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terça-feira, 23 de abril de 2013

Aos livros (a todos eles)

Entraram na minha vida desde bem pequenina. Depois das chaves de plástico de cor deslavada, tornaram-se o meu brinquedo favorito. Sim, eu ainda me lembro. Havia os clássicos ilustrados, cujas figuras se elevavam em relevo das páginas rijas - o Gato das Botas, a Cinderela, ... -, havia aquele livro com a forma de um pássaro, fazendo eu questão de o levar para todo o lado, por ser tão pequenino e ter apenas algumas palavras que eu adorava que me lessem, e, depois desses livros, houve muitos mais - como o do Winnie The Pooh, os da Anita com autocolantes, as colectâneas de contos, os do Harry Potter, os do Clube das Amigas, os variados romances de faca e alguidar por que me perdi e com que me iludi, os de crónicas, o José Luís Peixoto, o Saramago... Enumerei apenas alguns, pois foram os que mais me marcaram, aqueles de que me recordo mais vividamente e que acabam por representar fases distintas da minha (ainda curtíssima) vida.
Arrisco afirmar que os livros são os meus objectos (ou serão somente meio objectos, meio seres com vida própria?) preferidos neste mundo. Acho que não conseguiria viver equilibradamente sem lhes sentir as páginas entre os dedos, sem lhes ver as letras, palavras, histórias que se materializam sem quê nem porquê, sem lhes pedirmos directamente. Cresci rodeada de livros, emocionalmente ligada aos livros. Em minha casa, não existem estantes suficientes para tanto livro, há mais pó no ar por causa dessa enorme quantidade de livros, há livros sobre tudo e mais alguma coisa, de autores de inúmeras origens e épocas, desde as mais remotas às mais recentes.
Quando vou a um centro comercial, é às livrarias que me dirijo primeiro; perco-me em bibliotecas; surripio livros às minhas amigas sempre que vou a casa delas.
Portanto, não foi surpresa nenhuma eu ter anunciado, há uns anos, que não, não queria ser veterinária, nem bióloga, nem actriz: eu queria (e quero, muito, muito!) escrever ou, pelo menos, estar para sempre e sempre vinculada às letras.
Um dia, também eu quero ter um livro com o meu nome na capa e fazer companhia a desconhecidos que me hão-de conhecer anonimamente. Quero contar as minhas histórias, porventura sobre as histórias que me foram sido contadas, a par das que me aconteceram ou vi acontecerem. Quero ter mais livros, não só meus de posse, como igualmente de autoria.

Ele já está quase a acabar, mas desejo-vos um feliz dia do livro. E que os próximos 365 dias continuem a sê-lo: felizes... e acompanhados de livros!

(Spam&parvoíce: livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros. Vamos ser miguxos foreva. Amo-vos muito, coisas fofas.)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sobre o novo despacho das Finanças (ou "o princípio do fim do ensino universitário")

Pois bem, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, assinou um despacho que vai cortar as despesas no ensino universitário, ou seja, como é sintetizado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos,  "Fica suspensa a concretização de projectos cofinanciados por fundos europeus, o fornecimento de refeições aos estudantes, a limpeza e higiene, a reparação e conservação de edifícios e equipamentos, o funcionamento de aulas laboratoriais e oficinais, entre outras".
Agora, digo eu, não tarda, mais valerá encerrar todas essas faculdades, cujos projectos e investigações ficarão paralisados, devido à falta de materiais e condições de trabalho, de uma vez por todas. Caso sua eminência, Sô-dotor Vítor Gaspar, não saiba, os cursos de cariz prático, como são a maioria dos de ciências experimentais, necessitam disso mesmo - de experiência. Eu sei que o fofuxo tirou Economia, mas não me venha dizer que, lá quando o rei fazia anos, não precisava de uns quadros e de uns acetatozinhos para levar a cabo a realização de muitos dos seus trabalhos...! E a comida? Alguma vez se viu alguém dar vida ao miolo sem uma boa duma refeição, ou várias até? Eu também sei que andou na Católica, onde não deve haver paredes a cair, mas já viu o problema que era um aluno do público levar com um pedaço de estuque em cima? Ah pois, nem me venham com coisas.
O que me vale (mais ou menos) é estar na área das Humanidades - com prosseguimento, em Setembro, para Línguas, Literaturas e Culturas na FLUL (i hope so!) - e só precisar de um computador com Internet e uma biblioteca para me safar, sendo que desses já cá eu tenho em casa (refeições a cada vinte minutos, infraestrutura firme) com fartura.

