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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A música que o Governo, o FMI e a União Europeia nos dedicam, secretamente


LETRA
(com pertinentes chamadas de atenção)
Entrei fora de mão
Fiz a maior confusão
Correndo no passeio
Foi como um tiro certeiro

Do outro lado da portagem
Vi alguém disse-lhe adeus
Queria eu seguir viagem
Falei-lhe não respondeu

Está tudo bem (então não está?!)
Tudo bem
Mesmo que os outros nos olhem com desdém (exemplo: toda a gente)
Está tudo bem, tudo bem
De vez em quando
Todos somos uns bons filhos da mãe (principalmente vocês)

Parei no apeadeiro
Tudo tinha para ver
Vi-te logo a ti primeiro (que macabra sorte a nossa!)
Aqui ficas a saber

E seguindo o meu caminho
Perco-me antes de chegar (antes fosse...)
Por ali fico eu sozinho
Com ganas p`ra te encontrar (...)

Posso esconder-me no escuro
Encostar-te à parede (ai, não...)
Esbarrar-me contra um muro (pois podiam esbarrar-se... mortalmente)
Faço trapézio sem rede (também serve)
Se depois de tudo isto
Não consegues entender
Melhor fora não ter visto
Não te dares a conhecer (nem às nossas pobres bolsas!)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Poucaterra um caraças!

Como assídua utilizadora das suas infraestruturas, venho por este meio evidenciar o ultraje que sinto pela falta de tacto dos Comboios de Portugal na planificação e construção das estações. Ora vejamos: é certo que a estação de Coina (onde passam maioritariamente comboios da Fertagus - aquela ao pé da recta com o mesmo nome, com a fama que vocês já lhe conhecem) é bastante movimentada e, portanto, é legítimo que tenha um café e uma churrasqueira (com esplanada), bem como, porque não?, uma loja de acessórios de moda. Quanto a isso, tudo bem. Mas, agora tentem lá explicar-me, por que raio existe somente um café absurdamente ranhoso na estação de Setúbal, onde só podemos estar à bancada ou em mesas altas, sem cadeiras, e onde estão sempre plantados homens de meia-idade, cada um com um ar mais suspeito do que o anterior (possíveis pedófilos...?), barba por fazer e linguagem futebolística permanente? Afinal, Setúbal é a capital do distrito e uma cidade enorme, enquanto a sua estação de caminhos-de-ferro não só serve a Fertagus, mas também todos os serviços da CP, merecendo umas condições melhorzinhas, não é verdade? (E não se esqueçam de ampliar as casas-de-banho, se não for pedir muito!) 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Como sair da Friendzone

No Verão, quando estive em Braga, vi vários episódios da série "Friendzone" da MTV, uma vez que a única alternativa que tinha era subjugar-me aos gostos televisivos da minha prima. Já conhecia o programa, já conhecia o método do organiza-me-um-blind-date-que-afinal-é-para-ti e nunca entendi muito bem qual era a sua piada. Mas pronto, uma pessoa até engole aquilo das declarações repentinas e inesperadas, principalmente se ninguém for rejeitado a meio do processo.
Ainda assim, cada vez fico mais céptica quanto à legitimidade de tais situações. Quer dizer... ah e tal, tenho muita vergonha de dizer-te o que sinto por ti, por isso vou mas é declarar-me em frente das câmaras para um reality show transmitido a nível mundial, em que, se isto correr para o torto, milhares de pessoas poderão ver-te a dar-me uma tampa. Não encontro o mínimo sentido nisso. Pela lógica da batata, se alguém tem dificuldade em expressar os seus sentimentos, tenta fazê-lo de uma maneira mais recatada, não expondo-se internacionalmente, DE TODO, certo?

Certo...?!

O método da MTV é do mais foleiro possível e, pessoalmente, acho que se alguém se me declarasse desse modo, eu mandava-o era plantar couves. Mas que noção de privacidade é esta, expondo a vida pessoal perante o mundo inteiro? Ainda por cima, depois da declaração, o loved one ou fica "fixe, também sinto o mesmo por ti, e agora espetava-te uma granda beijo e declamava-te seis mil poemas de amor, mas é estranho ter de o fazer em frente de uma equipa de filmagem inteira", ou fica "e agora, como é que te rejeito impiedosamente sem parecer que te estou a humilhar à escala planetária?". Não acham isso muito mais complicado do que uma pessoa declarar-se simplesmente num momento íntimo, sem pressões?! Enquanto alguém que já saiu da friendzone (felizmente, com resultados positivos), após algum tempo a tentá-lo, pela maneira natural e sem a (des)ajuda de terceiros, não compreendo como é que dezenas de jovens acham que precisam de um programa de televisão para conseguirem conquistar o loved one. A sério que não compreendo essas cabecinhas (não) pensadoras...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Um final alternativo para a Anna Karenina

