LETRA
(com pertinentes chamadas de atenção)
Entrei fora de mão
Fiz a maior confusão
Correndo no passeio
Foi como um tiro certeiro
Do outro lado da portagem
Vi alguém disse-lhe adeus
Queria eu seguir viagem
Falei-lhe não respondeu
Está tudo bem (então não está?!)
Tudo bem
Mesmo que os outros nos olhem com desdém (exemplo: toda a gente)
Está tudo bem, tudo bem
De vez em quando
Todos somos uns bons filhos da mãe (principalmente vocês)
Parei no apeadeiro
Tudo tinha para ver
Vi-te logo a ti primeiro (que macabra sorte a nossa!)
Aqui ficas a saber
E seguindo o meu caminho
Perco-me antes de chegar (antes fosse...)
Por ali fico eu sozinho
Com ganas p`ra te encontrar (...)
Posso esconder-me no escuro
Encostar-te à parede (ai, não...)
Esbarrar-me contra um muro (pois podiam esbarrar-se... mortalmente)
Faço trapézio sem rede (também serve)
Se depois de tudo isto
Não consegues entender
Melhor fora não ter visto
Não te dares a conhecer (nem às nossas pobres bolsas!)