Mostrar mensagens com a etiqueta pessoal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pessoal. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de março de 2013

Ódio de estimação


Desde que me lembro que travo uma guerra aberta com os cadernos de actividades. O objectivo de serem cadernos de actividades e terem espaço para respondermos às questões seria podermos responder-lhes sem preocupações, ao contrário dos manuais, em que temos de lhes anexar as soluções ou arranjar outro sítio onde responder, certo?? Então, porque é que existe sempre um determinado exercício que não tem espaço suficiente para lhe respondermos? :(

sexta-feira, 22 de março de 2013

Livros para a veia

[O meu Goodreads está aqui.]

Apresento-vos os livros que se encontram em monte de espera por cima da minha mesa de cabeceira. Por esta altura, já terminei o Sputnik Sweetaheart e o Amor de Perdição. Também já vou a meio d'O Hobbit (que comecei a ler no início deste ano), da autobiografia do Martin Luther King, d'A Literatura Ensina-se? e do grande calhamaço The Spanish Embassador's Suitcase, de que já cheguei a escrever-vos algumas vezes. Quanto aos Homens que matam cabras só com o olhar, acho que vou desistir, apesar de já ter lido o primeiro capítulo, porque não é o meu tipo de ficção favorito (vou mas é ver o filme e acabou-se, desculpem lá qualquer coisinha). E, sim, eu vou ler o Nómada, pois já não será a primeira nem a última amiga a recomendar-mo, porque é totalmente diferente da saga Twilight, patati, patata, e sempre é um bom pretexto para depois falar mal do filme que aí vem (e só eu sei o quanto gosto de denegrir filmes em prol das obras literárias que lhes deram origem!).

Normalmente, é nas férias que me consigo concentrar melhor para ler, tal como todas as pessoas moderadamente normais. Esta primeira semana foi somente reservada para pôr a leitura e a escrita em dia, mas a segunda (e última, snif, snif) já terá de ser para bulir. Porque até as pessoas moderadamente normais não se escapam de ter professoras de História viciadas em passar trabalhos de férias, até no Verão (não se enganem, eu gosto muito da minha, só que a senhora sempre nos podia dar um tempinho para espairecer as neuroniosidades), nem de ter de preparar o trabalho de Geografia a ser apresentado no final do período. Contudo, até às pessoas moderadamente normais mandarão os trabalhos com os porcos se acharem que a sua sanidade mental vem primeiro do que um dezoito ou um dezanove num trabalho. E é aí que eu deixo de ser uma pessoa moderadamente normal, para me tornar, antes, uma pessoa moderadamente anormal.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Ai querem festejar a poesia?

E, hoje, além de se iniciar uma nova Primavera (aqui na zona não é de certeza, que mais parece que anda o Diabo à solta), o meu pai e mais duas amigas minhas fazerem anos e ser, igualmente, o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial (acabei de ver isto no Google), também se festeja o Dia Mundial da Poesia. Yeeeey! Portanto, como já nem o faço há bastante tempo, partilho convosco um poema da minha intelectualíssima autoria, cof, cof. É, por sinal, extremamente feliz, e vocês hão-de apreciar a sua festividade. 



QUANDO O POETA MORRE 


Diz que foi da poesia que ele se matou, 
estrangulado pela paixão, enterrado em letras, silêncios 
prolongados e mudo de amores não correspondidos.
Era um sofredor à moda antiga, de antiga lucidez 
e foi a loucura que o levou, coitado… 
Era pouco amado, o homem que juntava sonhos nas entrelinhas, 
falaciando sobre flores, tetos de estrelas, contando tristezas! 
Ai, que triste Fado o dele!, chorou o povo que o perdeu. 
Lágrimas não o trazem, lágrimas não o esquecem, 
mas por vezes parecem sufocadas de conveniência.

