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domingo, 26 de maio de 2013

Gordura e (des)proporcionalidade

Há uns meses, disse ao senhor meu namorado que, para minha grande alegria, me podia dar ao luxo de comer qualquer coisa à face da Terra, mesmo o hambúrguer ou as batatas fritas mais gordurentas que qualquer cadeia de fast food pudesse alguma vez produzir, porque eu nunca engordaria uma única grama. (Blá blá blá, que grande garganta que eu tinha nessa altura, deve ter minguado depois da amigdalite que tive entretanto...) Respondeu-me ele que lhe tinha acontecido o mesmo, mas que o pior viera com os 18 anos - bye bye enfardar e continuar a ser um palito, com agradecimentos especiais à sô-dona puberdade!
Então, aqui estou eu, a menos de um mês dessa idade metabolicamente malvada, a ver os pneus crescerem e a suplicarem por piedade, que não fazem mal a "ninguém"... Ainda assim, o maior problema continua a ser a fraca proporcionalidade na relação barriga-ancas-rabo-mamas, sendo que os últimos dois não aumentariam de tamanho nem que lhes injectassem cinco quilos de banha de porco saturada. C'est la vie!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Olha, eu conheço-te! *runs away*

Se há coisas tenebrosas neste mundo, uma delas tem de ser, obrigatoriamente, encontrar alguém conhecido, seja onde for. Odeio esta situação desde que me lembro de conhecer pessoas. A minha actual especialidade é dar de caras com antigos colegas em supermercados ou estações de comboio. Porquê eu? Porquê?! Detesto conversas de circunstância, sorrisos forçados, beijinhos que não se querem dar, as perguntas habituais ("que é feito de ti?"/"que curso vais seguir?"), o embaraço, o nosso aspecto que nesses dias NUNCA é o melhor, a vaidade, a pressa para fugir... Se quiséssemos realmente conversar, bastava-nos enviar uma mensagem pelo Facebook... Dah! Alguém me saberá explicar por que é que é considerado "boa educação" cumprimentar toda a pessoa minimamente conhecida quando a vemos?  Enfim, lagarto, lagarto, lagarto!
E, já sabem, se forem antigos colegas meus (principalmente os do colégio) e estiverem a ler isto, acenem-me apenas de longe quando me virem, não venham ter comigo, não cumprimentem a minha avó nem ninguém que esteja ao pé de mim, e guardemos tudo o que seria tempo e palavras desperdiçadas. Ambos sabemos que ficará toda a gente a ganhar com isso...!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Confissão

Como é óbvio, a maior procrastinadora que conheço sou eu mesma. Portanto, quando é suposto estudar para um teste, digo para com os meus botões que eu sou mas é uma rapariga de trabalhos, que eles implicam muito menos esforço de concentração. Pelo contrário, quando preciso de fazer um trabalho (como agora), testes são comigo, que eu estudo para todos os que houver e vierem! (Neste ponto da parada, limpar o quarto também já foi comigo, arrumar todas as minhas gavetas já foi comigo, dormir já foi comigo, ver um filme já foi comigo, cuscar todo o perfil de Facebook já foi comigo... Imaginem o meu desespero!)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Uma reflexão

Nunca me considerei uma pessoa com falta de sorte. Em geral, acredito que existirá, quem sabe, uma força que equilibra o universo: se merecermos, essa força dá-nos um empurrão para que sejamos bem-sucedidos, seja em que área for. Portanto, reflectindo sobre tudo o que me tem acontecido de bom nos meus curtos dezassete anos, considero que tal aconteceu devido a um misto de trabalho, de persistência (casmurrice?), de empurrões invisíveis, de oportunidades que fui aproveitando por me encontrar no sítio certo, à hora certa, e de felizes acasos. 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Ânimo blogosférico (ou falta dele)

