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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

existem métodos... e métodos

Como já devo ter referido anteriormente, o meu professor de Psicologia deste ano já foi o de Filosofia que tive no ano passado. Com ele, as nossas notas baixam a pique. A maioria dos meus colegas, tal como eu, não consegue ficar imune ao grau de dificuldade dos testes deste professor. Hoje, lá fomos surpreendidos, mais uma vez, como se nunca tivéssemos aprendido com as experiências anteriores.

Conclusão: em testes "normais", a escolha múltipla é a parte mais fácil; em testes do professor A.J., a escolha múltipla suscita nos alunos preocupantes tendências suicidas. Pelo menos, os dois grupos de resposta escrita não eram grande espiga - o pior serão mesmo os métodos de correcção.

 

No entanto, fico feliz por ter este professor. Apesar de ser muito exigente, é um excelente profissional e, fora das aulas, é o que se chama de "bacano", a todos os níveis.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

1D - lol?

Não percebo por que razão ainda passam publicidade sobre o concerto dos One Direction na televisão. Não tinham já vendido todos os bilhetes em sete ou oito horas? Não serão os anúncios um desperdício de dinheiro? Acima de tudo, não serão eles um atentado à paciência de quem não grama os ditos boys e se vê obrigado a levar com a sua cantilena foleira* a cada dois minutos de intervalo, sem uma justificação decente?

 

*Dita por alguém que chegou a ter uma parede forrada a posters dos Jonas Brothers, esta afirmação ganha um significado totalmente diferente.

trabalho procura-se (e os anúncios que se encontram)

Há com cada anúncio de oferta de trabalho com uma falta de credibilidade incrível que até me impressiono... Adoro aqueles que prometem tudo e mais alguma coisa (dinheiro, horário flexível, "fazer algo que não é difícil", "viajar e/ou ter férias quando quiser") e, nos contactos, a única informação disponível ser "Sr. João, nº 912345678". Pelo menos a mim dá-me a impressão de que o Sr. João tem é um grande negócio de meninas por trás do seu anúncio imaculado!

domingo, 4 de novembro de 2012

é de iniciativa que este país precisa!

A combinar com o actual estado do país, com esta conjuntura caótica, encontramo-nos na época mais pessimista desde que nasci - e isso já é mais que uma década e meia! Falta ânimo ao pessoal, e com muita razão, os jovens pensam logo em emigrar antes sequer de acabarem os seus cursos, alguns até vão estudar para fora se tiverem dinheiro para tal, são mais o desempregados que as mães, não há condições de trabalho para os que o têm, está-se mesmo a ver que não vai haver reformas para ninguém nos próximos milhentos anos, não há esperança, etc, etc, etc, vocês vivem no mesmo país que eu e sabem como é.

Ainda assim, o que é de louvar aos céus, existem pessoas que são capazes de levantar a cabeça e ter INICIATIVA - já que os responsáveis por esta grande borrada nacional/internacional/MUNDIAL não a têm. Um desses exemplos de gente que vai à luta chama-se Sofia Mesquita e arranjou uma maneira surpreendentemente criativa para procurar trabalho. Achei brilhante! Ora dêem uma vista de olhos:

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

não morram, compatriotas... não morram!

O feriado do 1 de Novembro, bastante concorrido para visitar as campas dos nossos entes falecidos, já não o vai ser, a partir do próximo ano. Os subsídios de morte foram cortados em 50%. Com esta crise, já nem há dinheiro para comprar um raminho de flores para decorar as sepulturas. O número de cremações tem aumentado imenso, porque... bem, é mais económico despejar as cinzas para um jarro Made In China e metê-lo, vejamos, em cima da lareira (o habitual cliché dos defuntos) do que comprar um caixão Made In Portugal, o que implica, supostamente, o aluguer ou compra de um espaço extra no cemitério. Portanto, compatriotas... não morram. Feitas as contas, permanecer vivo ainda é mais viável.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

o dito candidato a êxito musical sobre que escrevi ontem


<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/t7AWmgfV1Ys" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><strong>LETRA:</strong></div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><strong>"</strong>Se o país aguenta mais austeridade...?</div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;">Ai aguenta, aguenta... (bis)<strong>"</strong></div>

