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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Beatriz ♥ Murakami

O meu gosto pela leitura e pela literatura não se intensificou sozinho, ao longo dos anos. Felizmente, sempre encontrei estímulos exteriores que me permitiram vir a conhecer melhor o mundo dos livros e dos escritores, sendo um desses exemplos os amigos, em particular uma amiga.

Conheci a Cassandra no meu quinto ano, sexto dela. Íamos as duas no autocarro do colégio todas as manhãs e, já nem me lembro como, começámos a falar sobre Harry Potter, uma saga que eu ainda estava a descobrir, mas em que ela já estava doutorada há muito tempo, se a memória não me falha. Em breve, já eu havia lido HP suficiente para me equiparar a ela em tais conversas. Mas a Cassandra não lia só HP, ela lia de tudo um pouco, o que acabou por me incentivar a fazê-lo também. Infelizmente, eu ainda fiquei presa durante mais uns anos nos romances de faca e alguidar e no Clube das Amigas, dado ainda ser literariamente imatura. Claro que a Cassandra é, no que toca aos livros, muito mais culta do que eu, aposto. Ou seja, seguindo mais directamente para o cerne da questão, sendo a Cassandra a mais velha, tanto em relação a mim quanto à irmã (olá, Érica, eu sei que estás a ler isto!), tornou-se inevitavelmente – falo por mim – o nosso ideal de pessoa e de indivíduo culturalmente activo.

Todo este parlapier (palavra aparentemente francesa, mas que não existe em nenhuma língua) serviu para introduzir o assunto-chave da presente publicação: a Cassandra voltou a fazer das suas. Desta vez, convenceu-me, há um par de meses, a experimentar os livros do escritor japonês Haruki Murakami. No imediato, não fiquei lá muito convencida. Enquadro-me naquele tipo de leitor céptico e que duvida sempre se os seus gostos pessoais se reflectirão no livro que se lhe apresenta. Lida a sinopse, raramente fico convencida. Relatado um resumo da história, muito menos. É preciso que me metam o livro nas mãos e me obriguem a levá-lo para casa com toda e qualquer garantia de que não me desiludirá, que foi o que a Cassandra fez, para meu próprio bem - agora já o sei.
Esse primeiro livro – para variar, emprestado da prateleira da minha boa amiga – foi o Sputnik Sweetheart (Sputnik, meu amor, em português), a edição traduzida para inglês. Como é um livrinho pequenino, não me importei de lhe dar uma hipótese. Não morreria por ler cerca de duzentas páginas, mesmo que, no final, o considerasse um desperdício de tempo. Resultado: adorei o livro, devorei-o em menos de três dias e, quando o devolvi, ainda pedi mais.
Há poucos minutos, terminei o meu segundo Murakami – o seu livro de memórias Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo, requisitado na biblioteca. O próximo na lista é o Crónica do pássaro de corda, outra vez emprestado pela Cassandra. Antes desse, ainda vou ler uma colectânea de crónicas do Miguel Esteves Cardoso, A Causa das Coisas, mas mal posso esperar por conhecer mais trabalhos do Murakami.
Até agora, concluo que a sua escrita – fluída e acessível a qualquer tipo de leitor - permite-nos observar os cenários descritos de um modo pouco ortodoxo, apontando aspectos em que não repararíamos se nos deparássemos com eles na vida real, permite-nos estabelecer laços de proximidade com as personagens e com a própria voz do narrador/escritor e, como consequência, julgo eu, embrenhar-nos em mundos meio reais, meio fantásticos, como se fôssemos nós a escrever sobre eles ou a vivê-los pessoalmente.

Por norma, quando gosto de um determinado escritor, tenho tendência a ler vários dos seus livros em série. Gosto de conhecer o seu estilo a fundo e de lhe atribuir uma personalidade fictícia, com que me possa identificar (não que, neste caso, haja muito em comum entre uma adolescente de dezassete anos e um escritor de sessenta e tal, não contando com as raízes asiáticas de ambos e o amor pela escrita). É essa relação que pretendo vir a estabelecer com o meu novo amigo Murakami. Seja bem-vindo à minha vida!

domingo, 12 de maio de 2013

"As saudades que eu já tinha da minha alegre casinha..."

