Mostrar mensagens com a etiqueta avó. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta avó. Mostrar todas as mensagens

sábado, 20 de abril de 2013

Drama queen

O que a minha avó pensa que eu estou a fazer em casa do Ricardo, sem a avisar, antes do ensaio de teatro:
- bebés (ou a treinar, pelo menos);
- se calhar, a ser violada;
- a ser desprezada e espezinhada pelos meus "sogrinhos", que me odeeeeeiam como tudo, 'tão a ver?.

O que eu estou realmente a fazer:
- a procurar uns calções e uma t-shirt que já não sirvam ao rapaz e que ele me possa emprestar para eu fazer de miúdo no teatro;
- a cuscar-lhe o Facebook.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A cena de se ser filho único

Ser filha única é moderadamente fixe. Tanto me queixo eu, que não tenho irmãos, como outra pessoa qualquer que os tenha, pois haverão sempre benefícios e desvantagens a apontar por ambos os pontos de vista.
Para mim, ser a menina do papá, da avó e da tia, com quem vivo, implica ter seis olhos atentos a cada passo que dou. O que um não observa, os outros não descuidam. Sei que sou muito mais protegida do que a maioria das pessoas da minha idade ou até mais novas. Se já me atrevi a dar um passo em falso, garanto-vos que correu quase sempre mal. Não há outra opção para mim que não a de continuar a viver consoante as expectativas. Nisso, considero-me uma adolescente submissa (apesar de a minha submissão ter melhores dias que outros, evidentemente… mas também sou uma miúda moderadamente calma).
Contudo, ser filha única não deixa de ser epicamente bom, trazendo as vantagens que traz - tal como sou o centro das atenções para o mal, sou-o igualmente para o bem, o que acaba por “compensar”: o orçamento da casa tem-me unicamente a mim em consideração; se fico doente, correm logo a encher-me de mimos e, se necessário, medicamentos (ou levam-me ao hospital sem se preocuparem com quem fica o resto dos filhos porque… não os há!); quando se trata de dar prendas, não há cá divisões de capital disponível (é tudo para mim, *riso maléfico não convincente*); não tenho de seguir nem de servir de exemplo a ninguém; só têm de se preocupar com uma reunião de pais na escola; “só” têm de pagar doze anos de escolaridade obrigatória; “só” têm de pagar uma universidade; há mais orçamento familiar para ter animais de estimação; morrerei com o coração virgem de sentimentos negativos fraternais; posso ter um quarto só para mim; no Inverno, o aquecedor é só meu; não preciso de partilhar… E a lista de egoísmos continua. Podem crer que sou uma daquelas filhas únicas mimadas até ao tutano.
Ainda assim, reconheço que a experiência de ter irmãos deve ser fascinante, pelo menos nalguns casos (não me refiro, claramente, àqueles que quase se matam durante uma mera discussão sobre peúgas). Na minha opinião, ter um irmão implica, num sentido muito figurativo, ter um coração maior. Afinal, ele é mais uma pessoa que existe para amarmos (e odiarmos, quando calha) incondicionalmente e que faz parte da nossa vida, quer queiramos, quer não. Os irmãos acabam por se compreender e apoiar entre si de uma maneira única: o “inimigo” é o mesmo, os desejos são idênticos e é sempre mais fácil entender e ser entendido por alguém que seja da nossa geração. Ser o irmão mais velho é aprender a ser paciente e generoso; ser o irmão mais novo é ter uma referência fiável sem ser as figuras paternais. Não é preciso ter irmãos para conhecer essa realidade.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Paparazzis. They're all over the place.

Eu e a senhora minha avó, algures em 1998.
Como poderão verificar, nunca apreciei muito que me fotografassem em topless. Manias de miúda...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

o que tem de acontecer tem muita força

Sempre que levo algo de mais pesado ou volumoso para o andar de cima da minha casa, ou seja, tendo de subir as escadas, a minha avó recomenda-me "tem cuidado, não tropeces!". Há pouco, lá peguei eu no aquecedor (o meu quarto parece estar localizado num país do Norte, à parte do resto da casa). Qual foi a recomendação que ouvi de imediato? "Tem cuidado, não tropeces!"
Para a minha querida (tem dias) avó, os seus avisos devem ter poderes mágicos, como se, graças a eles, se impedissem acidentes inevitáveis noutras circunstâncias - caso contrário, eu poderia, propositadamente, cair na tentação de me estatelar no meio das escadas, não fosse ela alertar-me para não tropeçar, até porque se há coisa de que eu gosto é de quedas e de ficar cheia de nódoas negras ou com a boca em sangue - ou como se, proferidas tais palavras, o cosmos decidisse ter piedade de mim, amparando-me enquanto subo os ditos dezasseis degraus. Não nos esqueçamos das mamas gigantescas e do enorme e pesado rabo com que fui abençoada, que em muito poderão prejudicar o meu equilíbrio (e, para quem não está a par do contexto desta afirmação, trata-se da ironia mais barata de sempre).

Infelizmente para mim e para as boas intenções da minha avó, o que tem de acontecer tem muita força. Pelo menos, se um dia eu me espatifar num trambolhão, não será por falta de recomendações de cuidado.

sábado, 20 de outubro de 2012

algo está errado

A minha avó deu em ver "16 & Pregnant" e "Teen Mom", enquanto o meu pai acha piada ao Psy e à sua dança do cavalo. Daqui a nada, dizem-me que fui concebida numa noite em que a MTV teve o sinal desligado, não? (Por acaso, nessa época remota que foram os anos 90, os meus pais não tinham televisão por cabo.)