Os últimos rapazes com quem tenho travado conhecimento só me sabem desencaminhar - aparentemente, claro. Uma das coisas que me dizem mal começam a ter mais confianças comigo - e sabem que eu a) não vejo diferenças entre sair à noite ou sair de dia e b) não bebo - é algo do género "um dia, levo-te mesmo a sair à noite e vamos beber uns copos, vais ver como gostas", por vezes alternado com "fixe, vamos sair e pelo menos hei-de ter alguém para conduzir!". Recomendo-lhes que se deixem disso, porque, mesmo que não seja essa a intenção, parece que me querem embebedar e saltar para cima da espinha ou trancar-me dentro de um carro... saltando-me para a espinha, de qualquer maneira. Obrigada!
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
i'm a girl with a band
anteontem
Anteontem (como o título indica) fui a Cascais receber a minha menção honrosa (Escrita Criativa, sub-categoria de poesia) do concurso de criatividade Grande C.
Digo-vos que achei tudo uma beleza até chegar ao local em questão. Acordei mais cedo dado que, supostamente, os vencedores teriam a oportunidade de conhecer pessoalmente o júri da sua categoria e... nada. Não houve encontro nenhum a não ser a cerimónia de entrega de prémios em si, onde estavam presentes algumas figuras conhecidas do público e outras que, não sendo tão conhecidas, são de ainda maior relevância. Dos nomes que poderão conhecer, eventualmente, vi os Amor Electro, a Carolina Deslandes, a Rita Redshoes, o Miguel Ângelo, a Paula de Carvalho, entre tantos outros de que não me recordo de momento. No entanto, a desorganização não se manifestou apenas pelo encontro que não encontrou. A cerimónia começou com mais de meia hora de atraso e as actividades que estavam agendadas para a tarde foram a derradeira prova da falta de brio nesta edição da Festa do Grande C. Nem os seus responsáveis sabiam onde as iriam dinamizar! (Tive a oportunidade, inclusive, de assistir a instantes de tensão e desorientação por parte da Paula de Carvalho, a cujo atelier de Escrita Criativa eu assitiria, caso tivesse havido organização e melhor coordenação de horários). Acabei por assistir apenas ao atelier de Escrita de Letra para Música, com o Nuno Miguel Guedes - jornalista, guionista e argumentista, além de escrever as letras das músicas de grandes artistas portugueses, como a Ana Moura - a quem tenho de dar os sinceros parabéns por ter mantido a calma, apesar de toda a confusão gerada pela situação.
Infelizmente, fui a única vencedora que não teve nenhum representante da sua escola a apoiá-la, o que considero que tenha sido um embaraço enorme. Ainda assim, fui com a minha avó, uma amiga dela e um amigo meu e tenho a dizer que não foi mau de todo. Acabou por ser um dia divertido e diferente!
Quando fui ao palco receber o prémio, também tive a oportunidade de dizer algumas palavras de agradecimento aos promotores do concurso, de encorajamento e felicitação aos meus colegas vencedores e cheguei até a entoar "somos a prova de que Portugal tem talento". Que plagiadora de programas televisivos, 'pá!

terça-feira, 9 de outubro de 2012
caso Freeport foi encerrado
Costuma-se dizer que ter vergonha é ser-se ladrão e ser-se apanhado. No entanto, em Portugal, acho que vergonha deveria consistir em ser-se ladrão e não se ser apanhado.
masculinamente pensando
O João Manzarra tem, desde ontem, um programa ao fim da tarde na Cidade FM. E como se chama? A Hora do Manzarra (das 19h às 20h, de segunda a sexta-feira)!
Hoje, discute-se sobre mudanças de sexo por um dia. Como viveriam os animadores (e o Manzarra) essa experiência? Imitadora que sou, lá vou eu pronunciar-me sobre o mesmo tema.
Se eu pudesse ter pilinha durante um dia... seria épico! Por acaso, tenho bastante curiosidade em saber como funciona, ao certo, a mente das criaturas do sexo oposto. Da minha convivência com amigos, consigo entendê-la até certo ponto, algumas das suas particularidades, mas gostaria imenso de experimentar ter um cérebro que se virasse sempre para a via prática, sem as "complicações" para que o cérebro feminino tem tendência.
