quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"We used to be friends"


Esta publicação é, featuring The Dandy Warhols, sobre e para (principalmente "para") os amigos que eu tive e que já não tenho. A determinada altura, foram realmente meus amigos (penso eu, do pico da minha ingenuidade), mais ou menos superficialmente, mas as circunstâncias guiaram-nos até às actuais, em que se dispensam lamechices e outros aditivos ou conservantes, tal como na comida. Acabou, acabou. 'Bora recorrer ao sarcasmo para enfrentar o assunto.
A música acima colocada - estrategicamente - faz-me lembrar bastante deles. Ou de vocês, caso vos sirva o boné. Algures no tempo, já fomos muito compinchas e uns para os outros, não foi? É que eu já nem certezas tenho - corrijam-me se estiver enganada. Éramos amiguinhos, confidenciávamos até a cor das nossas cuecas e partilhávamos experiências muito mais profundas do que simples fodas (sim, eu escrevi fodas, mas só para parecer sofisticada; pai, eu estou inocente!). O que nos unia era absolutamente inquebrável, pelo menos, até ao dia em que... 
De vez em quando, penso nesses amigos - vocês, ou tu, se calhar - e lembro-me imediatamente do refrão "a long time ago, we used to be friends but I haven't thought of you lately at all". Até o cantarolo. Está presente um certo tom de ironia que me satisfaz o ego. Eh pá, ainda existe quem escreva cenas destas e as inclua numa música que, por acaso, fazia parte do genérico da Veronica Mars. Trivialidades. Se atentarmos no resto da letra, é mais do mesmo. Fofo!
Deixo-vos, deste modo, a sós com os TDW, dedicando-vos esta sua adorável musiquinha, sem mais assunto. Foi só porque "a long time ago we used to be friends but I haven't thought of you lately at all". E hoje pensei.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Quando a rotina é interrompida (à parte os motivos)

É estranho não ter ido às aulas ontem nem hoje. É estranho acordar num quarto que não é o meu, numa casa que não é aquela em que vivo, noutro ponto do país, a quatrocentos quilómetros da rotina e das pessoas que a fazem. Nem bom, nem mau: estranho. Esquisito. Não estar na escola; ter um cão convencido de que é uma criança humana, mais pequeno do que um recém-nascido, a saltitar-me em cima da cama; não estar perto do meu namorado para o abraçar como se o quisesse desfazer em pedacinhos e rir-me com o que faz e diz; não estar com os meus colegas na parvolhice, empregando expressões inglesas a cada três portuguesas; não ensaiar com a banda; não comer o meu Nestum de bolacha maria ao pequeno-almoço; não estar preocupada com as horas num dia de semana de Janeiro.

Na casa da minha prima

Internet sem fios.
Televisões em todos os quartos (até no de arrumações).
Muitas bolachas e outras gulodices no armário da cozinha. Pão fatiado sem côdea também.
Uma das duas "alas" do apartamento só para mim.
Parte "controladora" da família alojada no outro lado da rua, na casa da minha tia.
Estores que bloqueiam completamente a luz e fazem parecer sempre noite, tal como eu gosto.

(Só derradeiras tentações para quem precisa realmente de estudar, como podem verificar.)

E depois existem ambientadores programados para borrifar de dez em dez minutos que me assustam de morte durante a noite, quando vou à casa-de-banho.
E, ainda para melhorar, também me apercebi de que os vizinhos do lado acordam antes das nove e têm um bebé chorão que penso que cá não estava em Julho, pela altura da minha última visita.

Pronto, está bem, eu vou pôr o estudo em dia. Ou ler. Ou escrever no blogue, acompanhada de um pacote de Chipmix acabado de resgatar lá do armário. Vocês entendem-me...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

The Perks of Being a Wallflower: oficialmente rendida



Ultimamente, tenho tentado diversificar as minhas preferências (em especial, no que toca a literatura), incluindo o tipo de filmes que vejo. É que, sem diversidade, sem alterar a rotina, uma pessoa acaba, eventualmente, por ficar desinspirada. Até resisti bastante tempo até ver The Perks of Being a Wallflower... Já tinha lido tanta opinião sobre o filme/livro, que pensei que seria mais do mesmo, mais um exemplo claro da cultura de massas.
Então, ontem, rendi-me. Encontrei o filme na Internet e... toca a vê-lo, ainda ligeiramente céptica. Surpresa das surpresas: era tudo menos um resultado da generalizada mentalidade pop. Apesar de protagonizado por actores conhecidos do grande público, realizado e escrito, romance de base e argumento, pela mesma pessoa (Stephen Chbosky), o enredo era, no mínimo, curioso; achei a banda sonora brilhante e o pacote no geral pareceu-me bestial. Não tenho visto muitos filmes de qualidade superior recentemente, é certo, mas este foi, sem qualquer dúvida, o melhor que vi desde há algum tempo para cá. Inspirador. Comovente, sem ser demasiado foleiro. Nem muito nem pouco previsível. E mais não revelo!
São capazes de gostar deste hino à diferença e ao crescimento. Aconselho-vos a darem-lhe uma oportunidade, tal como eu fiz. (Por exemplo... agora. Ou, em todo o caso, quando tiverem disponibilidade para o verem de uma ponta à outra, sem interrupções. Não se vão arrepender.)

domingo, 27 de janeiro de 2013

Ehn... it's alright


Kika, 15 anos, do Porto. Estão a fazer um grande alarido por ter sido descoberta pelo mesmo produtor da Lady GaGa e da Jennifer Lopez, mas, se querem saber (não querem?, ok), não vejo/ouço que seja alguma coisa de outro mundo. Tem um timbre interessante, está bem. Porém, transmite pouca emoção. É um bocadinho pão sem sal e eu não vou muito à bola com personalidades insípidas. Felizmente para a rapariga, ainda é nova e tem muito que aprender. Digo eu.
Pronto, atirem-me lá pedrinhas. Que insensível que sou!

(E ainda estou para saber de quem é que a moça é filha ou afilhada!)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Rick's stuff #6

O casal de ranhosos pseudo-constipados, ainda na aula de Geografia.

"100% celulose virgem | 100% pura celulose"

Ele (abrindo um novo pacote): Estamos a violar os lenços!

The Versatile Blogger Award

Bem, bem... parece que as correntes voltaram às terras procrastinadoras!
Desta vez, trata-se de um selo, The Versatile Blogger Award, para que fui indicada pela Quadrada, que nomeou o meu blogue para continuar a marcar outros quinze e apontar sete factos sobre a minha mui ilustre figura.