A notícia séria, aqui.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Eu quero, eu quero, eu quero!


Impossível perder, impossível não gostar, impossível ficar indiferente: é a Feira do Livro. Só faltam seis semanas! Infelizmente, não é que vá para comprar, porque de bolsos fundos está Portugal vazio - eu incluída - mas sim para observar o ambiente de pura alegria dos que o (ainda) podem fazer, deleitar-me com o sol pré-Verão num dos parques mais bonitos e arejados de Lisboa, com a sua transformação, com as multidões, com os livros novos em que posso esfronhar o nariz e inspirar o seu aroma pueril de papel não desbravado, para caçar uns quantos autógrafos (próxima vítima: José Luís Peixoto), para passear... Enfim, uma pessoa até se contenta com pouco.

domingo, 7 de abril de 2013

Queridos, saí na revista!


Olá, bom dia, caros procrastinadores por esse mundo fora!

Quero partilhar convosco a nova vitória deste blogue e, consequentemente, como não poderia deixar de ser, uma igual vitória para mim também. Hoje, figuro em destaque no artigo "Adolescentes sem papas na língua" da revista Domingo (suplemento do Correio da Manhã), tal como outros jovens que continuam a intervir e a dar a sua opinião na blogosfera e nas redes sociais. Este artigo foi escrito pela jornalista Marta Martins Silva, a quem não poderia deixar de agradecer, e as fotos são da autoria do Bruno Colaço.

Esta foi uma inegável oportunidade para a divulgação do blogue e, claro, de reconhecimento. Esta tornou-se mais um desses eventos pontuais na juventude de alguém que lhe permite sentir uma motivação inexplicável para as adversidades que se lhe poderão apresentar no futuro - falo por mim.

Todas as reproduções do que disse e escrevi estão fiéis ao original e, como nem é assim tão habitual nos meios de comunicação, os jovens são elevados a um estatuto digno de futuros cidadãos do seu país. Afinal, ainda existem alguns que se preocupam, que têm opinião e que, apesar das "futilidades" inerentes à sua faixa etária, estão conscientes do que se passa na comunidade a que pertencem, tentando marcar uma pequena diferença, a sua diferença.

Portanto, agradeço, como já referi, o reconhecimento e a oportunidade de mostrar o que valho, pelo menos enquanto autora deste blogue. No momento em que fui contactada para ser entrevistada, não esperei que a minha intervenção tomasse esta dimensão na revista - nem nesse momento nem até ver pelos meus próprios olhos!

Obrigada à Marta Martins Silva, ao Bruno Colaço, aos procrastinadores que não se importam de o ser e a todas as outras pessoas que me servem de inspiração e que me motivam - a minha família, aos meus amigos, ao Ricardo.

Bom fim-de-semana!


***

Aqui fica o índice e o artigo, que também poderão ver e descarregar na página de Facebook do blogue. Já agora... eu sou a miúda do cachecol verde: Beatriz, a procrastinadora.






NOTA: eu sei que, se calhar, estou a festejar de uma maneira muito efusiva, mas dêem-me um desconto, que isto já me passa! :)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

OLH'Á NOTÍCIAAA FRESQUINHA!

