sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Um final alternativo para a Anna Karenina

Lembram-se de vos contar sobre a minha curiosidade acerca do romance "Anna Karenina", de Léo Tolstói?  Na altura, tinha muita vontade de ler o livro e de, a seguir, ver o filme, que tinha acabado de sair nos cinemas. Então, para começar, requisitei mesmo o livro na biblioteca da escola e tentei, como qualquer leitor ferrenho, embrenhar-me na história e dissolver-me em realidades alheias. Infelizmente, não o consegui. Faltava-me o ritmo de leitura e até pensei que fosse culpa minha. Parei por diversas vezes durante dias, sem lhe nutrir o mínimo carinho (quem lê muito e gosta sabe ao que me refiro). Era um livro aborrecido, mas eu ainda cheguei a atribuir-me as culpas de assim o encarar. Consegui ler cerca de 120 ou 140 páginas, até desistir por completo. Concluí que não havia maneira de a culpa ser minha. Eu gosto de ler - o Tolstói é que não soube prender-me. Afinal, qualquer leitor, por mais dedicado que seja, tem todo o direito de ler apenas o que lhe convém. A mim, tal como numa relação amorosa menos favorável, convinha-me partir para outra... outro livro, neste caso. Na semana passada, entreguei o "Anna Karenina" e redimi-me com o "A Sombra do Vento", de Carlos Ruiz Záfon, uma relíquia para quem aprecia vários estilos de narrativa e de enredo (mistério, amor, História, ...) num único romance. Esse marchou todo de uma debandada, e só não o terminei mais cedo porque tive de estudar e de fazer trabalhos. Não, o problema, no fim de contas, não era meu - confirmava-se.

2 comentários:

  1. Mas é claro que o problema está no livro e, céus, o quão estóicos devem ser os seus leitores! O que têm de sofrer para atingir a última página e afirmar que leram, por fim, um clássico...

    "Crítica" imberbe, de quem está demasiado habituado a ler Harry Potter e "português suave". Os meu votos de futuras e melhores leituras.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu não disse que a culpa era do livro, mas sim da falta de motivação que senti ao começar a lê-lo. Como referi, todos os leitores têm o direito a não terminar as leituras que iniciam e a gostar mais ou menos delas. Não será por causa disso que será retirado mérito ao autor (neste caso, seria impossível - Tolstói foi um génio da literatura da sua época e, mais de um século depois, continua a encantar as novas gerações).

      Se a minha "crítica" foi "imberbe", lamento imenso pelo tempo dispendido a lê-la. Por fim, quero acrescentar que, independentemente da sua formação ou cultura, existem milhões de pessoas, adultos ou jovens, que são fãs de Harry Potter. Ah, e eu não gosto do estilo da Margarida Rebelo Pinto (na verdade, nem do dela nem de quase nenhum "especialista" em romances de casa-de-banho). Prefiro o Saramago ou o José Luís Peixoto.

      Hey, mas obrigada pela visita!

      Eliminar