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terça-feira, 14 de maio de 2013

Uma reflexão

Nunca me considerei uma pessoa com falta de sorte. Em geral, acredito que existirá, quem sabe, uma força que equilibra o universo: se merecermos, essa força dá-nos um empurrão para que sejamos bem-sucedidos, seja em que área for. Portanto, reflectindo sobre tudo o que me tem acontecido de bom nos meus curtos dezassete anos, considero que tal aconteceu devido a um misto de trabalho, de persistência (casmurrice?), de empurrões invisíveis, de oportunidades que fui aproveitando por me encontrar no sítio certo, à hora certa, e de felizes acasos. 

sábado, 27 de abril de 2013

Emprego ou não, eis a questão!

A minha família não me deixa trabalhar, uma vez que o meu único trabalho deve ser estudar, e querem que eu o faça sendo a minha prioridade.
Talvez nas férias, diz a minha avó. Não, não, diz o meu pai, deves é aproveitar estes meses, esta altura, enquanto podes, ir para a universidade sem outras preocupações, porque nós não sabemos o dia de amanhã, nem como estará o país daqui a uns meses...
Está bem, eu entendo. E é sobre isto que vos quero escrever.
Enquanto estudantes sem nenhuma especialização (falo, pelo menos, em nome dos que enveredaram pelo ensino regular não profissionalizante, tal como eu), porventura ainda no ensino secundário ou nos primeiros anos de faculdade, os empregos que poderemos, possivelmente, arranjar, no campo dos part-times, é andar a virar hambúrgueres ou frangos, sermos vendedores por telefone, darmos explicações, caso tenhamos, sequer, habilitações e credibilidade para tal ou (tentar) vender cosméticos por catálogo (mais no caso das raparigas). Principalmente nos dois primeiros, somos mais do que explorados. Recebemos uma miséria, já temos de descontar para os impostos, graças aos novos procedimentos e controlos fiscais por parte do Estado e, no fim, sobra-nos quanto dinheiro…? 100 euros por mês? 150? E com alguma sorte! Por uma média de 88 horas de trabalho mensal (contando que se trabalham 4 horas todos os 22 dias úteis), isso é uma ninharia, fora o transporte, a alimentação e outros descontos que possamos ter no ordenado.
Eu quero muito trabalhar, uma vez que mal tenho dinheiro para pagar a faculdade que começa já em Setembro, mas não sei se valerá a pena. Além de, por agora, não me deixarem arranjar nada, apesar de já ter sido chamada para duas entrevistas, talvez tenham razão quando argumentam que desperdiçarei tempo quase desnecessariamente, tempo esse que posso utilizar a estudar, a escrever (porventura, concorrendo a alguns concursos literários em que poderei arrecadar dinheiro livre de impostos, se ganhar algum prémio), a namorar e a estar com os amigos... Enfim, a divertir-me enquanto estou na idade de o fazer com maior liberdade. Há todo um conjunto de prós e contras que tem de ser pesado.
Arranjar um emprego poderia trazer-me a experiência profissional que ainda mal tenho, poderia dar um jeito ao meu CV, dar-me uma primeira perspectiva do que é realmente o mercado do trabalho e permitir-me amealhar algum dinheiro para as propinas da faculdade. Por outro lado, estaria a perder horas de estudo e de descanso, teria que deixar as aulas da Alliance Française em suspenso, nem que fosse temporariamente, não conseguiria ter nenhuma disponibilidade para escrever nem ler… Percebem o meu dilema?
Portanto, deste modo, decidi-me apenas a inscrever para monitora das actividades de Verão da freguesia onde estudo. Em princípio, julgo que decorram somente durante o mês de Julho e farei algo de que gosto: ou tomar conta de crianças, ou da biblioteca de praia/jardim. No ano passado, fiquei como “suplente” para as bibliotecas, mas ninguém desistiu da vaga que lhe fora atribuída e acabei por não ser chamada. Este ano, tenho mais hipóteses: já terei o 12º ano terminado, mais um diploma de nível C1 a Inglês (fora o B2 de Francês, para o qual ainda tentarei a sorte no próximo dia 10) e serei maior de idade. Sei que não se ganha muito mais nestes empregos de Verão a tempo inteiro do que em qualquer outro a tempo parcial, mas não custa tentar por apenas quatro semanas.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mission accomplished! (a publicação em que poderei empregar expressões inglesas ao desbarato sem ninguém se lembrar do "downsizing do lifestyle" da MRP)

Já recebi os resultados do exame do Cambridge Advanced English!


Depois de um blind date com uma examinadora inglesa com idade para ser minha avó, cujas características  pareciam naturalmente decorrentes da sua nacionalidade (tanto psicológicas como físicas), com um examinador igualmente inglês que me contabilizava a performance em absoluto silêncio e um examinando advogado com quem me emparelharam para o exercício oral (hum... this one sounded awful), 40 anos, a atirar para o chubby, but indeed polite as lawyers must be, consegui um Speaking aquém das capacidades que me pertencem quando não são 11 da manhã e me encontro perante tais figuras.
Tive um Use of English e um Listening abaixo da borderline e tal situação deixa-me claramente desapontada. Felizmente, essas competências do exame são, à semelhança do Reading, corrigidas por sistemas informáticos, pelo que ninguém sofreu com a trapalhada por mim respondida.
Mas, disparando na escala e superando as minhas mais altas expectativas, obtive um EXCEPTIONAL Writing do qual me orgulho imenso (*baba*), que foi assim a coisa mais deliciosa que me poderiam ter atribuído (a mim ou a qualquer examinando, claro está), afastando-me da mente os outros resultados menos positivos.