Aconselho-vos a comprarem o Correio da Manhã este Domingo, revista-suplemento incluída (principalmente esta última!!!). Se não o comprarem, também não faz mal, porque, inevitavelmente, eu acabarei por revelar-vos a surpresa.

Este blogue está a ganhar algumas asas. E mais não digo!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Polémicas

O Relvas decidiu apresentar oficialmente a sua demissão do Governo num dia em que o Benfica joga. A isto se chama "saber desviar as atenções like a boss".

quarta-feira, 3 de abril de 2013

3 de Abril é o Dia da Inês

No dia 3 de Abril de 2001 almocei esparguete. Não me perguntem o que comi mais, porque não me lembro de mais nada, apenas desse pormenor. Eu estava nervosa, de um modo infantil, mas estava, sentia aqueles tão aclichézados apertos no estômago e dividia-me entre querer ficar e querer ir - querer ficar em casa ou ir para a escola.
Eu nunca tinha ido para a escola. A maioria das crianças passa pela creche ou pelo jardim-de-infância, mas eu só o tinha experimentado uma vez, aos três anos, e não correra nada bem (miúdos mais velhos barulhentos, babados, sujos, irritantes, aqueles demónios que me encurralavam dentro de uma lagarta de plástico que lá havia, educadoras desatentas, bichos que me morderam toda), pelo que, aos cinco, não sabia bem o que esperar. Felizmente, foi sofrimento de pouca dura.
Mas, como ia eu contando, foi nesse dia, 3 de Abril de 2001, que eu comecei a conhecer o mundo além da casa da minha avó. Foi um dia duro, emocionalmente, e recordo-me de bastantes detalhes, como se os tivesse vivido ontem. Fui obrigada a perceber os outros miúdos, a entender as suas brincadeiras e conversas e, como havia de acontecer regularmente durante os anos que se seguiram, a ser rejeitada dessas mesmas brincadeiras e conversas que eu não percebia totalmente.
Entretanto, já passaram doze anos. Doze anos! Uma década vírgula dois. E, desse dia 3 de Abril, ficou-me algo ainda mais simbólico do que o primeiro dia no colégio que frequentei durante mais de metade da minha vida: conheci a Inês.

Bem… Conheci a Inês e conheci o Miguel, os meus mais fiéis compinchas de infância. Brincávamos com as Barbies, eles concertavam as minhas quando eu as descabeçava ou desmembrava (acontecia mais vezes do que o desejável), brincávamos aos Pokemons, às mães e aos pais, eu gritava com eles porque não os via seguir a minha story line da brincadeira (já nessa altura eu era um bocadinho mandona e tinha a mania de fazer histórias só minhas), eram a Inês e o Miguel que eu nomeava primeiro se me calhava fazer a chamada para o almoço e para a casa-de-banho…
Só que crescemos os três, o Miguel mudou de escola, e só fiquei eu e a Inês. E, acreditemos ou não, já lá vão doze anos desde que me convidou para brincar com ela (e o Miguel, claro), já que os outros meninos não gostavam de mim - nem do pobre Miguel, porque éramos ambos muito gorduchinhos e aluados nas nossas brincadeiras. A Inês também era gorducha, tinha uns olhos muito grandes e claros e, acima de tudo, aceitou-me como eu era, assim meia totó. Ainda que outros gostassem dela, a Inês gostava mais de nós.
Assim, quero falar-vos da Inês, de todas a melhor amiga que alguém poderia pedir. Não se importa que eu fale sobre mim, que me queixe, que me lamente, que lhe filosofe sobre a minha vidinha, que festeje, atire os foguetes e apanhe as canas, que lhe mande uma mensagem – ou até mil, se for necessário -  porque ela há-de me responder, mais cedo ou mais tarde, nada disto interessando quando, onde ou com que estado de espírito nos encontramos.
Ela é a parte altruísta da nossa amizade, enquanto eu sou a mais egocêntrica. Ela gosta mais de ouvir, eu gosto mais de divagar. Ela é mais ou menos tímida, eu sou mais ou menos amalucada. Ela tem paciência, eu sou impaciente.
A Inês e eu nunca discutimos. Só estivemos mal uma vez, e com toda a razão (mas isso é história, não valendo a pena remexer na caquinha). Durante o período escolar, vemo-nos, com alguma sorte, uma vez a cada dois meses (chegando a ficar juntas quase uma semana seguida nas férias), não falamos todos os santos dias, mas sabemos que estamos à distância de um telefonema, de uma mensagem ou de uma estação de comboio. Frequentarmos escolas diferentes desde o 7º ano e relacionarmo-nos com pessoas diferentes só nos ajudou, julgo eu, a confirmar o quão inseparáveis somos, não fisicamente, “apenas” de espírito.
Inevitavelmente, a Inês faz parte do meu quotidiano. Está presente nas minhas acções e nas decisões que tomo (como é que a Inês reagiria/pensaria/faria?), nos meus hobbies (se não fosse a Inês a incentivar-me, talvez eu já tivesse largado a guitarra e teria deixado de cantar; se a Inês não tivesse dito, certa vez, “leio  teu blogue sempre que posso”, eu não o teria chegado a levar a sério) e, principalmente, na minha personalidade (se a Inês não me tivesse incentivado a libertar-me e a mostrar, ao pé dela, quem realmente eu queria ser para o resto do mundo, talvez eu ainda não conhecesse a sensação do que é orgulhar-me de mim mesma e de ser aceite por outras pessoas sem desatar a voltar para a minha conchinha, cheia de medo da rejeição).