Então, aqui vai disto!
  1. Sou blogódependente e julgo não existir reabilitação para este bicho. Aguentem-se!
  2. O primeiro livro que li com mais de cinquenta páginas foi o Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, por volta dos nove anos.
  3. Sou fã de Harry Potter desde o momento em que o comecei a ler.
  4. Sou meia-asiática.
  5. Quando eu tinha três anos, a Britney Spears lançou o seu primeiro álbum, a minha mãe tinha-o e o meu passatempo preferido foi, até deixar de viver com ela, dançar e cantar HIT ME BABY, ONE MORE TIME!!! em frente ao espelho.
  6. Já quis ser actriz e/ou cantora.
  7. O número máximo de likes numa foto de perfil minha (no Facebook) é 37.

Como sou difícil de agradar, não conheço 15 blogues que mereçam a distinção. Portanto, eis a lista dos meus seis favoritos, escritos por pessoas que não têm nenhum livro publicado (não ordenados por preferência):
  1. Caderno de Pensamentos (o blogue da Quadrada, herself)
  2. A Última Bolacha
  3. Não Revelo as Minhas Fontes
  4. Produto Oficial Não Licenciado
  5. Quadripolaridades
  6. Entre Parêntesis

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mission accomplished! (a publicação em que poderei empregar expressões inglesas ao desbarato sem ninguém se lembrar do "downsizing do lifestyle" da MRP)

Já recebi os resultados do exame do Cambridge Advanced English!


Depois de um blind date com uma examinadora inglesa com idade para ser minha avó, cujas características  pareciam naturalmente decorrentes da sua nacionalidade (tanto psicológicas como físicas), com um examinador igualmente inglês que me contabilizava a performance em absoluto silêncio e um examinando advogado com quem me emparelharam para o exercício oral (hum... this one sounded awful), 40 anos, a atirar para o chubby, but indeed polite as lawyers must be, consegui um Speaking aquém das capacidades que me pertencem quando não são 11 da manhã e me encontro perante tais figuras.
Tive um Use of English e um Listening abaixo da borderline e tal situação deixa-me claramente desapontada. Felizmente, essas competências do exame são, à semelhança do Reading, corrigidas por sistemas informáticos, pelo que ninguém sofreu com a trapalhada por mim respondida.
Mas, disparando na escala e superando as minhas mais altas expectativas, obtive um EXCEPTIONAL Writing do qual me orgulho imenso (*baba*), que foi assim a coisa mais deliciosa que me poderiam ter atribuído (a mim ou a qualquer examinando, claro está), afastando-me da mente os outros resultados menos positivos.

Balanço final: foram os 175€ (do meu bolso, fruto do meu trabalhinho na escrita, e de mais ninguém, *baba outra vez*) mais worth it desde sabe-se lá quando. Mission accomplished.
Agora que tenho este canudo, vamos lá tentar arranjar maneiras de o pôr a trabalhar em prol dos meus interesses. (Como quem diz, se conhecerem alguém que precise de explicações de Inglês, falem-lhe de mim.)

Rick's stuff #5

Na aula de Geografia.
A criatura ri-se sem motivo aparente.

Eu: Partilha lá a piada.
Ele: 'Bora imaginar que a stôra está a falar de genitália. Ouve só o que ela diz.

Ouço o que ela diz.
Professora: ... porque estão sempre a subjugar-se um ao outro.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Os jovens 'tugas e a sua "cultividade"

Eu sei, eu sei que nem toda a gente tem a mesma cultura geral. A minha é péssima em filmes e em música "moderna", por exemplo. O pior é que só me apercebi disso quando conheci alguém cujos conhecimentos nessas áreas são bastante acima da média (adivinhem quem). Perguntem-me o que quiserem sobre literatura ou história. Com alguma sorte, hei-de saber qualquer coisa acerca de música clássica (lá que gosto de ouvir, lá isso gosto), arte ou política actual. Acabo por não ser completamente tapadinha no que toca a assuntos culturais, não sei tudo, mas também não deixo de saber o suficiente para não fazer figuras tristes. Sei o que sei.
No entanto, parece-me que ainda existem por aí muitos bichos do mato que nem os dedos dos pés devem conseguir contar. Representam apenas uma parte do mundo (alegadamente) instruído, vá lá que não vá, mas são o que baste para me deixar um tanto ou quanto aborrecida - não por mim, mas pela humanidade em geral. É que nem sequer existem, actualmente, muitos obstáculos ao conhecimento: existem livros sobre tudo e mais alguma coisa (a começar pelos guias de instruções do Ikea e a acabar nos manuais de preparação para os exames, passando pelo Código Civil e pela Bíblia itself), quase toda a gente tem acesso à Internet, à rádio ou a um jornal e, milagre dos céus, existem mais televisões do que humanos no planeta Terra! (Na verdade, acabei de inventar este último aspecto, mas espero que tenham entendido a ideia.)

Deste modo, ironicamente, achei o artigo "A ignorância dos nossos universitários", publicado no site da revista Sábado, a paródia total. (Agradeço à amiga que mo enviou e que sugeriu de imediato que eu escrevesse sobre o assunto.) Não devia, mas achei. Antes rir do que chorar, não é verdade? E o mais triste é que não me admirei de cada vez que algum dos inquiridos falhou a resposta certa e largou uma qualquer barbaridade mais bárbara do que os próprios bárbaros, caso estes o tenham realmente sido. Então no vídeo, observando a expressão de cada um deles, tive a certeza de que, afinal, a espécie poderá não ter evoluído tanto quanto me fazem crer.
Uma das razões pela qual este artigo não me surpreendeu foi por "já saber o que a casa gasta". Estou numa turma de Línguas e Humanidades (12º ano) e tenho a certeza de que aproximadamente 40% dos meus colegas não 'tá nem aí. E os que lêem o meu blogue não poderão discordar, acho eu, do alto do meu pedestal blogosférico. 

Então, eis o TOP 5 das maiores falhas dos ditos estudantes universitários (e que belos universitários, caramba!):
1 - O Leonardo DiCaprio pintou a Mona Lisa. Deve tê-lo feito nos intervalos das filmagens do Titanic.
2 - O John Lennon foi contratado pela Disney para fazer as suas bandas sonoras. Na volta, ainda foi ele que escreveu as do High School Musical!
3 - Água...? Água é PH. Só espero que seja neutro.
4 - "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" foi escrito por um dos apóstolos. 
5 - A capital de Itália é, visivelmente, Veneza, talvez porque o Casanova é de lá. A de Portugal deve ser Massamá, nem que seja porque é onde vive o Passos Coelho.