Lembram-se de vos contar sobre a minha curiosidade acerca do romance "Anna Karenina", de Léo Tolstói?  Na altura, tinha muita vontade de ler o livro e de, a seguir, ver o filme, que tinha acabado de sair nos cinemas. Então, para começar, requisitei mesmo o livro na biblioteca da escola e tentei, como qualquer leitor ferrenho, embrenhar-me na história e dissolver-me em realidades alheias. Infelizmente, não o consegui. Faltava-me o ritmo de leitura e até pensei que fosse culpa minha. Parei por diversas vezes durante dias, sem lhe nutrir o mínimo carinho (quem lê muito e gosta sabe ao que me refiro). Era um livro aborrecido, mas eu ainda cheguei a atribuir-me as culpas de assim o encarar. Consegui ler cerca de 120 ou 140 páginas, até desistir por completo. Concluí que não havia maneira de a culpa ser minha. Eu gosto de ler - o Tolstói é que não soube prender-me. Afinal, qualquer leitor, por mais dedicado que seja, tem todo o direito de ler apenas o que lhe convém. A mim, tal como numa relação amorosa menos favorável, convinha-me partir para outra... outro livro, neste caso. Na semana passada, entreguei o "Anna Karenina" e redimi-me com o "A Sombra do Vento", de Carlos Ruiz Záfon, uma relíquia para quem aprecia vários estilos de narrativa e de enredo (mistério, amor, História, ...) num único romance. Esse marchou todo de uma debandada, e só não o terminei mais cedo porque tive de estudar e de fazer trabalhos. Não, o problema, no fim de contas, não era meu - confirmava-se.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A culpa não é da Pépa

À semelhança da maioria dos bloggers que se têm insurgido sobre o assunto, também eu concordo que não há nada de chocante no discurso da Pépa que não seja o seu horrível sotaque à menina-bem e a quantidade de vezes que repete, aleatoriamente, a palavra "tipo" (além de que, pessoalmente, a acho extremamente parecida a uma rapariga da minha turma, uma autêntica figurinha, o que é bastante hilariante).
Acho, pelo contrário, que as pessoas estão a dar demasiada importância à felicidade alheia. Sim, porque a rapariga parecia estar bastante satisfeita com a sua vida, realizada pessoalmente e no trabalho. Estas maledicências são apenas o produto de muita mesquinhez à la 'tugas, que parecem não ter mais nada com que se preocuparem senão com a falta de dom para a retórica de miúdas de vinte anos.
Sabiam que 100 mil funcionários públicos, incluindo 50 mil professores, estão em risco de serem despedidos sem qualquer indemnização? Sabiam que ainda não se sabe, em Janeiro!!!, qual vai ser a carga fiscal a ser aplicada nos impostos deste ano? Sabiam que hoje, em plena Assembleia da República, dois deputados se iam comendo vivos, já para não falar das respectivas bancadas partidárias e de que cenários como este não são pontuais, mas sim diários? Sabiam que, após a divulgação destas e de outras péssimas notícias, ainda houve um grupo de políticos e pseudo-figuras do panorama nacional que se riram na cara dos jornalistas, quando confrontados com a reacção do "povo" em relação às novas medidas de austeridade?! Não, a maioria das pessoas que andam a gozar com a Pépa nem sequer consegue ver o telejornal se não for para saber do bom do futebol, que o pontapé na bola é que é interessante e decide quanto dinheiro é que se tem ao fim do mês para alimentar os filhos, principalmente se for logo seguidinho de uma extremamente educativa Casa dos Segredos (o cumular de toda a javardice e labreguice nacional e arredores).
Jamais nos devemos esquecer de que quem se anda a preocupar com a Pépa, a melhor distracção que poderiam arranjar para o dia de hoje em particular, é quem também está em risco de perder o seu emprego, se é que já não perdeu, ou até os filhos dessa gente, a quem o futuro se assemelha a uma noite de nevoeiro cerrado, de tão escuro e imprevisível que se apresenta.
Enquanto as Pépas deste país têm roupinha bonita para vestir, um emprego na área da sua formação e o desejo de ter uma mala de 1000€, mesmo que sejam apontadas como escalabrosas e inconvenientes dada a situação económica internacional, quem lhes nutre dor de cotovelo continuará infeliz, sempre infeliz, com o sonho medíocre de dar umas cambalhotas com o João Mota e ter umas botas Timberland falsificadas, compradas na feira de Carcavelos. Pensem nisso.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Relações e relações