E como seria fazer chichi de pé? E como seria lidar com as raparigas da perspectiva contrária? O que me atrairia mais: uma mulher com bom corpo ou uma deliciosa refeição calórica gratuita? Que corpo a "experiência" me proporcionaria? Quais seriam os meus gostos pessoais em leitura, música, arte, cultura,...?
Tantas questões que nunca conhecerão uma resposta!
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
mais dos exames
É certo que, neste momento, estamos todos muito felizes e contentes, passe a redundância, com o recuo da medida do Ministério da Educação quanto aos exames nacionais, mas também há que reflectir melhor sobre o assunto. Este avançar e arrepender de decisões só vem provar o estado geral do país e do próprio Governo: ninguém se entende e ninguém sabe muito bem o que anda a fazer, limitando-se a experimentar e a esperar que a poeira assente até à próxima medida a tomar. Não se sabe o dia de amanhã porque os nossos representantes insistem em fazer-nos o obséquio de andar a brincar com as nossas vidas, ora toma lá, ora dá cá, ora desculpa lá o incómodo causado. Porque o que se passa na Educação acaba por se espelhar na Economia, na Saúde, na Defesa... seja onde for - não fosse tudo farinha do mesmo saco!
Sim, aproveitemos este alívio que nos deram hoje: mas não nos esqueçamos de que poderão muito bem estar apenas a tentar ludibriar-nos com falsas alegrias.
eles bem queriam, eles bem queriam...!
Gostava de vos contar isto num tom sério, a combinar com o assunto, mas é-me (felizmente) impossível: já não há totalidade de matéria nos exames nacionais de Português, História A, Desenho A ou Matemática A para quem frequenta o 11º ou 12º ano neste momento! (Quase me atirei da janela, tal foi a minha alegria perante esta notícia...!)
Segundo o comunicado do GAVE, para quem realizará os referidos exames nacionais este ano (2012/2013), eles apenas contemplarão matéria do 12º; para quem os realizará para o ano (2013/2014), contemplarão matéria do 11º e do 12º. Não é uma óptima notícia?! Resposta óbvia: ai não, que não há-de ser!
Eles bem nos queriam dar cabo da carcaça, mas, com tanto reboliço, lá tiveram que suspender o seu plano maléfico (ui, que medo).
Eu até já ia a meio do guia de estudo de História A do 10º ano e, olhem... quem me dera nem lhe ter pegado! Claro que relembrei a Grécia Antiga e Roma e o mundo medieval, o que não me fez mal nenhum, só que, de qualquer modo, tal poderá ser considerado, eventualmente, uma perda de tempo. (Porém, neste momento e dadas as cricunstâncias, estou-me nas tintas, verdade seja dita!)
Agora, vou fazer algo de útil da vida e ver séries gravadas. Felicidades com a vossa vida recente e subitamente desocupada!
domingo, 7 de outubro de 2012
c'est la Nature (et moi)
Fui estudar para a mesa do meu jardim, onde repousavam alguns restos do almoço dos gatos. Entretanto, chega uma abelha e começa a mordiscá-los e a tentar levá-los consigo.
ZzZzZzZZZzZzzzzzZZ.
!!!!
Dei-lhe com o chinelo e pronto, ela foi para o céu e eu fiquei mais descansada, ficando ambas mais felizes.
Tal não é o meu espanto quando chegam mais duas e começam a andar de volta dela, exactamente à minha frente (oooh, tão queridas, que devem querer levar a amiga e fazer-lhe um funeral...!). Medrosa de picadas como sou (obrigada pelo trauma, melgas), afastei-me de imediato, mas não antes de chegar à conclusão de que as outras, afinal, queriam era as sobras da comida que a pobre da vítima tinha acumulado nas patas antes do seu súbito falecimento à chinelada. Que bestas...! (Bem sei que, dita por alguém que anda a matar bicharocos inocentes, a credibilidade desta observação é nula.)