[2012]

domingo, 17 de março de 2013

dos outros #20

" My head is like some ridiculous barn packed full of stuff I want to write about […]. Images, scenes, snatches of words… in my mind they’re all glowing, all alive. Write! they shout at me. A great new story is about to be born – I can feel it. It’ll transport me to some brand-new place. Problem is, once I sit at my desk and put them all down on paper, I realize something vital is missing. It doesn’t crystallize – no crystals, just pebbles. And I’m not transported anywhere. "

Haruki Murakami, Sputnik Sweetheart

quinta-feira, 14 de março de 2013

2º Período - DONE

E mais um período escolar se passou. Foram quase dez testes, dezenas e dezenas de horas de estudo e diversos trabalhos, durante três meses, em que abdiquei do que mais gosto de fazer para conseguir, pelo menos, manter as notas. Algumas baixaram e outras permaneceram na mesma, até de uma maneira deveras irritante, por muito que me esfalfasse a estudar. (Raios!) A professora de História ameaçou trocar-me de lugar para não me dispersar com o Ricardo ao meu lado, nem o contrário. Deixei de escrever (ou procrastinar, volta e meia) no blogue, de admirar a sua beleza estético-intelectual (cof, cof) e de tentar ser espirituosa à força bruta. Voltei a pegar na guitarra, nem que tenha sido somente para rasgar uns acordes aleatórios e fazer barulho (também aprendi uma música da Pink, mas é tão fácil que nem deve contar para efeitos estatísticos). Quis escrever mais frequentemente sobre a actualidade, como já cheguei a fazer anteriormente, em especial sobre o sistema educativo a partir de uma perspectiva pessoal, mas não encontrei paciência interior para reunir os meus argumentos de uma forma organizada e sucinta. Pensei que a minha banda iria conseguir alargar o seu repertório e, afinal, continuamos mais ou menos na cepa-torta. Cheguei a ter um par de recaídas emocionais, recentemente, porque, enfim, o 12º está a ser uma porcaria no que toca à regra da proporcionalidade “empenho"nota”. Mas pronto, com os seus altos e baixos, assim se foi vivendo o primeiro trimestre de 2013. 

(E, terminando em beleza, foi convocada uma greve da função pública para amanhã, o último dia de aulas. Só que, para ser a cereja no topo do bolo, é só à tarde, enquanto eu tenho aulas de manhã. Lógica, lógica...)

terça-feira, 12 de março de 2013

Amanhã - ULTRA, HIPER, MEGA IMPORTANTE!!!

Amanhã de manhã, por volta das 10 horas, estarei no Colégio Atlântico (que frequentei durante nove anos) para uma intervenção mais-ou-menos-pessoal-e-motivacional (bem... há-de ser algo do género!) para os alunos do 2º e 3º ciclo, no âmbito da semana "Cultura em Movimento".
Portanto, se são alunos de lá - e eu sei que há alguns que lêem o meu blogue - marquem na vossa agenda e preparem-se... para a derradeira palermice. Abordarei temas relacionados com a minha vida escolar e, pois claro, a boa da procrastinação! MUAHAHAHA! (*inserir_riso-pseudo-maléfico_aqui*)

domingo, 10 de março de 2013

Lógica das novas tecnologias

Elas: Existe uma nova versão do Messenger disponível. Pretende proceder à sua instalação?
Eu: Sim.
Elas: Aguarde um momento enquanto o sistema procede à instalação.
Eu: (aguardo)
Elas: O sistema está a proceder a um melhoramento do seu Skype. Aguarde.
Eu: (então e o Messenger???)
Elas: Bem-vindo ao Skype.
Eu: (clico no antigo atalho do Messenger)
Elas: O item 'msnmsgr.exe' a que este atalho se refere foi alterado ou movido, por isso este atalho deixará de funcionar correctamente. Pretende eliminar este atalho?
Eu: (Filhos da mãe, acabaram mesmo com o MSN...! -.-)

sábado, 9 de março de 2013

Momentos de revelação

Acho que todos nós temos momentos de revelação mais fortes do que o "normal", signifiquem eles o que significarem. São instantes que, tal como vêm, também vão, mas de que, de certa forma, não nos esquecemos durante algum tempo.
No outro dia, quando estava a fazer um trabalho de grupo com o meu namorado e mais dois amigos, vivi um pequeno minuto, se é que o chegou a ser, que me trouxe um grande esclarecimento. Apesar de não ter consistido em nada que eu já não soubesse que sentia, pôs-me a pensar "profundamente", como se se me iluminassem, de repente, as ideias.
Olhei para o Ricardo. Somente. Estava do outro lado da mesa, rindo-se a propósito de um jogo que tenho no telemóvel. Nada de novo - afinal, ele está quase sempre a rir-se. E, nesses míseros segundos, ocorreu-me o seguinte: "como é possível gostar-se tanto de uma pessoa, como eu gosto dele, e querer-lhe tanto bem, como eu lhe quero? Como é possível sentir tanta coisa ao mesmo tempo, de uma maneira tão reconfortante? Como é possível todos os dias parecerem melhores do que o anterior?"
Talvez tenha ficado mais assoberbada por tal pensamento, dado ser, relativamente, uma novidade. Sempre fui muito acarinhada pela minha família e pelos meus amigos, mas, desta vez, é diferente. É algo mais adulto e tão infantil em simultâneo... Tão positivo!
De qualquer modo, momentos como estes levam-nos a valorizar ainda mais o que temos e a aproveitá-lo. É assim que vejo os meus.