A Inês é a irmã que os meus pais não me quiseram dar, a voz da razão quando ela me falta, os conselhos sensatos que me livraram, livram e livrarão de caminhos menos aconselháveis, a amiga que quase ninguém chega a encontrar para si (coitadinhos), a que se cala e dá um passo atrás para que eu tenha os meus momentos, o exemplo de como as unhas roídas são horríveis nos dedos de uma rapariga (pronto, isto tinha de descambar!)... a Inês é uma data de pessoas e coisas sem nome! A Inês é a Inês e só a Inês poderá ser a minha Inês enquanto ambas formos vivas.
Se, aos cinco anos, a Inês não fosse da Sala Amarela, se não gostasse de Barbies ou não me tivesse perguntado se eu queria brincar, esta Beatriz não seria eu; existiria somente uma outra Beatriz que, para mim e para todos, permanecerá eternamente incógnita… felizmente!



Espero que, quem quer que nos tornemos no futuro, a nossa amizade dure e perdure, rija que só ela, bonita que só ela, tão ela que só ela.

terça-feira, 26 de março de 2013

Os anjos não têm sexo, ok?

Ontem à noite dei conta de um ambiente tenso no Facebook graças a uma reportagem da TVI, que muitos jovens classificaram de escandalosa e, no mínimo, inapropriada. Fiquei curiosa. Primeiro, até pensei que se referiam ao novo programa do Nurb, do Kiko is Hot, da Anny is Candy e do Diogo Sena, quando mencionaram algo como "jovens que não sabem do que falam", entre outros tantos "elogios". Não é que eu os considere como tal, mas acredito que exista muita gente a pensar desse modo (haters). Contudo, depressa me apercebi que, para tanto estrilho, a sua causa deveria ser outra coisa. E era.

O episódio de ontem da rubrica Repórter TVI chama-se, então, "O Sexo dos Anjos" (também a poderão ver no site da TVI). Só o nome já é sugestivo o suficiente. Boa estratégia de marketing! Só que, cá para mim, tudo o que junte anjinhos com sexo só pode cheirar a mostarda queimada, e com toda a razão. Repetiram a dita reportagem ainda há bocado, no fim do telejornal das 13h, e, previsivelmente, passei esses vinte e cinco minutos a praguejar conta a televisão.

