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segunda-feira, 27 de maio de 2013
SPLASH - mais um programa de TV para embrutecer as massas
É mais do que certo e sabido que este nosso povo português é um povo com um enorme coração e sensibilidades agudas. Não há cobra venenosa bebé que não seja alvo de ohs e outras exclamações carinhosas por parte dos expectadores de documentários sobre a vida selvagem, não há história nos programas da Fátima Lopes e da Júlia Pinheiro que não apele a comoções e lágrimas diversas, desde as de crocodilo às que fazem um lamaçal no meio da carpete, não há coitadinho nenhum que escape à piedade do mais comum português (aka 'tuga), não há banda sonora manipuladora que não desperte o seu monstro choramingas das profundezas do seu ser rijo, devidamente concebido para aguentar quando o seu clube de futebol perde a taça da liga. Portanto, aqui se apresenta um povo que, apesar de ter andado, em tempos passados, à cacetada com tudo o que era gente, e que foi suficientemente destemido para largar filhos, mães e mulheres para ir enfrentar um bicho mitológico ao sul de África, nos dias que correm chora com a novela mais paneleira, seja portuguesa ou brasileira (e ainda nem conhece as mexicanas!).
Portanto, foi sem grandes admirações que o "Splash!" estreou ontem, envolvendo muita história de vida cheia de coragem, camaradagem, força de viver... apresentado, é claro, pela Júlia Pinheiro (alguém me há-de dizer por alma de quem é que está lá o Rui Unas, p'lamor de Deus). O pessoal "só" tem de saltar dumas pranchazitas para uma piscina super funda, onde não há risco de baterem com a cabeça - o segredo é apenas saber-se entrar direitinho na água - mas, contra todas as expectativas dos meros mortais, conseguem relacionar a sua história de vida com aquele simples exercício e fazer um aparato digno da corte de Luís XVI. Tudo bem, está lá um atleta paralímpico que nem sempre o foi, uma vez que a sua cegueira foi repentina, e que tem lutado (ah, percebem?, porque ele já foi pugilista) imenso para alcançar novos objectivos de acordo com a sua situação, mas não significa que só por a Raquel Strada ter vertigens devemos todos homenageá-la com um minuto de silêncio (e eu nem vi a parte da Sónia Brazão - até deve ter sido a chorar por ela que encheram as piscinas). E, tirem o cavalinho da chuva, porque o Castelo Branco já começa a enjoar e a perder a sua piadinha.
Ora, dito isto, foi a primeira e última vez que vi este programa. Acho que, para embrutecer o meu cérebro, já me chega ver a MTV.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Já viram o Big Brother?
Eu não. Estive a dormir desde as 19h30 até agora, com uma dor de cabeça de caixão à cova (cortesia do senhor meu Vocês-Sabem-o-Nome-Dele) e perdi o primeiro episódio, totalmente. Que triste que eu estou. Claro que, se eu tivesse estado acordada, teria mas é acabado o trabalho de Filosofia, qual Big Brother, qual carapuça, logo eu que tenho uma vida (de estudante... belhac) tão ocupada...! Ainda estou para perceber qual é o interesse que move meia dúzia de gerações de uma vez a assistir aos reality shows de quarta categoria (terceira parece-me um eufemismo) da TVI, mas, verdade das verdadinhas, quem é a miúda que admite gostar de ver Jersey Shore para julgar tais pessoas? Pelo menos, elas ainda vêem o que é nacional! Parvalhona...
terça-feira, 26 de março de 2013
Os anjos não têm sexo, ok?
Ontem à noite dei conta de um ambiente tenso no Facebook graças a uma reportagem da TVI, que muitos jovens classificaram de escandalosa e, no mínimo, inapropriada. Fiquei curiosa. Primeiro, até pensei que se referiam ao novo programa do Nurb, do Kiko is Hot, da Anny is Candy e do Diogo Sena, quando mencionaram algo como "jovens que não sabem do que falam", entre outros tantos "elogios". Não é que eu os considere como tal, mas acredito que exista muita gente a pensar desse modo (haters). Contudo, depressa me apercebi que, para tanto estrilho, a sua causa deveria ser outra coisa. E era.
O episódio de ontem da rubrica Repórter TVI chama-se, então, "O Sexo dos Anjos" (também a poderão ver no site da TVI). Só o nome já é sugestivo o suficiente. Boa estratégia de marketing! Só que, cá para mim, tudo o que junte anjinhos com sexo só pode cheirar a mostarda queimada, e com toda a razão. Repetiram a dita reportagem ainda há bocado, no fim do telejornal das 13h, e, previsivelmente, passei esses vinte e cinco minutos a praguejar conta a televisão.
Rescaldo: o jornalista foi realmente inapropriado, não soube explorar o tema e generalizou uma imagem desagradável da minha (nossa!) geração, baseando-se em meia dúzia de entrevistas. Demonstrou uma irrepreensível falta de tacto quando se limitou a entrevistar apenas um tipo de jovem, ao invés de tentar cobrir uma maior variedade de indivíduos.