sábado, 2 de março de 2013

Problemáticas pessoais

- Sinto-me mal, depressiva, desmotivada.
- Então? É por causa da tua relação com "X"?

Geralmente, temos a tendência de pensar que a principal razão dos problemas das outras pessoas é a sua vida amorosa. Bem, até se compreende. Afinal, é a origem da maioria dos desgostos a que por aí assistimos, não admirando que, assim que nos queixamos de uma dor de barriga que seja, a questão ao problema se direccione para esses lados.
Se, há dois anos, eu me lamentasse sobre a mais ínfima enxaqueca ou ansiedade, a probabilidade de estarem relacionadas com a minha (estúpida) vida amorosa era de 80%. Sem novidade. (Dêem-me um desconto, que eu estava numa idade ainda mais parva do que esta...) Mas, pelos vistos (e finalmente!), passei a defender outro tipo de relações, preferencialmente as de carácter mais saudável e menos obcessivo (ufa). E, agora, até me dá um triquipaque se utilizarem o meu namorado e/ou a nossa relação como bodes expiatórios, por muito ligeira que seja a insinuação. Sim, também tenho de me acalmar, porque "quem está de fora nunca sabe o que cá vai dentro"...
No entanto, num momento em que já consigo discernir entre o que está certo e o que está errado - ou, pelo menos, estou a trabalhar nisso - , não consigo pensar nalguma coisa que pudesse constar mais abaixo na lista do que me causa desconforto, nervos, tristezas ou outra espécie de comichão do que a minha vida amorosa. Oxalá toda a gente tivesse uma igual à minha! (Não me querendo gabar, epá, estou mesmo muuuuuuita satisfeita e head over heels, sou mimada q.b. e, acima de tudo, isto não é só lamechice e "farrobodó", é uma cena ao mais alto nível! Não me querendo gabar...)
Agora, com os pés assentes na terra, orgulho-me de conseguir dizer, com toda a convicção, "gosto muito do meu amorzinho, mas calma lá, que existe vida além dele!". Somos indivíduos diferentes, com expectativas e ambições distintas, não partilhamos nenhum órgão vital (that would be weird), não temos os mesmos hobbies, não vivemos na mesma casa e, portanto, toca a agir como tal. Namorados, namorados... vida pessoal à parte! Porque o nosso maior compromisso, vital, é connosco mesmos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O ponto de saturação - o pós-ebulição

Há alturas em que só me apetece atirar para a cama e apenas sair de lá quando o cheiro a suor for insuportável. A sério. O meu problema é que tenho a infeliz mania de que consigo fazer malabarismo com todas as actividades em que participo. Não tenho a noção dos limites no que toca à disponibilidade e caio constantemente no erro de pensar que sou capaz de chegar a tudo e a todos. Ora é a escola, ora é a Forum Estudante, ora são projectos paralelos, ora são as disciplinas extra-curriculares, ora é a banda, ora é o blogue...
E, depois, acabo como hoje - passadinha dos miolos até mais não. Só me apetecia mandar tudo às hortaliças e enfiar-me num buraco a dormir (mas um buraco confortável, de preferência). Quando me dá a travadinha, pareço um bebé chorão com cocó na fralda. A seguir, descanso durante umas horas, enfio-me dentro dos lençóis e dos cobertores e, por fim, acordo ligeiramente atabalhoada. Eventualmente, acaba por me passar.
Contudo, acho que, desta vez, tenho de estabelecer prioridades. Acontece-me o mesmo quando começo a ler demasiados livros em simultâneo: vou acumulando-os na mesa de cabeceira, até me esquecer de alguns. Ou seja, com tanta coisa para fazer, já não "acabo" nada nem lhe retiro proveito. Em primeiro lugar, preciso de me decidir pelo que é imperativo não abandonar e pelo que tem de ser largado em prol da minha sanidade mental. Não pretendo acabar o secundário com um esgotamento nervoso.
Já deixei de escrever no blogue todo o santo dia. Esse foi o início. O que se segue é deixar de passar tanto tempo na Internet, algo que já me tinha comprometido a concretizar, por muito difícil que me pareça. Em suma, tenho de deixar de procrastinar (tanto) e começar a ocupar-me com melhores actividades, para também poder ler, para escrever e para descansar e dormir na dose que mais me convier. 