Voltei há pouco do segundo encontro de animadores da Forum Estudante 2012/13! Yey! (Neste momento, o Dinky encontra-se extremamente amuado comigo, por tê-lo abandonado este fim-de-semana... Cães!)

Acho que através de experiências destas é que eu me apercebo de que sou uma menina-de-casa. Já nem digo que dependo muito das pessoas com quem convivo no quotidiano, mas dependo muito da própria rotina, dos espaços que me são familiares, etc e tal. Ou seja, apesar de adorar este tipo de iniciativas (tudo pago pelos patrocinadores, like a boss), soube-me bem regressar a casa e ver a minha caminha, esperando paciente e fielmente por mim.

MAS... O que interessa não é o meu regresso; é, sim, a minha ida. Portanto, toca a escrever sobre o que é importante!

Andar de Expresso é uma porcaria. O que vale, para compensar o enjoo permanente e os assentos desconfortáveis, é mesmo o motivo por que se toma esse tipo de autocarro (ou qualquer outro) - neste caso, chegar a Torres Novas para o encontro da Forum Estudante. Parece-me motivo suficiente...
Dito isto, o pessoal da Margem Sul, do Algarve e de Lisboa chegou ao seu destino depois de almoço, tendo sido directamente encaminhado para a Biblioteca Gustavo Pinto Lopes (sem direito a lanche, que violência, então?!), para uma espécie de palestra com a Optimus (parceira e patrocinadora), assim como com os protagonistas do programa A Verdade de Cada Um, que foram lá gravá-lo e fazer uma espécie de debate connosco. Aproveitei e, já que sou um bocado parvalhona, poderei ter atrofiado demasiado com a Anny is Candy por ela ser magrinha (como eu!!!!), involuntariamente, por mera falha de comunicação da suposta piada, pelo que lhe peço desculpa se a deixei desconfortável (é que a rapariga até é simpática...). A seguir, dividimo-nos em grupos e realizámos/improvisámos um spot publicitário relacionado com a Optimus. E eu cheia de fome. Por fim, depois de vermos todos os vídeos, é que fomos para a Escola Prática de Polícia, onde ficámos alojados, e onde nos confundiram com peregrinos. Ups! Parece que as nossas paragens são outras...
Malas arrumadas nos respectivos quartos, seguimos para o belo do jantar, que foi batatas fritas e arroz com febras e salada, não víamos o fundo ao prato e valeu a pena esperar, é o que tenho a dizer. Até às 23h, estivemos numa sala de convívio, uns a verem o Benfica-Porto, outros a jogarem Snooker ou Damas, outros que se fartaram e foram lá para fora descarregar as energias, tocar guitarra ou cantar.
Fui uma das primeiras do meu quarto a adormecer, por volta da meia-noite, mas acabámos por acordar todas às 4h30 da madrugada - um grupo de rapazes invadiu a "ala feminina" do corredor e entrou no nosso quarto a gritar "já são sete da manhã, toca a acordar!" e a abrir os cortinados. Eu não caí na armadilha, mas houve quem tivesse caído, não fosse eu assegurá-las de que ainda não eram horas para nos levantarmos. Parvos (mas não conseguiram alcançar o seu objectivo, muahaha)!
Hoje, o dia foi mais reservado para discutir assuntos directamente relacionados com a revista e para convivermos. Até ao almoço, estivemos à conversa na Biblioteca GPL com um dos directores da Forum, o Gonçalo Gil, com quem partilhámos as nossas sugestões para a melhorar, seguindo-se o almoço, os últimos preparativos para a partida e... MÚSICA! Cantámos e tocámos mais um bocado, inventámos um hino "aciganado", dançámos, gritámos, atrofiámos... Mesmo na central rodoviária, enquanto esperávamos pelos autocarros do regresso, continuámos com a festa. Eu, frágil que nem um monte de ossos que sou, tive de me sentar e de me acalmar entretanto, que não aguentei com tanta agitação e horas de sono insuficientes.  Às 15h30 despedimo-nos dos animadores de outras regiões do país - adeus, colegas, até à próxima!
Adormeci no autocarro para Lisboa e voltei a enjoar no autocarro para Setúbal. É horrível andar de Expresso! Aquando da troca de autocarros, tive de ficar toda stressadinha da vida, que não sabia em qual é que tinha de entrar, e não me despedi das pessoas que pararam a sua viagem por ali. Foi só porque eu não encontrava a minha guitarra no porta-bagagens do Expresso! Por isso, aceitem o meu pedido de desculpas e a minha despedida adiada... sff e obrigada.
Agora que já estou em casa, a retomar as energias, agradeço a todos os que estiveram comigo pelo fim-de-semana animado que me proporcionaram e pela vossa companhia, tanto aos animadores - um grupo alargado, mas com quem me diverti e aparvalhei imenso - quanto aos "adultos" - que também são uns bacanos, atenção. Penso que somos uma equipa unida e, mesmo que eu não continue a fazer parte dela para o ano, guardarei boas recordações destes encontros.

