sexta-feira, 5 de outubro de 2012

ALERTA BANDEIRA!

Hoje, dia 5 de Outubro de 2012, o 102º aniversário desde a implantação da República Portuguesa, a bandeira nacional foi hasteada de pernas para o ar, pelo presidente da república Cavaco Silva (e restantes responsáveis pelo acto, como se pode confirmar na imagem)na Câmara Municipal de Lisboa, um dos locais das comemorações. Não sei até que ponto isto não terá sido um mero desleixo*, algo que aconteceu sem querer, tal como nos estão a fazer crer em todos os canais da televisão que estão ligados em minha casa - três televisões, três canais diferentes. É que nem a queriam endireitar! Será este um sinal de mudança, de revolução? Ficarei atenta, de qualquer modo, porque, a mim, parece-me que se está a fazer História neste momento. Nada é em vão...

 

*(segundo códigos militares, a bandeira ao contrário significa que o local foi tomado pelos inimigos)

 

Vídeo: http://www.tvi.iol.pt/videos/13712035

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

coisas do fim-de-semana

   Ela tem os pés frios, mas continua a escrever. Estendida em cima da cama, espreita para a janela, um pouco à frente, por onde entram algumas das luzes da rua… por onde entra a escuridão que as combate.

   Pela aparelhagem (três módulos – um corpo, duas colunas) a mulher, essa cantora comercial, grita ameaças ao ex-namorado, insulta-o, ridiculariza-o, recorda-o. São melodias fáceis de decorar, as que saem pelas colunas, com a voz da pobre abandonada e traída e desiludida a rasgar o instrumental. Troca de faixa, troca de sentimento - e de parágrafo.

   No quarto, existem dois roupeiros de madeira escura. Um tem espelhos, o outro tem barrigas nas portas, resultado dos largos aros dos vestidos antigos que lá dentro, outrora, eram guardados. Este último já foi herança de, pelo menos, umas tantas gerações, talvez as que tem uma mão. Nos dias que correm, alberga blusões de ganga, casacos de malha, casacos de desporto e casacões de Inverno, um vestido de baile, vários pares de calças e, na gaveta inferior, mais não sei quantos quilos de roupa de rapariga – roupa dela, claro está.

   E inicia-se a última faixa do CD que gira na aparelhagem. Lá fora, já é noite cerrada. A rapariga ignora o decorrer do tempo e continua a escrever, sem nunca conhecer a linha seguinte.

   À medida que escreve, lembra-se dos seus amigos. É engraçado como nunca lhe saem da cabeça. É capaz de se esquecer de si própria, mas jamais deles. São todos muito diferentes uns dos outros, pensa. Por vezes, pergunta-se sobre o que aconteceria se os juntasse numa única divisão. O provável seria desentenderem-se durante a primeira hora. Sim, ela tem amigos demasiado diferentes entre si.

   Ouvem-se carros a passar na estrada em frente da sua janela. Até há quem faça corridas nessa mesma estrada, tão comprida, com mais de um quilómetro e sem muito tráfego, principalmente à noite. Ela não sabe quem os conduz, mas imagina que se tratem de jovens inconscientes (ou mesmo de adultos inconscientes) que têm por hábito gastar montes de dinheiro a transformar bólides com matrícula de 98, para parecerem ser mais recentes… mais fixes. Os motores rugem, os pneus guincham, o alcatrão fede a borracha queimada e os corredores ao volante acordam os moradores.

   O CD já parou de tocar, mas ela, que ainda consegue ouvir as músicas a ecoarem-lhe ao ouvido, só se apercebe mais tarde.

   Agora, são os cães que ladram lá fora. Existem montes de cães na vizinhança, porque cada casa, por motivos de segurança ou amor, tem pelo menos um. Há grandes que, apesar de ladrarem grosso, são uns medricas envergonhados; há pequenos que ladram fininho, mas que mordem como gente crescida; há médios que fazem o que bem lhes apetece.

