
domingo, 30 de setembro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
é Bel-Ami, mas podia ser outro
Serei eu capaz de deixar um livro a meio?
É engraçado como vim a ganhar, de há uns tempos para cá, a tenebrosa mania de não acabar de ler livros. Às tantas, não sei se é do livro, se é de mim. E por que não dos dois?! Se calhar, nem eles me cativam nem eu sou de cativar. Ficamo-nos pelo cinquenta, cinquenta. No entanto, a única que acaba por se sentir culpada no fim destes divórcios litigiosos (o livro a pedir mais uma oportunidade, eu a tentar ser feliz) sou eu. É que custa-me largar uma história que já me acompanhou durante, pelo menos, algumas horas. Mas acontece e não é pouco.
Um dos melhores exemplos que posso dar é o romance francês Bel-Ami, de Guy de Maupassant - sim, aquele que foi convertido num filme com o Robert Pattinson como protagonista. Tivemos um namoro fugaz, ainda que eu tenha estado indecisa durante muito tempo depois do noivado. Porém, a pressão social para ler o maior número de clássicos da literatura acabou por me fazer ceder e aceitei. A princípio, foi um casamento deveras feliz, comigo muito empenhada para que resultasse, quase tanto como ele [o livro]. Comecei a tratar as personagens por "tu", já sabia percorrer os cenários extremamente bem descritos pelo autor como se também lá vivesse. Criei inimizades e amizades, senti-me feliz. Até que o período de lua-de-mel terminou, quando eu me apercebi que a personagem Bel-Ami era, nada mais, nada menos, que um otário que menosprezava as mulheres e que, estando muito bem casado com a mais inteligente das senhoras da alta sociedade, andava a comer várias ao mesmo tempo, porque sim, elas mereciam, devido à sua condição... de lixo! Um ultraje.
Ao fim de algumas páginas após essa revelação, não tenho a certeza se algum dia retomarei a leitura. Fiquei-me pela página trezentos e tal e a vontade de continuar é pouca. Acho que, por agora, terei de fazer olhos cegos ao livro que repousa na estante, abandonadinho, coitadinho, porque Guy de Maupassant se lembrou de criar um personagem estúpido, calculista e adúltero. Se eu não simpatizar com quem me acompanha nas narrativas, a coisa dá para o torto.
Respondendo à questão inicial, "serei eu capaz de deixar um livro a meio?", confesso que sim, sou capaz de ser dura com certas histórias. Já não conto pelos dedos as relações tempestuosas que já terminei na literatura.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
vade retro, caramba!
Sabem o que é que me irrita? Amigos desconsolados com o amor. E não falo da generalidade deles, mas sim uma ínfima parte que teima em auto comiserar-se, como se fossem os primeiros a sofrer de males do género - melhor: como se fosse a primeira vez que eles próprios os sofrem. Ai, coitadinho de mim, que a minha namorada não me liga; ai, coitadinho de mim, que acabei com ela; ai, coitadinho de mim, que me vieram dizer que ela é isto e aquilo e que eu sou aquilo e isto! É que, intencionalmente ou não, este estado de convalescença emocional prejudica involuntariamente o nosso estado de espírito (afinal, um amigo nosso está a sofrer, seja pelo que for, e não temos como ajudá-lo = FRUSTRAÇÃO TOTAL = I SUCK AT BEING A GOOD FRIEND) e, além disso, prejudica a nossa amizade, porque deixamos (nós e o resto do mundo) de estar na lista de prioridades imediatas do "sofredor". Falo por mim, que não tenho jeito nenhum para consolar pessoas inconsoláveis, e mesmo as consoláveis são um caso que sai caro. Não tenho tema de conversa para elas. Mas que hei-de eu fazer? São os meus freaking friends! Agora, são eles e, amanhã, por muito que me custe admitir, poderei ser eu a estar embandeirada no cimo do monte dos totós que sofrem do coração (não necessariamente no sentido cardiológico) ou de outra porcaria qualquer. Já passei pela mesma situação, já me considerei uma imbecil e tive pena de mim própria e... quem sabe se, num futuro mais ou menos longínquo (muito), não voltará a acontecer? Portanto, terei de cumprir a minha quota parte de consolos inconsoláveis em prol de equilibrar o universo e como forma de agradecimento pelo que todos os que penaram por mim anteriormente aguentaram (mais uma vez, obrigada, criaturas que trataram bem de mim em momentos infelizes, ao invés de me esquartejarem e espancarem até eu ganhar juízo, como bem merecia).