Finalmente, que isto já está a ficar demasiado longo e lamechas, deixo um agradecimento de outra natureza a quem continua a apoiar-me, dentro da equipa Forum, quanto ao "Procrastinar Também É Viver".

Para que possam obter outras opiniões sobre estes dois dias ou temas que poderão nem ter nada que ver com o assunto (só porque sim), leiam os blogues da Charlotte e da Carolina Helena, outras duas bloggers-animadoras. A Charlotte já começou a relatá-los e, quem sabe, talvez a Carolina faça o mesmo.

Em jeito de conclusão, partilho algumas fotos:

O "hino" aciganado da Forum Estudante e seus criadores.

A representação da Margem Sul feat. mega careta da Beatriz.

O jogo dos patinhos OU como cair redondo no chão.

(Mais fotografias no Instagram da menina Charlotte: http://instagram.com/sofiassequeira)

sábado, 4 de maio de 2013

Isto hoje estamos numa de publicações curtas

Ultimamente, tenho apagado imensos amigos do Facebook. As estatísticas indicam que para aí 25% dessa gente (burra!) me volta a tentar adicionar no prazo de um mês. "Agora não", obrigada.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Irmandades e coisas que tais

Supostamente, hoje é o dia dos irmãos (a Wikipédia diz que é a 5 de Setembro, mas eu faço de conta que não vi nada). Bem... eu sou filha única. Com três cães, dois gatos e uma tartaruga, mas, ainda assim, filha humana única. Mimadinha até ao tutano, criada pela avó, não conheço outra realidade. No entanto, como tenho alguns bons amigos, as minhas felicitações neste dia vão para eles. Vocês são uns bacanos! (Só muuuuuuuito de vez em quando.)


Será que também há um dia dos filhos únicos??

quinta-feira, 28 de março de 2013

"Carpe diem"

