quinta-feira, 9 de maio de 2013
Desde o início do início dos inícios
terça-feira, 7 de maio de 2013
Ânimo blogosférico (ou falta dele)
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Dos outros #26
As palavras mais simples, mais comuns,
As de trazer por casa e dar de troco,
Em língua doutro mundo se convertem:
Basta que, de sol, os olhos de poeta,
Rasando, as iluminem.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Não é um bloqueio criativo, é a procrastinação!
domingo, 17 de março de 2013
dos outros #20
sábado, 5 de janeiro de 2013
Uma verdade que tem de ser dita
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Escrever por escrever sobre escrever
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
A minha primeira prenda de Natal deste ano
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
a ranhosa da Beatriz

Sr. Pedro Chagas Freitas,
Acho que o senhor só está a complicar o que é simples. Eu nunca precisei dos seus cursos para aprender a usar vírgulas. Bastou a minha professora do 5º ano ensinar-me que só precisamos de nos guiar pela entoação com que falamos para que consigamos escrever um texto gramaticalmente correcto. Se soubermos falar, também sabemos escrever, dizia-me ela. E, se as pessoas não souberem falar, o que será delas nas ocasiões mais banais do dia-a-dia?
Já agora, a sua é uma das piores publicidades que vi nos últimos tempos. Nota-se logo que, com tanta falta de modéstia, quer impingir os seus cursos à força toda a um público que julga minimamente estúpido, dado o discurso que nos prega. Vá mas é pregar para outra freguesia, amigo! Pare de se intitular o "Mourinho da Escrita Criativa", porque ela é isso mesmo: criativa. Se me apetecer encavalitar vírgulas, pontos de exclamação e travessões, isso é cá da minha conta!
E, no entanto, como eu sou muito solidária para com os outros (cof, cof), ainda o ajudo na sua demanda pelas vírgulas, através da minha ranhosice, já viu?
Votos de boa sorte,
Beatriz
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
dos outros #13
"Sei que nos mandam escrever sobre aquilo que conhecemos, como se alguma vez pudéssemos escrever sobre o que conhecemos, como se conhecer fosse o essencial, quando o essencial é o desejo."
Joanne Harris, O rapaz de olhos azuis
terça-feira, 6 de novembro de 2012
gosto #1
(Escrito em Agosto; na altura, esqueci-me de o publicar.)
Gosto de escrever, falar, comunicar, argumentar, enfim, gosto de me expressar. Gosto do fluir da caneta no papel ou do insistir das teclas que registam cada pensamento como se fosse o último, quando a musa o permite, e de medir o tamanho das minhas ideias pela quantidade de palavras.
Gosto de barras de chocolate, de cereais de chocolate, bolos de chocolate e gelados de chocolate, principalmente quando comidos à beira-mar ou na companhia dos meus amigos.
Gosto dos meus amigos e de os ter por perto, gosto de os ver sorrir. Gosto que eles sintam que os quero apoiar e proteger, apesar de nem sempre ser possível. Gosto da minha família de sangue, das minhas famílias emprestadas e dos meus animais de estimação – três cães, dois gatos e uma tartaruga – tal como gosto de ser a prima mais velha e encher os mais novos de mimos, antes que eles cresçam e passem a rejeitá-los.
Apesar de gostar das férias, também gosto muito do tempo de escola, porque tenho gosto em aprender e em sentir-me motivada e valorizada. Gosto de voleibol, de basquete e de dança, mas vivo bem sem a ginástica ou o futebol.
Há livros de que gosto mais e outros que dispenso. Gosto de crónicas, blogues, sarcamos, ironias, de pessoas normais que escrevem como génios e de génios que escrevem como pessoas normais. Gosto de José Luís Peixoto, de José Saramago, de Inês Botelho e de Rui Zink. Gosto ainda da J. K. Rowling, da Stephenie Meyer, do C. S. Lewis, do Christopher Moore e da Meg Cabot.