I rest my case.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A importância de se chamar Ricardo (Rick's stuff #4)

Não sei se será realmente verdade, mas quem se chama Ricardo deve estar predestinado à divulgação do humor, praticamente como um messias da boa disposição. Pelo menos, consigo retirar essa conclusão pelos dois Ricardos que melhor conheço: o meu namorado e o Ricardo Araújo Pereira. Também há o Ricardo Martins Pereira (aka O Arrumadinho), mas esse não é para aqui chamado, até porque nunca o achei lá muito divertido - muito pelo contrário - e a uma analista do meu calibre só lhe interessam os resultados mais favoráveis à sua tese. Continuemos.
Então, dizia eu, que estes dois Ricardos são de partir a rir. Pronto, ainda não tinha dito nada disso, mas digo agora. São duas das criaturas mais engraçadas que já nasceram neste mundo e que acabam por estar quase destinados a tornar a vida das outras pessoas mais alegre. São atrofiadores natos, têm veia crítica.
Com isto, o que eu queria concluir é que só mantenho uma relação com o "meu" Ricardo porque, caso ele siga os passos do seu homónimo, há-de fazer muito dinheiro, enquanto mete três quartos da humanidade a rir. Ou seja, esta é uma promessa de longevidade: riqueza e risos em quantidade proporcional. Não que eu ache que o RAP seja assim tão rico. Só acho que o meu namorado tem mais piada que ele, logo fará mais dinheiro, o que poderá financiar a minha vida de escritora falhada.


(Para os menos atentos, eu estava a brincar quando disse que apenas namorava com a criatura supra-mencionada pela oportunidade futura de enriquecimento que poderá representar. Estava mesmo a brincar. A sério. Eu só gosto do rapaz porque ele sabe barrar chocolate nas panquecas e manteiga no pão sem os furar, ou seja, tudo o que uma miúda poderá desejar no seu loved one, caso ela própria seja incapaz de o fazer. Não duvidem do meu sentimento!)

domingo, 20 de janeiro de 2013

Era uma vez, na Capital Europeia da Juventude

Em 2012, a cidade de Braga foi eleita a Capital Europeia da Juventude. Os mais novos foram motivo de celebração, eventos aqui, ali e acolá, milhões gastos em prol de uma grande causa.
Em 2013, acabou-se a festa. Sim, sim, porque, por um ano, toda a gente acha muita piada, mas, ao segundo, a coisa já enjoa. Pelo menos, foi o que a PSP achou.
Anteontem, sexta-feira, os alunos da Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, decidiram fechá-la  a cadeado logo de manhã para protestar pacificamente contra a sua agregação num mega-agrupamento, um exemplo entre 67 por todo o país. Até aqui, nada de extraordinário, fora do comum. A respectiva associação de estudantes organizara tudo, mas de modo a que, quem quisesse, pudesse entrar na escola para ter ou dar aulas. Feliz ou infelizmente, ninguém se opôs à situação. Menos a PSP. Tinham de chegar os senhores agentes e... UPS, borrifaram os alunos, até os de sétimo, com gás pimenta. Decerto foi só um pequeno acidente. A PSP não seria capaz de chegar a tal ponto, pois não? ... Pois não?
ERRADO. Primeiro, celebram-se os jovens, milagres dos céus, motivação do país; depois, fuzilam-se essas desprezíveis criaturas, quem é que as mandou nascer em tanta quantidade???!

Intervenção policial no protesto de alunos da Escola Secundária de Alberto Sampaio

Caros compatriotas, apresento-vos o novo órgão de censura do Governo de Passos Coelho: PSP, Polícia de Sensura Pública - "Sensura" com "S", porque já não existem professores suficientes no activo para ensinar a nova geração a escrever correctamente.

As 8 escolhas de Beatriz

Ouvi falar do "Escolhe ou Morres" no PONL e decidi que seria a procrastinação matinal perfeita. Eis os resultados de algumas das questões colocadas:

Mal por mal, lê-se o nacional!

Bitch please, esta não foi, decerto, uma pergunta minimamente difícil...!

É incrível como, em pleno século XXI, ainda existem preconceitos sexuais. Pelos vistos, continua a haver quem prefira passar por drogado do que por homossexual. Para mim, segundo os meus valores morais, isto é um insulto à humanidade.

Afinal, já somos todos mais ou menos pobres. Só falta a parte de sermos sensuais.

A pergunta mais TROLOLOL da lista.

Sendo eu uma idealista nata, preferia mesmo ter amor e um palácio. Agora ódio é que dispenso!

A questão não envolvia nada relacionado com a publicação desse vídeo, certo? Então, pronto.

Na verdade, isto já me aconteceu, para aí aos oito anos. Depois de uma descarga de gás um bocado para o descontrolada, passei o dia na escola com um depósito de cocó nas cuecas. Ah, e lembro-me que tinha uma mini-saia vestida, sem collants, salvo-erro. É, para mim, um mistério, como ninguém chegou a descobrir.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Tom Riddle é baleado

Se tiver sido assistido num hospital de Portugal, de certeza que já está morto. Não do tiro, que provavelmente lhe acertou no apêndice, mas sim de uma infecção por causa de uma batéria que só se consegue encontrar numa qualquer unidade de serviços de urgência nacionais, com um nome extremamente esquisito e que, provavelmente, poderia ser curada com Brufen.

Dos outros #19

" A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. [...] o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada. "

Ricardo Araújo Pereira, crónica "A banca nacionalizou o governo", Novas Crónicas da Boca do Inferno

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

(Outra vez as) dores de dentes

Dão-me vontade de morrer de overdose de Brufen. Tipo agora.

Ressaca dentária

Beatriz vai ao dentista colocar novos elásticos no aparelho. A seguir, Beatriz vai ao supermercado. Beatriz compra chocolate. Beatriz come-o. Beatriz trinca-o e mastiga-o, nhaque, nhaque, nhaque. Beatriz arrepende-se, porque Beatriz não esperava que lhe ficassem a doer tanto os dentes.