Rescaldo: o jornalista foi realmente inapropriado, não soube explorar o tema e generalizou uma imagem desagradável da minha (nossa!) geração, baseando-se em meia dúzia de entrevistas. Demonstrou uma irrepreensível falta de tacto quando se limitou a entrevistar apenas um tipo de jovem, ao invés de tentar cobrir uma maior variedade de indivíduos.

Bem sei que, infelizmente, miúdas como as que figuravam nesta reportagem é o que não falta por este país, por este mundo fora. Confirmo que representam uma grande parte da população adolescente e que não são exemplo para ninguém. Não as conheço, não sei quais são as suas origens e abstenho-me de fazer juízos de moral para além da imagem que elas se limitaram a fornecer aos telespectadores. Mostraram-nos ser apoiantes de um pseudo-movimento feminista (uma delas chegou a dizer a célebre frase "quando uma rapariga tem três parceiros numa semana, nós sabemos o que ela é; quando um rapaz faz o mesmo, é um garanhão") de que sou a maior opositora (cá para mim, se levam a sua vidinha dessa maneira, são todos uns vadios, sem selecção de sexo). Mostraram-nos as suas roupas justas, curtas e provocantes, a sua melhor - e mais exagerada - maquilhagem, as suas pernas, os seus rabos, as suas mamas, a sua lata, os piropos que lhes "mandam" quando saem à noite... Mas coitadas, à falta de miolos, têm de exibir o corpinho, o seu único trunfo disponível...
Quanto a terem abordado o tema da música, compreendo o papel sexual que ela desempenha na nossa sociedade, mas não será menor do que o desempenhado pelas outras artes. Vivemos num mundo em que a liberdade artística não conhece limites, portanto... porque não? Porque não meter meninas parcialmente nuas e transpiradas em videoclipes, porque não pô-las a dançar de um modo absurdamente sexual, porque não escrever letras foleiras que incitem ao "acasalamento"? 
Ah, e já que falamos em acasalamento, por que raio é que a pornografia, de repente, é chamada ao assunto, acusando-a de exercer pressão sobre quem a vê? A pornografia ilude tanto o seu público, aumentando-lhe as expectativas quanto à sua vida sexual, quanto as comédias românticas protagonizadas pelo Justin Timberlake, pelo Ryan Reynolds, pelo George Clooney, pela Scarlett Johansson, pela Sandra Bullock, pela Sarah Jessica Parker (e por aí fora) os iludem quanto à sua vida sentimental... Olá, sejam bem-vindos ao mundo real, onde não existem pessoas perfeitas, casais perfeitos, relações físicas/emocionais perfeitas, corpos perfeitos, locais perfeitos ou momentos perfeitos!

Para finalizar, sem dúvida que esta reportagem deverá ter suscitado muita curiosidade, exaltação mediática e audiências para a TVI. Se esse era o seu objectivo, conseguiram. No entanto, é lamentável que tenham reduzido a condição do jovem português à de alguém que só vive para o sexo, em função da sua imagem, e que não tem outras preocupações senão a de "engatar" e de ser "engatado", qual homem das cavernas.
Deixo a sugestão à TVI - sugestão essa que, provavelmente, nunca será lida nem aproveitada - para que seja feita, já agora, outra reportagem sobre o RESTO dos jovens do nosso país - aqueles que estudam, trabalham, fazem por ser cidadãos e, em geral, pessoas melhores, que são intelectual e emocionalmente equilibrados e que se sabem divertir sem serem demasiado promíscuos fora da sua intimidade, aqueles que merecem ser colocados em destaque em horário nobre!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Ai querem festejar a poesia?

E, hoje, além de se iniciar uma nova Primavera (aqui na zona não é de certeza, que mais parece que anda o Diabo à solta), o meu pai e mais duas amigas minhas fazerem anos e ser, igualmente, o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial (acabei de ver isto no Google), também se festeja o Dia Mundial da Poesia. Yeeeey! Portanto, como já nem o faço há bastante tempo, partilho convosco um poema da minha intelectualíssima autoria, cof, cof. É, por sinal, extremamente feliz, e vocês hão-de apreciar a sua festividade. 