   No quarto da rapariga que não consegue parar de escrever, também há uma estante de seis prateleiras. A de cima tem peluches, a segunda tem montes de livros, a terceira tem CDs, canecas de colecção, objectos do dia-a-dia e as três últimas encontram-se cheias de mais tralha: livros e material escolar, pastas, capas, papelada, inutilidades.

   Como tem de ir jantar, ela começa a tentar imaginar um parágrafo final, apressadamente, de modo a que o texto não termine abruptamente. Rebusca possíveis reflexões inteligentes, conclusões floreadas ou o que mais não seja uma última frase que permita ao leitor continuar a imaginar o que mais poderia vir a ler. Infelizmente, não consegue, e o seu estômago ronca, desagradado.

   Não, não há mais nada que possa ser dito. Apetece-lhe chorar de frustração, pelo que poderia ter escrito e não escreveu. Já é tarde, não é? Terá de se levantar em breve e reiniciar a rotina nocturna de quem ainda tem de ir jantar.

   Hambúrguer grelhado no pão?, oferece ela. Desculpem, mas só há para mim.

o meu pai diz que estou a ficar guedelhuda

terça-feira, 2 de outubro de 2012

agora é que eles nos lixaram bem lixadinhos!

   É oficial: caros colegas que também frequentam o ensino secundário, as nossas aspirações a sermos médicos, jornalistas, famacêuticos, escritores, advogados [...] ou preguiçosos com canudo ACABARAM. Pelo menos, para alguns... Porquê?, perguntam vocês, como se já não tivessem ouvido falar desta nova legislação. Por causa disto:

   Pensaram os governantes [com diplomas passados a um Domingo] deste nosso país "temos que lixar todos os portugueses". Já lixaram os nossos pais, os nossos avós, os nossos tios e todos os que pagam impostos. Mas como lixariam eles os que ainda não são contribuintes? COMO?! Como lixariam eles os jovens estudantes? " 'Bora chumbá-los e dar cabo dos seus sonhos académicos!"

   Não sei quem raio se lembrou de tal mesquinhice, mas lá que o timing não foi nada indicado, lá isso não foi. "Ah e tal, não vamos retirar já a nota de Educação Física da média do secundário a toda a gente, só aos que entram agora no 10º ano, mas, se estamos a falar de exames, a coisa já é diferente. RAZIA TOTAAAAAAL!", gritou um qualquer cro magnon do Ministério da Educação, género Rambo... ou King Kong. Portanto, aqui vai a notícia simplificada para os mais desatentos: de ora em diante, toca a estudar a totalidade da matéria das disciplinas trianuais, desde o 10º até ao 12º, que isto aqui não há estatutos especiais para ninguém. Português, Matemática A, História A e Desenho A- são esses os exames nacionais que, segundo a nova legislação, passam a contemplar os três anos de matéria.

   É certo que, antigamente, a matriz dos exames era elaborada deste modo, com conteúdos de todos os anos do respectivo ciclo, o que, ainda assim, não me convence. Não me convence! Pelo menos, aos alunos que frequentam este ano o 11º ou 12º. Se só agora entram em vigor as novas directrizes, estas só se deviam aplicar aos que iniciaram agora o 10º ano. Faz sentido, certo? Não me parece muito positivo que, durante dois anos lectivos, me tenham preparado para que a matriz dos exames nacionais que terei de realizar daqui a oito meses se cinja somente ao último, rebentando a bomba neste momento da parada. É totalmente anti-pedagógico!

 

   Dito isto, colegas, caso se encontrem tão escandalizados com esta situação quanto eu, assinem a petição que, mesmo podendo não resultar em nada, serve para mostrarmos a nossa indignação ao Ministério da Educação. AQUI. Demora um minuto a preencher e, se formos muitos a assiná-la, pode ser que o caso se torne relevante o suficiente para ser repensado. Neste momento, já somos mais de 1430 - e, quantos mais, melhor!

   Boa sorte, em todo o caso...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

é Bel-Ami, mas podia ser outro

Serei eu capaz de deixar um livro a meio?   

