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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

a minha mesa de trabalho numa noite como a de hoje

1. O meu extracto de classificações do ano passado, com algumas anotações. Ajuda-me a estabelecer objectivos, a partir da visão do meu percurso no 10º e 11º ano;

2. O têpêcê de Geografia C - até rima;

3. Resolução dos exercícios (as minas para lapiseira da Staedtler são uma porcaria e não duram nada);

4. O manual de Geografia C. O meu é em segunda mão e já pertenceu a um crânio das ciências sociais (ter-lhe-ei de fazer justiça?);

5. O meu telemóvel - um LG todo podre que já clama por reforma - está ali, mas só serve para ver as horas. Por vezes, esqueço-me que o tenho. Sou capaz de perder chamadas e não responder a SMSs porque o tenho quase sempre no silêncio;

6. Sem música, a coisa (ou seja, estudar) não vai lá. Redescobri hoje o prazer que me dá cantar a plenos pulmões enquanto estou ocupada;

7. Quando tirei a fotografia, ainda não tinha ligado o portátil, que, ao contrário do telemóvel, é IMPRESCINDÍVEL. Actualmente, uso-o maioritariamente para escrever. Deixei de falar muito no MSN e o Facebook também já não me interessa tanto quanto há um tempo.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

dos outros #7

" Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade. "

José Luís Peixoto, in "Os professores" [crónica]

terça-feira, 18 de setembro de 2012

que medo!

Durante estes últimos dias, tenho vindo a sentir-me extremamente emocional - e não, não estou com o período. Não sei se é do tempo que anda esquisito, se é da nostalgia prematura por daqui a uns meses acabar o secundário, se é da actual conjuntura social no país que, por sua vez, acaba por afectar a minha família, se é porque, no campo sentimental, as coisas vão instáveis. Só sei que ando com a neura, com uma tendência assustadora para as músicas lamechonas e os estúpidos dos lamentos - logo eu, que sou toda positiva e que não conheço tal estado de espírito desde o tempo em que as vacas voavam! Só falta suplicar às pessoas que me rodeiam para terem peninha de mim, que sou uma coitadinha. Mas que raio me deu?! Coisa boa não foi... É urgente que o bicho me passe. Credo.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

já me sinto uma sex bomb e tudo*

Fui alvo de piropos por parte de um grupo de alunos do quinto ou sexto ano, logo no primeiro dia de aulas. Não hei eu de me sentir já especial, uma autêntica celebridade, com tamanha atenção...! Uma pessoa fica imediatamente maravilhada! Ah, rica escolinha, que saudades que tive.

 

*Para os menos atentos, todo o conteúdo desta publicação foi escrito com bastante ironia. Vejam lá, não me levem a mal, que eu (ainda) não sou pedófila.

segunda-feira, 19 de março de 2012

inspiração? sim, sem dúvida!

   Hoje, pela primeira vez na vida, sinto que marquei alguém. Sinto-me verdadeiramente realizada.

   No âmbito da Semana da Leitura do colégio que frequentei, desde a pré-primária até ao nono ano, a minha antiga professora de Língua Portuguesa convidou-me para ir falar aos alunos de sexto ano dela sobre a minha experiência enquanto leitora, mas também como escritora. É certo que a minha "carreira" na área se resume, modestamente, a uns quantos prémios literários, a este blogue, à minha participação na revista Fórum Estudante e, sem dúvida, a muita determinação e sonhos para o futuro.
   No entanto, tenho a satisfação de confirmar que, hoje, consegui entusiasmar alguns potenciais artistas da escrita. Tentei representar, durante curtas horas, um exemplo que eles poderiam considerar seguir ou, pelo menos, alguém em quem se revissem. Eu própria me revi nalguns deles. Em certos casos, notei na insegurança, na ânsia de se afirmarem, mas sem o conseguirem por receio do que os colegas poderiam dizer... Noutros, identifiquei exactamente o que me fazia recuar ou ter medo. Ainda assim, agora que os observo a partir do exterior, reconheço que todas estas inibições fazem parte do nosso percurso, do nosso crescimento e da nossa entrada na adolescência. Cada um destes miúdos - se é que os posso chamar de miúdos, visto nem serem muito mais novos que eu - precisa apenas de se conhecer e encontrar algo que o defina.
   Quando eu tinha a mesma idade (onze, doze anos...) não percebia onde me poderia incluir. No grupo dos fixes? No dos renegados? Então, escrevia sobre isso. Aos poucos, fizeram-me ver que essa era a peça que me faltava encaixar no puzzle que eu ainda não entendia completamente. Construí, então, uma personagem para mim, em torno dessa característica. Eu era capaz de fazer algo melhor do que a maioria - escrever. Resumidamente, integrei-me e aprendi a aceitar-me. Todos nós somos diferentes e não nos devemos deixar rotular.
   Em grande parte, agradeço à pessoa que me incentivou desde o início e que, praticamente sete anos depois, continua a acreditar em mim - a professora Antónia. Se, um dia, já fui sua aluna, já outros o foram e muitos mais ainda o serão; no final, seremos todos uns sortudos por ter tido alguém tão dedicado a ensinar-nos, não só a matéria do livro, como também importantes valores morais, como a amizade, a cooperação e a disponibilidade para com os outros. E, por isso, agradeço igualmente o seu generoso convite e a manhã bem passada na sua companhia e dos seus queridos - uns, mais indisciplinados que outros - alunos. 
   Já agora, professora, peço desculpa por algum menos apreciável erro de gramática ou pontuação neste pequeno texto, caso o venha a ler. É bem provável que, a certa altura, tenha sentido uma enorme (e inconsciente) vontade de corrigir qualquer coisinha.
   Esta manhã, havia quem me perguntasse onde procurava inspiração para escrever. A minha resposta é a seguinte : a momentos como estes que partilharam comigo.
   Um enorme OBRIGADA pela experiência de hoje. Foi especial.