Gosto da minha maneira de ser e do meu irritante optimismo. Gosto de saber que sou a amiga parva e absurdamente extrovertida que é capaz de fazer figuras no meio de qualquer sítio. Gosto mesmo de as fazer! Gosto de ser criança e de, aos poucos, ir assumindo responsabilidades, direitos e posturas de adulta, tal como de ver o futuro de uma perspectiva risonha, apesar dos tempos difíceis por que estamos a passar.
Gosto de ter cuidado antes de atravessar a rua, quando desço escadas ou quando me apaixono. Gosto de gostar de alguém, mesmo que não valha a pena por não ser correspondida, porque a lamechice de que sou vítima sempre rende alguns textos. Gosto de me sentir protegida, pelo que é óbvio que gosto de abraços, em grau de preferência consoante o “abraçador”. Acho que também gosto de beijos e beijinhos, principalmente se forem completamente inesperados. E de dar a mão.
Gosto de palavras ditas com boas intenções, de declarações inesperadas e, por vezes, de surpresas.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
disciplinas para as quais não nasci
Pensei que gostava de Matemática até ao sétimo ano. Tinha sempre notas muito boas e resolvia os problemas todos com uma perna às costas, sem sequer estudar muito. Desde então até ao nono ano, fui descobrindo a minha aversão a contas e equações e probabilidades e o raio que as parta. No décimo ano, cheguei a criar alergia à ligeireza de MACS, sofrendo constantemente com cálculos e métodos simples e, aí sim, eu tive a certeza de que os números não eram a minha praia.
E por que fui eu para Línguas e Humanidades? Não escolhi esta área apenas pelo meu gosto por ela, mas também pelo facto de que as ciências, a partir do oitavo ano, deixaram de me dizer o que quer que seja, culminando tal sentimento de indiferença em terrível frete, um aborrecimento. Apesar de, no básico, Ciências Naturais e Físico-Química terem sido as disciplinas em que obtinha melhores resultados (a par da Matemática, apenas ultrapassadas pelo Inglês), recusei-me a dar ouvidos a quem me tentou dissuadir da minha vocação. Antes preferia não encontrar trabalho com um canudo de algo que me satisfizesse intelectualmente do que acabar a minha vida num hospital, com o peso de outras vidas nas mãos, ou num laboratório, a escrever relatórios infindáveis sobre isto e aquilo. Para muitas pessoas, tal poderia funcionar, mas não para mim!
Depois, já no secundário, iniciei-o com um professor de Filosofia que conseguia preencher todos os requisitos da incompetência. Sou sincera: não me lembro de patavina da matéria que o homem me tentou ensinar. Nada. Nicles. Niente. Nothing. Escapei-me com um 17 porque ele até devia gostar de mim. Hoje em dia, o meu décimo ano de Filosofia é como um vazio no meu cérebro. Em compensação, no décimo primeiro apanhei o professor mais rígido da escola, aquele de quem todos falavam com um enorme respeito e, talvez, receio. Acabou por ser (e ainda é, porque, este ano, tenho-o a Psicologia) um dos melhores professores que alguma vez tive. Ainda assim, só me deu 15 no final do terceiro período. Eu mereci e descobri que não presto para a Filosofia. Gosto de ler sobre alguns dos assuntos que aborda, mas não de os estudar e dissertar sobre eles por obrigação. Este ano, voltei a inscrever-me, na esperança de subir a nota, e tenho como professora alguém que não nasceu para a Educação. Menos mal - agora, quero é reaver o meu 17.
Se me perguntarem quais as piores disciplinas de sempre, a minha resposta será, deste modo, qualquer uma das ciências experimentais ou Filosofia. Admiro profundamente quem nasceu com aptidão para elas e tenho pena que nenhuma me agrade. No final do dia, do que eu gosto é das línguas, de escrever livremente e de analisar de maneira subjectiva o que me rodeia.