 

   É engraçado como vim a ganhar, de há uns tempos para cá, a tenebrosa mania de não acabar de ler livros. Às tantas, não sei se é do livro, se é de mim. E por que não dos dois?! Se calhar, nem eles me cativam nem eu sou de cativar. Ficamo-nos pelo cinquenta, cinquenta. No entanto, a única que acaba por se sentir culpada no fim destes divórcios litigiosos (o livro a pedir mais uma oportunidade, eu a tentar ser feliz) sou eu. É que custa-me largar uma história que já me acompanhou durante, pelo menos, algumas horas. Mas acontece e não é pouco.

   Um dos melhores exemplos que posso dar é o romance francês Bel-Ami, de Guy de Maupassant - sim, aquele que foi convertido num filme com o Robert Pattinson como protagonista. Tivemos um namoro fugaz, ainda que eu tenha estado indecisa durante muito tempo depois do noivado. Porém, a pressão social para ler o maior número de clássicos da literatura acabou por me fazer ceder e aceitei. A princípio, foi um casamento deveras feliz, comigo muito empenhada para que resultasse, quase tanto como ele [o livro]. Comecei a tratar as personagens por "tu", já sabia percorrer os cenários extremamente bem descritos pelo autor como se também lá vivesse. Criei inimizades e amizades, senti-me feliz. Até que o período de lua-de-mel terminou, quando eu me apercebi que a personagem Bel-Ami era, nada mais, nada menos, que um otário que menosprezava as mulheres e que, estando muito bem casado com a mais inteligente das senhoras da alta sociedade, andava a comer várias ao mesmo tempo, porque sim, elas mereciam, devido à sua condição... de lixo! Um ultraje.

   Ao fim de algumas páginas após essa revelação, não tenho a certeza se algum dia retomarei a leitura. Fiquei-me pela página trezentos e tal e a vontade de continuar é pouca. Acho que, por agora, terei de fazer olhos cegos ao livro que repousa na estante, abandonadinho, coitadinho, porque Guy de Maupassant se lembrou de criar um personagem estúpido, calculista e adúltero. Se eu não simpatizar com quem me acompanha nas narrativas, a coisa dá para o torto.

 

Respondendo à questão inicial, "serei eu capaz de deixar um livro a meio?", confesso que sim, sou capaz de ser dura com certas histórias. Já não conto pelos dedos as relações tempestuosas que já terminei na literatura.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

vade retro, caramba!

Sabem o que é que me irrita? Amigos desconsolados com o amor. E não falo da generalidade deles, mas sim uma ínfima parte que teima em auto comiserar-se, como se fossem os primeiros a sofrer de males do género - melhor: como se fosse a primeira vez que eles próprios os sofrem. Ai, coitadinho de mim, que a minha namorada não me liga; ai, coitadinho de mim, que acabei com ela; ai, coitadinho de mim, que me vieram dizer que ela é isto e aquilo e que eu sou aquilo e isto! É que, intencionalmente ou não, este estado de convalescença emocional prejudica involuntariamente o nosso estado de espírito (afinal, um amigo nosso está a sofrer, seja pelo que for, e não temos como ajudá-lo = FRUSTRAÇÃO TOTAL = I SUCK AT BEING A GOOD FRIEND) e, além disso, prejudica a nossa amizade, porque deixamos (nós e o resto do mundo) de estar na lista de prioridades imediatas do "sofredor". Falo por mim, que não tenho jeito nenhum para consolar pessoas inconsoláveis, e mesmo as consoláveis são um caso que sai caro. Não tenho tema de conversa para elas. Mas que hei-de eu fazer? São os meus freaking friends! Agora, são eles e, amanhã, por muito que me custe admitir, poderei ser eu a estar embandeirada no cimo do monte dos totós que sofrem do coração (não necessariamente no sentido cardiológico) ou de outra porcaria qualquer. Já passei pela mesma situação, já me considerei uma imbecil e tive pena de mim própria e... quem sabe se, num futuro mais ou menos longínquo (muito), não voltará a acontecer? Portanto, terei de cumprir a minha quota parte de consolos inconsoláveis em prol de equilibrar o universo e como forma de agradecimento pelo que todos os que penaram por mim anteriormente aguentaram (mais uma vez, obrigada, criaturas que trataram bem de mim em momentos infelizes, ao invés de me esquartejarem e espancarem até eu ganhar juízo, como bem merecia).