terça-feira, 30 de outubro de 2012

a célebre frase daquele economista muito famoso... ah, sim, o Fernando Ulrich

Quase poderia ser a letra de uma música popular muito conhecida. Com alguma sorte, poderia ser a de uma música cantada pela Madonna. No entanto "Se o país aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta...!" foi apenas mais uma frase extremamente infeliz dita por alguém que merecia qualquer coisa não menos grave do que uma valente bofa na boca, ou seja, pelo Fernando Ulrich, o presidente executivo do BPI. Apesar da minha ingénua e, talvez, pretensiosa idade, sinto-me curiosamente à vontade para lhe atribuir a qualidade de traste e pedir desesperadamente que nunca mais ninguém o deixe falar em público. Isto é, a menos que a opinião de sua excelência se baseie nalgum dado que desconheço como, por exemplo, que será da generosidade do seu bolso que os portugueses serão alimentados durante os próximos dez a vinte anos. É só uma ideia...

(Por acaso, eu e o Sr. Ulrich temos uma característica em comum: nenhum de nós é licenciado.)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Fernando Pessoa: ortónimo*

   Fernando Pessoa foi um poeta e escritor que, nascendo no final do século XIX, foi marcado social e artisticamente pelos acontecimentos e correntes literárias do início do século XX. Nessas décadas, destacou-se o modernismo, assistindo-se a uma quebra de valores morais e artísticos para que Pessoa contribuiu.

   A sua obra ortónima revela insatisfação com o presente e uma enorme saudade do passado (“a infância perdida”) e é igualmente notória a intelectualização dos sentimentos, a procura da racionalidade, sendo a escrita posterior à vivência dos sentimentos, situação que desencadeia, no sujeito poético, uma enorme “dor de pensar”, que não lhe permite alcançar a felicidade que perseguia. Deste modo, deparamo-nos frequentemente com uma profunda autoanálise de Fernando Pessoa nos seus poemas.

   Podemos, então, concluir que a obra de Pessoa apresenta características únicas que não encontraremos nas de outros autores - seguindo a linha do modernismo português, foi capaz de criar o seu próprio espaço na literatura portuguesa.

 

O texto aqui apresentado foi uma pequena redacção escrita por mim para a disciplina de Português, no âmbito do estudo da obra de Fernando Pessoa ortónimo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

música nacional morre impiedosamente

Hoje, dia 24 de Outubro de 2012, a música portuguesa foi assassinada pelo modelo e wanna-be-artista Angel-O, mais conhecido por ser o cãozinho de estimação da apresentadora Iva Domingues. O seu novo single, "Eu", foi a causa da morte, depois de uma tentativa quase bem sucedida com "Só quero que saibas", no passado mês de Março.
A autora deste blogue apresenta, desde já, as mais sofridas condolências aos seus compatriotas. O instrumental até era bonito... O resto é que já não se safou.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

'tugas na estrada!

   Se há alguma característica dos portugas de que nos devemos, certamente, orgulhar (ou não) é o dom nato que temos para formar filas de quilómetros e quilómetros no meio da auto-estrada, porque… há um acidente qualquer.

   Na verdade, nem sequer é preciso ser um acidente. Hoje, passei na A2 no sentido Norte-Sul, entre Almada e Corroios, e por lá começava a parar o trânsito. Diz a minha avó “pronto, já estão a ver o acidente!”. Só que, ao contrário do que ela – e eu – pensava, não era acidente, coisa nenhuma. Talvez lhe possamos chamar um “incidente”, com algum jeitinho. Tratava-se somente de um carro que se encontrava à beira da estrada, incólume, aparentando uma mera avaria ligeira ou uma falta de bateria ocasional. No entanto, apesar da pouca importância que a situação tinha, aos olhos de alguém que pensasse objectivamente, o trânsito quase estagnara por quinhentos metros. E não, o condutor do carro nem sequer era muito giro e já lá estava outro rapaz a ajudá-lo (por acaso, esse até tinha um ar interessante!), pelo que não havia motivo para preocupações nem paragens.

