de sexo por um dia. Como viveriam os animadores (e o Manzarra) essa experiência? Imitadora que sou, lá vou eu pronunciar-me sobre o mesmo tema.

 

Se eu pudesse ter pilinha durante um dia... seria épico! Por acaso, tenho bastante curiosidade em saber como funciona, ao certo, a mente das criaturas do sexo oposto. Da minha convivência com amigos, consigo entendê-la até certo ponto, algumas das suas particularidades, mas gostaria imenso de experimentar ter um cérebro que se virasse sempre para a via prática, sem as "complicações" para que o cérebro feminino tem tendência.

E como seria fazer chichi de pé? E como seria lidar com as raparigas da perspectiva contrária? O que me atrairia mais: uma mulher com bom corpo ou uma deliciosa refeição calórica gratuita? Que corpo a "experiência" me proporcionaria? Quais seriam os meus gostos pessoais em leitura, música, arte, cultura,...?

Tantas questões que nunca conhecerão uma resposta!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

mais dos exames

É certo que, neste momento, estamos todos muito felizes e contentes, passe a redundância, com o recuo da medida do Ministério da Educação quanto aos exames nacionais, mas também há que reflectir melhor sobre o assunto. Este avançar e arrepender de decisões só vem provar o estado geral do país e do próprio Governo: ninguém se entende e ninguém sabe muito bem o que anda a fazer, limitando-se a experimentar e a esperar que a poeira assente até à próxima medida a tomar. Não se sabe o dia de amanhã porque os nossos representantes insistem em fazer-nos o obséquio de andar a brincar com as nossas vidas, ora toma lá, ora dá cá, ora desculpa lá o incómodo causado. Porque o que se passa na Educação acaba por se espelhar na Economia, na Saúde, na Defesa... seja onde for - não fosse tudo farinha do mesmo saco!

 

Sim, aproveitemos este alívio que nos deram hoje: mas não nos esqueçamos de que poderão muito bem estar apenas a tentar ludibriar-nos com falsas alegrias.

eles bem queriam, eles bem queriam...!

Gostava de vos contar isto num tom sério, a combinar com o assunto, mas é-me (felizmente) impossível: já não há totalidade de matéria nos exames nacionais de Português, História A, Desenho A ou Matemática A para quem frequenta o 11º ou 12º ano neste momento! (Quase me atirei da janela, tal foi a minha alegria perante esta notícia...!)

Segundo o comunicado do GAVE, para quem realizará os referidos exames nacionais este ano (2012/2013), eles apenas contemplarão matéria do 12º; para quem os realizará para o ano (2013/2014), contemplarão matéria do 11º e do 12º. Não é uma óptima notícia?! Resposta óbvia: ai não, que não há-de ser!

Eles bem nos queriam dar cabo da carcaça, mas, com tanto reboliço, lá tiveram que suspender o seu plano maléfico (ui, que medo).

Eu até já ia a meio do guia de estudo de História A do 10º ano e, olhem... quem me dera nem lhe ter pegado! Claro que relembrei a Grécia Antiga e Roma e o mundo medieval, o que não me fez mal nenhum, só que, de qualquer modo, tal poderá ser considerado, eventualmente, uma perda de tempo. (Porém, neste momento e dadas as cricunstâncias, estou-me nas tintas, verdade seja dita!)

 

Agora, vou fazer algo de útil da vida e ver séries gravadas. Felicidades com a vossa vida recente e subitamente desocupada!

 

Se estiverem interessados, escrevi um artigo para a Fórum Estudante sobre toda esta reviravolta. Para ler, é só clicar.

domingo, 7 de outubro de 2012

c'est la Nature (et moi)

Fui estudar para a mesa do meu jardim, onde repousavam alguns restos do almoço dos gatos. Entretanto, chega uma abelha e começa a mordiscá-los e a tentar levá-los consigo.

ZzZzZzZZZzZzzzzzZZ.

!!!!

Dei-lhe com o chinelo e pronto, ela foi para o céu e eu fiquei mais descansada, ficando ambas mais felizes.

Tal não é o meu espanto quando chegam mais duas e começam a andar de volta dela, exactamente à minha frente (oooh, tão queridas, que devem querer levar a amiga e fazer-lhe um funeral...!). Medrosa de picadas como sou (obrigada pelo trauma, melgas), afastei-me de imediato, mas não antes de chegar à conclusão de que as outras, afinal, queriam era as sobras da comida que a pobre da vítima tinha acumulado nas patas antes do seu súbito falecimento à chinelada. Que bestas...! (Bem sei que, dita por alguém que anda a matar bicharocos inocentes, a credibilidade desta observação é nula.)

