Vou tentar ser breve e clara:
fico contente por, finalmente, a mentalidade retrógrada da sociedade portuguesa
estar a dar mostras de uma ligeira desretrogradização,
mas continuo a achar que a aprovação da coadopcão por casais homossexuais
ainda revela muito trabalho pela frente, muito debate, muita polémica, enfim,
muito título de jornal e ruidosas manifestações pela igualdade.
A meu ver, a coadopção das
crianças só as vai "confundir" desnecessariamente. Com que então, têm uma mãe e dois pais, ou um pai e duas mães? Não acham mais simples darem-lhes somente
dois pais ou duas mães, um núcleo familiar bastante mais sólido? Nem os cartões
de cidadão têm espaço para o nome de tanta gente! Ou, piadas à parte, por que é
que a criança há-de estar registada e identificada tendo como pai/mãe uma pessoa que acaba por lhe ser desconhecida, quando deviam era constar apenas os nomes
daqueles que a amam realmente e que a estão a criar como sendo do seu sangue?
Deixo a questão em aberto.