Sabem o que é que me irrita? Amigos desconsolados com o amor. Tragam-me quem os deixou assim que eu digo-lhes o que é bom para a saúde. Porque quem mexe com eles, mexe comigo!
(E, amigos auto-comiseradores, A VIDA É BELA E AMARELA! Deixem-se disso, pá!)
a minha mesa de trabalho numa noite como a de hoje
1. O meu extracto de classificações do ano passado, com algumas anotações. Ajuda-me a estabelecer objectivos, a partir da visão do meu percurso no 10º e 11º ano;
2. O têpêcê de Geografia C - até rima;
3. Resolução dos exercícios (as minas para lapiseira da Staedtler são uma porcaria e não duram nada);
4. O manual de Geografia C. O meu é em segunda mão e já pertenceu a um crânio das ciências sociais (ter-lhe-ei de fazer justiça?);
5. O meu telemóvel - um LG todo podre que já clama por reforma - está ali, mas só serve para ver as horas. Por vezes, esqueço-me que o tenho. Sou capaz de perder chamadas e não responder a SMSs porque o tenho quase sempre no silêncio;
6. Sem música, a coisa (ou seja, estudar) não vai lá. Redescobri hoje o prazer que me dá cantar a plenos pulmões enquanto estou ocupada;
7. Quando tirei a fotografia, ainda não tinha ligado o portátil, que, ao contrário do telemóvel, é IMPRESCINDÍVEL. Actualmente, uso-o maioritariamente para escrever. Deixei de falar muito no MSN e o Facebook também já não me interessa tanto quanto há um tempo.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
eu, prodígio (cof, cof)
[O poema que se segue foi escrito por mim, segundo me lembro, por volta dos oito anos - e encontrado hoje à tarde, no meio da papelada cá de casa. Já nessa altura mostrava uma queda para o dramatismo e para o romance barato de faca e alguidar. Nem vou referir o meu emergente talento, coisa mai' linda! A qualidade da imagem não é a melhor, mas a minha digitalizadora também não.]
terça-feira, 25 de setembro de 2012
caro Outono,
Oh meu grandessíssimo sacana, mas que raio de frio é este? Uma pessoa aqui de perna ao léu, que se lixem as calças, e toma lá uma corrente de ar, outra ali e uma terceira acolá, atchim?! Meu amigo, com a chuva vivo eu bem, que gosto do som dela no telhado e da inspiração que me traz e das botas que posso usar (e que ainda tenho de ir comprar) e do céu mais escuro, tão acolhedor. Mas frio?! Que raio de ideia é essa? Onde andam as folhas secas a cair das árvores e os senhores das castanhas? Onde anda a estação intermédia? É que, da última vez que confirmei, ainda só era Outono, não Inverno... Manda lá a chuvinha que quiseres, a trovoada também sabe bem, menos temperaturas inferiores a 20ºC, sim? Por estas bandas, ainda se quer dormir de t-shirt e cuecas, ai, ai, sou alérgica a calças.
Passar bem... mal!
Beatriz
dos outros #7
" Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade. "
José Luís Peixoto, in "Os professores" [crónica]
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
o meu top 5 da procrastinação nocturna
1. Ligar a Internet e andar a saltar entre o Sitemeter (contador de visitas do blogue), o Hotmail, o Facebook, o Youtube e outros blogues;
2. Enfiar-me na cama à espera que o sono venha - raramente vem a horas decentes;
3. Sentar-me em qualquer lado a pensar nas coisas que tenho de fazer, mas que não faço porque levantar-me exige demasiado esforço;
4. Ir fazer chichi, beber água e lavar os dentes - mesmo que já o tenha feito há meia hora atrás;
5. Escrever listas parvas... como esta.
no outono, a relembrar o verão
Se andam por aí a poluir o oceano com derrames de petróleo, por que não haverei eu de poder fazer chichi no mar quando vou à praia?!
domingo, 23 de setembro de 2012
cenas fixes da Internet
Aquele momento em que te apercebes de que os outros utlizadores do Ask escrevem "segui" no teu mural e tu respondes "segui de volta" quando, vou citar, "Your friends do not know you follow them. It is absolutely anonymous."