Os curiosos visitantes que para aqui andam

Visão do contador de visitas instalado em http://beatriizhelena.blogs.sapo.pt e http://fuiprocrastinar.blogspot.pt
A sério?! É com essas palavras de pesquisa que chegam ao meu blogue?! Ai, nossa!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

"Anon's fofos"

Estava a Cara de Panqueca a gozar comigo porque, contrariando todo o meu parlapier sobre o assunto, até tenho um perfil no Ask, quando a criatura recebe uma mensagem anónima no telemóvel de alguém muito metediço na relação dela com o namorado. Não há suspeitos de quem tenha sido até agora. Acho que foi karma. Ninguém se escapa ao poder do fofinho do anónimo.

Aulas pós-refeição

Não sei quem foi o idiota que autorizou horas de almoço de apenas 45 minutos/1 hora antes de uma tarde de aulas, mas eu cá, se mo apresentarem, sou bem capaz de lhe ir aos miolos. Cá se fazem, cá se pagam. Sinto-me no direito legítimo de o fazer, porque ele também tem dado cabo dos meus. Graças à sua genialíssima ideia, sou obrigada a digerir os meus almoços de quinta-feira - sempre baguetes de atum com batatas fritas, devido a uma "tradição" que mantenho com o meu grupo de amigos - durante uma extremamente interessante aula de Psicologia B (sem ironia, desta vez). Ao invés do desejável (estar atenta e concentrada), sinto-me permanentemente que nem uma tartaruga em hibernação. E a tartaruga ainda pode dormir, eu é que não! É injusto adorar a matéria da disciplina e não ter alternativa senão entrar num estado de plena dormência cerebral. É injusto não conseguir emergir da sonolência a que me submetem. Dito isto, só consigo imaginar-me como sósia comportamental do Mr Bean. O pior é que sei que não sou só eu a queixar-me, mas sim toda a minha turma. It really sucks, má frénds.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A música que o Governo, o FMI e a União Europeia nos dedicam, secretamente


LETRA
(com pertinentes chamadas de atenção)
Entrei fora de mão
Fiz a maior confusão
Correndo no passeio
Foi como um tiro certeiro

Do outro lado da portagem
Vi alguém disse-lhe adeus
Queria eu seguir viagem
Falei-lhe não respondeu

Está tudo bem (então não está?!)
Tudo bem
Mesmo que os outros nos olhem com desdém (exemplo: toda a gente)
Está tudo bem, tudo bem
De vez em quando
Todos somos uns bons filhos da mãe (principalmente vocês)

Parei no apeadeiro
Tudo tinha para ver
Vi-te logo a ti primeiro (que macabra sorte a nossa!)
Aqui ficas a saber

E seguindo o meu caminho
Perco-me antes de chegar (antes fosse...)
Por ali fico eu sozinho
Com ganas p`ra te encontrar (...)

Posso esconder-me no escuro
Encostar-te à parede (ai, não...)
Esbarrar-me contra um muro (pois podiam esbarrar-se... mortalmente)
Faço trapézio sem rede (também serve)
Se depois de tudo isto
Não consegues entender
Melhor fora não ter visto
Não te dares a conhecer (nem às nossas pobres bolsas!)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Poucaterra um caraças!

Como assídua utilizadora das suas infraestruturas, venho por este meio evidenciar o ultraje que sinto pela falta de tacto dos Comboios de Portugal na planificação e construção das estações. Ora vejamos: é certo que a estação de Coina (onde passam maioritariamente comboios da Fertagus - aquela ao pé da recta com o mesmo nome, com a fama que vocês já lhe conhecem) é bastante movimentada e, portanto, é legítimo que tenha um café e uma churrasqueira (com esplanada), bem como, porque não?, uma loja de acessórios de moda. Quanto a isso, tudo bem. Mas, agora tentem lá explicar-me, por que raio existe somente um café absurdamente ranhoso na estação de Setúbal, onde só podemos estar à bancada ou em mesas altas, sem cadeiras, e onde estão sempre plantados homens de meia-idade, cada um com um ar mais suspeito do que o anterior (possíveis pedófilos...?), barba por fazer e linguagem futebolística permanente? Afinal, Setúbal é a capital do distrito e uma cidade enorme, enquanto a sua estação de caminhos-de-ferro não só serve a Fertagus, mas também todos os serviços da CP, merecendo umas condições melhorzinhas, não é verdade? (E não se esqueçam de ampliar as casas-de-banho, se não for pedir muito!) 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Diz que é uma espécie de bichinho

Dos dez aos quinze anos, fiz sempre parte de grupos de dança. Foi a única maneira que arranjei para gostar de exercício físico e de sentir que fazia parte de algum projecto de grupo. Primeiro, quase até aos catorze anos, fiz parte de um grupo de dança contemporânea com o qual me fui desidentificando progressivamente. Era um grupo em mutação, em vias de ter mais visibilidade, e eu não consegui acompanhar o ritmo de exigência - inclusivé, fiz de tudo para subir do escalão intermédio para o avançado, mas não consegui. Além disso, para mim, aquilo já não era dança, não só pelo estilo de coreografias, pela maneira como o "professor" nos obrigava a exprimir facial e fisicamente, como também pelo desinteresse e sentido de obrigação que eu começava a sentir por aquilo. Então, saí desse grupo e juntei-me a outro, igualmente de dança contemporânea, mas que, no seu interior, se dividia noutras duas modalidades: dança do ventre e hip-hop. Na altura, a primeira pareceu-me a pior ideia possível, onde eu jamais me encaixaria, pelos complexos que tinha com o corpo e a minha auto-estima demasiado baixa. Porém, hip-hop não me pareceu mal de todo e alinhei, espatifando-me ao comprido. Inicialmente, detestei o novo grupo, pois nunca pensara que fosse tããão exigente, além de que não me sentia à vontade no hip-hop. Ainda assim, acho que foi a melhor opção que poderia ter tomado e que fiz bem em não ter desistido, até subir ao palco ter voltado a trazer-me boas sensações.
No final, fazendo um balanço, a única coisa de que me arrependo é de não ter continuado a ir aos ensaios, a praticar e a actuar. Desisti definitivamente (nessa altura) da dança porque estava cansada mental e fisicamente. Pior - estava cansada porque dei por mim, quase da noite para o dia, numa relação conflituosa que, consequentemente, me desgastava muito, muito mais do que o estritamente necessário (daí eu ter aprendido a lição de que não devemos abandonar projectos de que gostemos por causa de alguma paixão assolapada e inconsciente).
Nos últimos tempos, o bichinho da dança tem andado a teimar-me o juízo outra vez. Nunca fui grande dançarina, mas, pelo menos, era algo que me dava gozo praticar e que me divertia. Agora, quando vejo outros dançarem, apetece-me juntar-lhes. Principal e ironicamente se for hip-hop. Portanto, espero, um dia, voltar a ter a oportunidade que recusei por mera parvoíce. É algo que, sem eu ter previsto, me voltou a fazer falta.