Bem sei que, infelizmente, miúdas como as que figuravam nesta reportagem é o que não falta por este país, por este mundo fora. Confirmo que representam uma grande parte da população adolescente e que não são exemplo para ninguém. Não as conheço, não sei quais são as suas origens e abstenho-me de fazer juízos de moral para além da imagem que elas se limitaram a fornecer aos telespectadores. Mostraram-nos ser apoiantes de um pseudo-movimento feminista (uma delas chegou a dizer a célebre frase "quando uma rapariga tem três parceiros numa semana, nós sabemos o que ela é; quando um rapaz faz o mesmo, é um garanhão") de que sou a maior opositora (cá para mim, se levam a sua vidinha dessa maneira, são todos uns vadios, sem selecção de sexo). Mostraram-nos as suas roupas justas, curtas e provocantes, a sua melhor - e mais exagerada - maquilhagem, as suas pernas, os seus rabos, as suas mamas, a sua lata, os piropos que lhes "mandam" quando saem à noite... Mas coitadas, à falta de miolos, têm de exibir o corpinho, o seu único trunfo disponível...
Quanto a terem abordado o tema da música, compreendo o papel sexual que ela desempenha na nossa sociedade, mas não será menor do que o desempenhado pelas outras artes. Vivemos num mundo em que a liberdade artística não conhece limites, portanto... porque não? Porque não meter meninas parcialmente nuas e transpiradas em videoclipes, porque não pô-las a dançar de um modo absurdamente sexual, porque não escrever letras foleiras que incitem ao "acasalamento"?
Ah, e já que falamos em acasalamento, por que raio é que a pornografia, de repente, é chamada ao assunto, acusando-a de exercer pressão sobre quem a vê? A pornografia ilude tanto o seu público, aumentando-lhe as expectativas quanto à sua vida sexual, quanto as comédias românticas protagonizadas pelo Justin Timberlake, pelo Ryan Reynolds, pelo George Clooney, pela Scarlett Johansson, pela Sandra Bullock, pela Sarah Jessica Parker (e por aí fora) os iludem quanto à sua vida sentimental... Olá, sejam bem-vindos ao mundo real, onde não existem pessoas perfeitas, casais perfeitos, relações físicas/emocionais perfeitas, corpos perfeitos, locais perfeitos ou momentos perfeitos!
Para finalizar, sem dúvida que esta reportagem deverá ter suscitado muita curiosidade, exaltação mediática e audiências para a TVI. Se esse era o seu objectivo, conseguiram. No entanto, é lamentável que tenham reduzido a condição do jovem português à de alguém que só vive para o sexo, em função da sua imagem, e que não tem outras preocupações senão a de "engatar" e de ser "engatado", qual homem das cavernas.
Deixo a sugestão à TVI - sugestão essa que, provavelmente, nunca será lida nem aproveitada - para que seja feita, já agora, outra reportagem sobre o RESTO dos jovens do nosso país - aqueles que estudam, trabalham, fazem por ser cidadãos e, em geral, pessoas melhores, que são intelectual e emocionalmente equilibrados e que se sabem divertir sem serem demasiado promíscuos fora da sua intimidade, aqueles que merecem ser colocados em destaque em horário nobre!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Na casa da minha prima
Internet sem fios.
Televisões em todos os quartos (até no de arrumações).
Muitas bolachas e outras gulodices no armário da cozinha. Pão fatiado sem côdea também.
Uma das duas "alas" do apartamento só para mim.
Parte "controladora" da família alojada no outro lado da rua, na casa da minha tia.
Estores que bloqueiam completamente a luz e fazem parecer sempre noite, tal como eu gosto.
Estores que bloqueiam completamente a luz e fazem parecer sempre noite, tal como eu gosto.
(Só derradeiras tentações para quem precisa realmente de estudar, como podem verificar.)
E depois existem ambientadores programados para borrifar de dez em dez minutos que me assustam de morte durante a noite, quando vou à casa-de-banho.
E, ainda para melhorar, também me apercebi de que os vizinhos do lado acordam antes das nove e têm um bebé chorão que penso que cá não estava em Julho, pela altura da minha última visita.
Pronto, está bem, eu vou pôr o estudo em dia. Ou ler. Ou escrever no blogue, acompanhada de um pacote de Chipmix acabado de resgatar lá do armário. Vocês entendem-me...
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Rick's stuff #2
A segunda edição da rubrica mais parva da blogosfera sai um pouco do seu objectivo inicial, mas... quero lá saber! Afinal, só tenho vinte e um leitores, segundo o inquérito colocado na barra lateral direita. O que tenho eu a perder?!
É só para avisar que, caso liguem na RTP à hora do telejornal e cheguem a ver uma reportagem filmada numa vila bem chunguita da Margem Sul chamada Quinta do Conde, a criatura despenteada a fazer figurinhas em segundo plano é o ilustre Rick em pessoa, a tentar ser tão famoso quanto a sua mui célebre namorada. E depois logo perceberão porque é que era inevitável ele ser mencionado esporadicamente neste blogue. Um autêntico achado!
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
1D - lol?

Não percebo por que razão ainda passam publicidade sobre o concerto dos One Direction na televisão. Não tinham já vendido todos os bilhetes em sete ou oito horas? Não serão os anúncios um desperdício de dinheiro? Acima de tudo, não serão eles um atentado à paciência de quem não grama os ditos boys e se vê obrigado a levar com a sua cantilena foleira* a cada dois minutos de intervalo, sem uma justificação decente?
*Dita por alguém que chegou a ter uma parede forrada a posters dos Jonas Brothers, esta afirmação ganha um significado totalmente diferente.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
grande animal...
A jornalista da RTP abordou António José Seguro para que comentasse o discurso de Cavaco Silva. Resposta que obteve: "Desculpe, mas agora estou a falar com pessoas."
domingo, 30 de setembro de 2012
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