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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Badalhoquices

Não entendo a aversão da generalidade das pessoas à palavra "badalhoco". Dizem que é feia, ordinária, sem classe. Pessoalmente, nunca a achei nada disso. Pelo contrário, encontro-lhe uma faceta muito sua, as sílabas provocadoras, sonantes - ba-da-lho-co... É-lhe característico (ou sou eu que imagino) um sentido de humor mordaz e versátil, que não tem de ser obrigatoriamente associado à promiscuidade, podendo ser, antes, empregue ao serviço da boa disposição e do sarcasmo ocasional. Digo eu, verbalmente badalhoca...

sábado, 29 de dezembro de 2012

Brásucá, váleu?! ... Náum, sinhô!

Nunca gostei de ler nada em português do Brasil ou de variantes africanas. Durante muitos anos, vi telenovelas brasileiras e aguentei o sotaque, mas, na literatura, já há muito que desisti do português que não fosse cá dos tugas, continentais, de preferência. Penso que o que mais me irrita no português "colonial" é a inversão das formas pronominais ("eu vi-te ontem" versus "eu tji vi ontem") e o "você" a dar por um pau ("eu amo você, cara!"). Esses dois aspectos, mais os regionalismos e os vocábulos diferentes, mais algumas expressões idiomáticas que me dão cabo dos fígados, impedem-me de amar a diversidade da minha própria língua. Eu devia ter vergonha na cara. É que nem "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" eu fui capaz de ler! E desisti do Mia Couto, por quem até cheguei a sentir um certo apego...

From now on, haters gonna call me a racist. I ain't no racist, brother, I'm only complicated! (Acrescentei Street English para dar ênfase à ideia, 'tá batê, meu pute? Não, agora só estou a ser parvinha...)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Grammar nazi

Pitas que chamam "murcões" aos amigos nas redes sociais, porque devem achar que tem imensa piada serem labregas (cá entre nós, são mesmo!), quando nem sabem que a palavra certa é "morcões". Ups.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Fernando Pessoa: ortónimo*

   Fernando Pessoa foi um poeta e escritor que, nascendo no final do século XIX, foi marcado social e artisticamente pelos acontecimentos e correntes literárias do início do século XX. Nessas décadas, destacou-se o modernismo, assistindo-se a uma quebra de valores morais e artísticos para que Pessoa contribuiu.

   A sua obra ortónima revela insatisfação com o presente e uma enorme saudade do passado (“a infância perdida”) e é igualmente notória a intelectualização dos sentimentos, a procura da racionalidade, sendo a escrita posterior à vivência dos sentimentos, situação que desencadeia, no sujeito poético, uma enorme “dor de pensar”, que não lhe permite alcançar a felicidade que perseguia. Deste modo, deparamo-nos frequentemente com uma profunda autoanálise de Fernando Pessoa nos seus poemas.

   Podemos, então, concluir que a obra de Pessoa apresenta características únicas que não encontraremos nas de outros autores - seguindo a linha do modernismo português, foi capaz de criar o seu próprio espaço na literatura portuguesa.

 

O texto aqui apresentado foi uma pequena redacção escrita por mim para a disciplina de Português, no âmbito do estudo da obra de Fernando Pessoa ortónimo.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

agora é que eles nos lixaram bem lixadinhos!

   É oficial: caros colegas que também frequentam o ensino secundário, as nossas aspirações a sermos médicos, jornalistas, famacêuticos, escritores, advogados [...] ou preguiçosos com canudo ACABARAM. Pelo menos, para alguns... Porquê?, perguntam vocês, como se já não tivessem ouvido falar desta nova legislação. Por causa disto:

   Pensaram os governantes [com diplomas passados a um Domingo] deste nosso país "temos que lixar todos os portugueses". Já lixaram os nossos pais, os nossos avós, os nossos tios e todos os que pagam impostos. Mas como lixariam eles os que ainda não são contribuintes? COMO?! Como lixariam eles os jovens estudantes? " 'Bora chumbá-los e dar cabo dos seus sonhos académicos!"

   Não sei quem raio se lembrou de tal mesquinhice, mas lá que o timing não foi nada indicado, lá isso não foi. "Ah e tal, não vamos retirar já a nota de Educação Física da média do secundário a toda a gente, só aos que entram agora no 10º ano, mas, se estamos a falar de exames, a coisa já é diferente. RAZIA TOTAAAAAAL!", gritou um qualquer cro magnon do Ministério da Educação, género Rambo... ou King Kong. Portanto, aqui vai a notícia simplificada para os mais desatentos: de ora em diante, toca a estudar a totalidade da matéria das disciplinas trianuais, desde o 10º até ao 12º, que isto aqui não há estatutos especiais para ninguém. Português, Matemática A, História A e Desenho A- são esses os exames nacionais que, segundo a nova legislação, passam a contemplar os três anos de matéria.

   É certo que, antigamente, a matriz dos exames era elaborada deste modo, com conteúdos de todos os anos do respectivo ciclo, o que, ainda assim, não me convence. Não me convence! Pelo menos, aos alunos que frequentam este ano o 11º ou 12º. Se só agora entram em vigor as novas directrizes, estas só se deviam aplicar aos que iniciaram agora o 10º ano. Faz sentido, certo? Não me parece muito positivo que, durante dois anos lectivos, me tenham preparado para que a matriz dos exames nacionais que terei de realizar daqui a oito meses se cinja somente ao último, rebentando a bomba neste momento da parada. É totalmente anti-pedagógico!

 

   Dito isto, colegas, caso se encontrem tão escandalizados com esta situação quanto eu, assinem a petição que, mesmo podendo não resultar em nada, serve para mostrarmos a nossa indignação ao Ministério da Educação. AQUI. Demora um minuto a preencher e, se formos muitos a assiná-la, pode ser que o caso se torne relevante o suficiente para ser repensado. Neste momento, já somos mais de 1430 - e, quantos mais, melhor!

   Boa sorte, em todo o caso...