Mais tarde, apercebi-me de que se tratavam de vespas e não de abelhas, pelo que todos os meus remorsos desapareceram.
sábado, 6 de outubro de 2012
"O Principezinho"
Não me lembro de quem me ofereceu o livro. A única coisa que sei é que já o tenho desde muito pequena, talvez desde os seis ou sete anos. Finalmente, uma década depois, lá lhe peguei. Olá, Principezinho. Já ouvira dizer que era uma história comovente que continha um grande ensinamento sobre a amizade, mas nunca pensei que me viesse a cativar ("criar laços", citando uma passagem) como cativou. Senti-me bem pequenina a ler cada uma das suas palavras. A cada página, Saint-Exupéry fez-me ver o mundo de outra maneira. Apercebi-me de que estou a ficar cada vez mais parecida com "os crescidos" e... eu não quero. Não quero, não quero, não quero deixar de ter imaginação e aquela ingenuidade tão pura e benévola que só os mais novos têm. Não quero deixar a minha infância escapar, porque ainda não me despedi dela. Quero ser adulta, já me tratam e já ajo como tal, mas ainda mal me apercebi de que já não sou uma criança. Estou entre uma fase e outra e, por enquanto, lendo mais livros infantis com lições de moral tão grandiosas como a d' "O Principezinho", espero, pelo menos, conseguir encontrar o meu lado mais "pequenino" durante o meu inevitável crescimento. Acho que, sem querer, me andava a esquecer de que já fui criança, e não há muito tempo, e do que alguém do tamanho que eu já tive tem para ensinar aos mais velhos. Desta vez, relembrei o valor da amizade através da visão mais simples.
"O Principezinho" é um livro não só para miúdos como também para graúdos. É uma leitura rápida - não demorei mais de quarenta e cinco minutos -, muito especial e com ilustrações fantásticas, sem dúvida.
fêcebooki
Ultimamente, tenho usado a página de Facebook do Procrastinar para publicar pensamentos rápidos, em vez de os escrever no blogue. Não sei se faço bem ou mal, mas é bastante prático...
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
parem lá com isso, hormonas
Ao contrário do que vos possa ter parecido na última publicação, a minha pessoa já sofreu mais com dores do foro amoroso do que do menstrual, portanto, não se preocupem, que eu sou quase tão normal quanto as restantes pessoas do mundo.
No entanto, coiso e tal, isto de se ser adolescente e não se ter uma pilinha também custa, porque, como é certo e sabido (cof, cof) as miúdas são as que sofrem mais, mesmo depois da puberdade. Graças a este milagre a que se chama "multiplicar o povo", desde tenra idade que somos obrigadas a aguentar longas jornadas de sofrimento físico, enquanto nos esvaímos em sangue. É nojento, para quem, dos que lêem, não padece do milagre feminino, mas é verídico e, como criatura deste mundo, eu tinha de me queixar da maldita menstruação. E a verdade é que me sinto ridícula a queixar-me de algo tão banal. Passemos ao parágrafo seguinte...
O pior não é, nem de perto, a menstruação e as dores que causa, antes e durante a sua aparição. O pior nem chegam a ser as borbulhas, porque o pior dos piores são as oscilações de humor.
Durante um ciclo menstrual, sou capaz de experimentar mais sentimentos, estados de espírito e tendências emocionais do que um pato em toda a sua vida. Só hoje já experimentei mais do que os que uma mosca alguma vez conseguiria em cinco existências. Já me senti motivada para o estudo, já me senti eufórica, já me senti triste, fragilizada, enjoada, com dores de cabeça, sem dores de cabeça, esfomeada, abananada, aparvalhada, infantil, sexy e desmazelada, e isto é só uma amostra!
Porém, depois de por tanto passar, continuo a não perceber como é que há raparigas que só sabem lamentar o facto de que se ser mulher dá muito trabalho, porque nós é que parimos, nós é que criamos (muitas das vezes) os filhos, nós é que temos o período e blá blá blá, porque, para mim, ser o que sou tem bastante piada. Claro que ser-se homem/rapaz/ter-se pilinha anyways deve ser igualmente divertido, mas, mesmo só por acaso, eu gosto de ter nascido miúda - até porque o meu pai queria uma (acho que já se arrependeu).
Quero lá saber dos dramas femininos. Só tenho pena de não ter umas maminhas maiores.