HP stuff

Curiosidade: a J. K. Rowling começou a escrever a saga Harry Potter em Portugal.
Nome do "pai" de todos os seus vilões: Salazar Slytherin
Nome do "pai" da Pátria portuguesa (também uma espécie de vilão): António de Oliveira Salazar.

Coincidência?! Depois não me digam que não existe ficção sobre a História de Portugal.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Como sair da Friendzone

No Verão, quando estive em Braga, vi vários episódios da série "Friendzone" da MTV, uma vez que a única alternativa que tinha era subjugar-me aos gostos televisivos da minha prima. Já conhecia o programa, já conhecia o método do organiza-me-um-blind-date-que-afinal-é-para-ti e nunca entendi muito bem qual era a sua piada. Mas pronto, uma pessoa até engole aquilo das declarações repentinas e inesperadas, principalmente se ninguém for rejeitado a meio do processo.
Ainda assim, cada vez fico mais céptica quanto à legitimidade de tais situações. Quer dizer... ah e tal, tenho muita vergonha de dizer-te o que sinto por ti, por isso vou mas é declarar-me em frente das câmaras para um reality show transmitido a nível mundial, em que, se isto correr para o torto, milhares de pessoas poderão ver-te a dar-me uma tampa. Não encontro o mínimo sentido nisso. Pela lógica da batata, se alguém tem dificuldade em expressar os seus sentimentos, tenta fazê-lo de uma maneira mais recatada, não expondo-se internacionalmente, DE TODO, certo?

Certo...?!

O método da MTV é do mais foleiro possível e, pessoalmente, acho que se alguém se me declarasse desse modo, eu mandava-o era plantar couves. Mas que noção de privacidade é esta, expondo a vida pessoal perante o mundo inteiro? Ainda por cima, depois da declaração, o loved one ou fica "fixe, também sinto o mesmo por ti, e agora espetava-te uma granda beijo e declamava-te seis mil poemas de amor, mas é estranho ter de o fazer em frente de uma equipa de filmagem inteira", ou fica "e agora, como é que te rejeito impiedosamente sem parecer que te estou a humilhar à escala planetária?". Não acham isso muito mais complicado do que uma pessoa declarar-se simplesmente num momento íntimo, sem pressões?! Enquanto alguém que já saiu da friendzone (felizmente, com resultados positivos), após algum tempo a tentá-lo, pela maneira natural e sem a (des)ajuda de terceiros, não compreendo como é que dezenas de jovens acham que precisam de um programa de televisão para conseguirem conquistar o loved one. A sério que não compreendo essas cabecinhas (não) pensadoras...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Procrastinar devia ser aprender...

... por exemplo, a fazer molhos decentes para os noodles caseiros. Algumas sugestões por aí? É que os meus conhecimentos ainda não vão além de uma folha de louro, manteiga e colorau (equals tasting like paper).

Procrastinar também é comer

#noodles

É encher a barriga para História A não ser espiga!

Os ingleses (ou terão sido os americanos?!) inventaram o brunch, o segundo pequeno-almoço. Eu invento o segundo lanche, a que darei o nome de procrunch, uma mistura entre procrastinação e necessidade de trincar qualquer coisa antes do jantar.
Hoje, farei noodles.

Um final alternativo para a Anna Karenina

Lembram-se de vos contar sobre a minha curiosidade acerca do romance "Anna Karenina", de Léo Tolstói?  Na altura, tinha muita vontade de ler o livro e de, a seguir, ver o filme, que tinha acabado de sair nos cinemas. Então, para começar, requisitei mesmo o livro na biblioteca da escola e tentei, como qualquer leitor ferrenho, embrenhar-me na história e dissolver-me em realidades alheias. Infelizmente, não o consegui. Faltava-me o ritmo de leitura e até pensei que fosse culpa minha. Parei por diversas vezes durante dias, sem lhe nutrir o mínimo carinho (quem lê muito e gosta sabe ao que me refiro). Era um livro aborrecido, mas eu ainda cheguei a atribuir-me as culpas de assim o encarar. Consegui ler cerca de 120 ou 140 páginas, até desistir por completo. Concluí que não havia maneira de a culpa ser minha. Eu gosto de ler - o Tolstói é que não soube prender-me. Afinal, qualquer leitor, por mais dedicado que seja, tem todo o direito de ler apenas o que lhe convém. A mim, tal como numa relação amorosa menos favorável, convinha-me partir para outra... outro livro, neste caso. Na semana passada, entreguei o "Anna Karenina" e redimi-me com o "A Sombra do Vento", de Carlos Ruiz Záfon, uma relíquia para quem aprecia vários estilos de narrativa e de enredo (mistério, amor, História, ...) num único romance. Esse marchou todo de uma debandada, e só não o terminei mais cedo porque tive de estudar e de fazer trabalhos. Não, o problema, no fim de contas, não era meu - confirmava-se.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A culpa não é da Pépa

À semelhança da maioria dos bloggers que se têm insurgido sobre o assunto, também eu concordo que não há nada de chocante no discurso da Pépa que não seja o seu horrível sotaque à menina-bem e a quantidade de vezes que repete, aleatoriamente, a palavra "tipo" (além de que, pessoalmente, a acho extremamente parecida a uma rapariga da minha turma, uma autêntica figurinha, o que é bastante hilariante).
Acho, pelo contrário, que as pessoas estão a dar demasiada importância à felicidade alheia. Sim, porque a rapariga parecia estar bastante satisfeita com a sua vida, realizada pessoalmente e no trabalho. Estas maledicências são apenas o produto de muita mesquinhez à la 'tugas, que parecem não ter mais nada com que se preocuparem senão com a falta de dom para a retórica de miúdas de vinte anos.
Sabiam que 100 mil funcionários públicos, incluindo 50 mil professores, estão em risco de serem despedidos sem qualquer indemnização? Sabiam que ainda não se sabe, em Janeiro!!!, qual vai ser a carga fiscal a ser aplicada nos impostos deste ano? Sabiam que hoje, em plena Assembleia da República, dois deputados se iam comendo vivos, já para não falar das respectivas bancadas partidárias e de que cenários como este não são pontuais, mas sim diários? Sabiam que, após a divulgação destas e de outras péssimas notícias, ainda houve um grupo de políticos e pseudo-figuras do panorama nacional que se riram na cara dos jornalistas, quando confrontados com a reacção do "povo" em relação às novas medidas de austeridade?! Não, a maioria das pessoas que andam a gozar com a Pépa nem sequer consegue ver o telejornal se não for para saber do bom do futebol, que o pontapé na bola é que é interessante e decide quanto dinheiro é que se tem ao fim do mês para alimentar os filhos, principalmente se for logo seguidinho de uma extremamente educativa Casa dos Segredos (o cumular de toda a javardice e labreguice nacional e arredores).
Jamais nos devemos esquecer de que quem se anda a preocupar com a Pépa, a melhor distracção que poderiam arranjar para o dia de hoje em particular, é quem também está em risco de perder o seu emprego, se é que já não perdeu, ou até os filhos dessa gente, a quem o futuro se assemelha a uma noite de nevoeiro cerrado, de tão escuro e imprevisível que se apresenta.
Enquanto as Pépas deste país têm roupinha bonita para vestir, um emprego na área da sua formação e o desejo de ter uma mala de 1000€, mesmo que sejam apontadas como escalabrosas e inconvenientes dada a situação económica internacional, quem lhes nutre dor de cotovelo continuará infeliz, sempre infeliz, com o sonho medíocre de dar umas cambalhotas com o João Mota e ter umas botas Timberland falsificadas, compradas na feira de Carcavelos. Pensem nisso.