Já estive para desistir deste blogue. Aconteceu no início deste ano, mais coisa menos coisa, e cheguei mesmo a criar outro, em anónimo, esperando poder recomeçar a minha vida blogosférica somewhere else, sem que me tivesse de preocupar se falava mal de A, B ou C, se magoaria os sentimentos de X ou se feriria as susceptibilidades de Y, se Z desaprovaria a minha visão da coisa. Só algumas pessoas é que saberiam que aquele era o meu blogue, com um nome pseudo-lamechas, textos de todo o tipo e feitio (mas, mais uma vez, a rondar o pseudo-lamechas) e sem quase seguidores nenhuns - faria tudo de novo, debaixo da rebeldia de um pseudónimo.
Só que, ao fim de um par de dias, caí em mim. Eu não queria fazer tudo de novo, eu queria era continuar a escrever para os mesmos leitores, alguns dos quais já me acompanhavam há mais de um ano, e que gostam é de procrastinar. Atirei tudo às couves. Qual blogue de emergência, qual quê! Portanto, sempre que me dá o desânimo, não fraquejo como fraquejei há uns meses. Páro simplesmente por um, dois, três dias, até arranjar um novo tema que me devolva à procrastinação e me faça regressar às origens, digamos assim. Quando me apetecer regressar, eu regresso. E, se alguém tiver algo a dizer sobre o que eu escrevo ou deixo de escrever, tenho a resposta na ponta da língua e dos dedos: temos pena, amores.
Este tipo de desânimo temporário tem como origem diversos factores que farão sempre parte da minha vida, por mais que eu adore este meu blogue, onde tenho escrito já lá vão quase dois anos. Ora é o cansaço, ora é a falta de tempo e/ou paciência, causados pelas exigências de uma vida de estudante, de jovem, de workaholic, de que não me posso esquivar. Contudo, sei que é a este blogue e ao conceito que criei para ele, à personagem homónima que vos "fala", que eu e as minhas palavras pertencemos. Ainda hei-de ficar por estas bandas durante mais algum tempo!

sábado, 4 de maio de 2013

Isto hoje estamos numa de publicações curtas

Ultimamente, tenho apagado imensos amigos do Facebook. As estatísticas indicam que para aí 25% dessa gente (burra!) me volta a tentar adicionar no prazo de um mês. "Agora não", obrigada.

A idade já pesa

Prometi a mim mesma que, antes de "ser grande", escreveria um livro. O pior é que faço 18 anos para o mês que vem e, desse tal livro, nem sinal.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Estou perdida

Não gosto de reality shows, não gosto de futebol, não gosto de passadeiras vermelhas, não gosto da música que, hoje em dia, se considera pop, não percebo nada de moda, não sou popular, também não sou nenhuma oprimida-excluída, não possuo uma beleza rara, não sou lamechas, não tenho do que me queixar no campo emocional, não digo nem escrevo muitas asneiras, estou-me pouco lixando para o acordo ortográfico, ainda ando na secundária, não leio muita literatura "light" e muito menos da pesadona, não escrevo eruditamente, ...

Arre, o que ando eu a fazer na blogosfera...??!

sábado, 20 de abril de 2013

Drama queen

O que a minha avó pensa que eu estou a fazer em casa do Ricardo, sem a avisar, antes do ensaio de teatro:
- bebés (ou a treinar, pelo menos);
- se calhar, a ser violada;
- a ser desprezada e espezinhada pelos meus "sogrinhos", que me odeeeeeiam como tudo, 'tão a ver?.

O que eu estou realmente a fazer:
- a procurar uns calções e uma t-shirt que já não sirvam ao rapaz e que ele me possa emprestar para eu fazer de miúdo no teatro;
- a cuscar-lhe o Facebook.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Crónica sobre o meu rabo

Caros amigos, quero confessar-vos uma coisa: o meu rabo é estúpido. (E o que é que vocês têm que ver com isso?? Nada. Nadinha mesmo. Mas apetece-me escrever sobre o assunto.) Enquanto as minhas ancas enchem um par de calças 38, o belo do dito cujo, o senhor meu rabo, contenta-se com um 34. Dommage! Sou mesmo anormal. O meu mais-que-tudo subscreve: que belas ancas eu tenho, mas que nádegas tão insuficientes me calharam, em comparação às primeiras! Consta que as leggings disfarçam esta disparidade físico-volumétrica, só que... já me chegam as pernas esqueléticas, o peito de tábua de engomar, e ainda tenho de gramar com este rabo à moda da África Subsariana, como se eu não comesse as quantidades industriais de pão e a comidinha da avó que como??? Oh,senhores! O Ricardo diz que isto vai com exercício, ele diz que até nem importa, que gosta assim e, se tivesse que ser, gostaria assado, mas o meu maior drama, aquele que mais me assombra, é não conseguir comprar Aquele par de calças, que me assentará que nem uma luva, da cintura aos tornozelos. A única vantagem que vejo nestas minhas desproporcionadas formas é ter menor probabilidade de ser afectada pela p*ta da celul***, pelo menos a médio prazo. Pode ser que, daqui a quinze anos, o meu rabo atinja a dimensão ideal.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