   Mas, como é certo e sabido, o bom portuga adora espectáculo, desde que este não seja de qualidade, e quanto mais vulgar for, melhor! Ver dois carros estacionados à beira da estrada e dois homens com colete fluorescente?! Eles alinham! Imaginem lá se fosse uma moça novinha em trajes menores em cima do capot! Estes ‘tugas, ‘pá…

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

já é Inverno na Fertagus

Não sei quem foi o cretino que não se lembrou de desligar o ar condicionado a 10ºC nos comboios da Fertagus, mas devo expressar-lhe já o meu desagrado. É que hoje não esteve frio nem nada! E do que o pessoal estava mesmo a precisar era de um esfriamento, porque, afinal de contas, estamos todos desejosos de obter uma desculpa plausível para faltar ao trabalho ou às aulas! Obrigada aí, chefe! Recorde-me se me esquecer da sua prenda de Natal! (Já que, agora, ando numa de agradecer ao mundo inteiro, por tudo e por nada, a torto e a direito.)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Marquemos a diferença! - #Blog Action Day

   Vivemos num mundo enorme e, à partida, representamos algo quase invisível nele. Há quem acabe por se subestimar a si mesmo e ao próximo no meio desse mar de gente, cidades e culturas, mas também há quem saiba dar valor a cada recurso humano existente. E é principalmente desse tipo de pessoas sobre quem desejo escrever desta vez.

 

   A nossa sociedade encontra-se em constante mudança. Nem sempre foi bem assim, é certo, pois as tecnologias vieram aproximar-nos uns dos outros, facilitando a comunicação à distância, logo, a constante adesão e difusão de ideias com os mais diferentes conteúdos

   Tenho um blogue – este – porque gosto de transmitir a minha mensagem, seja ela qual for, sobre o que for. Gosto de saber que, ao fim do dia, existe alguém a concordar ou a discordar de mim mas que, apesar de tudo, e o mais importante, tomou conhecimento da minha opinião. Em muito pequena escala, penso que poderei chamar a este processo “tentar fazer a diferença”. Em primeiro lugar, é aqui que exponho os meus valores e opiniões; em segundo, estou certa de que estarei a incentivar outros, indirectamente, a exporem os seus também, nem que seja intimamente – o que já não é nada mau! Possuir opinião sobre algo é extremamente importante! Todos nós temos uma voz e todos nós devemos usá-la, nem que seja uma vez na vida! Até enquanto escrevo estas palavras tenho o objectivo de colocar este assunto em reflexão para quem as lerá, mais tarde…!

   Não digo que seja preciso ter um blogue público para que tentemos fazer a diferença. Longe disso! Existem imensas maneiras de deixar a nossa marca no mundo, sem nos limitarmos a ser mais um indivíduo de tantos outros biliões com as mesmas características. Eu própria não encaro a Internet como o único meio para atingir tal fim, apesar de se tratar de um instrumento imprescindível na divulgação de informação na actualidade, assim como para tornar a nossa voz audível.

   Fazer a diferença pode começar pela iniciativa própria. Devemos perguntar-nos o que podemos nós alcançar com as nossas capacidades? Sem vontade, nada se concretiza, pelo que devemos analisar-nos criticamente. Por vezes, mais valem actos pequenos e de bom coração do que grandes demonstrações sem significado. E o dinheiro?! Ele também é importante, sem dúvida, mas não vejo por que razão não haveremos de cumprir os nossos objectivos sem ele, se temos realmente vontade e uma voz que sabemos usar, que nos guia e que nos permite interagir com o mundo. Podemos fazer voluntariado, tentar auxiliar alguém em momentos menos felizes, lutar por uma causa digna de ser colocada em relevância, entre tantas outras acções que, simples ou não, demonstram a nossa vontade.

 

   E um bom método para começar a tentar marcar a diferença é, como já referi, pensar em pequena escala.

   Eu, por exemplo, prefiro tomar mais atenção, em primeiro ligar, à comunidade em que me insiro. Sou uma cidadã portuguesa, jovem e estudante, pelo que me concentro maioritariamente no panorama de Portugal, na actual conjuntura económica e política (e na crise, presente não só nesses domínios, como também, por consequência, em toda a realidade nacional, seja na Educação, na Saúde, na Justiça, …) e no que o futuro no meu país me poderá reservar ou recusar. Se sou directamente influenciada pela minha comunidade, tomarei mais atenção, evidentemente, ao que se passa dentro dela.