Não sei se estou armada em drama queen ou se a pancada foi realmente forte. O certo é que, hoje, já via tudo turvo e mal conseguia manter-me consciente.
Felizmente (yeeey!), agora já estou melhor. Só não estou é pronta para outra, se não se importam!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Pancadas que se nos dão durante essa coisa da adolescência

Como costuma acontecer à maioria das pessoas numa certa altura da adolescência, também eu sofri uma pancada de fanastismo por umas certas "estrelas da música". No meu caso, foi pelos Jonas Brothers. Na altura, tinha 13 anos, eles estavam a tornar-se cada vez mais conhecidos e, coitadinha de mim, até enchi uma parede inteira do meu quarto, quase de cima abaixo, com posters deles. Quantas revistas Super Pop e Bravo comprei, para os conseguir arranjar! Ouvia Jonas Brothers quando me levantava, quando estava na escola, quando voltava para casa, enquanto lia, enquanto escrevia, enquanto estudava, enquanto adormecia. Só não os ouvia enquanto comia porque a minha família já vomitava Jonas Brothers pelos ouvidos. Enfim... que pancadas que nós temos!
Mas, apesar de toda essa púbere maluqueira, sempre achei que eles tinham algum talento. Todos eles cantavam e tocavam vários instrumentos, além de comporem e produzirem as suas próprias músicas. Talvez ainda continue a achar! Evidentemente, eles mesmos eram, na altura, bastante novos, e isso reflectia-se no que criavam. Ainda assim, tinham piada e andei embevecida pelos meninos durante quase dois anos, tal como a minha melhor amiga (o Joe para mim, o Nick para ela e o Kevin ficava sem ninguém porque tinha ar de totó e era demasiado velho para nós, trololol).
Agora, se me perguntarem se me arrependo de ter passado horas e horas a pensar neles e a conjecturar como haveria de arranjar dinheiro para um possível concerto que pudessem vir dar a Lisboa (nunca vieram, só o Joe, mas eu nem disso soube), tendo tudo sido, aparentemente, nada mais, nada menos do que uma perda de tempo, eu mando-vos dar uma volta. Voltar a ouvir, de vez em quando, o que foi a banda sonora de uma certa época (ainda mais irresponsável e aluada) da minha curta existência, é como reviver o tempo em que andava no colégio e os meus colegas não gostavam de mim, tinha mais acne do que cara, papava todas as séries do Disney Channel (o que eu gostava de Hannah Montana!), aprendia Inglês decorando as letras de músicas lamechas e em que descobri que gostava de escrever. Como se a minha idade justificasse tamanha nostalgia...! Mas, afinal, não serei a única, pois não? (Por favor, não me venham é dizer que têm dezoito anos e sentem o mesmo pelo Bieber! Há idades e idades...)

E, mesmo depois de ter ultrapassado essa fase, continuo a ter outras. Só já não nutro nenhuma crush por músicos ou actores...

image

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

11 perguntas


Recebi, mais uma vez, o Liebster Award (yeeey, fico contente por ser nomeada tantas vezes para este tipo de desafios), mas, como já o completei noutras vezes, fico-me apenas pelas novas perguntas que me colocaram.

Estas são da Maria. Obrigada!


1. Um escritor(a) que aprecies muito.

Gosto muito do José Luís Peixoto, em particular das suas crónicas pessoais.


2. Fala-me de uma personagem à tua escolha.
Não me recordo, de momento, de nenhuma personagem de que gostasse de falar.
Talvez me permitam referir a genial heteronímia de Fernando Pessoa, sendo os seus próprios poemas ortónimos brilhantes. Dizem que o homem era assado do miolo, mas não há mérito que não se lhe possa dar! Pode ter criado mais de 70 alter-egos distintos, pode ter estado demasiado à frente no seu tempo... Não deixarei de o admirar.