Pépa, querida...

Não lhe vou dizer nada que já não possa ter lido pela blogosfera dentro, mas olhe uma coisa... Você sonha em grande, não sonha? Olhe, fofa, eu cá não tenho nada contra quem sonha em grande - se você sonha com a mala da Ch'nel, eu sonho com um stock ilimitado de choc'lates e livr's pó resto da m'nha vida - mas tipo, você podia ser menos foleira a falar, 'tá a ver? É que, por muito bem intencionada que a menina seja, falar tipo à tiazoca não dá com nada em Portugal, caso não s'jamos a Margarida Rebelo Pinto, p'cebe? Pront', só lhe queria dar o recado. Beijoca (só uma, p'ra ser chique), minha linda!


"O ano"

Em Portugal, o conceito de gap year (ano livre e sem obrigações escolares/profissionais, cujo objectivo é obter experiência de vida) ainda não tem muitos aderentes, mas estou a pensar seriamente em tornar-me uma. Se, no próximo ano lectivo, eu não tiver meios em como ingressar na faculdade, arranjar um emprego em part/full-time e/ou tirar cursos de breve duração (como, por exemplo, um CET), fora do contexto da área que pretendo estudar na universidade, não me parece uma má ideia. Também gostaria de ter mais tempo para escrever e para entender melhor o que espero da minha vida. Eu sei que o gap year propriamente dito não inclui obrigatoriamente continuar a estudar, mas, afinal, eu sou o que se chama de workaholic, quanto mais se se tratar da obtenção de novos conhecimentos.
Acho que a minha família haveria de ficar um bocado desiludida, caso lhes contasse sobre este plano B, pois seria um ano a mais que teria quando terminasse a licenciatura, mais um ano de atraso na minha vida - blá, blá, blá, e até têm razão - pelo que vou é guardá-lo para mim (e para vocês). No fundo, só me ando a mentalizar acerca das probabilidades que apontam para que eu consiga realmente uma bolsa de estudo que me cubra tanto as propinas como os custos de deslocação até Lisboa (siiiim, porque já não há cá descontos nos passes dos estudantes para ninguém!), probabilidades essas que não são nada altas.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Quando os covers suplantam os originais...

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Votações online e coisas que tais

Não gosto muito de concursos via votações online, nem nunca gostei ou virei a gostar, segundo me cheira. Talvez seja por eu própria não ser popular em lado nenhum, seja na vida real, seja na virtual, e saiba que jamais virei a ganhar uma viagem de finalistas, um urso de peluche, uma guitarra eléctrica ou outro prémio qualquer, mesmo pecuniário e sem valor material. Para que tal acontecesse, seria necessário que eu tivesse muitos contactos adicionados no Facebook ou noutra rede social, amigos igualmente populares que me ajudassem a divulgar a minha causa ou, então, um blogue para lá de célebre. Dado que nenhum dos factores enunciados me assiste, não chego nem a medíocre quando participo nalgum passatempo do género. Sempre encontrei mais benefícios nos concursos cujos vencedores são eleitos por mérito. Pelo menos, através desses, posso eu sonhar com possíveis vitórias.
Deste modo, foi num momento de total inconsciência acerca da minha popularidade que inscrevi  o Procrastinar Também é Viver no concurso Blogs do Ano 2012 do site Aventar, na categoria de blogue Generalista e, já agora, me candidatei igualmente a "Blogger do Ano" (então não?). Contudo, sei que será extremamente difícil obter algum resultado mais ou menos positivo. Existem blogues excelentes a competir, muito melhores do que o meu, e com imensa visibilidade. Estou a concorrer apenas com a esperança de arrecadar mais um par de leitores, se tanto.
Ainda assim, se fizerem muita questão, ainda podem votar a favor da procrastinação alheia, seguindo as seguintes hiperligações:


Já agora...

Mas, além disso, se forem almas disponíveis e caridosas, sempre podem "vomitar", mesmo só por acaso, o endereço do Procrastinar no vosso mural do Facebook ou blogue. Eu cá não sou esquisita!
Ora, muito obrigada pelo tempo de antena. De seguida, se me permitirem, irei jantar. Até já, meus caros! Bom apetite para vocês também, agradecida!

Atenção: após a minha inscrição, ainda decorrerão algumas horas até esta ser realmente validade e colocada em votação nos pódios.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Rick's stuff #3

No café. Em PORTUGAL.

Ricardo: Quero uma pastilha, se faz favor.
Empregado: São dez cêntimos.
Ricardo: Ok, está aí em cima do balcão. Boa tarde.
Empregado: Mas não quer factura???!

