Hoje, surgiu-me uma questão: até que ponto é que sabemos quantificar o que sentimos pelos outros? Eu acho que isso é, simplesmente, impossível. Acho que os sentimentos (e, em geral, as emoções), sendo algo imaterial, são inquantificáveis. É impensável, numa relação interpessoal, dizer quem gosta mais de quem. Haverá sempre maneiras diferentes de expressar o mesmo sentimento. Não podemos afirmar que amamos alguém a nível 20 e saber se a outra parte nos ama a nível 18, 19 ou 21. Podemos - e devemos - somente tentar demonstrá-lo através das nossas acções e comportamentos. Afinal, ninguém é igual a ninguém. Uns são mais dados ao afecto e/ou à explicitação verbal dos seus sentimentos; outros retraem-se mais. Mas a personalidade mais ou menos extrovertida de cada um não interferirá, em princípio, na intensidade do que sente.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Do amor inquantificável
Hoje, surgiu-me uma questão: até que ponto é que sabemos quantificar o que sentimos pelos outros? Eu acho que isso é, simplesmente, impossível. Acho que os sentimentos (e, em geral, as emoções), sendo algo imaterial, são inquantificáveis. É impensável, numa relação interpessoal, dizer quem gosta mais de quem. Haverá sempre maneiras diferentes de expressar o mesmo sentimento. Não podemos afirmar que amamos alguém a nível 20 e saber se a outra parte nos ama a nível 18, 19 ou 21. Podemos - e devemos - somente tentar demonstrá-lo através das nossas acções e comportamentos. Afinal, ninguém é igual a ninguém. Uns são mais dados ao afecto e/ou à explicitação verbal dos seus sentimentos; outros retraem-se mais. Mas a personalidade mais ou menos extrovertida de cada um não interferirá, em princípio, na intensidade do que sente.
quinta-feira, 28 de março de 2013
"Carpe diem"
segunda-feira, 18 de março de 2013
É o amor... (mas em português!)
sábado, 9 de março de 2013
Momentos de revelação
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
"We used to be friends"
sábado, 12 de janeiro de 2013
Como sair da Friendzone
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
os ignóbeis convencidos
Sabem o que me irrita? Entre muitas outras coisas, rapazes que são uns ignóbeis convencidos que, mesmo não tendo nada, mas mesmo na-di-nha de especial, se acham umas grandes figuras. E, mais do que isso, odeio que, sendo rejeitados por uma rapariga, fiquem sem saber bem porquê. Porque será…?!
Coitados. Não, a sério. Coitados! Tenho pena que existam desafortunados desses a caminhar pelo mundo fora. É que um pouco de humildade nunca fez mal a ninguém – nem um bom par de olhos na cara e um pedaço de bom senso. Se alguém já morreu de indigestão por causa deles, que se chegue à frente (ou que se levante da campa, neste caso). É que, da sua falta, derivam outras maleitas igualmente perigosas. Enumerando algumas: estupidez q.b., humilhação, parvoíce, humilhação, permanente ausência de relações amorosas, mais humilhação… tudo isto sendo uma causa/efeito de constantes rejeições, umas atrás das outras.
Tamanhos egos intrigam-me. Estas criaturas até podiam ter uma qualquer característica que os fizesse sobressair de entre as restantes do sexo masculino, mas não. Além de serem rapazes absolutamente normais, ainda são uns panhonhas do caraças. São pouco apelativos para o sexo oposto, a dobrar ou ao quadrado, venha o diabo e escolha. Não há nada que os salve de si próprios, a menos que exista por aí uma miúda igualmente totó e, desse modo, como se costuma dizer, “cada techo tem a sua panela”.
Eles tentam elogiar, eles tentam ser atenciosos, eles tentam ser homens (ai, minha nossa!) e só fazem porcaria. Não compreendem o sexo feminino, não reconhecem que não o compreendem e, consequentemente, nem fazem por compreendê-lo. Enquanto rapariga, isto poderia ofender-me, se eu me desse a tal importância. Não dando, apenas me faz comichão.