   Porém, como é igualmente óbvio, não me deixo de preocupar com o exterior, dado que é ele que influencia, em grande parte, a realidade em que vivo. Procuro manter-me informada sobre uma data de temas sobre os quais convém qualquer cidadão minimamente consciente estar informado. Não deixo de tomar atenção às situações de guerra entre povos e as suas motivações; não deixo de me sentir sensibilizada com a falta de condições de vida (fome, trabalho precário e analfabetização são apenas algumas) nos países subdesenvolvidos, que tanto são explorados por nós, os países desenvolvidos; não deixo de me sentir escandalizada com os crescentes problemas ambientais, ignorados pela sociedade consumista e capitalista onde eu própria me insiro; não deixo de me sentir insultada pelas desigualdades que persistem em certas sociedades, porque todos os Homens merecem o mínimo de respeito, sejam de que género, religião ou raça forem.

   Mas, repito – por agora, a minha área de possível influência no mundo cinge-se apenas à minha comunidade, ou seja, Portugal e, no máximo, a Europa. E pode ser que, um dia, eu consiga que a minha voz e a minha vontade cheguem para batalhar não só pelo que me é mais próximo, como também por todo o mundo, um pedacinho de cada vez!

   Já nem digo todos, mas se uma parte de nós - cidadãos do mundo com capacidade e vontade para deixar uma marca indelével em toda a imensa comunidade que nos rodeia – se juntar, em nome de uma realidade mais favorável e sustentável, em nome de uma sociedade que não se esqueça de ninguém, mesmo que a sua voz seja, porventura, mais fraca ou inaudível no meio da multidão, julgo que poderemos transformar o Planeta Terra num local ainda mais desejado e amado do que ele já é.

   Através da minha voz, continuo a almejar fazer a diferença.

Beatriz Canas Mendes, Portugal

October 15th, 2012

Blog Action Day #powerofwe

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sobre o Blog Action Day - 15 de Outubro

Como já deverão ter reparado, coloquei um selo sobre algo chamado Blog Action Day na coluna da direita. Muitos de vocês ter-se-ão perguntado do que se tratava e eu passo a explicar: o Blog Action Day é uma iniciativa internacional cujo objectivo é o de que bloggers de todo o mundo escrevam, todos os anos, sobre um determinado tema de interesse internacional ou até mundial, criando um ambiente de discussão. Este ano, o primeiro em que participo, o tema é "Power of We", ou seja, "O Nosso Poder" (numa tradução o mais aproximada possível) e a próxima publicação, agendada para as 20h45, será a minha contribuição para este grandioso evento. Espero conseguir expor o meu ponto de vista e mostrar algum power of me!

Highlights from Blog Action Day

Marquemos a diferença! - #Blog Action Day

   Vivemos num mundo enorme e, à partida, representamos algo quase invisível nele. Há quem acabe por se subestimar a si mesmo e ao próximo no meio desse mar de gente, cidades e culturas, mas também há quem saiba dar valor a cada recurso humano existente. E é principalmente desse tipo de pessoas sobre quem desejo escrever desta vez.

 

   A nossa sociedade encontra-se em constante mudança. Nem sempre foi bem assim, é certo, pois as tecnologias vieram aproximar-nos uns dos outros, facilitando a comunicação à distância, logo, a constante adesão e difusão de ideias com os mais diferentes conteúdos

   Tenho um blogue – este – porque gosto de transmitir a minha mensagem, seja ela qual for, sobre o que for. Gosto de saber que, ao fim do dia, existe alguém a concordar ou a discordar de mim mas que, apesar de tudo, e o mais importante, tomou conhecimento da minha opinião. Em muito pequena escala, penso que poderei chamar a este processo “tentar fazer a diferença”. Em primeiro lugar, é aqui que exponho os meus valores e opiniões; em segundo, estou certa de que estarei a incentivar outros, indirectamente, a exporem os seus também, nem que seja intimamente – o que já não é nada mau! Possuir opinião sobre algo é extremamente importante! Todos nós temos uma voz e todos nós devemos usá-la, nem que seja uma vez na vida! Até enquanto escrevo estas palavras tenho o objectivo de colocar este assunto em reflexão para quem as lerá, mais tarde…!