TROLOLOLOL. Respeito às finanças no seu auge.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Eu, desmancha-prazeres

Acho piada quando as pessoas dizem coisas como “pareces uma princesa” ou “ele é um autêntico príncipe”, em jeito de elogio. É que, empinando factos históricos, os príncipes, princesas, reis e rainhas, até há sensivelmente dois séculos atrás, eram feios que nem cornos, já para não falar das doenças degenerativas de que padeciam, causadas pelo “acasalamento” de familiares próximos, sem sangue novo a correr-lhes nas veias. Sim, está bem, vocês referem-se, como base de comparação, à Cinderela e a essas meninas em vestido comprido e com pé para a valsa que figuram nos contos de fadas, mas, como é evidente, os irmãos Grimm (benditos sejam os seus nomes e que descansem em paz, xisdê) nunca vieram confirmar as personificações das suas princesas pela Disney. Quem nos garante que, depois do final “felizes para sempre”, a Bela Adormecida não acabou por se aborrecer do seu Príncipe, pediu o divórcio e fugiu com um saltimbanco de origem duvidosa mas que até a apreciava bastante, enquanto o ex passou o resto da sua existência a fazer espectáculos em bares diversos sob o nome fictício de Donna Linda, uma drag queen absolutamente concretizada…? E sabemos lá nós se a Branca de Neve não foi encornada e, tal como a Katy Perry, se decidiu fazer forte e ingressar na tropa, onde chegou a ser a primeira mulher a usar a farda, deixando o traste do marido livre para divagações constantes por corpos alheios! À sua maneira, foram realmente "felizes para sempre". Isto é o que se chama “não ligar às aparências”.

Cenas úteis, just so you know...

Se as têm no vosso currículo profissional, retirem de imediato as seguintes palavras: criativo, eficiente, motivado e organizacional. Parece que auto-bajuladores como vocês (e eu!, acuso-me...*) já existem demais, pelo menos na rede social LinkedIn. Eis uma oportunidade para alargarem o vosso vocabulário em matéria de valorização individual. Deal with it.

* E o que é que acontece quando somos EXACTAMENTE essas coisinhas todas? Pronto, está bem, eu abstenho-me.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Relações e relações

   Apesar da escassa experiência de vida que me precede, já assimilei um bom par de conclusões que me permitem opinar sobre meia dúzia de assuntos. O das relações é um deles, mais por observação do que realmente por vivência.
   Do meu ponto de vista, existem diversos tipos de relação, dentro das amorosas. Há quem siga a filosofia do “é para sempre”, quem estipule, logo de início, um prazo de validade e até quem prefira ficar na ignorância, não ligando à duração, mas sim à intensidade. Também há quem prefira manter uma relação à distância, por mero acaso ou porque assim o deseja, e há quem não consiga estar a dez centímetros do seu loved one por mais de três minutos.
   E, infelizmente, poucos são os casais, principalmente os mais jovens, que conseguem manter uma relação relativamente pacífica, sem muitas discussões ou complicações. Parece-me, mais uma vez segundo a minha quotidiana análise de quem me rodeia, que é quase certo, pela opinião geral, que quem namora, casa ou está íntima e romanticamente relacionado tem de discutir obrigatoriamente e que os que não o fazem ou são um milagre ou vivem nas histórias de encantar. Os conflitos dentro das relações estão cada vez mais vulgarizados e ninguém encontra uma ponta de anormalidade nisso.
   Digo-vos que não sou santa nenhuma e já tive uma relação que contemplava praticamente toda a podridão que poderei já ter descrito ou poderei vir a descrever neste texto. E o mais “engraçado” é que, na altura, eu não conseguia fazer nada que o contrariasse, pois estava viciada no ambiente de constantes discussões e conciliações, alheia ao resto do planeta. Só sabia lamuriar-me. Mas, agora, com a cabeça fria e passado algum tempo desde o sucedido, considerando o meu “eu” de então uma miúda bastante parvalhona, esta coisa das relações problemáticas apresenta-se-me um bom tema para discutir mais objectivamente.
   A pergunta-chave que me coloco é a seguinte: porque haverá de ser “certo” que um casal tenha de discutir? Outra pergunta: numa relação, não é suposto haver entendimento mútuo? E outra: porque é que quem se encontra numa relação (demasiado) problemática não luta contra isso ou, pelo menos, se esforça para o evitar?
   Quando questiono ou simplesmente observo outras pessoas da minha idade, a maioria é da opinião de que, a certo ponto, um casal tem de discutir, porque nem tudo são rosas numa relação. O mais dramático é que uma grande parte dessas relações em questão, sobre as quais incido o foco principal, nem são muito sérias – são “apenas” romances juvenis. E o primeiro problema que lhes encontro é exactamente o serem levados com demasiada seriedade. Não estaremos nós, adolescentes, a trocar as nossas prioridades? Até mesmo adultos que fôssemos... Uma relação não deveria ser algo agradável? É que eu não vejo agradabilidade nenhuma em discussões e implacáveis cenas de ciúmes! Aposto que nem eu nem ninguém… Para problemas, já chegam os que são inevitáveis, quanto mais aqueles de que nos podemos escapar voluntariamente. Não digo que um casal não tenha os seus arrufos pontualmente. Arrufos são arrufos; andarem quase à pancada, a acabarem e a reatarem durante meses a fio, é uma parvoíce. Mesmo nas discussões, não há necessidade sequer de levantar a voz – muito pelo contrário, isso só piora a situação.
   E, se pensarmos bem no assunto, o problema de raiz reside em algo bastante rudimentar, mas que, ainda assim, tem vindo a perder o seu valor: o respeito. Uma relação, não interessando o seu carácter, não resulta sem que haja o mínimo de respeito mútuo. Não é preciso ter-se muita experiência de vida para o saber. É o respeito à outra pessoa que nos impede de lhe mentir, ludibriar ou tratá-la indevidamente, seja de que maneira for. Sem respeito, nunca nos pesará a consciência para nada. Os problemas da relação acabam por nos ser indiferentes, por não termos nada em conta senão o nosso próprio umbigo.
   Não é necessário amor para haver respeito, mas é preciso gostar-se minimamente de uma pessoa para se ter uma relação com ela e, quem gosta, respeita (julgo eu). As palavras não chegam e os actos justificam-se a si próprios, quer para o bem, quer para o mal.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Uma verdade que tem de ser dita

Quando eu escrevia muita coisa pirosa sobre amores, desamores e problemas existenciais do arco da velha, tinha mais seguidores e comentários. E assim se comprova a minha teoria de que existe sempre equilíbrio na nossa vida: o que há de negativo em X, compensa em positivo em Y, e vice-versa.

OH DEAR JESUS!

Um deles sozinho já é assaz lamechas. Os dois juntos são um exagero. Se deste amor nascer um rebento, no que se tornará a criança...? Na maior lame shit legend da música anglo-saxónica do século XXI??!
Enfim. Apresento-vos o casal mais inesperado mas, porventura, o mais compatível: HAYLOR! (A sério, e eu a pensar que ninguém suplantaria o Bieber e a Selena...)