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Não percebo como é que ainda há pessoas que acham que o amor faz sofrer. Eu cá queixo-me muito mais das dores de cabeça pré-menstruais, mas pronto...
dos outros #9
" ... e um profundo e tediento desdém por todos quantos trabalham para a humanidade, por todos quantos se batem pela pátria e dão a sua vida para que a civilização continue... "
Fernando Pessoa, "O Livro do Desassossego"
grande animal...
A jornalista da RTP abordou António José Seguro para que comentasse o discurso de Cavaco Silva. Resposta que obteve: "Desculpe, mas agora estou a falar com pessoas."
ALERTA BANDEIRA!
Hoje, dia 5 de Outubro de 2012, o 102º aniversário desde a implantação da República Portuguesa, a bandeira nacional foi hasteada de pernas para o ar, pelo presidente da república Cavaco Silva (e restantes responsáveis pelo acto, como se pode confirmar na imagem), na Câmara Municipal de Lisboa, um dos locais das comemorações. Não sei até que ponto isto não terá sido um mero desleixo*, algo que aconteceu sem querer, tal como nos estão a fazer crer em todos os canais da televisão que estão ligados em minha casa - três televisões, três canais diferentes. É que nem a queriam endireitar! Será este um sinal de mudança, de revolução? Ficarei atenta, de qualquer modo, porque, a mim, parece-me que se está a fazer História neste momento. Nada é em vão...

*(segundo códigos militares, a bandeira ao contrário significa que o local foi tomado pelos inimigos)
Vídeo: http://www.tvi.iol.pt/videos/13712035
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
coisas do fim-de-semana
Ela tem os pés frios, mas continua a escrever. Estendida em cima da cama, espreita para a janela, um pouco à frente, por onde entram algumas das luzes da rua… por onde entra a escuridão que as combate.
Pela aparelhagem (três módulos – um corpo, duas colunas) a mulher, essa cantora comercial, grita ameaças ao ex-namorado, insulta-o, ridiculariza-o, recorda-o. São melodias fáceis de decorar, as que saem pelas colunas, com a voz da pobre abandonada e traída e desiludida a rasgar o instrumental. Troca de faixa, troca de sentimento - e de parágrafo.
No quarto, existem dois roupeiros de madeira escura. Um tem espelhos, o outro tem barrigas nas portas, resultado dos largos aros dos vestidos antigos que lá dentro, outrora, eram guardados. Este último já foi herança de, pelo menos, umas tantas gerações, talvez as que tem uma mão. Nos dias que correm, alberga blusões de ganga, casacos de malha, casacos de desporto e casacões de Inverno, um vestido de baile, vários pares de calças e, na gaveta inferior, mais não sei quantos quilos de roupa de rapariga – roupa dela, claro está.
E inicia-se a última faixa do CD que gira na aparelhagem. Lá fora, já é noite cerrada. A rapariga ignora o decorrer do tempo e continua a escrever, sem nunca conhecer a linha seguinte.
À medida que escreve, lembra-se dos seus amigos. É engraçado como nunca lhe saem da cabeça. É capaz de se esquecer de si própria, mas jamais deles. São todos muito diferentes uns dos outros, pensa. Por vezes, pergunta-se sobre o que aconteceria se os juntasse numa única divisão. O provável seria desentenderem-se durante a primeira hora. Sim, ela tem amigos demasiado diferentes entre si.
Ouvem-se carros a passar na estrada em frente da sua janela. Até há quem faça corridas nessa mesma estrada, tão comprida, com mais de um quilómetro e sem muito tráfego, principalmente à noite. Ela não sabe quem os conduz, mas imagina que se tratem de jovens inconscientes (ou mesmo de adultos inconscientes) que têm por hábito gastar montes de dinheiro a transformar bólides com matrícula de 98, para parecerem ser mais recentes… mais fixes. Os motores rugem, os pneus guincham, o alcatrão fede a borracha queimada e os corredores ao volante acordam os moradores.
O CD já parou de tocar, mas ela, que ainda consegue ouvir as músicas a ecoarem-lhe ao ouvido, só se apercebe mais tarde.
Agora, são os cães que ladram lá fora. Existem montes de cães na vizinhança, porque cada casa, por motivos de segurança ou amor, tem pelo menos um. Há grandes que, apesar de ladrarem grosso, são uns medricas envergonhados; há pequenos que ladram fininho, mas que mordem como gente crescida; há médios que fazem o que bem lhes apetece.
