segunda-feira, 19 de março de 2012

inspiração? sim, sem dúvida!

   Hoje, pela primeira vez na vida, sinto que marquei alguém. Sinto-me verdadeiramente realizada.

   No âmbito da Semana da Leitura do colégio que frequentei, desde a pré-primária até ao nono ano, a minha antiga professora de Língua Portuguesa convidou-me para ir falar aos alunos de sexto ano dela sobre a minha experiência enquanto leitora, mas também como escritora. É certo que a minha "carreira" na área se resume, modestamente, a uns quantos prémios literários, a este blogue, à minha participação na revista Fórum Estudante e, sem dúvida, a muita determinação e sonhos para o futuro.
   No entanto, tenho a satisfação de confirmar que, hoje, consegui entusiasmar alguns potenciais artistas da escrita. Tentei representar, durante curtas horas, um exemplo que eles poderiam considerar seguir ou, pelo menos, alguém em quem se revissem. Eu própria me revi nalguns deles. Em certos casos, notei na insegurança, na ânsia de se afirmarem, mas sem o conseguirem por receio do que os colegas poderiam dizer... Noutros, identifiquei exactamente o que me fazia recuar ou ter medo. Ainda assim, agora que os observo a partir do exterior, reconheço que todas estas inibições fazem parte do nosso percurso, do nosso crescimento e da nossa entrada na adolescência. Cada um destes miúdos - se é que os posso chamar de miúdos, visto nem serem muito mais novos que eu - precisa apenas de se conhecer e encontrar algo que o defina.
   Quando eu tinha a mesma idade (onze, doze anos...) não percebia onde me poderia incluir. No grupo dos fixes? No dos renegados? Então, escrevia sobre isso. Aos poucos, fizeram-me ver que essa era a peça que me faltava encaixar no puzzle que eu ainda não entendia completamente. Construí, então, uma personagem para mim, em torno dessa característica. Eu era capaz de fazer algo melhor do que a maioria - escrever. Resumidamente, integrei-me e aprendi a aceitar-me. Todos nós somos diferentes e não nos devemos deixar rotular.
   Em grande parte, agradeço à pessoa que me incentivou desde o início e que, praticamente sete anos depois, continua a acreditar em mim - a professora Antónia. Se, um dia, já fui sua aluna, já outros o foram e muitos mais ainda o serão; no final, seremos todos uns sortudos por ter tido alguém tão dedicado a ensinar-nos, não só a matéria do livro, como também importantes valores morais, como a amizade, a cooperação e a disponibilidade para com os outros. E, por isso, agradeço igualmente o seu generoso convite e a manhã bem passada na sua companhia e dos seus queridos - uns, mais indisciplinados que outros - alunos. 
   Já agora, professora, peço desculpa por algum menos apreciável erro de gramática ou pontuação neste pequeno texto, caso o venha a ler. É bem provável que, a certa altura, tenha sentido uma enorme (e inconsciente) vontade de corrigir qualquer coisinha.
   Esta manhã, havia quem me perguntasse onde procurava inspiração para escrever. A minha resposta é a seguinte : a momentos como estes que partilharam comigo.
   Um enorme OBRIGADA pela experiência de hoje. Foi especial.

domingo, 11 de setembro de 2011

« caríssimos amigos de "Beatriiz' Helena" no Facebook, » OU « o 11 de setembro é uma cena séria »

 

Por favor, parem de lançar, copiar e colar mensagens correntes sobre o 11 de Setembro a torto e a direito. Primeiro, tentem lembrar-se se têm conhecimento do verdadeiro significado do atentado ao World Trade Center (Uarled Treide quê??). Depois, reflitam bem se o vosso mural do Facebook é sítio onde se tratem assuntos sérios com este grau de leviandade. Eu sei que os genes Tugas vos impelem a cometer erros desta magnitude, mas não se deixem levar pela onda, minha gente. O que vocês andam a fazer não são pequenas homenagens - são pequenos atentados ao bom senso. Nem sequer devem conhecer o verdadeiro significado dos ataques terroristas...! Nós somos a geração Y, ou Rasca, ou lá o que nos andam a chamar, mas não somos Ydiotas (wtf?) e muito menos de má qualidade.

