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domingo, 19 de maio de 2013

Famílias confusas, crianças "confundidas"


Vou tentar ser breve e clara: fico contente por, finalmente, a mentalidade retrógrada da sociedade portuguesa estar a dar mostras de uma ligeira desretrogradização, mas continuo a achar que a aprovação da coadopcão por casais homossexuais ainda revela muito trabalho pela frente, muito debate, muita polémica, enfim, muito título de jornal e ruidosas manifestações pela igualdade.
A meu ver, a coadopção das crianças só as vai "confundir" desnecessariamente. Com que então, têm uma mãe e dois pais, ou um pai e duas mães? Não acham mais simples darem-lhes somente dois pais ou duas mães, um núcleo familiar bastante mais sólido? Nem os cartões de cidadão têm espaço para o nome de tanta gente! Ou, piadas à parte, por que é que a criança há-de estar registada e identificada tendo como pai/mãe uma pessoa que acaba por lhe ser desconhecida, quando deviam era constar apenas os nomes daqueles que a amam realmente e que a estão a criar como sendo do seu sangue? Deixo a questão em aberto.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Real opinião sobre a realeza de Espanha

Então, aqui vai disto: não gosto de ninguém da família real espanhola. Enfim, talvez até ache fofos alguns dos miúdos... e não desgosto da rainha Sofia e da infanta Elena, que me parecem mais ou menos inocentes e simpáticas, mas é só. O rei Juan Carlos vai caçar elefantes para África com a sua amásia loira e abotoxada (princesa alemã), o genro Iñaki mete-se em corruptas alhadas (patrocinadas pelo próprio sogro, aposto!), a infanta Cristina envolvida, idém, aspas, aspas, o príncipe Felipe é um panhonhas que não tem mão em nada (incluindo naquela sua barba, c'horror!!), a Leticia gosta de andar na moda e de vestir as melhores marcas à custa do povinho e de andar de evento em evento do social, nem sempre acompanhando o marido nos seus deveres - ainda assim, desculpo-lhe as polémicas do divórcio e do aborto, porque, afinal, ela nem sempre foi princesa - e, no meio disto tudo, nada se resolve no país vizinho, que não tarda está pior do que nós, se é que tal seja possível.

quinta-feira, 28 de março de 2013

"Carpe diem"

Há dias que são tristes, outros que se nos passam indiferentes, outros que são felizes e outros que são muito felizes.
Os meus nunca são menos do que indiferentes. Sou sempre capaz de encontrar um ensinamento por trás dos momentos mais tristes que me torna uma pessoa mais completa, com mais experiência. Sou sempre capaz de aproveitar nem que seja um segundo desses ciclos de vinte e quatro horas. Todos os dias expresso o meu amor por alguém, o meu apreço e gratidão. Aprendo sempre qualquer coisa, por muito supérflua que seja.
Estou rodeada de gente brilhante em vários aspectos. Orgulho-me de ter alguns bons amigos, com quem posso partilhar vida e meia sem constrangimentos, nunca permitindo que me perca de mim própria. Tive a sorte de nascer numa família trabalhadora e inconformada, que desde cedo me tem motivado para também o ser, para lutar pelas minhas ambições e pelos meus sonhos mais loucos, sem me deixar desconcentrar por pequenos percalços que, eventualmente, a vida me poderia trazer - não fui educada para ser derrotista. Já tive menos juízo, agora tenho algum, mas gosto de pensar que a minha rebeldia é a da mente, a da criatividade, a da vida a puxar-me para a aproveitar à minha maneira, uma rebeldia saudável.
Por vezes, sou demasiado rígida comigo mesma; noutras, desleixo-me (também mereço, sou apenas mais uma humana entre milhões!). No final, só quero ser um bocadinho mais feliz a cada dia que passa, ser alguém melhor, ser recordada por quem achar por bem recordar-me, poder sentir-me plenamente satisfeita, sabendo que fiz por isso.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Relações e relações