Há dias que são tristes, outros que se nos passam indiferentes, outros que são felizes e outros que são muito felizes.
Os meus nunca são menos do que indiferentes. Sou sempre capaz de encontrar um ensinamento por trás dos momentos mais tristes que me torna uma pessoa mais completa, com mais experiência. Sou sempre capaz de aproveitar nem que seja um segundo desses ciclos de vinte e quatro horas. Todos os dias expresso o meu amor por alguém, o meu apreço e gratidão. Aprendo sempre qualquer coisa, por muito supérflua que seja.
Estou rodeada de gente brilhante em vários aspectos. Orgulho-me de ter alguns bons amigos, com quem posso partilhar vida e meia sem constrangimentos, nunca permitindo que me perca de mim própria. Tive a sorte de nascer numa família trabalhadora e inconformada, que desde cedo me tem motivado para também o ser, para lutar pelas minhas ambições e pelos meus sonhos mais loucos, sem me deixar desconcentrar por pequenos percalços que, eventualmente, a vida me poderia trazer - não fui educada para ser derrotista. Já tive menos juízo, agora tenho algum, mas gosto de pensar que a minha rebeldia é a da mente, a da criatividade, a da vida a puxar-me para a aproveitar à minha maneira, uma rebeldia saudável.
Por vezes, sou demasiado rígida comigo mesma; noutras, desleixo-me (também mereço, sou apenas mais uma humana entre milhões!). No final, só quero ser um bocadinho mais feliz a cada dia que passa, ser alguém melhor, ser recordada por quem achar por bem recordar-me, poder sentir-me plenamente satisfeita, sabendo que fiz por isso.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Conversas de boca cheia

Falando sobre a morte do Hugo Chávez durante o almoço de ontem...

Eu: Amor, não sabes quem era ele?! A sério?!
Ricardo: Hum, não.
Eu: Daaaah, era o presidente do Chile!
Gabi: ... da Venezuela!!! -.-

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Rick, the playboy

Toca um telemóvel na aula.
Lisete: Fogo, Ricardo! Desliga o telemóvel! Ah ah ah!
Eu: Deixa lá estar o rapaz, que deve ser a amante dele.
Solly: Mas eu não lhe liguei...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"We used to be friends"


Esta publicação é, featuring The Dandy Warhols, sobre e para (principalmente "para") os amigos que eu tive e que já não tenho. A determinada altura, foram realmente meus amigos (penso eu, do pico da minha ingenuidade), mais ou menos superficialmente, mas as circunstâncias guiaram-nos até às actuais, em que se dispensam lamechices e outros aditivos ou conservantes, tal como na comida. Acabou, acabou. 'Bora recorrer ao sarcasmo para enfrentar o assunto.
A música acima colocada - estrategicamente - faz-me lembrar bastante deles. Ou de vocês, caso vos sirva o boné. Algures no tempo, já fomos muito compinchas e uns para os outros, não foi? É que eu já nem certezas tenho - corrijam-me se estiver enganada. Éramos amiguinhos, confidenciávamos até a cor das nossas cuecas e partilhávamos experiências muito mais profundas do que simples fodas (sim, eu escrevi fodas, mas só para parecer sofisticada; pai, eu estou inocente!). O que nos unia era absolutamente inquebrável, pelo menos, até ao dia em que... 
De vez em quando, penso nesses amigos - vocês, ou tu, se calhar - e lembro-me imediatamente do refrão "a long time ago, we used to be friends but I haven't thought of you lately at all". Até o cantarolo. Está presente um certo tom de ironia que me satisfaz o ego. Eh pá, ainda existe quem escreva cenas destas e as inclua numa música que, por acaso, fazia parte do genérico da Veronica Mars. Trivialidades. Se atentarmos no resto da letra, é mais do mesmo. Fofo!
Deixo-vos, deste modo, a sós com os TDW, dedicando-vos esta sua adorável musiquinha, sem mais assunto. Foi só porque "a long time ago we used to be friends but I haven't thought of you lately at all". E hoje pensei.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Quando a rotina é interrompida (à parte os motivos)

É estranho não ter ido às aulas ontem nem hoje. É estranho acordar num quarto que não é o meu, numa casa que não é aquela em que vivo, noutro ponto do país, a quatrocentos quilómetros da rotina e das pessoas que a fazem. Nem bom, nem mau: estranho. Esquisito. Não estar na escola; ter um cão convencido de que é uma criança humana, mais pequeno do que um recém-nascido, a saltitar-me em cima da cama; não estar perto do meu namorado para o abraçar como se o quisesse desfazer em pedacinhos e rir-me com o que faz e diz; não estar com os meus colegas na parvolhice, empregando expressões inglesas a cada três portuguesas; não ensaiar com a banda; não comer o meu Nestum de bolacha maria ao pequeno-almoço; não estar preocupada com as horas num dia de semana de Janeiro.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