 

Mais tarde, apercebi-me de que se tratavam de vespas e não de abelhas, pelo que todos os meus remorsos desapareceram.

sábado, 6 de outubro de 2012

"O Principezinho"

Não me lembro de quem me ofereceu o livro. A única coisa que sei é que já o tenho desde muito pequena, talvez desde os seis ou sete anos. Finalmente, uma década depois, lá lhe peguei. Olá, Principezinho. Já ouvira dizer que era uma história comovente que continha um grande ensinamento sobre a amizade, mas nunca pensei que me viesse a cativar ("criar laços", citando uma passagem) como cativou. Senti-me bem pequenina a ler cada uma das suas palavras. A cada página, Saint-Exupéry fez-me ver o mundo de outra maneira. Apercebi-me de que estou a ficar cada vez mais parecida com "os crescidos" e... eu não quero. Não quero, não quero, não quero deixar de ter imaginação e aquela ingenuidade tão pura e benévola que só os mais novos têm. Não quero deixar a minha infância escapar, porque ainda não me despedi dela. Quero ser adulta, já me tratam e já ajo como tal, mas ainda mal me apercebi de que já não sou uma criança. Estou entre uma fase e outra e, por enquanto, lendo mais livros infantis com lições de moral tão grandiosas como a d' "O Principezinho", espero, pelo menos, conseguir encontrar o meu lado mais "pequenino" durante o meu inevitável crescimento. Acho que, sem querer, me andava a esquecer de que já fui criança, e não há muito tempo, e do que alguém do tamanho que eu já tive tem para ensinar aos mais velhos. Desta vez, relembrei o valor da amizade através da visão mais simples.

"O Principezinho" é um livro não só para miúdos como também para graúdos. É uma leitura rápida - não demorei mais de quarenta e cinco minutos -, muito especial e com ilustrações fantásticas, sem dúvida.

fêcebooki

Ultimamente, tenho usado a página de Facebook do Procrastinar para publicar pensamentos rápidos, em vez de os escrever no blogue. Não sei se faço bem ou mal, mas é bastante prático...

 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

parem lá com isso, hormonas

   Ao contrário do que vos possa ter parecido na última publicação, a minha pessoa já sofreu mais com dores do foro amoroso do que do menstrual, portanto, não se preocupem, que eu sou quase tão normal quanto as restantes pessoas do mundo.

   No entanto, coiso e tal, isto de se ser adolescente e não se ter uma pilinha também custa, porque, como é certo e sabido (cof, cof) as miúdas são as que sofrem mais, mesmo depois da puberdade. Graças a este milagre a que se chama "multiplicar o povo", desde tenra idade que somos obrigadas a aguentar longas jornadas de sofrimento físico, enquanto nos esvaímos em sangue. É nojento, para quem, dos que lêem, não padece do milagre feminino, mas é verídico e, como criatura deste mundo, eu tinha de me queixar da maldita menstruação. E a verdade é que me sinto ridícula a queixar-me de algo tão banal. Passemos ao parágrafo seguinte...

   O pior não é, nem de perto, a menstruação e as dores que causa, antes e durante a sua aparição. O pior nem chegam a ser as borbulhas, porque o pior dos piores são as oscilações de humor.

   Durante um ciclo menstrual, sou capaz de experimentar mais sentimentos, estados de espírito e tendências emocionais do que um pato em toda a sua vida. Só hoje já experimentei mais do que os que uma mosca alguma vez conseguiria em cinco existências. Já me senti motivada para o estudo, já me senti eufórica, já me senti triste, fragilizada, enjoada, com dores de cabeça, sem dores de cabeça, esfomeada, abananada, aparvalhada, infantil, sexy e desmazelada, e isto é só uma amostra!

   Porém, depois de por tanto passar, continuo a não perceber como é que há raparigas que só sabem lamentar o facto de que se ser mulher dá muito trabalho, porque nós é que parimos, nós é que criamos (muitas das vezes) os filhos, nós é que temos o período e blá blá blá, porque, para mim, ser o que sou tem bastante piada. Claro que ser-se homem/rapaz/ter-se pilinha anyways deve ser igualmente divertido, mas, mesmo só por acaso, eu gosto de ter nascido miúda - até porque o meu pai queria uma (acho que já se arrependeu).