3. És a favor ou contra o aborto? Porquê?
Sou a favor, pois é uma alternativa muito mais humana ao posterior abandono das crianças ou, podendo até chegar a ser pior - aos maus-tratos ou à negligência.

4. Praticas algum desporto?
Pratico o "sentar o rabo na cadeira e procrastinar ao computador".

5. Acreditas em Deus? Porquê?
Acredito numa entidade superior e, sim, posso-lhe chamar Deus, mas não me identifico exclusivamente com os princípios de uma só religião. Acho que, no fundo, ainda não conheço nenhuma bem o suficiente para me considerar parte dela. Sinteticamente, acredito num Deus universal.


6. Um livro que marcou a tua infância.
Lembro-me de ler muito as bandas desenhadas da Disney, de alguns dos heróis da Marvel, da Mafalda... Ainda assim, acho que nenhum livro me marcou realmente até ter começado a ler Harry Potter. Shame on me...

7. Porquê um blog?
'Cause I'm an attention whore.

8. Preferes os livros ou ficas pelos filmes?
Prefiro os livros, não denegrindo os bons filmes que já vi até hoje.


9. Como é que ganhaste a tua última nódoa negra?
É capaz de ter sido a saltar no plinto, em Educação Física. Ou a tentar.


10. Séries que andas a seguir.
Savage U, a série (ou será reality show?) com que mais me identifiquei nos últimos tempos! Não é apenas mais um cliché da MTV, com swag fags e horny bitches à mistura. É fixe e educativo. Bazinga!


11. Um local fictício que gostarias que existisse.
Uma casa com apenas uma cozinha, um quarto, uma casa-de-banho e um jardim bonito, onde houvesse sol durante o dia e céu aberto para se ver as estrelas de noite. Alguma mobília e um computador, montes de folhas de papel e uma ou duas canetas de marca recarregadas. Inspiração à tona. E alguns amigos e família poderiam visitar-me de vez em quando - mas sem exagerar!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Do tédio

Este ano lectivo, sinto-me entediada. Estou sem acção, não tenho vontade de estudar e, quanto a tenho, parece que nunca se reflecte totalmente nos resultados. Já no nono ano me aconteceu o mesmo: desmotivação a nível 3500. No quase culminar de mais uma etapa, fico farta do ambiente, do ritmo, do que tenho de aprender sem lhe encontrar utilidade directa, das pessoas - de que não gosto nem deixo de gostar, de todo, e que são apenas apanhadas na minha onda de negativismo - e de tudo o que se traduza na constatação "ainda aqui estás e aqui ainda ficarás durante mais uns meses".
Acho que, pela minha natureza dinâmica, rapidamente me ressinto pela falta de mudança. Preciso desesperadamente de entrar em contacto com a novidade para, assim, voltar a ser posta à prova. Por agora, ainda tenho que ser paciente e esperar.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Inscrição de emprego

Preencho todos os campos, linhas e quadradinhos com a máxima atenção. Sou milimetricamente cuidadosa com as minhas cruzes e com cada letrinha ou número, para que não hajam dúvidas acerca da minha identidade, características e preferências.
No fim, engano-me na assinatura.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Existem dois tipos de pessoas:

a) Aquelas que já se colocaram de pernas afastadas por cima de um aquecedor e largaram uma bufinha voadora;
b) Aquelas que ainda hão-de arranjar maneira de tentar.

Divertimento garantido.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Mais ou outro "prémio"? - Liebster Award -

Fui presenteada pelo Tímido com o prémio Liebster Award. 

O prémio teve origem na Alemanha e tem como objectivo divulgar blogs com menos de 200 seguidores, blá blá, blá... Obrigada! Eu até que acho piada a estas patetices. Afinal, do que é que os patetas haveriam mais de gostar?

" AS REGRAS SÃO:

1. Postar 11 coisas sobre mim;


2. Responder às 11 perguntas que nos foram atribuídas;


3. Nomear 11 blogs com 200 ou menos seguidores, colocar o link do blog e avisar sobre o prémio;


4. Fazer novas 11 perguntas aos blogs nomeados.



Então, vamos lá embora... Vocês já me devem conhecer melhor do que eu a mim mesma, mas aqui vai disto...