"Anon's fofos"

Estava a Cara de Panqueca a gozar comigo porque, contrariando todo o meu parlapier sobre o assunto, até tenho um perfil no Ask, quando a criatura recebe uma mensagem anónima no telemóvel de alguém muito metediço na relação dela com o namorado. Não há suspeitos de quem tenha sido até agora. Acho que foi karma. Ninguém se escapa ao poder do fofinho do anónimo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Qualquer referência a actos violentos é puro sarcasmo e não deverá ser levada a sério

Vivi iludida até há poucos minutos, pensando ser a rebelde cá do sítio, revolucionária, desbocada. Depois, uma amiga disse-me que eu era muito civilizada no que escrevia e que ela sim, estava em vias de criar um blogue todo descontrolado [entretanto, já no activo], e digo-vos, é indescritível o misto de pena e de felicidade que senti por, afinal, não ser assim tão mázinha quanto julgava.
Desistindo da minha proeminente ambição de me tornar a autora de blogues mais repugnada da actualidade, antes sequer de chegar aos 20 anos, passo o meu testemunho à Lisete, recomendando-lhe que não tome como hábito escrever muitas vezes sobre o meu namorado, senão ainda lhe vou à boca e armo aqui uma escandaleira que isto vai tudo pelos ares, TÁ BÁTÊ?! Pois 'tá.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

SAY WHAT?

Um gigantesco e sonoro "vão-se lixar!" para quem me garantiu que o 12º seria mais fácil que o 10º e, principalmente, que o 11º ano. Balelas. Esses amigos da onça... E eu, ingénua, acreditei de boa fé! Convinha-me acreditar e acabei assim: desiludida. Seria fácil, seria - cinco disciplinas de estudo, incluindo a melhoria. Canja de galinha, frango, perú. Seria açorda, pronto. Mas a minha realidade não é essa: estudo o dobro do tempo com o triplo da intensidade do ano passado (que já era mais do que no anterior) e não vejo resultados proporcionais. As notas baixam, o ego retrai-se e uma pessoa tem de aprender a conviver com o facto de que, ainda por cima, lhe calharam os professores mais picuinhas - nem sempre num bom sentido. Bolas... pois eu é que me lixo, enquanto esses parolos já se bamboleiam pela universidade, "que espertos que eles são".

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

domingo, 11 de novembro de 2012

os ignóbeis convencidos

   Sabem o que me irrita? Entre muitas outras coisas, rapazes que são uns ignóbeis convencidos que, mesmo não tendo nada, mas mesmo na-di-nha de especial, se acham umas grandes figuras. E, mais do que isso, odeio que, sendo rejeitados por uma rapariga, fiquem sem saber bem porquê. Porque será…?!

   Coitados. Não, a sério. Coitados! Tenho pena que existam desafortunados desses a caminhar pelo mundo fora. É que um pouco de humildade nunca fez mal a ninguém – nem um bom par de olhos na cara e um pedaço de bom senso. Se alguém já morreu de indigestão por causa deles, que se chegue à frente (ou que se levante da campa, neste caso). É que, da sua falta, derivam outras maleitas igualmente perigosas. Enumerando algumas: estupidez q.b., humilhação, parvoíce, humilhação, permanente ausência de relações amorosas, mais humilhação… tudo isto sendo uma causa/efeito de constantes rejeições, umas atrás das outras.

   Tamanhos egos intrigam-me. Estas criaturas até podiam ter uma qualquer característica que os fizesse sobressair de entre as restantes do sexo masculino, mas não. Além de serem rapazes absolutamente normais, ainda são uns panhonhas do caraças. São pouco apelativos para o sexo oposto, a dobrar ou ao quadrado, venha o diabo e escolha. Não há nada que os salve de si próprios, a menos que exista por aí uma miúda igualmente totó e, desse modo, como se costuma dizer, “cada techo tem a sua panela”.