 

Agradecida.

Cordialmente,

Beatriz H. V. C. Mendes

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

nova filosofia de vida.

 

Sê quem queres ser, ama quem não deves, chama nomes ao teu ex, odeia-o, ri-te com as tuas amigas, lembra-o, chora baba e ranho, dá uns mergulhos na praia, ouve música no quarto e faz figuras parvas em frente do espelho, salta, salta, salta, dá umas gargalhadas, conhece pessoas novas, apaixona-te por ti, abraça quem puderes, acarinha os que te são próximos, aproveita a vida, as tuas capacidades e as oportunidades que surgem - e nunca esqueças o teu valor. ♥

terça-feira, 6 de setembro de 2011

controvérsia

 

Slogan da RFM: "só grandes músicas".

 

Pergunta: Então, porque continuam a passar "What's my name" do Drake e da Rihanna??

senhor anónimo,

 

há quanto tempo não recebo sinal de vida seu! Costumava dar sempre um ar da sua existência, como da vez em que me ligou, ao meu ex-namorado e a dois amigos nossos, à uma e dez da manhã, para aí trinta vezes seguidas a cada um, qual bomba, qual metrelhadora, ou quando ligava ocasionalmente, fossem seis da tarde ou da manhã..! Ora, mas que saudades! Nunca mais ouvi nada sobre si, que pena. E eu que gostava tanto da sua atençãozinha!

Olhe, eu cá não desanimo. Tenho a certeza de que, em breve, voltará a surpreender-me, quando menos esperar. Calculo que também precise de férias, certo? Pois, de dia 15 em diante, tem nove mesinhos de escola para me incomodar. Não se aflija, que eu sou paciente e esperarei eternamente por si.

 

A sua amiga,

Beatriz

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

eureka

 

De acordo com a teoria "as mulheres conseguem fazer imensas coisas ao mesmo tempo, mas apenas os homens conseguem fazer algo na perfeição", concluo, sabiamente, que o meu computador é um aparelho do sexo feminino - COM MUITO ORGULHO.

 

 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

cliquem, cliquem!

 

" S-wizzle começou por colocar vídeos no Youtube durante o Verão de 2010, optando primeiro por covers e, mais tarde, por músicas originais. No princípio de 2011, criou o seu primeiro nome artístico - Sdreezy - mas, mais recentemente, alterou para S-wizzle. Com apenas 19 anos, começa a ganhar uma notória popularidade e uma base de fãs que o seguem incansavelmente. Brevemente, lançará uma mixtape intitulada "GIO - Game Is On", contando com as participações de MárioJCsinger, R'M, PF, BD e Alvez. "

 

 

Criei esta página de fãs no Facebook e queria meeesmo que vocês aderissem, depois de conhecerem melhor o artista! Dêem uma vista de olhos, pelo menos. Siim? Obrigada (:

domingo, 28 de agosto de 2011

a sombra, o ombro, a almofada, o sorriso - ELA -

 

Margarida - sim, tu, porque eu não conheço mais nenhuma - não tenho muito jeito para explicar coisas destas, como já deves saber. Uma das grandes razões por que considero a nossa amizade TÃO importante é porque... EU PRECISO DE TI! Sou irracional e racionalidade é contigo. Na verdade, convém que todos os meus amigos sejam racionais, senão, eu ainda acabo mal. Enfim. Manter uma amizade como a nossa é, realmente, uma tarefa de enorme responsabilidade - falo por mim. Não sei se é insegurança ou parvoíce, mas tu fazes demasiado por mim e pelos meus problemas. Sejam dez ou três da manhã, estás à distância de uma mensagem, de um telefonema, de um pensamento. Quando não consigo pensar, chego a tentar raciocinar como tu. O que farias, como reagirias, porque me censurarias? Margarida, Margarida... Mereces todo o bem que te tem acontecido! Tens sido uma heroína. Tens um feitio da treta, minha linda, tens mesmo! És rija e de ideias fixas, mas, afinal, isso é o que te define, para o bem e para o mal. És uma referência e tens muita força.