Uh, and now, can you prove it?
ai, si meu pai tji pega...!
o que eu andava a precisar de ler
Infelizmente, nos últimos tempos, poucos têm sido os livros que me têm cativado desde o início até ao fim, causando-me uma sede incontrolável de os acabar de ler em tempo recorde. Lembro-me de, há já alguns anos, conseguir embrenhar-me nas histórias e sentir-me presa a elas, como um compromisso, até depois de as terminar, mas essa situação começou a tornar-se um fenómeno cada vez mais raro. Apenas o voltei a sentir este Verão, quando li "Maldito Karma", de David Safier, e ontem e hoje, enquanto lia "O Outro Lado", de Gabrielle Zevin. Ambos os livros se desenrolam em torno de uma temática um bocado estranha - a morte - mas é incrível a maneira optimista como a abordam e as lições que nos transmitem, um mais dirigido para adultos e o outro para jovens, respectivamente.
Apesar de poderem parecer enredos pouco elaborados, cada pormenor descrito dá a ideia de ter sido infimamente pensado, como uma ciência. Nada é deixado ao acaso, por muito que nos demos ao trabalho de procurar um qualquer erro ou cálculo mal efectuado. Tanto o "Maldito Karma" como "O Outro Lado" têm uma escrita simples e ligeiramente humorística, até porque se tratam de histórias contadas na primeira pessoa. Li-os em menos de dois dias cada um!
Já andava a precisar de ler algo assim, soft, sem deixar de ser boa literatura! Recomendo-os a toda a gente que procure algo do género!


sábado, 22 de setembro de 2012
The Hunger Games
Talvez tenha sido a última adolescente à face da Terra a ver o filme "The Hunger Games" e aviso, desde já, que até poderia estar arrependida, se o arrependimento fizesse parte da minha personalidade - que não faz, neste caso. Portanto, para que conste, adorei cada segundo do que vi e mal posso esperar por ter o respectivo livro na mão (aceitam-se ofertas ou empréstimos, seja o que for), porque uma história destas também merece ser apreciada a partir do original.
A Katniss é uma rapariga de garra, sim senhora, ensina-nos a viver e a "sobreviver" sendo nós próprios, porque haverão sempre pessoas a gostar de nós e outras a não irem com a nossa cara, independentemente de quem sejamos (eu já andava a precisar dessa lição) e, como em todo o filme que se preze, há uma trama de amor lá pelo meio, para adoçar a boca aos românticos. Já eu, fiquei bastante aborrecida pelo final que a história conheceu nessa matéria e cheguei mesmo a berrar para a televisão "oh rapariga, não sejas burra, tu tens o outro moço à espera em casa!, olha que o teu amigo fofo vai ficar triste se ficares com esse!".
Como já referi, o enredo é de ver e chorar por mais, correspodendo tal e qual às expectativas que a opinião alheia me obrigava a ter. Inclusivamente, a Cara de Panqueca tinha-me avisado que havia uma parte do filme que seria mais entediante e eu nem dei por nada. O final também foi genial, deixando aquele cheirinho a incompleto, como que a cativar-nos para nos mantermos atentos ao seguimento (temos um longo ano pela frente até à sua estreia).
Entretanto, vou procurar os livros todos e tentar devorá-los (ou não fossem eles sobre os Jogos da Fome).

i love haters
Estou a presenciar uma chuva de haters no meu canal de Youtube. São dois ou três e, de repente, lembraram-se de espalhar o seu ódio nos meus vídeos. Sei-o porque foi trabalho em série: toca a fazer thumbs down em tudo quanto é sítio, no menor tempo possível! Tudo... só escapou o cover da música da Mia Rose - o que constitui um grande mistério.