   Apesar da escassa experiência de vida que me precede, já assimilei um bom par de conclusões que me permitem opinar sobre meia dúzia de assuntos. O das relações é um deles, mais por observação do que realmente por vivência.
   Do meu ponto de vista, existem diversos tipos de relação, dentro das amorosas. Há quem siga a filosofia do “é para sempre”, quem estipule, logo de início, um prazo de validade e até quem prefira ficar na ignorância, não ligando à duração, mas sim à intensidade. Também há quem prefira manter uma relação à distância, por mero acaso ou porque assim o deseja, e há quem não consiga estar a dez centímetros do seu loved one por mais de três minutos.
   E, infelizmente, poucos são os casais, principalmente os mais jovens, que conseguem manter uma relação relativamente pacífica, sem muitas discussões ou complicações. Parece-me, mais uma vez segundo a minha quotidiana análise de quem me rodeia, que é quase certo, pela opinião geral, que quem namora, casa ou está íntima e romanticamente relacionado tem de discutir obrigatoriamente e que os que não o fazem ou são um milagre ou vivem nas histórias de encantar. Os conflitos dentro das relações estão cada vez mais vulgarizados e ninguém encontra uma ponta de anormalidade nisso.
   Digo-vos que não sou santa nenhuma e já tive uma relação que contemplava praticamente toda a podridão que poderei já ter descrito ou poderei vir a descrever neste texto. E o mais “engraçado” é que, na altura, eu não conseguia fazer nada que o contrariasse, pois estava viciada no ambiente de constantes discussões e conciliações, alheia ao resto do planeta. Só sabia lamuriar-me. Mas, agora, com a cabeça fria e passado algum tempo desde o sucedido, considerando o meu “eu” de então uma miúda bastante parvalhona, esta coisa das relações problemáticas apresenta-se-me um bom tema para discutir mais objectivamente.
   A pergunta-chave que me coloco é a seguinte: porque haverá de ser “certo” que um casal tenha de discutir? Outra pergunta: numa relação, não é suposto haver entendimento mútuo? E outra: porque é que quem se encontra numa relação (demasiado) problemática não luta contra isso ou, pelo menos, se esforça para o evitar?
   Quando questiono ou simplesmente observo outras pessoas da minha idade, a maioria é da opinião de que, a certo ponto, um casal tem de discutir, porque nem tudo são rosas numa relação. O mais dramático é que uma grande parte dessas relações em questão, sobre as quais incido o foco principal, nem são muito sérias – são “apenas” romances juvenis. E o primeiro problema que lhes encontro é exactamente o serem levados com demasiada seriedade. Não estaremos nós, adolescentes, a trocar as nossas prioridades? Até mesmo adultos que fôssemos... Uma relação não deveria ser algo agradável? É que eu não vejo agradabilidade nenhuma em discussões e implacáveis cenas de ciúmes! Aposto que nem eu nem ninguém… Para problemas, já chegam os que são inevitáveis, quanto mais aqueles de que nos podemos escapar voluntariamente. Não digo que um casal não tenha os seus arrufos pontualmente. Arrufos são arrufos; andarem quase à pancada, a acabarem e a reatarem durante meses a fio, é uma parvoíce. Mesmo nas discussões, não há necessidade sequer de levantar a voz – muito pelo contrário, isso só piora a situação.
   E, se pensarmos bem no assunto, o problema de raiz reside em algo bastante rudimentar, mas que, ainda assim, tem vindo a perder o seu valor: o respeito. Uma relação, não interessando o seu carácter, não resulta sem que haja o mínimo de respeito mútuo. Não é preciso ter-se muita experiência de vida para o saber. É o respeito à outra pessoa que nos impede de lhe mentir, ludibriar ou tratá-la indevidamente, seja de que maneira for. Sem respeito, nunca nos pesará a consciência para nada. Os problemas da relação acabam por nos ser indiferentes, por não termos nada em conta senão o nosso próprio umbigo.
   Não é necessário amor para haver respeito, mas é preciso gostar-se minimamente de uma pessoa para se ter uma relação com ela e, quem gosta, respeita (julgo eu). As palavras não chegam e os actos justificam-se a si próprios, quer para o bem, quer para o mal.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dos outros #17

"Regressou-se aos tempos do caciquismo, do nepotismo, do oportunismo, do corporativismo, do imediatismo, da inconsistência política, da negociata sem freio, da especulação desnorteante, do endividamento excessivo, da corrupção desbragada, das fraudes a torto e a direito, das crises da Justiça, das crises da Saúde, das crises da Agricultura, das crises da Educação, das crises da segurança das pessoas, das crises de tudo e mais alguma coisa, da evasão fiscal, da derrapagem de gastos públicos, do descalabro, da descida espectacular de todos os indicadores para nos colocarem já nem sequer na cauda, mas no olho do cu da Europa (...), das insatisfações grátis, do deixa andar, das promiscuidades extraordinárias  dos escândalos de meia tigela e dos escândalos de alto gabarito, do futebol como actividade política e empresarial, do desporto como negócio, da política como negócio, da vida como negócio, dos erros repugnantes de português, das colunas sociais pirosas, da falta de qualificações, da falta de classe, da falta de nível, do subsídio, da mendicância, do emprego público, da preguiça, do esmorecimento, do atraso irrecuperável, da sem-vergonha."
Vasco Graça Moura, "Meu amor, era de noite"

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

É (quase) Natal, é (quase) Natal, tudo bate o pé! Vamos dar muitos presentes, mesmo sem ter fé!