 

 

Obrigada. My life would suck without you.

Ela passa-se. É bom ter amigos passados. Tipo eu...!

 

O que é que se pode fazer?! ENFIM!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

um bom conselho

 

" Tenta ser original na tua obra e tão diligente quanto te seja possível, mas não tenhas medo de te mostrar pateta. Devemos ter liberdade de pensamento e só é um pensador emancipado aquele que não tem medo de escrever patetices. (...) a brevidade é irmã do talento. Lembra-te, a propósito, que declarações de amor, de infidelidades de maridos e esposas, viúvos, órfãs e outras desditas vêm sendo descritas desde há muito.

(...) e o principal é que o pai e a mãe devem comer. Escreve. As moscas purificam o ar e as obras a moral. 

 

A. Chekov, Letters on the Short Story, the Drama and other literary topics 

 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

um princípio *

   " Do terraço da minha casa, consigo ver o pôr-do-sol. Vou para lá, sempre que me sinto sozinha – a luz é a minha companhia. Observo o sol a descer sobre a orla do horizonte, criando a ilusão de que se desloca, todos os dias, a toda a hora, à nossa volta.

   Até as estrelas nos tentam iludir, penso, afastando a poeira do assento da cadeira de praia e sentando-me lá, observando o céu onde predomina um fundo cor-de-rosa berrante cheio de laivos laranjas e avermelhados. O amanhã promete calor, decerto.

   Os últimos dias de Junho têm sido os mais quentes de que me lembro, desde o início do ano e, todas as noites, sou obrigada a afastar as cortinas e os vidros para que a brisa nocturna me afague, durante o sono. O ar saturado raramente dá tréguas e dou por mim a virar-me na cama até meio da madrugada, quando, por fim, a atmosfera consegue arrefecer.

   Ainda que o calor seja praticamente insuportável fora de casa, ver o pôr-do-sol tornou-se algo de que me vejo incapaz de prescindir. De certa forma, acalma-me e fascina-me, até, como pode a Natureza deliciar-nos com tamanhos fenómenos artísticos. Já antes tentei retratar o pôr-do-sol em aguarela, lápis de cera, de cor ou de óleo, mas nunca consegui captar a emoção que me é transmitida todas as tardes sob uma aura mágica. Nenhum artista, por muito dotado que seja, conseguirá, alguma vez, reproduzir um perfeito pôr-do-sol, quanto mais uma mera estudante de Artes, como eu, tão inexperiente, não só na pintura, mas também na vida.

   A seguir, desperta o anoitecer, tal como todos os sons da noite. Cigarras a cantar, pequenos gafanhotos aos saltos, mochos e corujas piando incessantemente e a aragem a rasar a vegetação.

   Em grande parte, eu revejo-me neste cenário pacífico. Foi aqui que cresci, numa pequena vila, em casa dos meus tios. Na pequena casinha à beira da estrada, vivem eles, eu e, por vezes, as minhas primas mais velhas, que voltam à casa dos pais sempre que a vida lhes permite. Vivem ambas no estrangeiro e só nos visitam pelas Festas e no Verão, se é que encontram condições para isso.

   Por fim, já as nove horas vão longas, o céu escurece totalmente. Concentro-me em absorver a energia do momento, fechando os olhos e ouvindo o silêncio. Não se ouvem carros, não se ouvem conversas, não se ouve nada, excepto a noite em si.

 

  Sonhei que pintei o pôr-do-sol no horizonte, depois de adormecer a imaginá-lo, mais uma vez. Onde terá o Criador encontrado aquelas cores magníficas, magnificentes e belas? Cheguei à conclusão de que o problema reside em não existir paleta alguma que se compare à dele. "



* pedido pela Free Soul

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

olhumpeixinhuuuu

 

 

(verão 2011, descobrindo as praias fluviais)

" amor,

 

estou tão feliz.