   Apesar da escassa experiência de vida que me precede, já assimilei um bom par de conclusões que me permitem opinar sobre meia dúzia de assuntos. O das relações é um deles, mais por observação do que realmente por vivência.
   Do meu ponto de vista, existem diversos tipos de relação, dentro das amorosas. Há quem siga a filosofia do “é para sempre”, quem estipule, logo de início, um prazo de validade e até quem prefira ficar na ignorância, não ligando à duração, mas sim à intensidade. Também há quem prefira manter uma relação à distância, por mero acaso ou porque assim o deseja, e há quem não consiga estar a dez centímetros do seu loved one por mais de três minutos.
   E, infelizmente, poucos são os casais, principalmente os mais jovens, que conseguem manter uma relação relativamente pacífica, sem muitas discussões ou complicações. Parece-me, mais uma vez segundo a minha quotidiana análise de quem me rodeia, que é quase certo, pela opinião geral, que quem namora, casa ou está íntima e romanticamente relacionado tem de discutir obrigatoriamente e que os que não o fazem ou são um milagre ou vivem nas histórias de encantar. Os conflitos dentro das relações estão cada vez mais vulgarizados e ninguém encontra uma ponta de anormalidade nisso.
   Digo-vos que não sou santa nenhuma e já tive uma relação que contemplava praticamente toda a podridão que poderei já ter descrito ou poderei vir a descrever neste texto. E o mais “engraçado” é que, na altura, eu não conseguia fazer nada que o contrariasse, pois estava viciada no ambiente de constantes discussões e conciliações, alheia ao resto do planeta. Só sabia lamuriar-me. Mas, agora, com a cabeça fria e passado algum tempo desde o sucedido, considerando o meu “eu” de então uma miúda bastante parvalhona, esta coisa das relações problemáticas apresenta-se-me um bom tema para discutir mais objectivamente.
   A pergunta-chave que me coloco é a seguinte: porque haverá de ser “certo” que um casal tenha de discutir? Outra pergunta: numa relação, não é suposto haver entendimento mútuo? E outra: porque é que quem se encontra numa relação (demasiado) problemática não luta contra isso ou, pelo menos, se esforça para o evitar?
   Quando questiono ou simplesmente observo outras pessoas da minha idade, a maioria é da opinião de que, a certo ponto, um casal tem de discutir, porque nem tudo são rosas numa relação. O mais dramático é que uma grande parte dessas relações em questão, sobre as quais incido o foco principal, nem são muito sérias – são “apenas” romances juvenis. E o primeiro problema que lhes encontro é exactamente o serem levados com demasiada seriedade. Não estaremos nós, adolescentes, a trocar as nossas prioridades? Até mesmo adultos que fôssemos... Uma relação não deveria ser algo agradável? É que eu não vejo agradabilidade nenhuma em discussões e implacáveis cenas de ciúmes! Aposto que nem eu nem ninguém… Para problemas, já chegam os que são inevitáveis, quanto mais aqueles de que nos podemos escapar voluntariamente. Não digo que um casal não tenha os seus arrufos pontualmente. Arrufos são arrufos; andarem quase à pancada, a acabarem e a reatarem durante meses a fio, é uma parvoíce. Mesmo nas discussões, não há necessidade sequer de levantar a voz – muito pelo contrário, isso só piora a situação.
   E, se pensarmos bem no assunto, o problema de raiz reside em algo bastante rudimentar, mas que, ainda assim, tem vindo a perder o seu valor: o respeito. Uma relação, não interessando o seu carácter, não resulta sem que haja o mínimo de respeito mútuo. Não é preciso ter-se muita experiência de vida para o saber. É o respeito à outra pessoa que nos impede de lhe mentir, ludibriar ou tratá-la indevidamente, seja de que maneira for. Sem respeito, nunca nos pesará a consciência para nada. Os problemas da relação acabam por nos ser indiferentes, por não termos nada em conta senão o nosso próprio umbigo.
   Não é necessário amor para haver respeito, mas é preciso gostar-se minimamente de uma pessoa para se ter uma relação com ela e, quem gosta, respeita (julgo eu). As palavras não chegam e os actos justificam-se a si próprios, quer para o bem, quer para o mal.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Atirem-me lá pedrinhas

Acho que as pessoas que dizem que o Tumblr de fulano X ou Y é "liiiiindo" de certeza que:
a) não têm classe;
b) são (estupidamente) ignorantes;
c) nunca apreciaram a devida beleza de uma obra de arte a sério.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Teorias sobre o "ÉS TODA BOA!"


Os dispositivos de avaliação do sexo feminino de alguns rapazes e homens deixam-me certamente intrigada. Suspeito de que estejam corrompidos e a razão transcende-me.
Depois de alguma observação no que toca ao que eles gostam ou não gostam no corpo de uma mulher, chego à conclusão de que as opiniões nem sempre convergem. Obviamente, uns gostam mais da morenas do que das loiras, ou preferem as altas às baixas, ou têm tendência a apreciar melhor um bom par de mamas que um bom traseiro (e vice-versa)… Sim, isso é certo. Cada um com as suas taras.
Mas, opiniões à parte, acho que um homem a sério deveria realmente saber distinguir a fruta de má qualidade da de boa. Ou seja, saber distinguir uma mulher bonita de uma mulher feia; uma mulher bem feita, proporcionada, de uma que, apesar de ter sido abençoada num determinado atributo, ele não condiz com o resto; reconhecer umas boas pernas, trabalhadas e elegantes, ou meros pauzinhos andantes, charolas trangalhadanças; reconhecer feições delicadas e reconhecer feições grosseiras, por muito apetecíveis que os lábios extremamente carnudos sejam; não se deixar encantar totalmente por olhos de cores exóticas, só porque sim…
No entanto, parece-me que há imenso badameco por aí com falta de jeito para apreciar o que merece ser apreciado. De um ponto de vista estritamente objectivo, não me venham dizer que fulana A, B ou C é boa (comó caraças!) ou que é o cúmulo do atraente, quando a moça até nem é assim tão vistosa consoante fazem entender. Como a minha avó costuma dizer, “antigamente, os homens gostavam era de tornozelos finos, perdiam-se por eles!”. Eu cá digo que umas boas trancas com rabos propensamente celulíticos e pés de porco, gordos e, já agora, com dedos feios, constituem um dos pratos mais cobiçados fisicamente na actualidade.
É que nada disto tem que ver com o terreno do subjectivo, onde cada um prefere o que prefere. Até podemos preferir ouvir rockalhadas ou popzadas a música clássica; porém, não devemos deixar de reconhecer o mérito dos grandes compositores, como Mozart, Chopin ou Beethoven, lá porque os produtores da Britney Spears fazem bons refrões que memorizamos facilmente. Até podemos preferir jantar no MacDonald’s do que no restaurante ali da esquina, mas continuamos cientes de que a comida mais saudável não é servida em cadeias de fast food. Até podemos gostar das parvoíces que a Margarida Rebelo Pinto escreve, mas o que nós devíamos seriamente pensar em ler são as obras do Saramago.
Portanto, desse modo, mesmo que o Indivíduo X namore ou case com a Miss Piggy, não terá o direito de negar a beleza singular da Pocahontas a quem meteu os patins, não é verdade?