PARODY TIME INCLUDED:

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ideias que me passam pela cabeça à hora de jantar

Se, um dia, eu for milionária ou tiver, de qualquer modo, uma grande pipa de massa à minha inteira disposição, crio uma fábrica de conservas de peixe, mas estas últimas sem aquele óleo vegetal do costume, um negócio inteiramente dedicado a tornar as vidas de pessoas como eu própria - uma picuinhas no que toca a ter as mãos gordurentas ou besuntadas de seja lá o que for - menos complicadas aquando do consumo de enlatados. Ah, e não nos esqueçamos das aberturas fáceis das latas, nada que tenha de ser puxado pela cavilha até nos marcar as mãos e os dedos, ainda por cima correndo o risco de os (des)fazer em bifes.

Atirem-me lá pedrinhas

Acho que as pessoas que dizem que o Tumblr de fulano X ou Y é "liiiiindo" de certeza que:
a) não têm classe;
b) são (estupidamente) ignorantes;
c) nunca apreciaram a devida beleza de uma obra de arte a sério.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Dos outros #18

Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.
Carlos Ruiz Zafón, A Sombra do Vento

Les vacances, les agréables vacances...!

Ontem à noite, apercebi-me de que me tinha esquecido como programar o despertador do telemóvel.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Outrora, foi uma estante organizada e bem arrumada...

Presentemente, está a abarrotar, neste estado em que vo-la apresento. A culpa é do Barbudo, que não atendeu o meu principal pedido natalício!
Existem mais duas destas cá em casa, só com livros meus. Já os do meu pai ocupam uma divisão da casa inteira. Contudo, por este andar, quando eu tiver a idade dele serei ainda pior.
Preciso de estantes novas. Urgentemente.

Sugestões para os "entediados" que imploram por perguntas no Ask

Esta publicação destina-se, principalmente, a pessoas que gostam de spamar murais alheios no Facebook com ligações para o seu perfil no Ask, implorando por perguntas (sem ser psicóloga nem outra coisa qualquer, acabo de vos diagnosticar Síndrome de Complexos de Atenção - SCA, uma patologia que não sei se existe, pelo que acabo de inventá-la, porque... sou um génio, TROLOLOL), apesar de ter a perfeita noção de que serão exactamente aquelas que não se entediam que lêem este blogue (relação causa-efeito reversível: se lêem o meu blogue, não se entendiam; se se entediam, lêem o meu blogue - modéstia à parte).
Se acham que arranjar ocupações para o vosso muuuuuuuuuuuuito tempo livre e "estão no tédio", perguntem-me sobre sugestões. Não, a sério: perguntem-me... Está bem, não perguntem, mas eu respondo na mesma.
Leiam. Felizmente, as bibliotecas municipais e outras que tais ainda não cobram tarifa pelo cartão de leitor ou pelo empréstimo de livros. Só eu sei a dimensão da dívida que já teria contraído à custa das leituras, se fosse o caso! Portanto, não se queixem que os livros são caros e que vivemos em tempos de austeridade, pa-ta-ti, pa-tá-tá. Ou, então, levantem o traseiro de onde se encontram sentados e dirijam-se de imediato à casa de um amigo e peçam-lhe que vos confie alguns. Vejam é se não lhes dobram a capa, porque é má educação. Aproveitem e aventurem-se por géneros literários a que não estejam acostumados.
Escrevam. Mesmo que não seja em blogues ranhosos, como o meu, arranjem uma folha de qualquer tipo e desabafem com ela. Arranjem um caderno, um bloco, um diário. Asseguro-vos de que não parecerão loucos.
Organizem uma tarde animada (ou várias, de preferência!) em vossa casa com alguns amigos, mesmo que eles não se conheçam. Cada um pode levar uma parte do lanche e, assim, ninguém se queixa por arcar com todos os custos. Comam, conversem e divirtam-se... cara a cara!
Vejam televisão. Aconselho, das séries de que gosto, Era uma vez, Revenge, Glee, Anatomia de GreyUma família muito moderna, Downton Abbey e Scandal. Qual delas a melhor, nem sei... Experimentem por tentativa e erro! Nenhuma é lamechona, nenhuma é uma perda de tempo! E, se não têm televisão por cabo, vejam na Internet (eu sei que têm Internet, porque estão a ler isto).
Assim como assim, se nada do que foi mencionado vos agrada, durmam. O que vos está a faltar são umas horinhas de sono, não é? Pois é! Os vossos neurónios agradecem um pouco de descanso.

Agora que vos sugeri estas cinco ocupações, parem de "estar no tédio" e pedir perguntas. Desamparem-me o meu mural, criaturas, mas, acima de tudo, arranjem um propósito na vida que não consista em responder a questões sobre a vossa intimidade a gente bisbilhoteira! Isso não vos leva a lado nenhum. Mal por mal, escrevam patetices num blogue que só é lido por 33 pessoas (cá estou eu, tentando validar a minha própria SCA). Não há melhor maneira de iniciar o novo ano! Não há melhor resolução!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

10 resoluções anuais

1. Entrar para a universidade (e conseguir uma bolsa de estudo);
2. Arranjar um part-time;
3. Escrever um livro e tentar publicá-lo;
4. Escrever mais crónicas;
5. Ler cinquenta livros;
6. Ganhar mais prémios literários (mesmo que não sejam primeiros lugares, obviamente);
7. Passar menos tempo na Internet;
8. Deixar crescer o cabelo;
9. Ajudar mais nas tarefas domésticas;
10. Beber mais leite.

Despacha-te, Beatriz. Já começou a contar. Chop, chop.

Uma questão de lingerie

Para quem nunca veste umas cuecas novas e azuis nas passagens de ano, nem liga a esse tipo de superstições, tenho tido sempre muito pouco azar ao longo da minha vida. Só o fiz uma vez, já que me ofereceram umas, à laia da experiência. Coincidência ou não, os meses seguintes devem ter sido dos mais infelizes que já tive. Não sei se é de mim que, porventura, poderei ser eu própria um pote de sorte, como aqueles no fim do arco-íris (sem a parte do ouro), mas não me cabe na cabeça como é que uma simples peça de roupa interior nos pode influenciar 365 dias de uma só golfada, principalmente se começamos o novo ano de pijama e sem loved ones por perto, interessados em fazer-nos uma revisão raio-x (ou uma revisão tipo biopsia, operação "arriscada", à vista desarmada).