   Quero lá saber dos dramas femininos. Só tenho pena de não ter umas maminhas maiores.

INSERT_DRAMATIC_TITLE_HERE

Não percebo como é que ainda há pessoas que acham que o amor faz sofrer. Eu cá queixo-me muito mais das dores de cabeça pré-menstruais, mas pronto...

cry, cry baby

dos outros #9

" ... e um profundo e tediento desdém por todos quantos trabalham para a humanidade, por todos quantos se batem pela pátria e dão a sua vida para que a civilização continue... "

Fernando Pessoa, "O Livro do Desassossego"

grande animal...

A jornalista da RTP abordou António José Seguro para que comentasse o discurso de Cavaco Silva. Resposta que obteve: "Desculpe, mas agora estou a falar com pessoas."

ALERTA BANDEIRA!

Hoje, dia 5 de Outubro de 2012, o 102º aniversário desde a implantação da República Portuguesa, a bandeira nacional foi hasteada de pernas para o ar, pelo presidente da república Cavaco Silva (e restantes responsáveis pelo acto, como se pode confirmar na imagem)na Câmara Municipal de Lisboa, um dos locais das comemorações. Não sei até que ponto isto não terá sido um mero desleixo*, algo que aconteceu sem querer, tal como nos estão a fazer crer em todos os canais da televisão que estão ligados em minha casa - três televisões, três canais diferentes. É que nem a queriam endireitar! Será este um sinal de mudança, de revolução? Ficarei atenta, de qualquer modo, porque, a mim, parece-me que se está a fazer História neste momento. Nada é em vão...

 

*(segundo códigos militares, a bandeira ao contrário significa que o local foi tomado pelos inimigos)

 

Vídeo: http://www.tvi.iol.pt/videos/13712035

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

coisas do fim-de-semana

   Ela tem os pés frios, mas continua a escrever. Estendida em cima da cama, espreita para a janela, um pouco à frente, por onde entram algumas das luzes da rua… por onde entra a escuridão que as combate.

   Pela aparelhagem (três módulos – um corpo, duas colunas) a mulher, essa cantora comercial, grita ameaças ao ex-namorado, insulta-o, ridiculariza-o, recorda-o. São melodias fáceis de decorar, as que saem pelas colunas, com a voz da pobre abandonada e traída e desiludida a rasgar o instrumental. Troca de faixa, troca de sentimento - e de parágrafo.

   No quarto, existem dois roupeiros de madeira escura. Um tem espelhos, o outro tem barrigas nas portas, resultado dos largos aros dos vestidos antigos que lá dentro, outrora, eram guardados. Este último já foi herança de, pelo menos, umas tantas gerações, talvez as que tem uma mão. Nos dias que correm, alberga blusões de ganga, casacos de malha, casacos de desporto e casacões de Inverno, um vestido de baile, vários pares de calças e, na gaveta inferior, mais não sei quantos quilos de roupa de rapariga – roupa dela, claro está.

   E inicia-se a última faixa do CD que gira na aparelhagem. Lá fora, já é noite cerrada. A rapariga ignora o decorrer do tempo e continua a escrever, sem nunca conhecer a linha seguinte.

   À medida que escreve, lembra-se dos seus amigos. É engraçado como nunca lhe saem da cabeça. É capaz de se esquecer de si própria, mas jamais deles. São todos muito diferentes uns dos outros, pensa. Por vezes, pergunta-se sobre o que aconteceria se os juntasse numa única divisão. O provável seria desentenderem-se durante a primeira hora. Sim, ela tem amigos demasiado diferentes entre si.

   Ouvem-se carros a passar na estrada em frente da sua janela. Até há quem faça corridas nessa mesma estrada, tão comprida, com mais de um quilómetro e sem muito tráfego, principalmente à noite. Ela não sabe quem os conduz, mas imagina que se tratem de jovens inconscientes (ou mesmo de adultos inconscientes) que têm por hábito gastar montes de dinheiro a transformar bólides com matrícula de 98, para parecerem ser mais recentes… mais fixes. Os motores rugem, os pneus guincham, o alcatrão fede a borracha queimada e os corredores ao volante acordam os moradores.