Na última publicação, contei-vos sobre o meu passeio por Lisboa no sábado passado e, por alto, referi o "grandioso fenómeno do exagerado consumismo natalício". Por esta altura, já anda tudo mais que frenético à procura das prendas ideais para dar aos pais, avós, filhos, netos, enteados, vizinhos, cães e gatos, como pude constatar pela movimentação nas lojas de Lisboa, e até os bolos e doces da época já se vendem, enchendo as montras das pastelarias e fazendo-nos sonhar quase pornograficamente com eles (não me venham dizer que nunca estiveram perto de ter um orgasmo visual face a umas rabanadazinhas, uns sonhos ou um bolo rei, porque eu sei que isso é mentira!)
É certo que, com a crise, as compras propriamente ditas diminuíram, mas ainda existe muito boa gente - eu incluída - que se contenta com o simples facto de poder entrar livremente nas lojas e regalar os olhos, sem sair com sacos na mão. Levamos o coração um pouco mais apertado, pensando, muitas vezes, "quem me dera ter dinheiro para trazer isto e aquilo", mas a realidade chama-nos e pronto... Não se pode ter tudo na vida.
Nunca fui muito materialista nem consumista e, à medida que fui crescendo, fui-me apercebendo do verdadeiro significado do Natal. Este ano, à semelhança do que acontece com a maior parte dos portugueses, não conto com nenhuma prenda significativa. Atenção: não digo que não haja quem me ofereça alguma lembrança; contudo, tenho a perfeita noção de que o importante é reunir a família, acarinhar os que me querem bem, relembrar o espírito da quadra, reflectir sobre os valores que realmente importam e dar graças por ter saúde e pessoas que me adoram e amam por perto para me aconchegarem o coração.
E há que ser positivo! Se, desta vez, a mesa estiver um pouco menos recheada do que nos últimos anos, temos que ter esperança de que a situação poderá melhorar até ao próximo Natal, nem que seja por mera ilusão festiva.
Dar presentes sem apreciar realmente o Natal pelo que ele é não faz sentido. Infelizmente, todos nós havemos de conhecer alguém com essa falta de tacto, o que até nos chega a entristecer um bocado. No entanto, espero que, apesar de todos os aspectos negativos da presente conjuntura económica, ela sirva de lição para os pobres de espírito - estamos na altura certa para colocar tudo o que temos numa balança e atribuir-lhe o merecido valor. O resto... são prendas (e nós agradecemos!).

terça-feira, 27 de novembro de 2012

potatoe's logic

A minha colega Lisete encontrou esta imagem e associou-a de imediato às nossas aulas de Filosofia mas, na verdade, isto acontece em todo o lado.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Argumentação, falácias e discussões do arco da velha

Em Filosofia, temos andado a estudar o domínio da argumentação e da retórica, pelo que a professora decidiu mandar-nos fazer trabalhos de grupo sobre alguns temas da actualidade, para que os pudéssemos discutir em aula, explorando e praticando a matéria em questão. Infelizmente, existem sempre uns tantos unicórnios (não sabia o que mais lhes havia de chamar sem parecer ofensivo) que adoram dar exemplos da sua vida pessoal ou outros sem cabimento para exporem a sua opinião. E esses exemplos até poderiam ser aceitáveis, desde que fossem adequados à aula. Na de hoje, duas colegas minhas chegaram a expressar convictamente o quanto querem ser mães, pois é o seu maior desejo!!! Mas quem quer saber dos desejos delas?! Queremos é discutir o aborto, minhas caras! São apenas miúdas de dezassete ou dezoito anos que já de si andam um bocado perdidas, quanto mais pensando em bebés! Ninguém falou em instintos maternais apurados precocemente. Ninguém vos perguntou se há um ano pensavam que estavam grávidas e o quanto se estavam borrifando se vos olhariam de lado ou não! No entanto, não foi surpresa nenhuma que essas minhas colegas descambassem em exemplos demasiado pessoais, visto que já nas duas aulas anteriores de apresentação de trabalhos tiveram que dar o seu parecer, fazendo-se de coitadinhas quando abordámos a crise ("a minha mãe e o meu padrasto estão desempregados!") ou o tráfico humano ("eu conheço esta e aquela mulher que vai ali à recta de Coina trabalhar porque o marido a obriga!"; "há uma miúda ao pé da minha casa que se prostitui porque a mãe quer que ela o faça!" - porque elas conhecem TODA a gente) e esquecendo-se de ser minimamente racionais e objectivas. No fundo, elas gostam é de armar peixeirada com o resto da turma. Até já cheguei a temer que, a certo ponto, ainda acabassem agarrados aos pescoços uns dos outros. Sempre quero ver o que me reservam para a apresentação do trabalho do meu grupo...
Agora, é a minha vez de opinar: isto não é Filosofia, não é estudo cívico, não é retórica - isto não é nada senão a prova do histerismo adolescente que reina nas escolas secundárias. Tenho dito.