Conheço pelo menos dois casos de “bichos” como estes que vos descrevo. Podia não vos dizer que já fui o “alvo” de um deles, mas a situação até tem a sua piada (apesar de, na altura, não ter tido nenhuma, agora sim, até tem). O segundo já levou não sei quantas tampas (atrevo-me a chamar-lhes TAMPÕES!) de uma amiga minha e continua sem chegar lá, ao cume da montanha da iluminação, ou seja… à primeira, persiste-se; à segunda, insiste-se; à terceira, desiste-se. Algumas pessoas, incluindo eu, já lhe esmiuçaram a ideia de todas as formas e feitios concretizáveis e… o resto já vocês imaginam. Das duas uma: ou o rapaz se encontra em negação há catrefadas de meses, ou é mesmo tapadinho.
No que pensarão estas cabecinhas? Em que acreditarão elas?! Que são deuses em forma humana? Que são humanos com poderes divinos? Que são lindos, maravilhosos, desejáveis, irresistíveis? Mas não são. Será assim tão complicado chegar a uma conclusão de tamanha simplicidade? Será assim tão complicado olharem-se ao espelho, procederem a uma curtíssima introspecção e avaliarem-se como gente pensante? E até poderiam ser realmente criaturas fantásticas e deslumbrantes, estando conscientes disso, desde que conseguissem mentalizar-se de que, por muito perto da perfeição que alguém esteja, nem sempre poderá agradar a gregos e a troianos. Então, no amor, nem se fala!
Não escolhemos de quem gostamos ou por quem nos sentimos atraídos, portanto, os ignóbeis convencidos que tomem juízo. Não será por passarem meia vida a tentar conquistar uma rapariga que ela se vergará perante os seus esforços, não será por lhe perguntarem mil vezes como está que serão mais agradáveis, não será por se lamentarem infindavelmente aos seus amigos que eles lhes satisfarão a necessidade eminente de dar uma queca.
Porque, ao fim e ao cabo, tudo isto não passa de um assunto estritamente hormonal. Rapazes como os que retratei estão, como é evidente, desesperados. Não é que estejam realmente interessados em conquistar por razões amorosas. Na cabeça deles, o carinho e o desejo misturam-se. Não é de estranhar que anseiem por um relacionamento amoroso, dado o contacto físico ser uma das premissas incluídas no compromisso (supostamente).
Os ignóbeis convencidos que se enganem a si mesmos! Estejam à vontade. Toda a gente já lhes adivinhou as intenções. Do que precisam não é de alguém para amar, mas sim de uma companhia casual. Se fossem minimamente inteligentes, sabê-lo-iam de antemão e estariam quietinhos e caladinhos.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
as "loucas" conversas à hora de almoço (ou pura parvoíce)
Lisete (bebendo do copo do Ricardo): Isto parece chá.
Ricardo: Hum... porque é Ice Tea.

terça-feira, 6 de novembro de 2012
gosto #1
(Escrito em Agosto; na altura, esqueci-me de o publicar.)
Gosto de escrever, falar, comunicar, argumentar, enfim, gosto de me expressar. Gosto do fluir da caneta no papel ou do insistir das teclas que registam cada pensamento como se fosse o último, quando a musa o permite, e de medir o tamanho das minhas ideias pela quantidade de palavras.
Gosto de barras de chocolate, de cereais de chocolate, bolos de chocolate e gelados de chocolate, principalmente quando comidos à beira-mar ou na companhia dos meus amigos.
Gosto dos meus amigos e de os ter por perto, gosto de os ver sorrir. Gosto que eles sintam que os quero apoiar e proteger, apesar de nem sempre ser possível. Gosto da minha família de sangue, das minhas famílias emprestadas e dos meus animais de estimação – três cães, dois gatos e uma tartaruga – tal como gosto de ser a prima mais velha e encher os mais novos de mimos, antes que eles cresçam e passem a rejeitá-los.
Apesar de gostar das férias, também gosto muito do tempo de escola, porque tenho gosto em aprender e em sentir-me motivada e valorizada. Gosto de voleibol, de basquete e de dança, mas vivo bem sem a ginástica ou o futebol.
