
Tenho amigos que descobrem coisas fantásticas na Internet.
Existem certas expressões da língua inglesa que não fazem qualquer sentido em português. Isso é como eu ter a minha vidinha e ela não se adaptar à visão de outras pessoas sobre o que a dita cuja deve ser. E depois fazem-me aquelas caras de desdém quando me rio do que que me rio, quando fico aborrecida por isto e aquilo ou opto por escolher A em vez de B ou Z. A idiota aqui sou eu, bem sabem vocês do que falo, mas não pensem que vou virar megera, ai, que me afecta tanto, coiso e tal, porque, apesar de já ter perdido o fio à meada sobre o que estava a escrever, aprecio um bom desafio e pizza ao fim-de-semana.
Prof. de História: Então e o que é que divide o Norte e o Sul do país?
Colega pseudo-inteligente: O Centro.
Yeah, it makes sense...
Pensei que gostava de Matemática até ao sétimo ano. Tinha sempre notas muito boas e resolvia os problemas todos com uma perna às costas, sem sequer estudar muito. Desde então até ao nono ano, fui descobrindo a minha aversão a contas e equações e probabilidades e o raio que as parta. No décimo ano, cheguei a criar alergia à ligeireza de MACS, sofrendo constantemente com cálculos e métodos simples e, aí sim, eu tive a certeza de que os números não eram a minha praia.
E por que fui eu para Línguas e Humanidades? Não escolhi esta área apenas pelo meu gosto por ela, mas também pelo facto de que as ciências, a partir do oitavo ano, deixaram de me dizer o que quer que seja, culminando tal sentimento de indiferença em terrível frete, um aborrecimento. Apesar de, no básico, Ciências Naturais e Físico-Química terem sido as disciplinas em que obtinha melhores resultados (a par da Matemática, apenas ultrapassadas pelo Inglês), recusei-me a dar ouvidos a quem me tentou dissuadir da minha vocação. Antes preferia não encontrar trabalho com um canudo de algo que me satisfizesse intelectualmente do que acabar a minha vida num hospital, com o peso de outras vidas nas mãos, ou num laboratório, a escrever relatórios infindáveis sobre isto e aquilo. Para muitas pessoas, tal poderia funcionar, mas não para mim!
Depois, já no secundário, iniciei-o com um professor de Filosofia que conseguia preencher todos os requisitos da incompetência. Sou sincera: não me lembro de patavina da matéria que o homem me tentou ensinar. Nada. Nicles. Niente. Nothing. Escapei-me com um 17 porque ele até devia gostar de mim. Hoje em dia, o meu décimo ano de Filosofia é como um vazio no meu cérebro. Em compensação, no décimo primeiro apanhei o professor mais rígido da escola, aquele de quem todos falavam com um enorme respeito e, talvez, receio. Acabou por ser (e ainda é, porque, este ano, tenho-o a Psicologia) um dos melhores professores que alguma vez tive. Ainda assim, só me deu 15 no final do terceiro período. Eu mereci e descobri que não presto para a Filosofia. Gosto de ler sobre alguns dos assuntos que aborda, mas não de os estudar e dissertar sobre eles por obrigação. Este ano, voltei a inscrever-me, na esperança de subir a nota, e tenho como professora alguém que não nasceu para a Educação. Menos mal - agora, quero é reaver o meu 17.
Se me perguntarem quais as piores disciplinas de sempre, a minha resposta será, deste modo, qualquer uma das ciências experimentais ou Filosofia. Admiro profundamente quem nasceu com aptidão para elas e tenho pena que nenhuma me agrade. No final do dia, do que eu gosto é das línguas, de escrever livremente e de analisar de maneira subjectiva o que me rodeia.
E pronto, já está lido o Evangelho escrito pelo amigo de infância de Jesus Cristo. Como tenho vindo a dizer-vos durante a última semana, o livro é genial e todos os pormenores da narrativa mostram ao leitor o quão imaginativo foi o autor ao escrever um romance tão carismático quanto este. O livro tem personalidade: é sarcástico, por vezes é triste, noutras diverte-nos e mantém-nos sempre entretidos. Quase toda a gente conhece a história da Bíblia mas, adaptada nas palavras de Christopher Moore (até porque é ele que acaba por nos tentar contar a vida de Jesus Cristo entre o seu nascimento e a sua crucificação), penso que ganha mais cor. É pena que Biff, o narrador desta versão da actualidade, não seja mencionado na Bíblia, mas decerto isso se deve à sua personalidade incompatível com a seriedade das Escrituras Sagradas (isto foi uma aparte - eu ainda consigo distinguir a realidade da ficção!).