No quarto da rapariga que não consegue parar de escrever, também há uma estante de seis prateleiras. A de cima tem peluches, a segunda tem montes de livros, a terceira tem CDs, canecas de colecção, objectos do dia-a-dia e as três últimas encontram-se cheias de mais tralha: livros e material escolar, pastas, capas, papelada, inutilidades.
Como tem de ir jantar, ela começa a tentar imaginar um parágrafo final, apressadamente, de modo a que o texto não termine abruptamente. Rebusca possíveis reflexões inteligentes, conclusões floreadas ou o que mais não seja uma última frase que permita ao leitor continuar a imaginar o que mais poderia vir a ler. Infelizmente, não consegue, e o seu estômago ronca, desagradado.
Não, não há mais nada que possa ser dito. Apetece-lhe chorar de frustração, pelo que poderia ter escrito e não escreveu. Já é tarde, não é? Terá de se levantar em breve e reiniciar a rotina nocturna de quem ainda tem de ir jantar.
Hambúrguer grelhado no pão?, oferece ela. Desculpem, mas só há para mim.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
agora é que eles nos lixaram bem lixadinhos!
É oficial: caros colegas que também frequentam o ensino secundário, as nossas aspirações a sermos médicos, jornalistas, famacêuticos, escritores, advogados [...] ou preguiçosos com canudo ACABARAM. Pelo menos, para alguns... Porquê?, perguntam vocês, como se já não tivessem ouvido falar desta nova legislação. Por causa disto:
Pensaram os governantes [com diplomas passados a um Domingo] deste nosso país "temos que lixar todos os portugueses". Já lixaram os nossos pais, os nossos avós, os nossos tios e todos os que pagam impostos. Mas como lixariam eles os que ainda não são contribuintes? COMO?! Como lixariam eles os jovens estudantes? " 'Bora chumbá-los e dar cabo dos seus sonhos académicos!"
Não sei quem raio se lembrou de tal mesquinhice, mas lá que o timing não foi nada indicado, lá isso não foi. "Ah e tal, não vamos retirar já a nota de Educação Física da média do secundário a toda a gente, só aos que entram agora no 10º ano, mas, se estamos a falar de exames, a coisa já é diferente. RAZIA TOTAAAAAAL!", gritou um qualquer cro magnon do Ministério da Educação, género Rambo... ou King Kong. Portanto, aqui vai a notícia simplificada para os mais desatentos: de ora em diante, toca a estudar a totalidade da matéria das disciplinas trianuais, desde o 10º até ao 12º, que isto aqui não há estatutos especiais para ninguém. Português, Matemática A, História A e Desenho A- são esses os exames nacionais que, segundo a nova legislação, passam a contemplar os três anos de matéria.
É certo que, antigamente, a matriz dos exames era elaborada deste modo, com conteúdos de todos os anos do respectivo ciclo, o que, ainda assim, não me convence. Não me convence! Pelo menos, aos alunos que frequentam este ano o 11º ou 12º. Se só agora entram em vigor as novas directrizes, estas só se deviam aplicar aos que iniciaram agora o 10º ano. Faz sentido, certo? Não me parece muito positivo que, durante dois anos lectivos, me tenham preparado para que a matriz dos exames nacionais que terei de realizar daqui a oito meses se cinja somente ao último, rebentando a bomba neste momento da parada. É totalmente anti-pedagógico!
Dito isto, colegas, caso se encontrem tão escandalizados com esta situação quanto eu, assinem a petição que, mesmo podendo não resultar em nada, serve para mostrarmos a nossa indignação ao Ministério da Educação. AQUI. Demora um minuto a preencher e, se formos muitos a assiná-la, pode ser que o caso se torne relevante o suficiente para ser repensado. Neste momento, já somos mais de 1430 - e, quantos mais, melhor!
Boa sorte, em todo o caso...
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
dos outros #8
"A Decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia."
Fernando Pessoa, "O Livro do Desassossego"
domingo, 30 de setembro de 2012
apontamento para as minhas professoras de História e de Geografia
Sei, por experiência própria, que massificação da cultura também pode consistir em ler Fernando Pessoa enquanto se ouve Katy Perry.