   Eles tentam elogiar, eles tentam ser atenciosos, eles tentam ser homens (ai, minha nossa!) e só fazem porcaria. Não compreendem o sexo feminino, não reconhecem que não o compreendem e, consequentemente, nem fazem por compreendê-lo. Enquanto rapariga, isto poderia ofender-me, se eu me desse a tal importância. Não dando, apenas me faz comichão.

   Conheço pelo menos dois casos de “bichos” como estes que vos descrevo. Podia não vos dizer que já fui o “alvo” de um deles, mas a situação até tem a sua piada (apesar de, na altura, não ter tido nenhuma, agora sim, até tem). O segundo já levou não sei quantas tampas (atrevo-me a chamar-lhes TAMPÕES!) de uma amiga minha e continua sem chegar lá, ao cume da montanha da iluminação, ou seja… à primeira, persiste-se; à segunda, insiste-se; à terceira, desiste-se. Algumas pessoas, incluindo eu, já lhe esmiuçaram a ideia de todas as formas e feitios concretizáveis e… o resto já vocês imaginam. Das duas uma: ou o rapaz se encontra em negação há catrefadas de meses, ou é mesmo tapadinho.

   No que pensarão estas cabecinhas? Em que acreditarão elas?! Que são deuses em forma humana? Que são humanos com poderes divinos? Que são lindos, maravilhosos, desejáveis, irresistíveis? Mas não são. Será assim tão complicado chegar a uma conclusão de tamanha simplicidade? Será assim tão complicado olharem-se ao espelho, procederem a uma curtíssima introspecção e avaliarem-se como gente pensante? E até poderiam ser realmente criaturas fantásticas e deslumbrantes, estando conscientes disso, desde que conseguissem mentalizar-se de que, por muito perto da perfeição que alguém esteja, nem sempre poderá agradar a gregos e a troianos. Então, no amor, nem se fala!

   Não escolhemos de quem gostamos ou por quem nos sentimos atraídos, portanto, os ignóbeis convencidos que tomem juízo. Não será por passarem meia vida a tentar conquistar uma rapariga que ela se vergará perante os seus esforços, não será por lhe perguntarem mil vezes como está que serão mais agradáveis, não será por se lamentarem infindavelmente aos seus amigos que eles lhes satisfarão a necessidade eminente de dar uma queca.

   Porque, ao fim e ao cabo, tudo isto não passa de um assunto estritamente hormonal. Rapazes como os que retratei estão, como é evidente, desesperados. Não é que estejam realmente interessados em conquistar por razões amorosas. Na cabeça deles, o carinho e o desejo misturam-se. Não é de estranhar que anseiem por um relacionamento amoroso, dado o contacto físico ser uma das premissas incluídas no compromisso (supostamente).

   Os ignóbeis convencidos que se enganem a si mesmos! Estejam à vontade. Toda a gente já lhes adivinhou as intenções. Do que precisam não é de alguém para amar, mas sim de uma companhia casual. Se fossem minimamente inteligentes, sabê-lo-iam de antemão e estariam quietinhos e caladinhos.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

gosto #1

(Escrito em Agosto; na altura, esqueci-me de o publicar.)


   Gosto de escrever, falar, comunicar, argumentar, enfim, gosto de me expressar. Gosto do fluir da caneta no papel ou do insistir das teclas que registam cada pensamento como se fosse o último, quando a musa o permite, e de medir o tamanho das minhas ideias pela quantidade de palavras.

   Gosto de barras de chocolate, de cereais de chocolate, bolos de chocolate e gelados de chocolate, principalmente quando comidos à beira-mar ou na companhia dos meus amigos.