Balanço final: foram os 175€ (do meu bolso, fruto do meu trabalhinho na escrita, e de mais ninguém, *baba outra vez*) mais worth it desde sabe-se lá quando. Mission accomplished.
Agora que tenho este canudo, vamos lá tentar arranjar maneiras de o pôr a trabalhar em prol dos meus interesses. (Como quem diz, se conhecerem alguém que precise de explicações de Inglês, falem-lhe de mim.)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Cenas úteis, just so you know...

Se as têm no vosso currículo profissional, retirem de imediato as seguintes palavras: criativo, eficiente, motivado e organizacional. Parece que auto-bajuladores como vocês (e eu!, acuso-me...*) já existem demais, pelo menos na rede social LinkedIn. Eis uma oportunidade para alargarem o vosso vocabulário em matéria de valorização individual. Deal with it.

* E o que é que acontece quando somos EXACTAMENTE essas coisinhas todas? Pronto, está bem, eu abstenho-me.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Quando for grande...

Costumamos perguntar muitas vezes às criancinhas o que querem elas ser quando forem grandes.
Quando andava na primária, dizia que queria ser veterinária e só descobri que já não o desejava ser quando tinha mais ou menos dez anos e tive de ver o meu companheiro de brincadeiras na infância, o Misha (cão), sofrer à conta dos tratamentos violentos a que o submetiam. Também eu sofri muito ao assistir a tal suplício e, perante a minha aflição, o veterinário da família saiu-se com uma frase que me marcou imenso e que, provavelmente, nunca esquecerei - "Há pessoas que gostam demasiado de animais para serem veterinários". E ele tinha razão: eu mal era capaz de os ver levar uma vacina, quanto mais imaginar-me numa sala de operações com as tripas deles nas mãos, sob a minha responsabilidade. Foi nessa altura que desisti da minha primeira ambição. Entretanto, o Misha morreu (a eutanásia foi o único modo encontrado para lhe acabar com as dores do reumático e a infelicidade expressa em intermináveis dias e noites a ganir por não se conseguir levantar sozinho).
Depois, passei algum tempo sem saber muito bem o que fazer da vida. Coloquei em hipótese tornar-me bióloga. Após esse período de alguma despreocupação quanto ao futuro, pensei em ser actriz. Essa pancada prolongou-se até ao oitavo ano, talvez até ao nono. Porém, antes de entrar no secundário, comecei a aperceber-me dos riscos de uma carreira instável e o prazer em escrever começou a manifestar-se cada vez com mais intensidade - cheguei à conclusão de que queria ser escritora e/ou jornalista. Enveredei por Línguas e Humanidades e não me arrependo, apesar de reconhecer que talvez tivesse sido mais sensato ter optado antes por um curso profissional do que pelo ensino recorrente.
Até agora, julgo que mantenho a mesma opinião de há quase três anos atrás: escrever é uma das coisas que mais gosto de fazer e comunicar, em geral, dá-me um gosto imenso. Aliás, não vão mais longe: tenho um blogue por alguma razão! No entanto, já não penso tão assertivamente sobre tentar construir uma carreira jornalística. Em parte, tenho receio que a paixão pela escrita seja atenuada ou que não se encaixe num ambiente demasiado profissional. Opiniões... A poucos meses de ter de optar por um curso no ensino superior que poderá ditar o rumo da minha vida nos próximos anos, tenho a sensação de estar mais confusa do que nunca. Não é que não tenha certezas acerca da minha vocação, mas e se nem tudo se tratar disso? Também me sinto atraída pelo ensino, por antropologia, política... E, mesmo dentro da área da cultura e da comunicação, existem diversos cursos, em diversas universidades de Lisboa, cada um com as suas vantagens e desvantagens. Por agora, vou mantendo a minha lista de opções em aberto. Já sou "grande" e ainda não sei o que quero ser.

Expondo o meu caso pessoal, queria chegar à seguinte conclusão: de nada vale perguntar às criancinhas sobre as suas ambições profissionais futuras. Afinal, são crianças e, mesmo que gostem de brincar ao faz de conta, questões difíceis sobre o mundo adulto não lhes trarão necessariamente facilidade ao respectivo processo de decisão quando ele se impõe realmente, vários anos depois. 
Na minha opinião, em vez de as "pressionarmos" com preocupações que não lhes são devidas em tão tenra idade, devíamos tentar estimulá-las a interessar-se por diferentes áreas de estudo e, principalmente, a saberem que tipo de pessoa querem ser no futuro, cultivando-lhes o gosto em serem indivíduos úteis para o mundo, com bom senso e valores morais bem definidos. Talvez essa seja uma das falhas na educação das crianças de hoje em dia, talvez eu esteja errada - mas não custará reflectir sobre o assunto, pois não?

domingo, 18 de novembro de 2012

dos outros #14

"Vais ter sempre gente que vai dizer mal das tuas paixões. A verdade é que parte deles, no íntimo, vai desejar que tu falhes. [...] Na pior das hipóteses vais-te embora deste mundo sem um grande arrependimento. E uma das maiores vantagens é que não te tornas no tipo de pessoa que não compreende quando alguém te fala do que é capaz de fazer por aquilo em que acredita."

Blogue O Mundo Hipotético dos Ses

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

trabalho procura-se (e os anúncios que se encontram)

Há com cada anúncio de oferta de trabalho com uma falta de credibilidade incrível que até me impressiono... Adoro aqueles que prometem tudo e mais alguma coisa (dinheiro, horário flexível, "fazer algo que não é difícil", "viajar e/ou ter férias quando quiser") e, nos contactos, a única informação disponível ser "Sr. João, nº 912345678". Pelo menos a mim dá-me a impressão de que o Sr. João tem é um grande negócio de meninas por trás do seu anúncio imaculado!