Há livros de que gosto mais e outros que dispenso. Gosto de crónicas, blogues, sarcamos, ironias, de pessoas normais que escrevem como génios e de génios que escrevem como pessoas normais. Gosto de José Luís Peixoto, de José Saramago, de Inês Botelho e de Rui Zink. Gosto ainda da J. K. Rowling, da Stephenie Meyer, do C. S. Lewis, do Christopher Moore e da Meg Cabot.
Gosto da minha maneira de ser e do meu irritante optimismo. Gosto de saber que sou a amiga parva e absurdamente extrovertida que é capaz de fazer figuras no meio de qualquer sítio. Gosto mesmo de as fazer! Gosto de ser criança e de, aos poucos, ir assumindo responsabilidades, direitos e posturas de adulta, tal como de ver o futuro de uma perspectiva risonha, apesar dos tempos difíceis por que estamos a passar.
Gosto de ter cuidado antes de atravessar a rua, quando desço escadas ou quando me apaixono. Gosto de gostar de alguém, mesmo que não valha a pena por não ser correspondida, porque a lamechice de que sou vítima sempre rende alguns textos. Gosto de me sentir protegida, pelo que é óbvio que gosto de abraços, em grau de preferência consoante o “abraçador”. Acho que também gosto de beijos e beijinhos, principalmente se forem completamente inesperados. E de dar a mão.
Gosto de palavras ditas com boas intenções, de declarações inesperadas e, por vezes, de surpresas.
sábado, 3 de novembro de 2012
faz parte
Mudamos de penteado, mudamos de e-mail, mudamos de meias. De vez em quando, gostamos de mudar de ares, conhecendo novos sítios e revisitando os antigos. Noutras alturas, cansamo-nos do que não nos interessa, abandonamos velhos hábitos e desistimos de certos desafios. Ao fim e ao cabo, achamos que toda a nossa vida é feita de metamorfoses constantes, umas rápidas, outras mais subtis, que nos levam à circunstância desconhecida que, mais tarde, será o agora.
E os amigos? Esses já não os trocamos ou, pelo menos, não deveríamos trocar. No entanto, é inevitável que tal vá acontecendo.
É a vida…
Não vou negar que existem por aí muitas amizades com prazo de validade. Talvez eu tenha algumas, mas, evidentemente, diferencio-as das que não o têm, categorizando-as: são as amizades por conveniência, as que nos interessam em determinado momento. E não me venham com moralismos, coisa nenhuma! Quem é que, a dada altura, não deixou de falar com o amigo X ou Y porque assim aconteceu, sem ressentimentos nem causas específicas? Parabéns – vocês já tiveram uma amizade por conveniência. Não lhe atribuam essa qualidade pejorativamente! Nem sempre podemos ter os nossos amigos-de-sempre-e-para-sempre por perto. Acontece…
Porém, lamento alguns “amigos” que fui perdendo pelos motivos mais patéticos. Às vezes, ainda dou por mim a perguntar-me como estarão e qual as decisões que vão tomando, se têm passado bem, se também se vão recordando de mim ou se, por outro lado, querem é ver-me bem morta e enterrada (ei, não julgo ninguém!).
Ainda assim, lembro-me deles principalmente porque, como já mencionei, as verdadeiras amizades não se deviam perder do pé para a mão. E é aí que o bom senso se me refresca: talvez tenham sido apenas meias mentiras e, apesar de o serem, não têm de constituir um drama descomunal. Se não deu, não deu - o que não impede que, numa ocasião ou noutra, sintamos uma qualquer nostalgia ou saudade.
Faz parte…
domingo, 21 de outubro de 2012
parece que voltei!
Tenho deixado o estaminé um pouco ao abandono, mas cá estou de volta para vos azucrinar um pouco mais a cabeça nos últimos minutos do fim-de-semana. É que, durante este últimos dois dias, tenho estado no encontro de animadores da Fórum Estudante, na Pousada da Juventude de Almada, só vim dormir a casa por breves horinhas de Sábado para Domingo e, desde que regressei ao belo do meu lar, doce lar, tenho estado a dormir ou a estudar.