 

Sabem o que é que me irrita? Amigos desconsolados com o amor. Tragam-me quem os deixou assim que eu digo-lhes o que é bom para a saúde. Porque quem mexe com eles, mexe comigo!


(E, amigos auto-comiseradores, A VIDA É BELA E AMARELA! Deixem-se disso, pá!)

a minha mesa de trabalho numa noite como a de hoje

1. O meu extracto de classificações do ano passado, com algumas anotações. Ajuda-me a estabelecer objectivos, a partir da visão do meu percurso no 10º e 11º ano;

2. O têpêcê de Geografia C - até rima;

3. Resolução dos exercícios (as minas para lapiseira da Staedtler são uma porcaria e não duram nada);

4. O manual de Geografia C. O meu é em segunda mão e já pertenceu a um crânio das ciências sociais (ter-lhe-ei de fazer justiça?);

5. O meu telemóvel - um LG todo podre que já clama por reforma - está ali, mas só serve para ver as horas. Por vezes, esqueço-me que o tenho. Sou capaz de perder chamadas e não responder a SMSs porque o tenho quase sempre no silêncio;

6. Sem música, a coisa (ou seja, estudar) não vai lá. Redescobri hoje o prazer que me dá cantar a plenos pulmões enquanto estou ocupada;

7. Quando tirei a fotografia, ainda não tinha ligado o portátil, que, ao contrário do telemóvel, é IMPRESCINDÍVEL. Actualmente, uso-o maioritariamente para escrever. Deixei de falar muito no MSN e o Facebook também já não me interessa tanto quanto há um tempo.

um novo artigo? outra vez?

Sou tipo um bicho que se infiltrou no site da Fórum Estudante.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

eu, prodígio (cof, cof)

[O poema que se segue foi escrito por mim, segundo me lembro, por volta dos oito anos - e encontrado hoje à tarde, no meio da papelada cá de casa. Já nessa altura mostrava uma queda para o dramatismo e para o romance barato de faca e alguidar. Nem vou referir o meu emergente talento, coisa mai' linda! A qualidade da imagem não é a melhor, mas a minha digitalizadora também não.]

terça-feira, 25 de setembro de 2012

caro Outono,

Oh meu grandessíssimo sacana, mas que raio de frio é este? Uma pessoa aqui de perna ao léu, que se lixem as calças, e toma lá uma corrente de ar, outra ali e uma terceira acolá, atchim?! Meu amigo, com a chuva vivo eu bem, que gosto do som dela no telhado e da inspiração que me traz e das botas que posso usar (e que ainda tenho de ir comprar) e do céu mais escuro, tão acolhedor. Mas frio?! Que raio de ideia é essa? Onde andam as folhas secas a cair das árvores e os senhores das castanhas? Onde anda a estação intermédia? É que, da última vez que confirmei, ainda só era Outono, não Inverno... Manda lá a chuvinha que quiseres, a trovoada também sabe bem, menos temperaturas inferiores a 20ºC, sim? Por estas bandas, ainda se quer dormir de t-shirt e cuecas, ai, ai, sou alérgica a calças.

 

Passar bem... mal!

Beatriz

dos outros #7

" Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade. "

José Luís Peixoto, in "Os professores" [crónica]

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

o meu top 5 da procrastinação nocturna

1. Ligar a Internet e andar a saltar entre o Sitemeter (contador de visitas do blogue), o Hotmail, o Facebook, o Youtube e outros blogues;

2. Enfiar-me na cama à espera que o sono venha - raramente vem a horas decentes;

3. Sentar-me em qualquer lado a pensar nas coisas que tenho de fazer, mas que não faço porque levantar-me exige demasiado esforço;

4. Ir fazer chichi, beber água e lavar os dentes - mesmo que já o tenha feito há meia hora atrás;

5. Escrever listas parvas... como esta.

no outono, a relembrar o verão

Se andam por aí a poluir o oceano com derrames de petróleo, por que não haverei eu de poder fazer chichi no mar quando vou à praia?!

domingo, 23 de setembro de 2012

cenas fixes da Internet

Aquele momento em que te apercebes de que os outros utlizadores do Ask escrevem "segui" no teu mural e tu respondes "segui de volta" quando, vou citar, "Your friends do not know you follow them. It is absolutely anonymous."