Apesar de ter ficado um pouco desiludida com o final, por parecer demasiado forçado e escrito à pressa, não se percebendo muito bem qual o destino de Biff após a ressurreição do seu melhor amigo, adorei, pelo menos, as primeiras 400 páginas. Passei uma boa semana de leitura na companhia de Biff, de Jesua, de Maria Madalena (uma safada, era o que ela era), dos três reis magos (uns grandes malucos) e dos apóstolos (cada um mais parvo que o anterior). Nada melhor que um bom livro para nos afastar das preocupações quotidianas!
Próxima leitura: The Spanish Ambassador's Suitcase, de Matthew Parris e Andrew Bryson.
Fiz este teste (que, provavelmente, nem sequer é grande coisa) e, mais de 146 respostas depois, descobri que o meu Q.I. de inteligência é de 70% - ou seja, sou 30% burra nesse campo. Esperei pior, até. O resumo atribuído foi este:
Estou a ficar caseira e não é pouco. Mal chego a casa, desembaraço-me logo de qualquer roupa que tenha vestida e enfio-me dentro do pijama. Tem sido assim desde o início das aulas. Até parece que tudo o que não comece por "pi" e acabe em "jama" me dói na pele. Não sei se tal situação será normal, mas, lá que me sinto confortável, sinto!
Tenho deixado o estaminé um pouco ao abandono, mas cá estou de volta para vos azucrinar um pouco mais a cabeça nos últimos minutos do fim-de-semana. É que, durante este últimos dois dias, tenho estado no encontro de animadores da Fórum Estudante, na Pousada da Juventude de Almada, só vim dormir a casa por breves horinhas de Sábado para Domingo e, desde que regressei ao belo do meu lar, doce lar, tenho estado a dormir ou a estudar.
Deste modo, eu até vos podia contar tudo sobre as últimas quarenta e oito horas, só que... não existem palavras suficientes - muito menos paciência da minha parte a esta hora da noite. Portanto, aqui ficam alguns tópicos, para simplificar a coisa:
A minha avó deu em ver "16 & Pregnant" e "Teen Mom", enquanto o meu pai acha piada ao Psy e à sua dança do cavalo. Daqui a nada, dizem-me que fui concebida numa noite em que a MTV teve o sinal desligado, não? (Por acaso, nessa época remota que foram os anos 90, os meus pais não tinham televisão por cabo.)
Já vos tinha dito que o "Cordeiro - O Evangelho Segundo Biff" era genial e, agora que vou a mais de metade, continuo a adorá-lo. Portanto, hoje comprei mais três do Christopher Moore (apenas 3,50€ cada um, excepto o "Minha Besta", que foi 3€) que ainda estavam em desconto. Assim, do Chris-amor, só me falta "O Anjo Mais Estúpido". O homem tem piada...
Mas, como tenho exame de Inglês para o mês que vem (CAE), também comprei "The Spanish Ambassador's Suitcase", que ganhou a luta pela minha curiosidade contra o novo romance da J. K. Rowling, "The Casual Vacancy" (foi um confronto muito renhido!).
E, por fim, também para treinar o Inglês, simultaneamente satisfazendo a minha curiosidade acerca das teorias de Freud sobre o inconsciente, "Forgetting Things", um livrinho muito fininho encontrado cá por casa, acaba de entrar para a minha lista "to read".
Sinceramente, não sei onde vou arranjar tempo suficiente para tanta leitura...
Se há alguma característica dos portugas de que nos devemos, certamente, orgulhar (ou não) é o dom nato que temos para formar filas de quilómetros e quilómetros no meio da auto-estrada, porque… há um acidente qualquer.
Na verdade, nem sequer é preciso ser um acidente. Hoje, passei na A2 no sentido Norte-Sul, entre Almada e Corroios, e por lá começava a parar o trânsito. Diz a minha avó “pronto, já estão a ver o acidente!”. Só que, ao contrário do que ela – e eu – pensava, não era acidente, coisa nenhuma. Talvez lhe possamos chamar um “incidente”, com algum jeitinho. Tratava-se somente de um carro que se encontrava à beira da estrada, incólume, aparentando uma mera avaria ligeira ou uma falta de bateria ocasional. No entanto, apesar da pouca importância que a situação tinha, aos olhos de alguém que pensasse objectivamente, o trânsito quase estagnara por quinhentos metros. E não, o condutor do carro nem sequer era muito giro e já lá estava outro rapaz a ajudá-lo (por acaso, esse até tinha um ar interessante!), pelo que não havia motivo para preocupações nem paragens.