***

A 27 DE ABRIL DE 2013: votem pelas vossas preferências no físico masculino aqui e consultando esta publicação.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

"O Hobbit"

Não gosto nem nunca gostei de filmes demasiado compridos. Para mim, duas horas de duração já é muito e, se as excederem, começam a perder o interesse. Talvez eu me aborreça facilmente!
Hoje, fui ver "O Hobbit" e sei que não serei a primeira a mostrar-se bastante desapontada. Já tinha lido algumas críticas e opiniões de amigos que o apontavam. É um filme com cerca de duas horas e meia (ou mais!) e as cenas são demasiado longas para o meu gosto. Parece que os diálogos nunca mais acabam e a dinâmica perde-se um bocado... ou um bocadão. A partir do início, comecei logo a perceber que isso iria acontecer e que - PIOR - a história não acabaria neste filme. A aventura que se nos apresentava dava pano para mangas. "Voltem para o ano!", gritou o final em aberto. Pois... Mais tarde, pensarei no assunto. 7 valores em 10 (e estou a ser mais benevolente que o meu namorado, que deu 6).

sábado, 15 de dezembro de 2012

Marquemos a diferença! - #Blog Action Day

   Vivemos num mundo enorme e, à partida, representamos algo quase invisível nele. Há quem acabe por se subestimar a si mesmo e ao próximo no meio desse mar de gente, cidades e culturas, mas também há quem saiba dar valor a cada recurso humano existente. E é principalmente desse tipo de pessoas sobre quem desejo escrever desta vez.

 

   A nossa sociedade encontra-se em constante mudança. Nem sempre foi bem assim, é certo, pois as tecnologias vieram aproximar-nos uns dos outros, facilitando a comunicação à distância, logo, a constante adesão e difusão de ideias com os mais diferentes conteúdos

   Tenho um blogue – este – porque gosto de transmitir a minha mensagem, seja ela qual for, sobre o que for. Gosto de saber que, ao fim do dia, existe alguém a concordar ou a discordar de mim mas que, apesar de tudo, e o mais importante, tomou conhecimento da minha opinião. Em muito pequena escala, penso que poderei chamar a este processo “tentar fazer a diferença”. Em primeiro lugar, é aqui que exponho os meus valores e opiniões; em segundo, estou certa de que estarei a incentivar outros, indirectamente, a exporem os seus também, nem que seja intimamente – o que já não é nada mau! Possuir opinião sobre algo é extremamente importante! Todos nós temos uma voz e todos nós devemos usá-la, nem que seja uma vez na vida! Até enquanto escrevo estas palavras tenho o objectivo de colocar este assunto em reflexão para quem as lerá, mais tarde…!

   Não digo que seja preciso ter um blogue público para que tentemos fazer a diferença. Longe disso! Existem imensas maneiras de deixar a nossa marca no mundo, sem nos limitarmos a ser mais um indivíduo de tantos outros biliões com as mesmas características. Eu própria não encaro a Internet como o único meio para atingir tal fim, apesar de se tratar de um instrumento imprescindível na divulgação de informação na actualidade, assim como para tornar a nossa voz audível.

   Fazer a diferença pode começar pela iniciativa própria. Devemos perguntar-nos o que podemos nós alcançar com as nossas capacidades? Sem vontade, nada se concretiza, pelo que devemos analisar-nos criticamente. Por vezes, mais valem actos pequenos e de bom coração do que grandes demonstrações sem significado. E o dinheiro?! Ele também é importante, sem dúvida, mas não vejo por que razão não haveremos de cumprir os nossos objectivos sem ele, se temos realmente vontade e uma voz que sabemos usar, que nos guia e que nos permite interagir com o mundo. Podemos fazer voluntariado, tentar auxiliar alguém em momentos menos felizes, lutar por uma causa digna de ser colocada em relevância, entre tantas outras acções que, simples ou não, demonstram a nossa vontade.

 

   E um bom método para começar a tentar marcar a diferença é, como já referi, pensar em pequena escala.

   Eu, por exemplo, prefiro tomar mais atenção, em primeiro ligar, à comunidade em que me insiro. Sou uma cidadã portuguesa, jovem e estudante, pelo que me concentro maioritariamente no panorama de Portugal, na actual conjuntura económica e política (e na crise, presente não só nesses domínios, como também, por consequência, em toda a realidade nacional, seja na Educação, na Saúde, na Justiça, …) e no que o futuro no meu país me poderá reservar ou recusar. Se sou directamente influenciada pela minha comunidade, tomarei mais atenção, evidentemente, ao que se passa dentro dela.