QUANDO O POETA MORRE 


Diz que foi da poesia que ele se matou, 
estrangulado pela paixão, enterrado em letras, silêncios 
prolongados e mudo de amores não correspondidos.
Era um sofredor à moda antiga, de antiga lucidez 
e foi a loucura que o levou, coitado… 
Era pouco amado, o homem que juntava sonhos nas entrelinhas, 
falaciando sobre flores, tetos de estrelas, contando tristezas! 
Ai, que triste Fado o dele!, chorou o povo que o perdeu. 
Lágrimas não o trazem, lágrimas não o esquecem, 
mas por vezes parecem sufocadas de conveniência.

[2012]

terça-feira, 19 de março de 2013

Dia do Pai

Fiz um pastel de nata gigante ao meu pai. Ainda tentei tirar-lhe uma fotografia para poder vir aqui exibir os meus dotes culinários! Infelizmente, tal pastel não permaneceu intacto tempo suficiente para poder contar a história por si mesmo.

Portanto, era uma vez um pastel, delicioso e maravilhosamente bem concebido, queimado q.b. por cima, amarelinho na maior parte da sua extensão (apesar de o seu creme poder ter sido ficado mais consistente), que foi oferecido a uma única pessoa e acabou brutalmente devorado por quatro. Fiquem-se pela imaginação.

quinta-feira, 14 de março de 2013

2º Período - DONE

E mais um período escolar se passou. Foram quase dez testes, dezenas e dezenas de horas de estudo e diversos trabalhos, durante três meses, em que abdiquei do que mais gosto de fazer para conseguir, pelo menos, manter as notas. Algumas baixaram e outras permaneceram na mesma, até de uma maneira deveras irritante, por muito que me esfalfasse a estudar. (Raios!) A professora de História ameaçou trocar-me de lugar para não me dispersar com o Ricardo ao meu lado, nem o contrário. Deixei de escrever (ou procrastinar, volta e meia) no blogue, de admirar a sua beleza estético-intelectual (cof, cof) e de tentar ser espirituosa à força bruta. Voltei a pegar na guitarra, nem que tenha sido somente para rasgar uns acordes aleatórios e fazer barulho (também aprendi uma música da Pink, mas é tão fácil que nem deve contar para efeitos estatísticos). Quis escrever mais frequentemente sobre a actualidade, como já cheguei a fazer anteriormente, em especial sobre o sistema educativo a partir de uma perspectiva pessoal, mas não encontrei paciência interior para reunir os meus argumentos de uma forma organizada e sucinta. Pensei que a minha banda iria conseguir alargar o seu repertório e, afinal, continuamos mais ou menos na cepa-torta. Cheguei a ter um par de recaídas emocionais, recentemente, porque, enfim, o 12º está a ser uma porcaria no que toca à regra da proporcionalidade “empenho"nota”. Mas pronto, com os seus altos e baixos, assim se foi vivendo o primeiro trimestre de 2013. 

(E, terminando em beleza, foi convocada uma greve da função pública para amanhã, o último dia de aulas. Só que, para ser a cereja no topo do bolo, é só à tarde, enquanto eu tenho aulas de manhã. Lógica, lógica...)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Repitam depois de mim - NÃO

Não, eu não vou opinar acerca das indumentárias dos Óscares. Não, eu não vou reclamar porque o filme X é que merecia ganhar a categoria A ou B e o que ganhou foi o Z. Não, eu não estive a noite inteira colada ao canal E! Entertainment a papar tudo o que era especial da passadeira vermelha. Não, eu nem gosto disso.
Não, não me matem. Por favor. Afinal, este é o blogue do contra, pelo que só se comenta o não comentar.