   Gosto dos meus amigos e de os ter por perto, gosto de os ver sorrir. Gosto que eles sintam que os quero apoiar e proteger, apesar de nem sempre ser possível. Gosto da minha família de sangue, das minhas famílias emprestadas e dos meus animais de estimação – três cães, dois gatos e uma tartaruga – tal como gosto de ser a prima mais velha e encher os mais novos de mimos, antes que eles cresçam e passem a rejeitá-los.

   Apesar de gostar das férias, também gosto muito do tempo de escola, porque tenho gosto em aprender e em sentir-me motivada e valorizada. Gosto de voleibol, de basquete e de dança, mas vivo bem sem a ginástica ou o futebol.

   Há livros de que gosto mais e outros que dispenso. Gosto de crónicas, blogues, sarcamos, ironias, de pessoas normais que escrevem como génios e de génios que escrevem como pessoas normais. Gosto de José Luís Peixoto, de José Saramago, de Inês Botelho e de Rui Zink. Gosto ainda da J. K. Rowling, da Stephenie Meyer, do C. S. Lewis, do Christopher Moore e da Meg Cabot.

   Gosto da minha maneira de ser e do meu irritante optimismo. Gosto de saber que sou a amiga parva e absurdamente extrovertida que é capaz de fazer figuras no meio de qualquer sítio. Gosto mesmo de as fazer! Gosto de ser criança e de, aos poucos, ir assumindo responsabilidades, direitos e posturas de adulta, tal como de ver o futuro de uma perspectiva risonha, apesar dos tempos difíceis por que estamos a passar.

   Gosto de ter cuidado antes de atravessar a rua, quando desço escadas ou quando me apaixono. Gosto de gostar de alguém, mesmo que não valha a pena por não ser correspondida, porque a lamechice de que sou vítima sempre rende alguns textos. Gosto de me sentir protegida, pelo que é óbvio que gosto de abraços, em grau de preferência consoante o “abraçador”. Acho que também gosto de beijos e beijinhos, principalmente se forem completamente inesperados. E de dar a mão.

   Gosto de palavras ditas com boas intenções, de declarações inesperadas e, por vezes, de surpresas. 

sábado, 3 de novembro de 2012

faz parte

   Mudamos de penteado, mudamos de e-mail, mudamos de meias. De vez em quando, gostamos de mudar de ares, conhecendo novos sítios e revisitando os antigos. Noutras alturas, cansamo-nos do que não nos interessa, abandonamos velhos hábitos e desistimos de certos desafios. Ao fim e ao cabo, achamos que toda a nossa vida é feita de metamorfoses constantes, umas rápidas, outras mais subtis, que nos levam à circunstância desconhecida que, mais tarde, será o agora.

   E os amigos? Esses já não os trocamos ou, pelo menos, não deveríamos trocar. No entanto, é inevitável que tal vá acontecendo.

   É a vida…

   Não vou negar que existem por aí muitas amizades com prazo de validade. Talvez eu tenha algumas, mas, evidentemente, diferencio-as das que não o têm, categorizando-as: são as amizades por conveniência, as que nos interessam em determinado momento. E não me venham com moralismos, coisa nenhuma! Quem é que, a dada altura, não deixou de falar com o amigo X ou Y porque assim aconteceu, sem ressentimentos nem causas específicas? Parabéns – vocês já tiveram uma amizade por conveniência. Não lhe atribuam essa qualidade pejorativamente! Nem sempre podemos ter os nossos amigos-de-sempre-e-para-sempre por perto. Acontece…

   Porém, lamento alguns “amigos” que fui perdendo pelos motivos mais patéticos. Às vezes, ainda dou por mim a perguntar-me como estarão e qual as decisões que vão tomando, se têm passado bem, se também se vão recordando de mim ou se, por outro lado, querem é ver-me bem morta e enterrada (ei, não julgo ninguém!).