   Porém, como é igualmente óbvio, não me deixo de preocupar com o exterior, dado que é ele que influencia, em grande parte, a realidade em que vivo. Procuro manter-me informada sobre uma data de temas sobre os quais convém qualquer cidadão minimamente consciente estar informado. Não deixo de tomar atenção às situações de guerra entre povos e as suas motivações; não deixo de me sentir sensibilizada com a falta de condições de vida (fome, trabalho precário e analfabetização são apenas algumas) nos países subdesenvolvidos, que tanto são explorados por nós, os países desenvolvidos; não deixo de me sentir escandalizada com os crescentes problemas ambientais, ignorados pela sociedade consumista e capitalista onde eu própria me insiro; não deixo de me sentir insultada pelas desigualdades que persistem em certas sociedades, porque todos os Homens merecem o mínimo de respeito, sejam de que género, religião ou raça forem.

   Mas, repito – por agora, a minha área de possível influência no mundo cinge-se apenas à minha comunidade, ou seja, Portugal e, no máximo, a Europa. E pode ser que, um dia, eu consiga que a minha voz e a minha vontade cheguem para batalhar não só pelo que me é mais próximo, como também por todo o mundo, um pedacinho de cada vez!

   Já nem digo todos, mas se uma parte de nós - cidadãos do mundo com capacidade e vontade para deixar uma marca indelével em toda a imensa comunidade que nos rodeia – se juntar, em nome de uma realidade mais favorável e sustentável, em nome de uma sociedade que não se esqueça de ninguém, mesmo que a sua voz seja, porventura, mais fraca ou inaudível no meio da multidão, julgo que poderemos transformar o Planeta Terra num local ainda mais desejado e amado do que ele já é.

   Através da minha voz, continuo a almejar fazer a diferença.

Beatriz Canas Mendes, Portugal

October 15th, 2012

Blog Action Day #powerofwe

TRANSLATE HERE

 

 

 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Taylor... is that you?!


Quem conhece o trabalho da Taylor Swift deve estar tão atrapalhado quanto eu, se também viu o novo videoclipe da música "I Knew You Were Trouble". Não sei quanto a vocês, mas eu não gostei. No mínimo, fiquei apreensiva. Acho que o único aspecto que me agradou foi o novo visual dela, com o cabelo mais curto e roupa descontraída. De resto, nada fez sentido. A começar naquele monólogo inicial, um prólogo bem ao estilo Twilight, tal como a Bella costuma fazer no início de cada narrativa/filme, e a acabar no enredo da história "contada", não antes de passar pelo rapazinho todo rockeiro e rebelde, cheio de tatuagens foleiras, não me pareceu que tivesse saído algo muito coeso. Talvez eu esteja demasiado habituada ao estilo clássico e romântico dos videoclipes da Taylor Swift, talvez este tenha saído mesmo mal. Desta vez, não engoli. Desculpem lá qualquer coisinha...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A cena de se ser filho único

Ser filha única é moderadamente fixe. Tanto me queixo eu, que não tenho irmãos, como outra pessoa qualquer que os tenha, pois haverão sempre benefícios e desvantagens a apontar por ambos os pontos de vista.
Para mim, ser a menina do papá, da avó e da tia, com quem vivo, implica ter seis olhos atentos a cada passo que dou. O que um não observa, os outros não descuidam. Sei que sou muito mais protegida do que a maioria das pessoas da minha idade ou até mais novas. Se já me atrevi a dar um passo em falso, garanto-vos que correu quase sempre mal. Não há outra opção para mim que não a de continuar a viver consoante as expectativas. Nisso, considero-me uma adolescente submissa (apesar de a minha submissão ter melhores dias que outros, evidentemente… mas também sou uma miúda moderadamente calma).
Contudo, ser filha única não deixa de ser epicamente bom, trazendo as vantagens que traz - tal como sou o centro das atenções para o mal, sou-o igualmente para o bem, o que acaba por “compensar”: o orçamento da casa tem-me unicamente a mim em consideração; se fico doente, correm logo a encher-me de mimos e, se necessário, medicamentos (ou levam-me ao hospital sem se preocuparem com quem fica o resto dos filhos porque… não os há!); quando se trata de dar prendas, não há cá divisões de capital disponível (é tudo para mim, *riso maléfico não convincente*); não tenho de seguir nem de servir de exemplo a ninguém; só têm de se preocupar com uma reunião de pais na escola; “só” têm de pagar doze anos de escolaridade obrigatória; “só” têm de pagar uma universidade; há mais orçamento familiar para ter animais de estimação; morrerei com o coração virgem de sentimentos negativos fraternais; posso ter um quarto só para mim; no Inverno, o aquecedor é só meu; não preciso de partilhar… E a lista de egoísmos continua. Podem crer que sou uma daquelas filhas únicas mimadas até ao tutano.
Ainda assim, reconheço que a experiência de ter irmãos deve ser fascinante, pelo menos nalguns casos (não me refiro, claramente, àqueles que quase se matam durante uma mera discussão sobre peúgas). Na minha opinião, ter um irmão implica, num sentido muito figurativo, ter um coração maior. Afinal, ele é mais uma pessoa que existe para amarmos (e odiarmos, quando calha) incondicionalmente e que faz parte da nossa vida, quer queiramos, quer não. Os irmãos acabam por se compreender e apoiar entre si de uma maneira única: o “inimigo” é o mesmo, os desejos são idênticos e é sempre mais fácil entender e ser entendido por alguém que seja da nossa geração. Ser o irmão mais velho é aprender a ser paciente e generoso; ser o irmão mais novo é ter uma referência fiável sem ser as figuras paternais. Não é preciso ter irmãos para conhecer essa realidade.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Say what?