Mas, como é certo e sabido, o bom portuga adora espectáculo, desde que este não seja de qualidade, e quanto mais vulgar for, melhor! Ver dois carros estacionados à beira da estrada e dois homens com colete fluorescente?! Eles alinham! Imaginem lá se fosse uma moça novinha em trajes menores em cima do capot! Estes ‘tugas, ‘pá…
Não sei quem foi o cretino que não se lembrou de desligar o ar condicionado a 10ºC nos comboios da Fertagus, mas devo expressar-lhe já o meu desagrado. É que hoje não esteve frio nem nada! E do que o pessoal estava mesmo a precisar era de um esfriamento, porque, afinal de contas, estamos todos desejosos de obter uma desculpa plausível para faltar ao trabalho ou às aulas! Obrigada aí, chefe! Recorde-me se me esquecer da sua prenda de Natal! (Já que, agora, ando numa de agradecer ao mundo inteiro, por tudo e por nada, a torto e a direito.)
Fiz imensas coisas durante todo o dia mas, quando a Cara de Panqueca me pergunta como foi, a única resposta que lhe consigo dar com a energia que (ainda) sobra é "chuvoso".
Hoje, choveu a potes. Ou a cântaros. Ou a barris.
Choveu tanto que cheguei a casa a cheirar a cão molhado, com o cabelo a sofrer a miséria da humidade, ondulado tornado encaracolado, franja escorrida, corpo esfriado a precisar de ir à máquina de secar a 160ºC e um sono de tartaruga. Pensei estar a chocar alguma. Afinal, acho que não, felizmente.
Mas ninguém que goste da chuva como eu gosto merece levar com toda a sua fúria em cima! Já me chega o frio de enregelar fornos, obrigadinha!
Tenho vivido imensos daqueles dias em que nada acontece, excepto estudar-se. Estudo, estudo, estudo. Estou na escola, estudo. Vou para casa, estudo (também durmo, escrevo e leio, muito de vez em quando, mas acho que não é a esse ponto que quero chegar). O meu contacto com o mundo exterior à escola está reduzido à minha família e a três amigos, dois dos quais também estudam e o outro trabalha, pelo que a minha vida social não interessa nem à minha avó, por muito que ela queira, na maioria do tempo, estar a par de tudo. É que não há mesmo mais nada que vá além da escola, da cama, do sofá, da secretária e deste blogue. Já nem procrastino - shame on me! Mas o que me preocupa ainda mais - ná, por acaso, não me preocupa assim tanto - é o facto de eu até gostar desta vida simples e recatada, armada em anti-socialóide. É descomplicada, consigo concentrar-me devidamente na bolsa de estudo que preciso de ganhar e pronto, a coisa está feita. Apenas lamento a falta de inspiração para a escrita.
Descoberta ocasional (*montes de risos*):
Vivemos num mundo enorme e, à partida, representamos algo quase invisível nele. Há quem acabe por se subestimar a si mesmo e ao próximo no meio desse mar de gente, cidades e culturas, mas também há quem saiba dar valor a cada recurso humano existente. E é principalmente desse tipo de pessoas sobre quem desejo escrever desta vez.
A nossa sociedade encontra-se em constante mudança. Nem sempre foi bem assim, é certo, pois as tecnologias vieram aproximar-nos uns dos outros, facilitando a comunicação à distância, logo, a constante adesão e difusão de ideias com os mais diferentes conteúdos
Tenho um blogue – este – porque gosto de transmitir a minha mensagem, seja ela qual for, sobre o que for. Gosto de saber que, ao fim do dia, existe alguém a concordar ou a discordar de mim mas que, apesar de tudo, e o mais importante, tomou conhecimento da minha opinião. Em muito pequena escala, penso que poderei chamar a este processo “tentar fazer a diferença”. Em primeiro lugar, é aqui que exponho os meus valores e opiniões; em segundo, estou certa de que estarei a incentivar outros, indirectamente, a exporem os seus também, nem que seja intimamente – o que já não é nada mau! Possuir opinião sobre algo é extremamente importante! Todos nós temos uma voz e todos nós devemos usá-la, nem que seja uma vez na vida! Até enquanto escrevo estas palavras tenho o objectivo de colocar este assunto em reflexão para quem as lerá, mais tarde…!