  1. O meu namorado é o mais divertido de todos os tempos, o mais descontraído, o mais simpático, o mais racional, o mais-mais. E não, não sou como uma certa cadeia de supermercados que "iguala a oferta se encontrar mais barato" (neste caso, melhor). Este já é meu, arranjem outro.
  2. Caramba, está mais frio dentro da minha casa do que lá fora! Desta exclamação, poderão concluir que sou friorenta. Mais ou menos.
  3. Detesto jogar futebol, à semelhança de 4/5 da população humana do sexo feminino deste mundo.
  4. Por oposição, adooooooooooro jogar voleibol!
  5. Sou perfeccionista...
  6. ... mas tenho quase sempre o quarto desarrumado.
  7. Por vezes, dou numa de gritinhos histéricos e guinchos suspeitos.
  8. Gosto de misturar açúcar às pipocas salgadas que se preparam no microondas.
  9. Amanhã, quando voltar ao dentista, vou meter elásticos cor-de-rosa (ou de outra muito berrante) no aparelho.
  10. Gosto de ler quando acordo.
  11. O meu primeiro interesse amoroso foi o Daniel Radcliffe.
PERGUNTAS:

1. Tens carta?
Suponho que seja referida a de condução. Então, não. Nem tenho idade para a ter.

2. Qual o teu maior sonho?
Aquele em que a minha professora de Francês transformou o meu namorado num escaravelho. 

Ah, não era desses...

3. Qual o momento mais feliz da tua vida?
É com muita satisfação e orgulho que respondo que, durante a minha curta vida, já tive muitos momentos de rebentar de felicidade.

4. Quais as coisas que mais prazer te dão(e não, não é nesse sentido)?
Quão cliché seria se eu dissesse que é estar com as pessoas de quem gosto e partilhar umas boas gargalhadas...? E ler. E escrever. E ouvir música. E cantar.

5. O que mais te assusta?
Não ter, no futuro, alguém com quem partilhar as minhas patetices.

6. Quem não imaginas fora da tua vida?
A minha família e pouco mais.

7. De quem sentes mais falta?
Da minha cama, nove horas por noite.

8. Qual é o teu prato favorito? 
Carne de porco à alentejana, qualquer coisa com massa...

9. E qual é o que não consegues comer?
FÍGADO!

10. Tens animais de estimação?
Três cães, dois gatos e uma tartaruga. Os meus amigos não devem servir para efeitos de contagem. 


11. O que te levou a criar o Blogue?
Encontrar outros patetas para nos juntarmos a procrastinar.

***


Contudo, dado que recentemente já completei um destes inquéritos, não vou passar o testemunho a ninguém nem fazer perguntas (ou talvez as faça mais tarde, noutra publicação).
Au revoir, que vou ter aula de Franciú.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

E, se não for muito incómodo, MORRAM!

Origem: http://dre.pt/pdf2sdip/2013/02/025000001/0000200005.pdf

Caríssimos responsáveis pelo GAVE e Ministério da Educação,

Vocês são feios - uns meninos muito, muito feios! Eu, menina bonita (cof, cof), bem-comportada e moderadamente simpática, ou seja, a personificação do que existe de mais agradável no mundo (cof, COF!), desejaria celebrar o início da minha idade adulta (pff... big deal) no próximo dia 16 de Junho, sem estar subterrada debaixo de apontamentos, livros e coisas que tais. Pelo contrário, graças ao vosso divinal sentido de oportunidade, vejo o meu caso um bocadinho para o escuro, assim numa tonalidade entre o negro e o... NEGRO-A-CAPS-LOCK. Ah, pois... No 9º ano, já me tinham pregado a alegre partida de marcarem o exame de Português na data do meu aniversário, mas, como eu ainda não estava suficientemente contente, PIMBAS, enfia lá mais um exame de Português, (só que ainda pior) no dia seguinte àquele em que devias fazer o que mais te desse na real-gana, com os teus amigos. PIMBAS OUTRA VEZ, esquece lá isso, Beatriz, porque, mesmo que tu não precises de estudar, eles hão-de precisar!

Obrigadinha. 
Com uma facada e um tiro,
Beatriz, a Desconsolada

domingo, 3 de fevereiro de 2013

15

Eis um novo desafio a que me proponho! Da enorme quantidade de filmes em DVD que tinha cá por casa, escolhi os 15 que mais me agradaram pela sinopse e pu-los de parte, para os ir vendo durante as próximas semanas. Menos procrastinação, mais cultura cinematográfica!