"Ranho", um poema quase horizontal

Ranho. Substância consubstanciada nas minhas vias respiratórias, no meu nariz - entupido - e a respiração a falhar-me, a boca que arfa, sem fôlego. Resfolego.
Enfim, suspiro. Quem me dera um espirro, mas isto é só obstrução. Uma danação!
Alergia, constipação, insolação.
É ranho, é ranho, é ranho, senhores!
É ranho que eu tenho!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Inteligência rara

Ontem, mal vi um bocadinho de sol (pronto, era bem mais do que um mero bocadinho!), despi o pijama (quente, quase sufocante), vesti o biquíni e fui para o jardim apanhar sol e ler; estava uma brasa (o dia, não eu), mas soprava um ventinho mesmo irritante. Hoje, estou com uma pseudo-insolação/constipação. Como poderão aferir, as minhas ideias costumam ser geniais.

Moral da história: não fiquem demasiado eufóricos, mal a temperatura suba ligeiramente. Pode acabar em ranho... e ninguém gosta de ranho. Belhac.

Ei, mas pelo menos sou uma ranhosa - digamos que - bronzeada, capiche?

Absolument terminé!

Daqui a menos de um mês, tenho um exame de Francês de nível B2, o quarto nível a contar do mais simples, o terceiro a contar do mais difícil. Em jogo, está mais um ano de bolsa de estudo na Alliance Française e, consequentemente, todo o meu empenho nos últimos três anos em que tenho estudado Francês a sério. Sei que sou uma perfeccionista e que poderei estar a massacrar-me sem necessidade, mas desta vez estou mesmo à rasca, em bom português. O nível B2 é dificílimo e até a minha professora me diz que eu tenho de melhorar certos aspectos. Não tenho muita prática a argumentar oralmente, descobri, ainda por cima, que as minhas bases nesta língua eram nulas, e ando atolada de trabalho (teatro, escola, Forum Estudante, mais o Francês,  claro... e escola, e mais escola, e mais ESCOLA! ...) até ao mais ínfimo nervo do meu corpo. Toda eu sou uma pilha de tarefas por fazer, terminar ou começar, acrescida a fraca capacidade que tenho de me concentrar para o trabalho durante mais de hora e meia seguida, que tem sempre de ser equilibrada com outra hora e meia a fazer whatever I desire... Portanto, aqui fica registado para a posteridade (e motivando-me mais um bocado), o meu niveau débutant da Grammaire Progressive du Français acabadinho de fazer, como prova de que, pelo menos, eu tentei. Amanhã (ou hoje, que já passa da meia-noite), começo já o niveau intermédiaire, que é para ver o que é bom para as dores! Arre, que tenho de ir dormir!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Badalhoquices

Não entendo a aversão da generalidade das pessoas à palavra "badalhoco". Dizem que é feia, ordinária, sem classe. Pessoalmente, nunca a achei nada disso. Pelo contrário, encontro-lhe uma faceta muito sua, as sílabas provocadoras, sonantes - ba-da-lho-co... É-lhe característico (ou sou eu que imagino) um sentido de humor mordaz e versátil, que não tem de ser obrigatoriamente associado à promiscuidade, podendo ser, antes, empregue ao serviço da boa disposição e do sarcasmo ocasional. Digo eu, verbalmente badalhoca...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Esclarecimentos que não foram pedidos, mas que eu dispenso na mesma