   Não digo que seja preciso ter um blogue público para que tentemos fazer a diferença. Longe disso! Existem imensas maneiras de deixar a nossa marca no mundo, sem nos limitarmos a ser mais um indivíduo de tantos outros biliões com as mesmas características. Eu própria não encaro a Internet como o único meio para atingir tal fim, apesar de se tratar de um instrumento imprescindível na divulgação de informação na actualidade, assim como para tornar a nossa voz audível.

   Fazer a diferença pode começar pela iniciativa própria. Devemos perguntar-nos o que podemos nós alcançar com as nossas capacidades? Sem vontade, nada se concretiza, pelo que devemos analisar-nos criticamente. Por vezes, mais valem actos pequenos e de bom coração do que grandes demonstrações sem significado. E o dinheiro?! Ele também é importante, sem dúvida, mas não vejo por que razão não haveremos de cumprir os nossos objectivos sem ele, se temos realmente vontade e uma voz que sabemos usar, que nos guia e que nos permite interagir com o mundo. Podemos fazer voluntariado, tentar auxiliar alguém em momentos menos felizes, lutar por uma causa digna de ser colocada em relevância, entre tantas outras acções que, simples ou não, demonstram a nossa vontade.

 

   E um bom método para começar a tentar marcar a diferença é, como já referi, pensar em pequena escala.

   Eu, por exemplo, prefiro tomar mais atenção, em primeiro ligar, à comunidade em que me insiro. Sou uma cidadã portuguesa, jovem e estudante, pelo que me concentro maioritariamente no panorama de Portugal, na actual conjuntura económica e política (e na crise, presente não só nesses domínios, como também, por consequência, em toda a realidade nacional, seja na Educação, na Saúde, na Justiça, …) e no que o futuro no meu país me poderá reservar ou recusar. Se sou directamente influenciada pela minha comunidade, tomarei mais atenção, evidentemente, ao que se passa dentro dela.

   Porém, como é igualmente óbvio, não me deixo de preocupar com o exterior, dado que é ele que influencia, em grande parte, a realidade em que vivo. Procuro manter-me informada sobre uma data de temas sobre os quais convém qualquer cidadão minimamente consciente estar informado. Não deixo de tomar atenção às situações de guerra entre povos e as suas motivações; não deixo de me sentir sensibilizada com a falta de condições de vida (fome, trabalho precário e analfabetização são apenas algumas) nos países subdesenvolvidos, que tanto são explorados por nós, os países desenvolvidos; não deixo de me sentir escandalizada com os crescentes problemas ambientais, ignorados pela sociedade consumista e capitalista onde eu própria me insiro; não deixo de me sentir insultada pelas desigualdades que persistem em certas sociedades, porque todos os Homens merecem o mínimo de respeito, sejam de que género, religião ou raça forem.

   Mas, repito – por agora, a minha área de possível influência no mundo cinge-se apenas à minha comunidade, ou seja, Portugal e, no máximo, a Europa. E pode ser que, um dia, eu consiga que a minha voz e a minha vontade cheguem para batalhar não só pelo que me é mais próximo, como também por todo o mundo, um pedacinho de cada vez!

   Já nem digo todos, mas se uma parte de nós - cidadãos do mundo com capacidade e vontade para deixar uma marca indelével em toda a imensa comunidade que nos rodeia – se juntar, em nome de uma realidade mais favorável e sustentável, em nome de uma sociedade que não se esqueça de ninguém, mesmo que a sua voz seja, porventura, mais fraca ou inaudível no meio da multidão, julgo que poderemos transformar o Planeta Terra num local ainda mais desejado e amado do que ele já é.

   Através da minha voz, continuo a almejar fazer a diferença.