Uh, and now, can you prove it?

ai, si meu pai tji pega...!

Publico isto em nome do meu pai, porque sei que seria esta a mensagem que ele quereria transmitir. Cof, cof.

o que eu andava a precisar de ler

   Infelizmente, nos últimos tempos, poucos têm sido os livros que me têm cativado desde o início até ao fim, causando-me uma sede incontrolável de os acabar de ler em tempo recorde. Lembro-me de, há já alguns anos, conseguir embrenhar-me nas histórias e sentir-me presa a elas, como um compromisso, até depois de as terminar, mas essa situação começou a tornar-se um fenómeno cada vez mais raro. Apenas o voltei a sentir este Verão, quando li "Maldito Karma", de David Safier, e ontem e hoje, enquanto lia "O Outro Lado", de Gabrielle Zevin. Ambos os livros se desenrolam em torno de uma temática um bocado estranha - a morte - mas é incrível a maneira optimista como a abordam e as lições que nos transmitem, um mais dirigido para adultos e o outro para jovens, respectivamente.

   Apesar de poderem parecer enredos pouco elaborados, cada pormenor descrito dá a ideia de ter sido infimamente pensado, como uma ciência. Nada é deixado ao acaso, por muito que nos demos ao trabalho de procurar um qualquer erro ou cálculo mal efectuado. Tanto o "Maldito Karma" como "O Outro Lado" têm uma escrita simples e ligeiramente humorística, até porque se tratam de histórias contadas na primeira pessoa. Li-os em menos de dois dias cada um!

   Já andava a precisar de ler algo assim, soft, sem deixar de ser boa literatura! Recomendo-os a toda a gente que procure algo do género!

sábado, 22 de setembro de 2012

The Hunger Games

   Talvez tenha sido a última adolescente à face da Terra a ver o filme "The Hunger Games" e aviso, desde já, que até poderia estar arrependida, se o arrependimento fizesse parte da minha personalidade - que não faz, neste caso. Portanto, para que conste, adorei cada segundo do que vi e mal posso esperar por ter o respectivo livro na mão (aceitam-se ofertas ou empréstimos, seja o que for), porque uma história destas também merece ser apreciada a partir do original.

   A Katniss é uma rapariga de garra, sim senhora, ensina-nos a viver e a "sobreviver" sendo nós próprios, porque haverão sempre pessoas a gostar de nós e outras a não irem com a nossa cara, independentemente de quem sejamos (eu já andava a precisar dessa lição) e, como em todo o filme que se preze, há uma trama de amor lá pelo meio, para adoçar a boca aos românticos. Já eu, fiquei bastante aborrecida pelo final que a história conheceu nessa matéria e cheguei mesmo a berrar para a televisão "oh rapariga, não sejas burra, tu tens o outro moço à espera em casa!, olha que o teu amigo fofo vai ficar triste se ficares com esse!".

   Como já referi, o enredo é de ver e chorar por mais, correspodendo tal e qual às expectativas que a opinião alheia me obrigava a ter. Inclusivamente, a Cara de Panqueca tinha-me avisado que havia uma parte do filme que seria mais entediante e eu nem dei por nada. O final também foi genial, deixando aquele cheirinho a incompleto, como que a cativar-nos para nos mantermos atentos ao seguimento (temos um longo ano pela frente até à sua estreia).

   Entretanto, vou procurar os livros todos e tentar devorá-los (ou não fossem eles sobre os Jogos da Fome).

The Hunger Games Wallpaper