 

« Porquê, amor? 

 

Porque te pude abraçar. "

libertando-me

 

Quem

Quem faz o que eu faço

Desfaz-se em lágrimas

Choros derramados

Olhos afogados

Sentimentos reprimidos

De momentos tão sentidos.

 

Vem oprimir-me, passado!

Passa-me por cima

Mas não magoes

Ou não seja a dor fria

Demasiado quente para mim.

« o tempo corre »

De mão dada com o vento a passear por vales e montes
Uma coisa é aquilo que eu vejo, outra coisa é aquilo que escondes
Por isso, procuro sozinho, abrigo no caminho
Para poder dormir e imaginar que estás comigo
Suspiro e fujo do tempo para que ele não me veja
Mas coração que suspira não tem o que deseja
Mala às costas, à procura de uma vida nova
Sou cego e não via a hora de me ir embora
Tive tantas oportunidades, nem sei porque é que esperei
Antes era indeciso... agora não sei
Corri, escolhi um caminho que poucos pisam
Não existem opiniões estúpidas...mas sim estúpidos que opinam
Por isso silencio-me e levo-te comigo como um tesouro
A palavra é prata, o silêncio é ouro
O amor é cego e acabei mesmo por cegar
Embebedei-me para te esquecer, mas agora vejo-te a dobrar!

 

O tempo vago corre, o tempo para estar contigo não quer passar
Quando quiseres esquecer-me, esquece antes de pensar
A gritar o que sinto e o que o tempo não esqueceu
E se a dor não passa é porque tudo isto valeu


Se quisesse uma mão amiga, tenho duas, uso uma minha
Vê quem pisas na subida, porque irás encontrá-los na descida
Deixa-me ler a historia que fizemos à sombra do serão
Para bons amigos, não podia haver má relação
Ainda cheguei a pedir ajuda, mas muitos nem abriram a porta
De graça só o relógio trabalha e assim mesmo quer corda
Construi uma base para nós, só que não te vi a apoiar
Trabalhar nunca matou ninguém, mas mesmo assim preferiste não arriscar
Já não penso em nada, pensei muito em voltar para casa
Lutar era suicídio e eu quase que me matava
Por cada segundo desperdiçado para poder estar ao teu lado
Dizer 100 vezes que tinha saudades, e outras 100 que não era exagerado
Se a Montanha não vem até ti, corre, não a deixes passar
Mas se a montanha vem a ti... corre porque vai desmoronar
Capitulo roubado, do álbum que fiz na memoria
O tempo está perfeito, faltas tu para acabar a história

 

O tempo vago corre, o tempo para estar contigo não quer passar
Quando quiseres esquecer-me, esquece antes de pensar
A gritar o que sinto e o que o tempo não esqueceu
E se a dor não passa é porque tudo isto valeu



Roubaste-me o tempo e usaste-o como querias
Eu dei-te o momento e tu moldaste-o como querias
Eu dei-te o mundo e tu mudaste-o como querias
Mas se eu te tivesse dado o que sou, o que é que fazias?
Já nem penso no nada, porque o nada sou eu
Eu nem entro em apostas, mas fiquei sem o que era meu
E agora não tenho espaço para voltar atrás
Já não tenho os teus objectivos para mostrar do que sou capaz
Escondido entre muros, que construi na areia
O mar está longe e eu não consigo derrubar esta barreira
A esforçar-me enquanto o sol ainda brilha para mim
A lua desapareceu no meio, quando eu pensava que desaparecia no fim
E eu nem faço o esforço para não relembrares o que eu faço
Relembro o teu rosto, a franqueza da amizade de um abraço
Por cada gesto que eu te dediquei sem te cobrar
Vou-te dizendo as coisas no silêncio do meu olhar

O tempo vago corre, o tempo para estar contigo não quer passar
Quando quiseres esquecer-me, esquece antes de pensar
A gritar o que sinto e o que o tempo não esqueceu
E se a dor não passa é porque tudo isto valeu

(Pirralho, « O Tempo Corre », Uma Palavra, Dois Significados, 2009)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Abaixo o HI5 e o seu top de amigos.