Não digo que seja preciso ter um blogue público para que tentemos fazer a diferença. Longe disso! Existem imensas maneiras de deixar a nossa marca no mundo, sem nos limitarmos a ser mais um indivíduo de tantos outros biliões com as mesmas características. Eu própria não encaro a Internet como o único meio para atingir tal fim, apesar de se tratar de um instrumento imprescindível na divulgação de informação na actualidade, assim como para tornar a nossa voz audível.
Fazer a diferença pode começar pela iniciativa própria. Devemos perguntar-nos o que podemos nós alcançar com as nossas capacidades? Sem vontade, nada se concretiza, pelo que devemos analisar-nos criticamente. Por vezes, mais valem actos pequenos e de bom coração do que grandes demonstrações sem significado. E o dinheiro?! Ele também é importante, sem dúvida, mas não vejo por que razão não haveremos de cumprir os nossos objectivos sem ele, se temos realmente vontade e uma voz que sabemos usar, que nos guia e que nos permite interagir com o mundo. Podemos fazer voluntariado, tentar auxiliar alguém em momentos menos felizes, lutar por uma causa digna de ser colocada em relevância, entre tantas outras acções que, simples ou não, demonstram a nossa vontade.
E um bom método para começar a tentar marcar a diferença é, como já referi, pensar em pequena escala.
Eu, por exemplo, prefiro tomar mais atenção, em primeiro ligar, à comunidade em que me insiro. Sou uma cidadã portuguesa, jovem e estudante, pelo que me concentro maioritariamente no panorama de Portugal, na actual conjuntura económica e política (e na crise, presente não só nesses domínios, como também, por consequência, em toda a realidade nacional, seja na Educação, na Saúde, na Justiça, …) e no que o futuro no meu país me poderá reservar ou recusar. Se sou directamente influenciada pela minha comunidade, tomarei mais atenção, evidentemente, ao que se passa dentro dela.
Porém, como é igualmente óbvio, não me deixo de preocupar com o exterior, dado que é ele que influencia, em grande parte, a realidade em que vivo. Procuro manter-me informada sobre uma data de temas sobre os quais convém qualquer cidadão minimamente consciente estar informado. Não deixo de tomar atenção às situações de guerra entre povos e as suas motivações; não deixo de me sentir sensibilizada com a falta de condições de vida (fome, trabalho precário e analfabetização são apenas algumas) nos países subdesenvolvidos, que tanto são explorados por nós, os países desenvolvidos; não deixo de me sentir escandalizada com os crescentes problemas ambientais, ignorados pela sociedade consumista e capitalista onde eu própria me insiro; não deixo de me sentir insultada pelas desigualdades que persistem em certas sociedades, porque todos os Homens merecem o mínimo de respeito, sejam de que género, religião ou raça forem.
Mas, repito – por agora, a minha área de possível influência no mundo cinge-se apenas à minha comunidade, ou seja, Portugal e, no máximo, a Europa. E pode ser que, um dia, eu consiga que a minha voz e a minha vontade cheguem para batalhar não só pelo que me é mais próximo, como também por todo o mundo, um pedacinho de cada vez!
Já nem digo todos, mas se uma parte de nós - cidadãos do mundo com capacidade e vontade para deixar uma marca indelével em toda a imensa comunidade que nos rodeia – se juntar, em nome de uma realidade mais favorável e sustentável, em nome de uma sociedade que não se esqueça de ninguém, mesmo que a sua voz seja, porventura, mais fraca ou inaudível no meio da multidão, julgo que poderemos transformar o Planeta Terra num local ainda mais desejado e amado do que ele já é.
Através da minha voz, continuo a almejar fazer a diferença.
Beatriz Canas Mendes, Portugal
October 15th, 2012
Blog Action Day #powerofwe

Como já deverão ter reparado, coloquei um selo sobre algo chamado Blog Action Day na coluna da direita. Muitos de vocês ter-se-ão perguntado do que se tratava e eu passo a explicar: o Blog Action Day é uma iniciativa internacional cujo objectivo é o de que bloggers de todo o mundo escrevam, todos os anos, sobre um determinado tema de interesse internacional ou até mundial, criando um ambiente de discussão. Este ano, o primeiro em que participo, o tema é "Power of We", ou seja, "O Nosso Poder" (numa tradução o mais aproximada possível) e a próxima publicação, agendada para as 20h45, será a minha contribuição para este grandioso evento. Espero conseguir expor o meu ponto de vista e mostrar algum power of me!