Apesar de não ser das bandas que mais ouço, sempre gostei muito dos Green Day. Penso que tiveram os seus altos e baixos mas que, nos últimos anos, têm mostrado ter alcançado a maturidade musical. O estilo de canções que criam não é demasiado agressivo, nem demasiado suave, tem boas letras e melodias, a voz do Billie Joe Armstrong é singular e existe coesão entre todos os temas e, atrevo-me a dizer, todos os álbuns (baseando-me nos que conheço, pelo menos).
Hoje, quando mudei para a MTV Music (aquela que transmite videoclipes 24 horas por dia, ao contrário da decadente MTV Portugal), apareceu-me o seguinte:


A minha reacção instantânea: "O QUÊ?! GREEN DAY E TWILIGHT?! ESTÁ TUDO MALUCO?!"
Não me censurem. Não desgosto de Twilight, mas... por favor, não me contradigam quando digo que não poderia existir no mundo uma mistura menos previsível. Se ontem me tivessem dito que a nova música dos GD fazia parte da banda sonora do Amanhecer, parte II, eu mandá-los-ia dar uma voltinha ao bilhar grande com um valente olhar de reprovação - estariam doidos? Ah, como se fosse possível. Mas foi... E não digo que tenha sido uma má estratégia de marketing, apenas me sinto confusa quanto a este "casamento" improvável. Depois disto, só falta a Tina Turner e a Cher começarem a contribuir para as bandas sonoras de filmes como Die Hard ou Velocidade Furiosa.

Recomenda-se!

Num país onde tanto bom escritor se vê mais reconhecido no estrangeiro do que na sua terra natal, esta é uma daquelas iniciativas maravilhosas e muito bem pensadas. Conheci a Biblioteca Digital do DN através de outro blogue e depressa me tornei uma fiel seguidora. Todas as semanas é lançado um conto novo assinado por um escritor português, dos mais velhos aos mais novos, dos mais conhecidos aos mais verdinhos, acompanhado de uma curta biografia. Foi assim que me apercebi da dimensão do trabalho destas pessoas e do quão pouca divulgação sobre a maioria delas existe em Portugal, apesar de terem diversos livros e contos traduzidos para uma sem-número de línguas. Depois, não admira que os portugueses só leiam verbos de encher, como são exemplo os livros da Margarida Rebelo Pinto - assim foram educados pela própria sociedade! O que esta Biblioteca Digital nos reserva é um pedaço da verdadeira literatura portuguesa do século XX e XXI, daquela que dá para rir, para chorar ou até chorar de tanto rir. Não interessa o tema nem o autor do conto que escolherem: julgo que não se arrependerão de dar uma breve vista de olhos. Será, por exemplo, uma boa maneira de ocuparem parte do vosso fim-de-semana!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Quando for grande...

Costumamos perguntar muitas vezes às criancinhas o que querem elas ser quando forem grandes.
Quando andava na primária, dizia que queria ser veterinária e só descobri que já não o desejava ser quando tinha mais ou menos dez anos e tive de ver o meu companheiro de brincadeiras na infância, o Misha (cão), sofrer à conta dos tratamentos violentos a que o submetiam. Também eu sofri muito ao assistir a tal suplício e, perante a minha aflição, o veterinário da família saiu-se com uma frase que me marcou imenso e que, provavelmente, nunca esquecerei - "Há pessoas que gostam demasiado de animais para serem veterinários". E ele tinha razão: eu mal era capaz de os ver levar uma vacina, quanto mais imaginar-me numa sala de operações com as tripas deles nas mãos, sob a minha responsabilidade. Foi nessa altura que desisti da minha primeira ambição. Entretanto, o Misha morreu (a eutanásia foi o único modo encontrado para lhe acabar com as dores do reumático e a infelicidade expressa em intermináveis dias e noites a ganir por não se conseguir levantar sozinho).
Depois, passei algum tempo sem saber muito bem o que fazer da vida. Coloquei em hipótese tornar-me bióloga. Após esse período de alguma despreocupação quanto ao futuro, pensei em ser actriz. Essa pancada prolongou-se até ao oitavo ano, talvez até ao nono. Porém, antes de entrar no secundário, comecei a aperceber-me dos riscos de uma carreira instável e o prazer em escrever começou a manifestar-se cada vez com mais intensidade - cheguei à conclusão de que queria ser escritora e/ou jornalista. Enveredei por Línguas e Humanidades e não me arrependo, apesar de reconhecer que talvez tivesse sido mais sensato ter optado antes por um curso profissional do que pelo ensino recorrente.
Até agora, julgo que mantenho a mesma opinião de há quase três anos atrás: escrever é uma das coisas que mais gosto de fazer e comunicar, em geral, dá-me um gosto imenso. Aliás, não vão mais longe: tenho um blogue por alguma razão! No entanto, já não penso tão assertivamente sobre tentar construir uma carreira jornalística. Em parte, tenho receio que a paixão pela escrita seja atenuada ou que não se encaixe num ambiente demasiado profissional. Opiniões... A poucos meses de ter de optar por um curso no ensino superior que poderá ditar o rumo da minha vida nos próximos anos, tenho a sensação de estar mais confusa do que nunca. Não é que não tenha certezas acerca da minha vocação, mas e se nem tudo se tratar disso? Também me sinto atraída pelo ensino, por antropologia, política... E, mesmo dentro da área da cultura e da comunicação, existem diversos cursos, em diversas universidades de Lisboa, cada um com as suas vantagens e desvantagens. Por agora, vou mantendo a minha lista de opções em aberto. Já sou "grande" e ainda não sei o que quero ser.