  Imaginem que se dedicam de corpo e alma a uma amizade, independentemente da opinião dos vossos outros amigos. Eles dizem que não vale a pena, que essa relação já deu o que tinha a dar, é só seguir em frente e esquecer. Mas, ao contrário do esperado, eu não me conformo com essas opiniões e tento sempre levar a minha a melhor. Tento sempre mostrar que essa pessoa mudou e que está disposta a dar tanto quanto eu para que nos demos bem.

  Só que, infelizmente, por muito que tente, há sempre qualquer coisa que me deixa descontente. Eu dou sempre mais do que devo. Não é que as minhas expectativas sejam muito elevadas, mas... Porquê? Porque é que há, permanentemente, uma sensação de desconforto e descontentamento? Porque, se analisar bem a situação, é como se nunca fosse suficientemente boa para merecer um lugar de destaque, lugar esse que sei que, no fundo, talvez até tenha, mas que não está realmente implícito no visível.

 

  Porquê este título? Porque, na minha honesta e humilde opinião, o top de amigos do hi5 é o melhor exemplo para mostrar que existem aqueles amigos que vão e vêm, e que, na maior parte das vezes, os que realmente importam nunca ocupam o lugar devido ou, em último caso, nem figuram na lista. Há que concluir que o único lugar onde devemos guardar os amigos é no coração.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Eu, extremamente.

  Tomei consciência de que sempre fui extremamente de extremos. Nunca encontrei o equilíbrio, nem nunca encontrarei, segundo creio. Faz parte da minha persona e, intimamente, é assim que me vejo - alguém indeciso e desorientado, muitas das vezes, apenas porque a tendência é a de viver no limbo. Entre tantas certezas, devo gostar de ter uma dúvida (ou milhares), apenas porque costumo atrair - e prender, principalmente - todo o género de situações em que o exercício emocional é colocado à prova. Há quem aprecie correr a maratona para testar a sua resistência física; há quem prefira viver em constante desassossego interior para testar os efeitos da pressão emocional sobre o corpo.

  Nunca ninguém me viu num estado de absoluto entediamento em relação à vida - ora rio, ora choro, mas nunca deixo de fazer uma das duas, a menos que esteja a reflectir (actividade frequente) ou, é claro, a dormir.

  A mesma música é capaz de me pôr a dançar e a saltar no meio do quarto, sem razão aparente, enquanto, noutro dia, me enterra num estado profundamente depressivo.

  As pessoas que me conhecem costumam ter uma opinião bastante positiva sobre mim... Se é que não me odeiam de morte. Eu própria tenho a perfeita noção de que não consigo ter uma opinião relativamente neutra sobre quem quer que seja. Chego a odiar alguém pela manhã e, por volta do jantar, ter voltado a adorá-la, tal como há três, quatro dias.

  Já devo ter assustado, provavalmente, muitos amigos, dado ser, durante 80% do tempo, enjoativamente positiva, sendo, durante os restantes 20%, completamente derrotista e dramática. Não costumo ser muito racional, muito menos encontro o ponto médio entre estados de louca euforia e excruciante sofrimento. Sou inconstante.

    Os meus antigos colegas do colégio descrevia-me como "aborrecida" e "anti-social". Desde que saí de lá, passei a ser mais conhecida pela facilidade com que encaro desconhecidos e por nunca estar calada. Parece que, agora, sou uma espécie de bicho social, imparável e incontrolável.

  No entanto, não deixo de valorizar a minha faceta de extremos. Mesmo que, exteriormente, não se apercebam da sua existência, eu cá não sobreviveria sem ela. Apesar de já me ter valido uma data de discussões desnecessárias, desgostos anexos e um monte de questões sem resposta... Não faz mal.