1 - "Homens Que Matam Cabras Só Com o Olhar": já estou a ler o livro e só verei o filme depois de o acabar.

2 - "Matrix": já o devo ter visto, mas não me lembro muito bem da história.

3 - "Matriz Reloaded": idém.

4 - "Matriz Revolutions": aspas, aspas.

5 - "Bom Dia, Tristeza": há uns meses atrás, comecei a ler o livro em Francês, ou seja, na sua versão original. Infelizmente, na altura andava em tempo de testes e acabei por devolvê-lo na biblioteca. Talvez o filme me dê motivação para o voltar a trazer para casa.

6 - "A Última Legião": um pouco de História, um pouco de ficção e aventura. Promete!

7 - "Parnassus, o homem que queria enganar o Diabo": o último filme do Heath Ledger, com outros actores de que não desgosto (Jonny Depp, Jude Law, Christopher Plummer, ...). Cheira-me a fantasia e a intriga.

8 - "Homem de Ferro": inspirado num herói da Marvel?! Tenho de ver!

9 - "Homem de Ferro 2": ... e, quem vê um, vê dois.

10 - "Drácula 2001": quando os vampiros ainda não brilhavam e eram os maus da fita.

11 - "X-Men": in the mood for Marvel.

12 - "X-Men 2": já agora...

13 - "Slipstream": com o Anthony Hopkins a assumir o papel de protagonista, deve valer a pena. Além disso, o enredo parece-me fantástico (um escritor cujas personagens que cria começam a tomar vida).

14 - "O Ilusionista": na contracapa, bastou-me ler duas palavras para me render - realidade e magia.

15 - "Cyrano": amor, confusões no amor, história de outra época, de nacionalidade francesa, com o Gerard Dépardieu... Porque não?


E, como não poderia deixar de ser, hei-de escrever uma pequena crítica sobre cada um deles. Portanto, esperem só um bocadinho, que hoje ainda sou capaz de ver o "Matrix" (afinal, os professores de Filosofia recomendam-no, sempre que se referem às teorias cartesianas, e amanhã tenho teste sobre essa matéria!).

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Procrastinar é...

... ter de estudar Filosofia (URGENTE: teste na segunda-feira) e não ter vontade, pelo que opto, enquanto ela não chega, por actualizar o meu CV. Sou tão anormal que adio uma tarefa desagradável com outra não menos desprezível.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"We used to be friends"


Esta publicação é, featuring The Dandy Warhols, sobre e para (principalmente "para") os amigos que eu tive e que já não tenho. A determinada altura, foram realmente meus amigos (penso eu, do pico da minha ingenuidade), mais ou menos superficialmente, mas as circunstâncias guiaram-nos até às actuais, em que se dispensam lamechices e outros aditivos ou conservantes, tal como na comida. Acabou, acabou. 'Bora recorrer ao sarcasmo para enfrentar o assunto.
A música acima colocada - estrategicamente - faz-me lembrar bastante deles. Ou de vocês, caso vos sirva o boné. Algures no tempo, já fomos muito compinchas e uns para os outros, não foi? É que eu já nem certezas tenho - corrijam-me se estiver enganada. Éramos amiguinhos, confidenciávamos até a cor das nossas cuecas e partilhávamos experiências muito mais profundas do que simples fodas (sim, eu escrevi fodas, mas só para parecer sofisticada; pai, eu estou inocente!). O que nos unia era absolutamente inquebrável, pelo menos, até ao dia em que... 
De vez em quando, penso nesses amigos - vocês, ou tu, se calhar - e lembro-me imediatamente do refrão "a long time ago, we used to be friends but I haven't thought of you lately at all". Até o cantarolo. Está presente um certo tom de ironia que me satisfaz o ego. Eh pá, ainda existe quem escreva cenas destas e as inclua numa música que, por acaso, fazia parte do genérico da Veronica Mars. Trivialidades. Se atentarmos no resto da letra, é mais do mesmo. Fofo!
Deixo-vos, deste modo, a sós com os TDW, dedicando-vos esta sua adorável musiquinha, sem mais assunto. Foi só porque "a long time ago we used to be friends but I haven't thought of you lately at all". E hoje pensei.