Expondo o meu caso pessoal, queria chegar à seguinte conclusão: de nada vale perguntar às criancinhas sobre as suas ambições profissionais futuras. Afinal, são crianças e, mesmo que gostem de brincar ao faz de conta, questões difíceis sobre o mundo adulto não lhes trarão necessariamente facilidade ao respectivo processo de decisão quando ele se impõe realmente, vários anos depois. 
Na minha opinião, em vez de as "pressionarmos" com preocupações que não lhes são devidas em tão tenra idade, devíamos tentar estimulá-las a interessar-se por diferentes áreas de estudo e, principalmente, a saberem que tipo de pessoa querem ser no futuro, cultivando-lhes o gosto em serem indivíduos úteis para o mundo, com bom senso e valores morais bem definidos. Talvez essa seja uma das falhas na educação das crianças de hoje em dia, talvez eu esteja errada - mas não custará reflectir sobre o assunto, pois não?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

É (quase) Natal, é (quase) Natal, tudo bate o pé! Vamos dar muitos presentes, mesmo sem ter fé!

Na última publicação, contei-vos sobre o meu passeio por Lisboa no sábado passado e, por alto, referi o "grandioso fenómeno do exagerado consumismo natalício". Por esta altura, já anda tudo mais que frenético à procura das prendas ideais para dar aos pais, avós, filhos, netos, enteados, vizinhos, cães e gatos, como pude constatar pela movimentação nas lojas de Lisboa, e até os bolos e doces da época já se vendem, enchendo as montras das pastelarias e fazendo-nos sonhar quase pornograficamente com eles (não me venham dizer que nunca estiveram perto de ter um orgasmo visual face a umas rabanadazinhas, uns sonhos ou um bolo rei, porque eu sei que isso é mentira!)
É certo que, com a crise, as compras propriamente ditas diminuíram, mas ainda existe muito boa gente - eu incluída - que se contenta com o simples facto de poder entrar livremente nas lojas e regalar os olhos, sem sair com sacos na mão. Levamos o coração um pouco mais apertado, pensando, muitas vezes, "quem me dera ter dinheiro para trazer isto e aquilo", mas a realidade chama-nos e pronto... Não se pode ter tudo na vida.
Nunca fui muito materialista nem consumista e, à medida que fui crescendo, fui-me apercebendo do verdadeiro significado do Natal. Este ano, à semelhança do que acontece com a maior parte dos portugueses, não conto com nenhuma prenda significativa. Atenção: não digo que não haja quem me ofereça alguma lembrança; contudo, tenho a perfeita noção de que o importante é reunir a família, acarinhar os que me querem bem, relembrar o espírito da quadra, reflectir sobre os valores que realmente importam e dar graças por ter saúde e pessoas que me adoram e amam por perto para me aconchegarem o coração.
E há que ser positivo! Se, desta vez, a mesa estiver um pouco menos recheada do que nos últimos anos, temos que ter esperança de que a situação poderá melhorar até ao próximo Natal, nem que seja por mera ilusão festiva.
Dar presentes sem apreciar realmente o Natal pelo que ele é não faz sentido. Infelizmente, todos nós havemos de conhecer alguém com essa falta de tacto, o que até nos chega a entristecer um bocado. No entanto, espero que, apesar de todos os aspectos negativos da presente conjuntura económica, ela sirva de lição para os pobres de espírito - estamos na altura certa para colocar tudo o que temos numa balança e atribuir-lhe o merecido valor. O resto... são prendas (e nós agradecemos!).

