Nunca gostei de ler nada em português do Brasil ou de variantes africanas. Durante muitos anos, vi telenovelas brasileiras e aguentei o sotaque, mas, na literatura, já há muito que desisti do português que não fosse cá dos tugas, continentais, de preferência. Penso que o que mais me irrita no português "colonial" é a inversão das formas pronominais ("eu vi-te ontem" versus "eu tji vi ontem") e o "você" a dar por um pau ("eu amo você, cara!"). Esses dois aspectos, mais os regionalismos e os vocábulos diferentes, mais algumas expressões idiomáticas que me dão cabo dos fígados, impedem-me de amar a diversidade da minha própria língua. Eu devia ter vergonha na cara. É que nem "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" eu fui capaz de ler! E desisti do Mia Couto, por quem até cheguei a sentir um certo apego...
From now on, haters gonna call me a racist. I ain't no racist, brother, I'm only complicated! (Acrescentei Street English para dar ênfase à ideia, 'tá batê, meu pute? Não, agora só estou a ser parvinha...)
também não suporto português que não seja português do continente. mas tive de ler o Mar me Quer do Mia Couto para um concurso. Custou mas foi. E recentemente li O Rapaz das Fotografias Eternas de Esdon Athayde. O autor é brasileiro, mas as diferenças linguísticas notam-se pouco no seu livro. Fiquei agradavelmente surpreendida e adorei o livro (dei-lhe 5 no goodreads).
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