Ora então, os professores estão a planear uma greve geral para o dia 17 de
Junho de 2013, mais conhecido por estas bandas como o Segundo Dia de Maioridade
da Beatriz e Dia de Exame Nacional de Português. E sabem o que eu digo?
Apoiado, apoiado!
Não, eu não apoio esta ideia porque, assim, me livro do exame
nacional. Não, senhora. Isso seria parvo visto que, mais cedo ou mais tarde,
terei de o fazer, tal como toda a gente que deseje minimamente acabar o ensino
secundário regular. Também não a apoio porque, caso ela chegue realmente a
acontecer, não terei de estudar no dia anterior, ou seja, no meu dia de
aniversário – há uma coisa que se chama organização e eu não arrastaria o
estudo até à última da hora, mesmo que a data não significasse nada para mim.
Eu apoio esta ideia porque, finalmente, os professores (classe
profissional que eu muito admiro) ganharam juízo e aprenderam a fazer chantagem
com quem está no poder e lhes f*de - desculpem lá a “intensidade” do meu
discurso – o emprego, os salários, os horários e outros aspectos vários, como
se a sociedade (em particular, a portuguesa) não precisasse de professores, que
isto é um povo de autodidactas e gente super interessada em obter conhecimento,
não se ‘tá mesmo a ver?
Portanto, não se alarmem, caros leitores e colegas. Estejam
descansados, pois ninguém há-de ficar sem o exame feito, haja ou não greve de
professores a 17 de Junho. Deixem-nos apenas expressar a sua indignação, tal
como a Constituição (ainda) lhes permite.