Deste modo, eu até vos podia contar tudo sobre as últimas quarenta e oito horas, só que... não existem palavras suficientes - muito menos paciência da minha parte a esta hora da noite. Portanto, aqui ficam alguns tópicos, para simplificar a coisa:
- Adorei conhecer os restantes 91 animadores que compareceram ao encontro, mais os nossos monitores (uns porreiros!). Mostraram-se colegas excepcionais, parceiros super disponíveis e divertidos, com muito sentido de humor! É engraçado como, apesar de já nos termos falado no nosso grupo do Facebook, a dinâmica da nossa relação é totalmente diferente ao vivo - para melhor! Parabéns a nós e à equipa "mãe" da Fórum Estudante!;
- Um agradecimento especial aos mais malucos e dados a maluquices, passo a expressão. Deram outro sentido à minha própria maluquice. Vocês são uns fixolas, pá!
- Até os mais tímidos eram uns bacanóides! I send you love!
- MARGEM SUL STATE OF MIND! - Fertagus rula!
- Obrigada à Optimus pelo smartphone. Não é que seja dos aparelhos de que mais goste no mundo, mas uma pessoa tem de reconhecer que receber um gadget destes gratuitamente (à parte o nosso acordo de consultadoria e publicidade enquanto animadores) sabe sempre bem ao espírito;
- Joana Freitas, NUNCA MAIS ME OBRIGUES A ESCREVER TEXTOS EM BLOQUINHOS LAMECHAS, PORQUE, TAL COMO HOJE, EU VOU RECUSAR! No entanto, aqui fica a minha mensagem de apreço pelo teu carinho e simplicidade. E, já agora, obrigada por, mesmo sem me conheceres, já leres o meu blogue anteriormente. Beijinhos para Mirandela! (Tudo isto coum sotáque duo Puorto.)
- Amostras:
domingo, 14 de outubro de 2012
bfehjvevbhvbg, não desafiem a minha ira!
Quando ouvirem nas notícias que um rapaz de vinte anos foi assassinado à joelhada ou à bofetada na Margem Sul, denunciem-me. Fui eu que matei um amigo que acha que um bom exemplo de piada antes de ir dormir é comunicar-me que irá ser pai, mantendo a mentira a pés juntos durante praticamente cinco minutos. Se ele me queria matar de preocupação, quase conseguiu. A sorte dele é que estávamos a conversar pela Internet!
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
vade retro, caramba!
Sabem o que é que me irrita? Amigos desconsolados com o amor. E não falo da generalidade deles, mas sim uma ínfima parte que teima em auto comiserar-se, como se fossem os primeiros a sofrer de males do género - melhor: como se fosse a primeira vez que eles próprios os sofrem. Ai, coitadinho de mim, que a minha namorada não me liga; ai, coitadinho de mim, que acabei com ela; ai, coitadinho de mim, que me vieram dizer que ela é isto e aquilo e que eu sou aquilo e isto! É que, intencionalmente ou não, este estado de convalescença emocional prejudica involuntariamente o nosso estado de espírito (afinal, um amigo nosso está a sofrer, seja pelo que for, e não temos como ajudá-lo = FRUSTRAÇÃO TOTAL = I SUCK AT BEING A GOOD FRIEND) e, além disso, prejudica a nossa amizade, porque deixamos (nós e o resto do mundo) de estar na lista de prioridades imediatas do "sofredor". Falo por mim, que não tenho jeito nenhum para consolar pessoas inconsoláveis, e mesmo as consoláveis são um caso que sai caro. Não tenho tema de conversa para elas. Mas que hei-de eu fazer? São os meus freaking friends! Agora, são eles e, amanhã, por muito que me custe admitir, poderei ser eu a estar embandeirada no cimo do monte dos totós que sofrem do coração (não necessariamente no sentido cardiológico) ou de outra porcaria qualquer. Já passei pela mesma situação, já me considerei uma imbecil e tive pena de mim própria e... quem sabe se, num futuro mais ou menos longínquo (muito), não voltará a acontecer? Portanto, terei de cumprir a minha quota parte de consolos inconsoláveis em prol de equilibrar o universo e como forma de agradecimento pelo que todos os que penaram por mim anteriormente aguentaram (mais uma vez, obrigada, criaturas que trataram bem de mim em momentos infelizes, ao invés de me esquartejarem e espancarem até eu ganhar juízo, como bem merecia).