sábado, 3 de novembro de 2012

não estávamos ainda em Novembro?

Hoje, fui ao El Corte Inglés. Do tecto já pendiam grinaldas e decorações que tais, douradas, prateadas e "Feliz Natal!", "Merry Christmas!", fazendo-me temer, por momentos, ouvir os jingles natalícios, com publicidade festiva à mistura. Mas esses também não devem tardar. Esperem até à próxima semana e depois digam-me se a coisa já não chegou a esse ponto!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Marquemos a diferença! - #Blog Action Day

   Vivemos num mundo enorme e, à partida, representamos algo quase invisível nele. Há quem acabe por se subestimar a si mesmo e ao próximo no meio desse mar de gente, cidades e culturas, mas também há quem saiba dar valor a cada recurso humano existente. E é principalmente desse tipo de pessoas sobre quem desejo escrever desta vez.

 

   A nossa sociedade encontra-se em constante mudança. Nem sempre foi bem assim, é certo, pois as tecnologias vieram aproximar-nos uns dos outros, facilitando a comunicação à distância, logo, a constante adesão e difusão de ideias com os mais diferentes conteúdos

   Tenho um blogue – este – porque gosto de transmitir a minha mensagem, seja ela qual for, sobre o que for. Gosto de saber que, ao fim do dia, existe alguém a concordar ou a discordar de mim mas que, apesar de tudo, e o mais importante, tomou conhecimento da minha opinião. Em muito pequena escala, penso que poderei chamar a este processo “tentar fazer a diferença”. Em primeiro lugar, é aqui que exponho os meus valores e opiniões; em segundo, estou certa de que estarei a incentivar outros, indirectamente, a exporem os seus também, nem que seja intimamente – o que já não é nada mau! Possuir opinião sobre algo é extremamente importante! Todos nós temos uma voz e todos nós devemos usá-la, nem que seja uma vez na vida! Até enquanto escrevo estas palavras tenho o objectivo de colocar este assunto em reflexão para quem as lerá, mais tarde…!

   Não digo que seja preciso ter um blogue público para que tentemos fazer a diferença. Longe disso! Existem imensas maneiras de deixar a nossa marca no mundo, sem nos limitarmos a ser mais um indivíduo de tantos outros biliões com as mesmas características. Eu própria não encaro a Internet como o único meio para atingir tal fim, apesar de se tratar de um instrumento imprescindível na divulgação de informação na actualidade, assim como para tornar a nossa voz audível.

   Fazer a diferença pode começar pela iniciativa própria. Devemos perguntar-nos o que podemos nós alcançar com as nossas capacidades? Sem vontade, nada se concretiza, pelo que devemos analisar-nos criticamente. Por vezes, mais valem actos pequenos e de bom coração do que grandes demonstrações sem significado. E o dinheiro?! Ele também é importante, sem dúvida, mas não vejo por que razão não haveremos de cumprir os nossos objectivos sem ele, se temos realmente vontade e uma voz que sabemos usar, que nos guia e que nos permite interagir com o mundo. Podemos fazer voluntariado, tentar auxiliar alguém em momentos menos felizes, lutar por uma causa digna de ser colocada em relevância, entre tantas outras acções que, simples ou não, demonstram a nossa vontade.

 

   E um bom método para começar a tentar marcar a diferença é, como já referi, pensar em pequena escala.