   O CD já parou de tocar, mas ela, que ainda consegue ouvir as músicas a ecoarem-lhe ao ouvido, só se apercebe mais tarde.

   Agora, são os cães que ladram lá fora. Existem montes de cães na vizinhança, porque cada casa, por motivos de segurança ou amor, tem pelo menos um. Há grandes que, apesar de ladrarem grosso, são uns medricas envergonhados; há pequenos que ladram fininho, mas que mordem como gente crescida; há médios que fazem o que bem lhes apetece.

   No quarto da rapariga que não consegue parar de escrever, também há uma estante de seis prateleiras. A de cima tem peluches, a segunda tem montes de livros, a terceira tem CDs, canecas de colecção, objectos do dia-a-dia e as três últimas encontram-se cheias de mais tralha: livros e material escolar, pastas, capas, papelada, inutilidades.

   Como tem de ir jantar, ela começa a tentar imaginar um parágrafo final, apressadamente, de modo a que o texto não termine abruptamente. Rebusca possíveis reflexões inteligentes, conclusões floreadas ou o que mais não seja uma última frase que permita ao leitor continuar a imaginar o que mais poderia vir a ler. Infelizmente, não consegue, e o seu estômago ronca, desagradado.

   Não, não há mais nada que possa ser dito. Apetece-lhe chorar de frustração, pelo que poderia ter escrito e não escreveu. Já é tarde, não é? Terá de se levantar em breve e reiniciar a rotina nocturna de quem ainda tem de ir jantar.

   Hambúrguer grelhado no pão?, oferece ela. Desculpem, mas só há para mim.

o meu pai diz que estou a ficar guedelhuda

terça-feira, 2 de outubro de 2012

agora é que eles nos lixaram bem lixadinhos!

   É oficial: caros colegas que também frequentam o ensino secundário, as nossas aspirações a sermos médicos, jornalistas, famacêuticos, escritores, advogados [...] ou preguiçosos com canudo ACABARAM. Pelo menos, para alguns... Porquê?, perguntam vocês, como se já não tivessem ouvido falar desta nova legislação. Por causa disto:

   Pensaram os governantes [com diplomas passados a um Domingo] deste nosso país "temos que lixar todos os portugueses". Já lixaram os nossos pais, os nossos avós, os nossos tios e todos os que pagam impostos. Mas como lixariam eles os que ainda não são contribuintes? COMO?! Como lixariam eles os jovens estudantes? " 'Bora chumbá-los e dar cabo dos seus sonhos académicos!"

   Não sei quem raio se lembrou de tal mesquinhice, mas lá que o timing não foi nada indicado, lá isso não foi. "Ah e tal, não vamos retirar já a nota de Educação Física da média do secundário a toda a gente, só aos que entram agora no 10º ano, mas, se estamos a falar de exames, a coisa já é diferente. RAZIA TOTAAAAAAL!", gritou um qualquer cro magnon do Ministério da Educação, género Rambo... ou King Kong. Portanto, aqui vai a notícia simplificada para os mais desatentos: de ora em diante, toca a estudar a totalidade da matéria das disciplinas trianuais, desde o 10º até ao 12º, que isto aqui não há estatutos especiais para ninguém. Português, Matemática A, História A e Desenho A- são esses os exames nacionais que, segundo a nova legislação, passam a contemplar os três anos de matéria.

   É certo que, antigamente, a matriz dos exames era elaborada deste modo, com conteúdos de todos os anos do respectivo ciclo, o que, ainda assim, não me convence. Não me convence! Pelo menos, aos alunos que frequentam este ano o 11º ou 12º. Se só agora entram em vigor as novas directrizes, estas só se deviam aplicar aos que iniciaram agora o 10º ano. Faz sentido, certo? Não me parece muito positivo que, durante dois anos lectivos, me tenham preparado para que a matriz dos exames nacionais que terei de realizar daqui a oito meses se cinja somente ao último, rebentando a bomba neste momento da parada. É totalmente anti-pedagógico!

 

   Dito isto, colegas, caso se encontrem tão escandalizados com esta situação quanto eu, assinem a petição que, mesmo podendo não resultar em nada, serve para mostrarmos a nossa indignação ao Ministério da Educação. AQUI. Demora um minuto a preencher e, se formos muitos a assiná-la, pode ser que o caso se torne relevante o suficiente para ser repensado. Neste momento, já somos mais de 1430 - e, quantos mais, melhor!

   Boa sorte, em todo o caso...