Beatriz Canas Mendes, Portugal

October 15th, 2012

Blog Action Day #powerofwe

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

caso Freeport foi encerrado

Costuma-se dizer que ter vergonha é ser-se ladrão e ser-se apanhado. No entanto, em Portugal, acho que vergonha deveria consistir em ser-se ladrão e não se ser apanhado.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

mais dos exames

É certo que, neste momento, estamos todos muito felizes e contentes, passe a redundância, com o recuo da medida do Ministério da Educação quanto aos exames nacionais, mas também há que reflectir melhor sobre o assunto. Este avançar e arrepender de decisões só vem provar o estado geral do país e do próprio Governo: ninguém se entende e ninguém sabe muito bem o que anda a fazer, limitando-se a experimentar e a esperar que a poeira assente até à próxima medida a tomar. Não se sabe o dia de amanhã porque os nossos representantes insistem em fazer-nos o obséquio de andar a brincar com as nossas vidas, ora toma lá, ora dá cá, ora desculpa lá o incómodo causado. Porque o que se passa na Educação acaba por se espelhar na Economia, na Saúde, na Defesa... seja onde for - não fosse tudo farinha do mesmo saco!

 

Sim, aproveitemos este alívio que nos deram hoje: mas não nos esqueçamos de que poderão muito bem estar apenas a tentar ludibriar-nos com falsas alegrias.

eles bem queriam, eles bem queriam...!

Gostava de vos contar isto num tom sério, a combinar com o assunto, mas é-me (felizmente) impossível: já não há totalidade de matéria nos exames nacionais de Português, História A, Desenho A ou Matemática A para quem frequenta o 11º ou 12º ano neste momento! (Quase me atirei da janela, tal foi a minha alegria perante esta notícia...!)

Segundo o comunicado do GAVE, para quem realizará os referidos exames nacionais este ano (2012/2013), eles apenas contemplarão matéria do 12º; para quem os realizará para o ano (2013/2014), contemplarão matéria do 11º e do 12º. Não é uma óptima notícia?! Resposta óbvia: ai não, que não há-de ser!

Eles bem nos queriam dar cabo da carcaça, mas, com tanto reboliço, lá tiveram que suspender o seu plano maléfico (ui, que medo).

Eu até já ia a meio do guia de estudo de História A do 10º ano e, olhem... quem me dera nem lhe ter pegado! Claro que relembrei a Grécia Antiga e Roma e o mundo medieval, o que não me fez mal nenhum, só que, de qualquer modo, tal poderá ser considerado, eventualmente, uma perda de tempo. (Porém, neste momento e dadas as cricunstâncias, estou-me nas tintas, verdade seja dita!)

 

Agora, vou fazer algo de útil da vida e ver séries gravadas. Felicidades com a vossa vida recente e subitamente desocupada!

 

Se estiverem interessados, escrevi um artigo para a Fórum Estudante sobre toda esta reviravolta. Para ler, é só clicar.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

dos outros #9

" ... e um profundo e tediento desdém por todos quantos trabalham para a humanidade, por todos quantos se batem pela pátria e dão a sua vida para que a civilização continue... "

Fernando Pessoa, "O Livro do Desassossego"

grande animal...

A jornalista da RTP abordou António José Seguro para que comentasse o discurso de Cavaco Silva. Resposta que obteve: "Desculpe, mas agora estou a falar com pessoas."

ALERTA BANDEIRA!

Hoje, dia 5 de Outubro de 2012, o 102º aniversário desde a implantação da República Portuguesa, a bandeira nacional foi hasteada de pernas para o ar, pelo presidente da república Cavaco Silva (e restantes responsáveis pelo acto, como se pode confirmar na imagem)na Câmara Municipal de Lisboa, um dos locais das comemorações. Não sei até que ponto isto não terá sido um mero desleixo*, algo que aconteceu sem querer, tal como nos estão a fazer crer em todos os canais da televisão que estão ligados em minha casa - três televisões, três canais diferentes. É que nem a queriam endireitar! Será este um sinal de mudança, de revolução? Ficarei atenta, de qualquer modo, porque, a mim, parece-me que se está a fazer História neste momento. Nada é em vão...

 

*(segundo códigos militares, a bandeira ao contrário significa que o local foi tomado pelos inimigos)

 

Vídeo: http://www.tvi.iol.pt/videos/13712035