   Eu, por exemplo, prefiro tomar mais atenção, em primeiro ligar, à comunidade em que me insiro. Sou uma cidadã portuguesa, jovem e estudante, pelo que me concentro maioritariamente no panorama de Portugal, na actual conjuntura económica e política (e na crise, presente não só nesses domínios, como também, por consequência, em toda a realidade nacional, seja na Educação, na Saúde, na Justiça, …) e no que o futuro no meu país me poderá reservar ou recusar. Se sou directamente influenciada pela minha comunidade, tomarei mais atenção, evidentemente, ao que se passa dentro dela.

   Porém, como é igualmente óbvio, não me deixo de preocupar com o exterior, dado que é ele que influencia, em grande parte, a realidade em que vivo. Procuro manter-me informada sobre uma data de temas sobre os quais convém qualquer cidadão minimamente consciente estar informado. Não deixo de tomar atenção às situações de guerra entre povos e as suas motivações; não deixo de me sentir sensibilizada com a falta de condições de vida (fome, trabalho precário e analfabetização são apenas algumas) nos países subdesenvolvidos, que tanto são explorados por nós, os países desenvolvidos; não deixo de me sentir escandalizada com os crescentes problemas ambientais, ignorados pela sociedade consumista e capitalista onde eu própria me insiro; não deixo de me sentir insultada pelas desigualdades que persistem em certas sociedades, porque todos os Homens merecem o mínimo de respeito, sejam de que género, religião ou raça forem.

   Mas, repito – por agora, a minha área de possível influência no mundo cinge-se apenas à minha comunidade, ou seja, Portugal e, no máximo, a Europa. E pode ser que, um dia, eu consiga que a minha voz e a minha vontade cheguem para batalhar não só pelo que me é mais próximo, como também por todo o mundo, um pedacinho de cada vez!

   Já nem digo todos, mas se uma parte de nós - cidadãos do mundo com capacidade e vontade para deixar uma marca indelével em toda a imensa comunidade que nos rodeia – se juntar, em nome de uma realidade mais favorável e sustentável, em nome de uma sociedade que não se esqueça de ninguém, mesmo que a sua voz seja, porventura, mais fraca ou inaudível no meio da multidão, julgo que poderemos transformar o Planeta Terra num local ainda mais desejado e amado do que ele já é.

   Através da minha voz, continuo a almejar fazer a diferença.

Beatriz Canas Mendes, Portugal

October 15th, 2012

Blog Action Day #powerofwe

TRANSLATE HERE

 

 

 

Marquemos a diferença! - #Blog Action Day

   Vivemos num mundo enorme e, à partida, representamos algo quase invisível nele. Há quem acabe por se subestimar a si mesmo e ao próximo no meio desse mar de gente, cidades e culturas, mas também há quem saiba dar valor a cada recurso humano existente. E é principalmente desse tipo de pessoas sobre quem desejo escrever desta vez.

 

   A nossa sociedade encontra-se em constante mudança. Nem sempre foi bem assim, é certo, pois as tecnologias vieram aproximar-nos uns dos outros, facilitando a comunicação à distância, logo, a constante adesão e difusão de ideias com os mais diferentes conteúdos

   Tenho um blogue – este – porque gosto de transmitir a minha mensagem, seja ela qual for, sobre o que for. Gosto de saber que, ao fim do dia, existe alguém a concordar ou a discordar de mim mas que, apesar de tudo, e o mais importante, tomou conhecimento da minha opinião. Em muito pequena escala, penso que poderei chamar a este processo “tentar fazer a diferença”. Em primeiro lugar, é aqui que exponho os meus valores e opiniões; em segundo, estou certa de que estarei a incentivar outros, indirectamente, a exporem os seus também, nem que seja intimamente – o que já não é nada mau! Possuir opinião sobre algo é extremamente importante! Todos nós temos uma voz e todos nós devemos usá-la, nem que seja uma vez na vida! Até enquanto escrevo estas palavras tenho o objectivo de colocar este assunto em reflexão para quem as lerá, mais tarde…!

   Não digo que seja preciso ter um blogue público para que tentemos fazer a diferença. Longe disso! Existem imensas maneiras de deixar a nossa marca no mundo, sem nos limitarmos a ser mais um indivíduo de tantos outros biliões com as mesmas características. Eu própria não encaro a Internet como o único meio para atingir tal fim, apesar de se tratar de um instrumento imprescindível na divulgação de informação na actualidade, assim como para tornar a nossa voz audível.