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Na companhia de Anna Karenina

Por vezes, é preciso termos presente a ideia de que existe uma adaptação cinematográfica de um romance antes de nos aventurarmos a ler as suas cerca de mil páginas. Funciona como um incentivo, pelo menos para mim, que adoro comparar a história original ao filme que lhe corresponde, produzido mais de um século depois de ter sido escrita. Adoro os clássicos criados entre o fim do século XIX e o início do século XX e sinto-me um pouco fascinada pela literatura dessa época. A minha autora preferida da altura é, até agora, a Jane Austen, capaz de tornar uma descrição exaustiva num deleite para o coração e de construir personagens como poucos conseguem. Há uns dias, quando soube que "Anna Karenina", de Liev Tolstói, já foi adaptado e está quase a estrear nos cinemas, peguei, finalmente, no exemplar do romance que existe na biblioteca da minha escola e comecei a lê-lo. Surpreendi-me bastante: a escrita é relativamente simples, o vocabulário não é muito exigente e há grande destaque para a descrição das emoções e das relações entre as personagens. Poderia tratar-se de algo escrito em pleno século XXI, apenas retratando tempos passados! Entretanto, vou continuar a ler o livro, para depois ver o filme e cumprir a minha mania das comparações.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Vão levar com a "igualdade de oportunidades" no c... no rabinho!

Orgulhamo-nos de viver num país ao nível dos mais desenvolvidos da União Europeia ou até do mundo, de haver igualdade de oportunidades para todos dentro da comunidade... mas, no fim de contas, igualdade de oportunidades só se for para os ricos.
Não nos venham encher a cabeça com porcarias, como se fôssemos todos burrinhos, nomeadamente nos livros de Geografia - eu sei do que falo. Ainda hoje, no século XXI, tentam fazer com que os jovens   acreditem numa data de mentiras, uma autêntica lavagem cerebral ao "povinho" - que nós é que mandamos, que o poder parte de nós, que as estatísticas provam o nosso grau de desenvolvimento relativamente ao resto do mundo, etc e tal.
Contudo, esta nova ideia constitucional vem provar exactamente o contrário, e só lhe ficará indiferente quem quiser. O acesso ao ensino, um dos direitos fundamentais de qualquer pessoa, está-nos a ser claramente negado. Já não chegava os nossos pais pagarem impostos exorbitantes, nem as "taxas simbólicas" que pagam no início de cada ano lectivo, nem o ensino superior estar cada vez mais caro, porque agora também pensam em cobrar umas propinas quaisquer no ensino secundário, sinónimo de mais despesas. E isto pouco tempo depois de ter sido instituída a escolaridade obrigatória até ao 12º ano! Sim, sim, esperem por essa. Se o panorama económico, financeiro e, consequentemente, social de Portugal permanecer como se encontra neste momento (já nem falo em piorar), voltaremos à cepa torta, em que as pessoas só conseguem estudar até ao 2º ou 3º ciclo, se tanto, à semelhança de há cinquenta anos atrás, quando éramos um país "retardado" (retardado sem aspas é aquele em que vivemos agora). Neste momento, há quem tenha dificuldade em ter dinheiro para comer, quanto mais para ir à escola!
Começo a acreditar piamente que não estamos a passar por uma mera época de austeridade. O que observo é a decadência de um país até à morte. Há quem consiga fugir, há quem esteja de pernas e mãos atadas. Os "sobreviventes" são uma minoria, a classe média entrou em vias de extinção e não existe governante nenhum que conserve o mínimo de respeito pelos seus compatriotas.
Enquanto estudante, esta notícia deixou-me revoltada. Não digo que o tenha ficado por mim, dado que estou prestes a terminar a "escolaridade obrigatória", mas não deixei de o ficar por todos os jovens que vivem e viverão em Portugal enquanto esta realidade vigorar. O que poderá parecer uma mera notícia, é mais um passo gigante para o desespero.
Espera-se sempre que um país progrida com o decorrer dos anos. Portugal está a regredir.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

"Para Sempre, Talvez"

Há uns dias, o filme "Para Sempre, Talvez" foi transmitido na TVI e eu, naturalmente atraída por histórias com títulos lamechões, ainda mais se forem protagonizados pelo Ryan Reynolds (que, além de ser um trintão gostoso, também é um excelente actor de comédias românticas) e pela Isla Fisher (umas das actrizes mais bonitas de Hollywood) tive mesmo de o gravar para o poder ver mais tarde. Esse "mais tarde" foi hoje à hora do lanche e soube-me mesmo bem enrolar-me na manta a comer torradas e a reflectir sobre a ficção que em tanto aldraba a vida real.
Mas como por vezes a ficção, desde que não em doses excessivas, não faz mal ninguém, lá me alapei no sofá, como se a minha vida sentimental fosse um caco (não é) e não houvesse nada de mais útil para fazer em casa (mentira).
Para variar, o Ryan Reynolds não conseguiu conquistar-me no papel de pai, dada a sua aparência demasiado juvenil para quem já está mais perto dos quarenta que dos trinta. Lá tive de fazer um esforço e imaginar que a Abigail Breslin era filha dele. Contudo, não deixei de gostar do seu desempenho, pois é humanamente impossível alguém ter outra opinião. Quanto à Isla Fisher e às restantes actrizes, a Rachel Weisz e a Elizabeth Banks, também estiveram bem, principalmente a Rachel, que eu já conhecia de outros filmes. O enredo podia não ser genial, mas não se pode dizer que um romance lamechas cinematográfico exija muito. Estava no ponto. Nem demasiado previsível, nem demasiado elaborado, envolvendo um conflito engraçadito (amigos que passam anos e anos a tentarem ser mais do que isso, acontecendo sempre algo que os impede) e, como eu também não sou uma espectadora demasiado rígida, assim passei uma boa hora e meia. Recomendo, 4/5.