   Ainda assim, lembro-me deles principalmente porque, como já mencionei, as verdadeiras amizades não se deviam perder do pé para a mão. E é aí que o bom senso se me refresca: talvez tenham sido apenas meias mentiras e, apesar de o serem, não têm de constituir um drama descomunal. Se não deu, não deu - o que não impede que, numa ocasião ou noutra, sintamos uma qualquer nostalgia ou saudade.

   Faz parte…

domingo, 14 de outubro de 2012

bfehjvevbhvbg, não desafiem a minha ira!

Quando ouvirem nas notícias que um rapaz de vinte anos foi assassinado à joelhada ou à bofetada na Margem Sul, denunciem-me. Fui eu que matei um amigo que acha que um bom exemplo de piada antes de ir dormir é comunicar-me que irá ser pai, mantendo a mentira a pés juntos durante praticamente cinco minutos. Se ele me queria matar de preocupação, quase conseguiu. A sorte dele é que estávamos a conversar pela Internet!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

parem lá com isso, rapazes

Os últimos rapazes com quem tenho travado conhecimento só me sabem desencaminhar - aparentemente, claro. Uma das coisas que me dizem mal começam a ter mais confianças comigo - e sabem que eu a) não vejo diferenças entre sair à noite ou sair de dia e b) não bebo - é algo do género "um dia, levo-te mesmo a sair à noite e vamos beber uns copos, vais ver como gostas", por vezes alternado com "fixe, vamos sair e pelo menos hei-de ter alguém para conduzir!". Recomendo-lhes que se deixem disso, porque, mesmo que não seja essa a intenção, parece que me querem embebedar e saltar para cima da espinha ou trancar-me dentro de um carro... saltando-me para a espinha, de qualquer maneira. Obrigada!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

anteontem

Anteontem (como o título indica) fui a Cascais receber a minha menção honrosa (Escrita Criativa, sub-categoria de poesia) do concurso de criatividade Grande C.

Digo-vos que achei tudo uma beleza até chegar ao local em questão. Acordei mais cedo dado que, supostamente, os vencedores teriam a oportunidade de conhecer pessoalmente o júri da sua categoria e... nada. Não houve encontro nenhum a não ser a cerimónia de entrega de prémios em si, onde estavam presentes algumas figuras conhecidas do público e outras que, não sendo tão conhecidas, são de ainda maior relevância. Dos nomes que poderão conhecer, eventualmente, vi os Amor Electro, a Carolina Deslandes, a Rita Redshoes, o Miguel Ângelo, a Paula de Carvalho, entre tantos outros de que não me recordo de momento. No entanto, a desorganização não se manifestou apenas pelo encontro que não encontrou. A cerimónia começou com mais de meia hora de atraso e as actividades que estavam agendadas para a tarde foram a derradeira prova da falta de brio nesta edição da Festa do Grande C. Nem os seus responsáveis sabiam onde as iriam dinamizar! (Tive a oportunidade, inclusive, de assistir a instantes de tensão e desorientação por parte da Paula de Carvalho, a cujo atelier de Escrita Criativa eu assitiria, caso tivesse havido organização e melhor coordenação de horários). Acabei por assistir apenas ao atelier de Escrita de Letra para Música, com o Nuno Miguel Guedes - jornalista, guionista e argumentista, além de escrever as letras das músicas de grandes artistas portugueses, como a Ana Moura - a quem tenho de dar os sinceros parabéns por ter mantido a calma, apesar de toda a confusão gerada pela situação.

Infelizmente, fui a única vencedora que não teve nenhum representante da sua escola a apoiá-la, o que considero que tenha sido um embaraço enorme. Ainda assim, fui com a minha avó, uma amiga dela e um amigo meu e tenho a dizer que não foi mau de todo. Acabou por ser um dia divertido e diferente!

Quando fui ao palco receber o prémio, também tive a oportunidade de dizer algumas palavras de agradecimento aos promotores do concurso, de encorajamento e felicitação aos meus colegas vencedores e cheguei até a entoar "somos a prova de que Portugal tem talento". Que plagiadora de programas televisivos, 'pá!