   Fazer a diferença pode começar pela iniciativa própria. Devemos perguntar-nos o que podemos nós alcançar com as nossas capacidades? Sem vontade, nada se concretiza, pelo que devemos analisar-nos criticamente. Por vezes, mais valem actos pequenos e de bom coração do que grandes demonstrações sem significado. E o dinheiro?! Ele também é importante, sem dúvida, mas não vejo por que razão não haveremos de cumprir os nossos objectivos sem ele, se temos realmente vontade e uma voz que sabemos usar, que nos guia e que nos permite interagir com o mundo. Podemos fazer voluntariado, tentar auxiliar alguém em momentos menos felizes, lutar por uma causa digna de ser colocada em relevância, entre tantas outras acções que, simples ou não, demonstram a nossa vontade.

 

   E um bom método para começar a tentar marcar a diferença é, como já referi, pensar em pequena escala.

   Eu, por exemplo, prefiro tomar mais atenção, em primeiro ligar, à comunidade em que me insiro. Sou uma cidadã portuguesa, jovem e estudante, pelo que me concentro maioritariamente no panorama de Portugal, na actual conjuntura económica e política (e na crise, presente não só nesses domínios, como também, por consequência, em toda a realidade nacional, seja na Educação, na Saúde, na Justiça, …) e no que o futuro no meu país me poderá reservar ou recusar. Se sou directamente influenciada pela minha comunidade, tomarei mais atenção, evidentemente, ao que se passa dentro dela.

   Porém, como é igualmente óbvio, não me deixo de preocupar com o exterior, dado que é ele que influencia, em grande parte, a realidade em que vivo. Procuro manter-me informada sobre uma data de temas sobre os quais convém qualquer cidadão minimamente consciente estar informado. Não deixo de tomar atenção às situações de guerra entre povos e as suas motivações; não deixo de me sentir sensibilizada com a falta de condições de vida (fome, trabalho precário e analfabetização são apenas algumas) nos países subdesenvolvidos, que tanto são explorados por nós, os países desenvolvidos; não deixo de me sentir escandalizada com os crescentes problemas ambientais, ignorados pela sociedade consumista e capitalista onde eu própria me insiro; não deixo de me sentir insultada pelas desigualdades que persistem em certas sociedades, porque todos os Homens merecem o mínimo de respeito, sejam de que género, religião ou raça forem.

   Mas, repito – por agora, a minha área de possível influência no mundo cinge-se apenas à minha comunidade, ou seja, Portugal e, no máximo, a Europa. E pode ser que, um dia, eu consiga que a minha voz e a minha vontade cheguem para batalhar não só pelo que me é mais próximo, como também por todo o mundo, um pedacinho de cada vez!

   Já nem digo todos, mas se uma parte de nós - cidadãos do mundo com capacidade e vontade para deixar uma marca indelével em toda a imensa comunidade que nos rodeia – se juntar, em nome de uma realidade mais favorável e sustentável, em nome de uma sociedade que não se esqueça de ninguém, mesmo que a sua voz seja, porventura, mais fraca ou inaudível no meio da multidão, julgo que poderemos transformar o Planeta Terra num local ainda mais desejado e amado do que ele já é.

   Através da minha voz, continuo a almejar fazer a diferença.

Beatriz Canas Mendes, Portugal

October 15th, 2012

Blog Action Day #powerofwe

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sábado, 13 de outubro de 2012

há piercings e piercings

Não gosto de piercings no nariz. Pronto, já disse. Alguns de vós não concordarão comigo - desculpem, porque, a mim, faz-me impressão. Acho que fica inestético na maioria das pessoas. Parece que têm ali uma verruga ou um macaquinho gigante! Chamem-me mente retrógada, mas só o seria se não apreciasse piercings de todo, o que não é verdade. Além dos do nariz, só não aprecio os piercings atravessados horizontalmente por baixo do umbigo, no fundo das costas ou nos lábios, pois, do meu ponto de vista, não têm nexo nenhum e, no caso dos últimos, desgastam os dentes e magoam as gengivas.

No entanto, os da língua são totalmente aceitáveis e gosto bastante deles na cartilagem perto do ouvido ou até na orelha (desde que não sejam em quantidade desmedida, como algumas pessoas fazem - dois ou três bastam, e só de um lado!), no umbigo ou na sobrancelha. Até nem acho que fiquem mal em rapazes! O segredo, como em tudo, é não abusar.

 

E aqui está um excelente exemplo do que é perder a noção do exagero.