Noite de Óscares

Mural do Facebook como que entupido com comentários Pipoquianos e Arrumadinhos sobre os trapinhos de suas excelências, as estrelas de cinema.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

E, se não for muito incómodo, MORRAM!

Origem: http://dre.pt/pdf2sdip/2013/02/025000001/0000200005.pdf

Caríssimos responsáveis pelo GAVE e Ministério da Educação,

Vocês são feios - uns meninos muito, muito feios! Eu, menina bonita (cof, cof), bem-comportada e moderadamente simpática, ou seja, a personificação do que existe de mais agradável no mundo (cof, COF!), desejaria celebrar o início da minha idade adulta (pff... big deal) no próximo dia 16 de Junho, sem estar subterrada debaixo de apontamentos, livros e coisas que tais. Pelo contrário, graças ao vosso divinal sentido de oportunidade, vejo o meu caso um bocadinho para o escuro, assim numa tonalidade entre o negro e o... NEGRO-A-CAPS-LOCK. Ah, pois... No 9º ano, já me tinham pregado a alegre partida de marcarem o exame de Português na data do meu aniversário, mas, como eu ainda não estava suficientemente contente, PIMBAS, enfia lá mais um exame de Português, (só que ainda pior) no dia seguinte àquele em que devias fazer o que mais te desse na real-gana, com os teus amigos. PIMBAS OUTRA VEZ, esquece lá isso, Beatriz, porque, mesmo que tu não precises de estudar, eles hão-de precisar!

Obrigadinha. 
Com uma facada e um tiro,
Beatriz, a Desconsolada

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sugestões para os "entediados" que imploram por perguntas no Ask

Esta publicação destina-se, principalmente, a pessoas que gostam de spamar murais alheios no Facebook com ligações para o seu perfil no Ask, implorando por perguntas (sem ser psicóloga nem outra coisa qualquer, acabo de vos diagnosticar Síndrome de Complexos de Atenção - SCA, uma patologia que não sei se existe, pelo que acabo de inventá-la, porque... sou um génio, TROLOLOL), apesar de ter a perfeita noção de que serão exactamente aquelas que não se entediam que lêem este blogue (relação causa-efeito reversível: se lêem o meu blogue, não se entendiam; se se entediam, lêem o meu blogue - modéstia à parte).
Se acham que arranjar ocupações para o vosso muuuuuuuuuuuuito tempo livre e "estão no tédio", perguntem-me sobre sugestões. Não, a sério: perguntem-me... Está bem, não perguntem, mas eu respondo na mesma.
Leiam. Felizmente, as bibliotecas municipais e outras que tais ainda não cobram tarifa pelo cartão de leitor ou pelo empréstimo de livros. Só eu sei a dimensão da dívida que já teria contraído à custa das leituras, se fosse o caso! Portanto, não se queixem que os livros são caros e que vivemos em tempos de austeridade, pa-ta-ti, pa-tá-tá. Ou, então, levantem o traseiro de onde se encontram sentados e dirijam-se de imediato à casa de um amigo e peçam-lhe que vos confie alguns. Vejam é se não lhes dobram a capa, porque é má educação. Aproveitem e aventurem-se por géneros literários a que não estejam acostumados.
Escrevam. Mesmo que não seja em blogues ranhosos, como o meu, arranjem uma folha de qualquer tipo e desabafem com ela. Arranjem um caderno, um bloco, um diário. Asseguro-vos de que não parecerão loucos.
Organizem uma tarde animada (ou várias, de preferência!) em vossa casa com alguns amigos, mesmo que eles não se conheçam. Cada um pode levar uma parte do lanche e, assim, ninguém se queixa por arcar com todos os custos. Comam, conversem e divirtam-se... cara a cara!
Vejam televisão. Aconselho, das séries de que gosto, Era uma vez, Revenge, Glee, Anatomia de GreyUma família muito moderna, Downton Abbey e Scandal. Qual delas a melhor, nem sei... Experimentem por tentativa e erro! Nenhuma é lamechona, nenhuma é uma perda de tempo! E, se não têm televisão por cabo, vejam na Internet (eu sei que têm Internet, porque estão a ler isto).
Assim como assim, se nada do que foi mencionado vos agrada, durmam. O que vos está a faltar são umas horinhas de sono, não é? Pois é! Os vossos neurónios agradecem um pouco de descanso.