  É pena é não me conseguir decidir se prefiro esbarrar contra o equilíbrio, um dia destes, e, finalmente, aprender com os erros, ou se prefiro não quebrar a rotina de bater com a cabeça nos extremos da vida.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Dúvida existencial? Não. Uma estranha relação.

Já lá vão sete meses desde as primeiras palavras, os primeiros elogios e os primeiros sorrisos parvos. Foi uma época muito feliz, essas primeiras semanas de Janeiro.

 

Agora, em Agosto, o levantamento de tudo o que se passou entretanto não me deixa parar de pensar. Houve sempre alguma coisa a dizer, elogios e ofensas incluídos, sorrisos parvos e soluços de profunda tristeza, mares de lágrimas e muitas recordações. Muitas primeiras coisas, sem dúvida.

 

Amor? Amizade? Simplesmente os cacos de algo especial? O medo de quebrar a rotina?

Ainda hei-de descobrir.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Grow up, LADIES!

  Sabem qual é uma das coisas que mais me irrita em gente crescida? VESTIREM-SE COMO SE AINDA TIVESSEM QUINZE ANOS! Ele é mini-saias conjugadas com altas plataformas, tops estampados de cor q.b., calças de ganga rotas... Enfim, um nunca mais acabar de autênticos CRIMES ao bom senso.

   Aqui vai um conselho - se os 15 e os 25 já lá vão, não abusem da sorte, ou serão confundidas com... mulheres menos dignas, se é que me faço entender. Senhoras maiores de 35, peço-vos que tenham cuidado com o vosso look. Não se queiram vestir à força como a vossa filha adolescente. Vocês não são a vossa filha adolescente. São ladies respeitáveis que devem fazer compras em lojas como a Cortefiel, a Promod e a Springfield. Por favor, desimpeçam os corredores da Pull&Bear e da Bershka, principalmente os provadores, que estão sempre ocupadíssimos, e as filas para a caixa, que são uns valha-nos Deus de impaciência.

 

Então, recebam, de bom grado, uma ajudinha de alguém que, não vos querendo desvalorizar - ou seja, dizer que já estão fora de prazo, fora de estação, que ESTÃO VELHAS E DE PÉS PARA O CAIXÃO (não, nada disso!) - vos deixa uma respeitável review sobre as vossas imprudências. Afinal, seria uma pena que a Massimo Dutti, a Lanidor e a Decenio fossem à falência por vossa causa!

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

« why does it rain down on Utopia? » #2

Ultimamente, tem-se previsto céu limpo e muito sol. Basta ter cuidado com possíveis queimaduras solares por excesso de confiança. Mais vale usar um protector de factor 50. Como se costuma dizer, quanto maior o salto, maior a queda.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

(in)Descritível

   Tenho saudades dos abraços. Sinto falta dos suspiros e dos sussurros. Perco-me nas (ainda) nítidas lembranças imensamente coloridas - consigo descrever cada pormenor pertencente a todo e qualquer momento. Lembro-me das roupas, dos sítios, do toque, das sensações, de deitar abaixo todas as barreiras emocionais e de ignorar as regras. Dei tudo o que pude e sei que também recebi muito em troca.

   Tento não me esquecer de nada, faço o impossível por manter cada recordação intacta e no seu lugar. Apenas o futuro me dirá o que fazer com elas.

. i just don't get it .

Se digo que já não amo, estou a mentir a mim própria,

se digo que odeio, odeio-me por ainda amar,

se digo que voltei a apaixonar-me, talvez eu precise de fugir do que realmente sinto,

se não me arrependo de nada, isso sim, é de valor,

se parece que já não quero saber, não acredites,

se ainda choro, não é porque lamente alguma coisa,

se me exalto de cabeça quente, é porque, lá no fundo, estou confusa,

se deixei de verbalizar o que sinto, é porque já não acredito que venha a mudar seja o que for.