Sabem o que é que me irrita? Amigos desconsolados com o amor. Tragam-me quem os deixou assim que eu digo-lhes o que é bom para a saúde. Porque quem mexe com eles, mexe comigo!
(E, amigos auto-comiseradores, A VIDA É BELA E AMARELA! Deixem-se disso, pá!)
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
saber pensar em reconhecer convencimentos não partilhados
Eu sei que tu sabes que eu sei que, muitas vezes, antes de dormir, penso em ti. Tu sabes que eu sei que tu sabes que muito mudou desde que eu deixei de saber que tu não sabias o quanto gostava de ti e te respeitava, porque eu talvez me tenha esquecido de te fazer saber que eu sabia que tu eras para guardar. Porém, eles – os outros -, que nem sequer tinham a ver com o assunto, pensavam que eu sabia que eles sabiam a razão por nunca terem ido muito com a minha cara. Mas eu não sabia. E, agora, já sei. Desde que tu deixaste de saber que eu sabia que eras para guardar, dado que eu não sabia que não sabias que eu sabia que sempre tive duas personalidades, comecei a perceber imenso do que desconhecia.
Então, quando abri os olhos – e alarguei horizontes – passei a pensar se eles não pensariam que tu não estavas a pensar lucidamente por ainda me guardares. Pensei no que tu pensarias do que os outros pensariam de mim e se também não começarias a pensar como eles, que achavam que eu pensava pouco nos seus pensamentos.
No entanto, ainda precisei de algum tempo para reconhecer que tu já não me reconhecias por, antes, ainda não me ter reconhecido a mim própria. Eu sou assim, reconheço, uma faca de dois gumes, reconhecida por eles me reconhecerem como aquela que só se reconhece a ser reconhecida. Foi irreconhecimento!
E eu convencida de que te tinha convencido a convenceres-me a ser uma pessoa menos convencida...! Assim, eles ainda ficaram mais convencidos de que eu estava convencida de que eles estavam convencidos de serem pedras no caminho! Pois que fique claro que estou somente convencida de que tu estavas convencida de que eu não estava convencida do valor de quem me acha convencida de que eles é que são os convencidos! Não senhora, e quero convencer-te de que de nada disso me convenço!
Depois de partilhar esta falta de partilhas de palavras que só agora são partilhadas, quero partilhar a lição que aprendi e que, em certa parte, poderá ser confusa mas, esperançosamente, parte de algo que se reparte: a partilha.
Afinal, talvez só devamos saber pensar em reconhecer convencimentos não partilhados para que, um dia, quem gosta de nós saiba que pensamos no reconhecimento que dá aos nossos convencimentos que, de tão partilhados, acabam por ser esquecidos.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
saudades, saudades, saudades
Bichos na barriga que, lá dentro, as borboletas destoam. Permanentes insónias que se arrastam em dias dormentes, porque as horas passam e foram só cinco minutos, afinal, que brincadeira é esta? São livros que se lêem com metade do prazer, músicas que nos dizem tudo sem lhes pedirmos nada e pessoas que nos falam mas que nós não ouvimos. Da impaciência, a comichão irracional. Esfregamos as unhas na pele, como se melhorasse, arranhando-nos porque sim, não há mais que fazer neste mundo sem cor. Ligamos a televisão, anestesiados pelo correr dos canais, séries que nunca vimos antes, programas que desprezamos, apresentadores maquilhados que se enganam a ler o ponto. Olhamos para o relógio e o ponteiro nem se moveu. Desarrumamos com o intuito de arrumar, olhamos pela janela para contemplar qualquer coisa que não chegamos a conhecer, procuramos o que descoberto está - por vezes, descobrimos o que procuramos.
Já está na hora?
Sim.
Vale sempre a pena esperar.