Agora que vos sugeri estas cinco ocupações, parem de "estar no tédio" e pedir perguntas. Desamparem-me o meu mural, criaturas, mas, acima de tudo, arranjem um propósito na vida que não consista em responder a questões sobre a vossa intimidade a gente bisbilhoteira! Isso não vos leva a lado nenhum. Mal por mal, escrevam patetices num blogue que só é lido por 33 pessoas (cá estou eu, tentando validar a minha própria SCA). Não há melhor maneira de iniciar o novo ano! Não há melhor resolução!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

10 resoluções anuais

1. Entrar para a universidade (e conseguir uma bolsa de estudo);
2. Arranjar um part-time;
3. Escrever um livro e tentar publicá-lo;
4. Escrever mais crónicas;
5. Ler cinquenta livros;
6. Ganhar mais prémios literários (mesmo que não sejam primeiros lugares, obviamente);
7. Passar menos tempo na Internet;
8. Deixar crescer o cabelo;
9. Ajudar mais nas tarefas domésticas;
10. Beber mais leite.

Despacha-te, Beatriz. Já começou a contar. Chop, chop.

Uma questão de lingerie

Para quem nunca veste umas cuecas novas e azuis nas passagens de ano, nem liga a esse tipo de superstições, tenho tido sempre muito pouco azar ao longo da minha vida. Só o fiz uma vez, já que me ofereceram umas, à laia da experiência. Coincidência ou não, os meses seguintes devem ter sido dos mais infelizes que já tive. Não sei se é de mim que, porventura, poderei ser eu própria um pote de sorte, como aqueles no fim do arco-íris (sem a parte do ouro), mas não me cabe na cabeça como é que uma simples peça de roupa interior nos pode influenciar 365 dias de uma só golfada, principalmente se começamos o novo ano de pijama e sem loved ones por perto, interessados em fazer-nos uma revisão raio-x (ou uma revisão tipo biopsia, operação "arriscada", à vista desarmada).

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A última publicação de 2012

Desejo, mais uma vez, a todos os meus amigos, familiares, conhecidos e leitores, um 2013 em grande. 2012 pode ter sido, para alguns, um bicho muito, muito feio, mas não é sendo pessimistas que faremos do ano seguinte um bocadinho melhor. Não pensem negativamente!
Além de sorte, é preciso trabalho para atingirmos os nossos objectivos. O resto vem por acréscimo e é mais valorizado se nos esforçarmos. Não desistam!
Um ano novo representa uma oportunidade para recomeçar um ciclo ou para aumentar fasquias. Não baixem as vossas!
Não sejam derrotistas, não adiem o inevitável (este conselho serve-me na perfeição, temível procrastinadora!), aproveitem para repensar como podem evoluir enquanto indivíduos e, acima de tudo, não se deixem levar pela maré! Mantenham-se únicos e façam o impossível pela vossa própria pessoa, porque não serão os outros a fazê-lo. Ah, e parem lá de se lamentar que a vida não vos corre de feição, está bem?


Apaixonem-se, acreditem, estudem, leiam, escrevam, conheçam novas pessoas e realidades, não se auto-desterrem!
E estes são os votos mais sinceros e lamechas que me conseguirão arrancar... Que sejam muito felizes! Até para o ano, meus caros! :D

A minha passagem de ano em duas imagens

EXPECTATIVA:

REALIDADE:


(Apesar de parecer vestida a rigor no avatar, isso foi só personalização enganosa. Na verdade, tenho andado de pijama o dia inteiro e não o tirarei antes de 2013.)