Nunca fui muito de pedir às pessoas para gostarem/pôrem like/partilharem o que quer que seja da minha propriedade virtual. Talvez tenha pedido uma ou duas vezes, mas acabei por desistir, porque isso é parvo. Se utilizarmos este blogue e a sua respectiva página de Facebook como exemplo, limito-me a divulgá-los, sem forçar ninguém (não lhes sucessivas mensagens desesperadas), fazer chantagem emocional ("meti like no teu A, metes like no meu B?") ou trocas ("tu fazes X para mim, eu faço X para ti"). Se as pessoas apreciarem realmente o que lhes tenho para dar, elas lá me hão-de ajudar a divulgá-lo. Não vejo que sejam necessárias medidas de coacção adicionais... Deste modo, peço-vos encarecidamente que parem de me maçar a cabeça com o já célebre "fazes-me um favor?", porque assim é que eu não faço mesmo, ok? No máximo dos máximos, basta enviarem-me a hiperligação numa mensagem privada, tudo direitinho, com uma possível e breve explicação do que se trata e, se eu não vos responder no prazo de 12 horas, não insistam. Esqueçam a cena. A sério...

Para que não percam o vosso tempo comigo, aqui vai uma lista de alguns dos conteúdos pelos quais eu não nutro um rabinho de simpatia, escusando vossemecês de mas publicitarem:

  1. Vlogs que não interessam nem ao menino Jesus;
  2. Qualquer página/site/blogue/pilinha que envolva frases ditas "filosóficas";
  3. Qualquer página/site/blogue/pilinha que envolva jovens pertencentes ao movimento do swag, do yolo, bonés da Obey, da Monster, do raio que lhes valha, entre outros;
  4. Qualquer página/site/blogue/pilinha que envolva materiais retirados de outros sítios na Internet e que sejam reblogados porque sim, porque é fixe!;
  5. Tumblrs.
É tudo, obrigada pela vossa atenção.

terça-feira, 9 de abril de 2013

E ler no comboio, senhores? Ai, jasus...

Eu faço parte daquele tipo de pessoas que são capazes de deixar passar a estação de comboio de chegada porque estão demasiado embrenhadas no seu livrinho - companheiro inseparável de viagem - para se darem conta da existência do resto do mundo. Há pessoas que adormecem, há pessoas que lêem e perdem a noção da vida. Já me estou a imaginar, um dia destes, ter de ligar à minha avó... "Ah e tal, desculpa, mas já estou no Rabinho de Judas, pois foi, sou uma distraída, estava aqui entretida com o Saramago (nada de pensarem o que estavam a pensar, seus badalhocos!) e coiso, podes esperar que eu apanhe o próximo comboio?". É, não subestimem a capacidade de abstracção de um leitor, meus amigos! Um dia, ainda vos calha a vocês.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Do amor inquantificável

Texto escrito a 4 de Abril de 2013, quinta-feira...

Hoje, surgiu-me uma questão: até que ponto é que sabemos quantificar o que sentimos pelos outros? Eu acho que isso é, simplesmente, impossível. Acho que os sentimentos (e, em geral, as emoções), sendo algo imaterial, são inquantificáveis. É impensável, numa relação interpessoal, dizer quem gosta mais de quem. Haverá sempre maneiras diferentes de expressar o mesmo sentimento. Não podemos afirmar que amamos alguém a nível 20 e saber se a outra parte nos ama a nível 18, 19 ou 21. Podemos - e devemos - somente tentar demonstrá-lo através das nossas acções e comportamentos. Afinal, ninguém é igual a ninguém. Uns são mais dados ao afecto e/ou à explicitação verbal dos seus sentimentos; outros retraem-se mais. Mas a personalidade mais ou menos extrovertida de cada um não interferirá, em princípio, na intensidade do que sente.

domingo, 31 de março de 2013

Quando não páram com essa m**** dos GIFs no Facebook


... ou vai haver sangue.

A crise dos entediados

Enquanto algumas pessoas suplicam por perguntas no Ask a partir do Facebook para "saírem do tédio", eu suplico que vejam o meu CV a partir dos sites que oferecem empregos para que, no ano lectivo que vem, não fique eu no "tédio", enquanto o pessoal vai todo para a universidade.

Oh my...