Penso que a situação tenha sido despoletada pela última novidade (se for assim tão má, avisem-me!).
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
saber pensar em reconhecer convencimentos não partilhados
Eu sei que tu sabes que eu sei que, muitas vezes, antes de dormir, penso em ti. Tu sabes que eu sei que tu sabes que muito mudou desde que eu deixei de saber que tu não sabias o quanto gostava de ti e te respeitava, porque eu talvez me tenha esquecido de te fazer saber que eu sabia que tu eras para guardar. Porém, eles – os outros -, que nem sequer tinham a ver com o assunto, pensavam que eu sabia que eles sabiam a razão por nunca terem ido muito com a minha cara. Mas eu não sabia. E, agora, já sei. Desde que tu deixaste de saber que eu sabia que eras para guardar, dado que eu não sabia que não sabias que eu sabia que sempre tive duas personalidades, comecei a perceber imenso do que desconhecia.
Então, quando abri os olhos – e alarguei horizontes – passei a pensar se eles não pensariam que tu não estavas a pensar lucidamente por ainda me guardares. Pensei no que tu pensarias do que os outros pensariam de mim e se também não começarias a pensar como eles, que achavam que eu pensava pouco nos seus pensamentos.
No entanto, ainda precisei de algum tempo para reconhecer que tu já não me reconhecias por, antes, ainda não me ter reconhecido a mim própria. Eu sou assim, reconheço, uma faca de dois gumes, reconhecida por eles me reconhecerem como aquela que só se reconhece a ser reconhecida. Foi irreconhecimento!
E eu convencida de que te tinha convencido a convenceres-me a ser uma pessoa menos convencida...! Assim, eles ainda ficaram mais convencidos de que eu estava convencida de que eles estavam convencidos de serem pedras no caminho! Pois que fique claro que estou somente convencida de que tu estavas convencida de que eu não estava convencida do valor de quem me acha convencida de que eles é que são os convencidos! Não senhora, e quero convencer-te de que de nada disso me convenço!
Depois de partilhar esta falta de partilhas de palavras que só agora são partilhadas, quero partilhar a lição que aprendi e que, em certa parte, poderá ser confusa mas, esperançosamente, parte de algo que se reparte: a partilha.
Afinal, talvez só devamos saber pensar em reconhecer convencimentos não partilhados para que, um dia, quem gosta de nós saiba que pensamos no reconhecimento que dá aos nossos convencimentos que, de tão partilhados, acabam por ser esquecidos.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
para os meus leitores rapazes...
para os meus leitores rapazes...
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
o mundo acaba daqui a três horas (?)
Segundo parece, a NASA declarou que, afinal, o mundo acaba daqui a bocado e não a 21 de Dezembro. O problema é que, depois de ter lido a tal notícia onde consta a dita informação, continuo sem perceber a que fuso horário se referem. Tudo bem, "o estrondo vai acontecer às 02h45m desta madrugada". Boa.
Mas o site é brasileiro.
Mas a NASA é que deu a informação.
Então, em que é que ficamos, fuso horário americano ou brasileiro? E de qual das regiões de um ou de outro país?
Após uma pessoa se colocar todas estas questões, desiste. Deve haver uma explicação mais fundamentada para este problema!
Pois há. Não se trata, nada mais, nada menos, que um spoiler estúpido de um site brazuca. Como é que eu sei? Porque é a única fonte de informação na vastíssima Internet que noticia o Derradeiro Acontecimento para esta madrugada; porque, no site da NASA, não existe nenhum comunicado sobre isso.
E, têm razão, eu procurei bem porque, no final de contas, talvez estivesse um bocado preocupada. Chamem-me medricas.
Aurea na Fórum Estudante
Sim, enganaram-se na redacção a corrigir o artigo que lhes enviei e escreveram "Áurea", com acento, ao longo de todo o texto. Mas, à parte esse pequeno lapso, o resultado não foi mau. Aqui fica mais um artigo da minha autoria no site da revista Fórum Estudante.


