quarta-feira, 31 de outubro de 2012
halloween? não, que isso dá muito trabalho
o dito candidato a êxito musical sobre que escrevi ontem
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/t7AWmgfV1Ys" width="425" height="344" frameborder="0"></iframe></div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><strong>LETRA:</strong></div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><strong>"</strong>Se o país aguenta mais austeridade...?</div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;">Ai aguenta, aguenta... (bis)<strong>"</strong></div>
je suis too sleepy
terça-feira, 30 de outubro de 2012
a célebre frase daquele economista muito famoso... ah, sim, o Fernando Ulrich
Quase poderia ser a letra de uma música popular muito conhecida. Com alguma sorte, poderia ser a de uma música cantada pela Madonna. No entanto "Se o país aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta...!" foi apenas mais uma frase extremamente infeliz dita por alguém que merecia qualquer coisa não menos grave do que uma valente bofa na boca, ou seja, pelo Fernando Ulrich, o presidente executivo do BPI. Apesar da minha ingénua e, talvez, pretensiosa idade, sinto-me curiosamente à vontade para lhe atribuir a qualidade de traste e pedir desesperadamente que nunca mais ninguém o deixe falar em público. Isto é, a menos que a opinião de sua excelência se baseie nalgum dado que desconheço como, por exemplo, que será da generosidade do seu bolso que os portugueses serão alimentados durante os próximos dez a vinte anos. É só uma ideia...
(Por acaso, eu e o Sr. Ulrich temos uma característica em comum: nenhum de nós é licenciado.)
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
a dor de corno e a interesseirice
Estou rodeada de cor de corno desde o miolo até à carapaça. Gostam muito de falar mal do que eu digo, do que eu faço, do que eu sou ou poderia deixar de ser, mas, no final de contas, continuam a adorar aproveitar-se de mim.
Evidentemente, existe sempre quem me odeie e ponto final, que se há de fazer?, e considero-o legítimo, desde que me odeiem pura e verdadeiramente e não que apenas sintam uma comichãozinha causada pelas minhas irritantes inspirações e expirações que me permitem continuar a viver dia após dia, apesar de alegarem tratar-se muito mais do que isso.
Tenho a perfeita noção de que são muito poucas as pessoas que gostam verdadeiramente de mim. Reconheço que sou uma pessoa extremamente fácil de odiar e extremamente difícil de amar, porque tenho um feitio complicado, não sei estar calada, sou demasiado sarcástica e nem sempre sou entendida como, penso eu, do alto do meu inchadíssimo ego (sarcasmo, outra vez, viram?), deveria ser. Ainda assim, insisto em ser como sou, esta criatura aparvalhada e casmurra de quem muita gente tem dor de corno e cotovelo ou, por outro lado, que muita gente odeia e ponto final.
E não é que prefiro que me odeiem e se deixem de mariquices do que serem uns parvos de uns maricas que não se decidem se preferem ignorar-me ou usar-me?! É que é mesmo curioso, o meu caso!
Digo isto com alguma confiança, meus caros, porque me costumo apanhar em certas situações que de confortáveis não têm nada, graças à indecisão de umas quantas pessoas minhas conhecidas.
Porque, se querem saber, há pessoas que conseguem gostar de mim numas circunstâncias e praguejar contra mim noutras. Foi algo que sempre me tem acontecido, tanto aos oito, como aos catorze ou aos dezassete. Hei-de ter setenta e há-de ser a mesmíssima coisa!
Conheço determinadas pessoas que, por muito mal que pensem e falem de mim, insistem em fazer-se de simpáticas quando a ocasião a tal obriga. Precisam de favores meus? Precisam de informações? Precisam de conselhos? Precisam de seja o que for que lhes dê na cabeça? ‘Bora ser querido para a Beatriz! E quando não precisam?! ‘Bora ser uma cambada de maldizentes e haters e eternos descontentes com o facto de terem de conviver com ela e de saber que está viva e de boa saúde!
A isso, chamo eu de interesseirice, com toda a força da minha alma, com toda a força do meu inchadíssimo ego, tão odiado por quem é obrigado a levar com ele!
Não querendo abusar da minha já conhecida falta de humildade, começo a pensar em levar esta interesseirice como um elogio, obrigada, obrigada. Se há quem precise de mim, ainda que apenas pontualmente, talvez eu não seja assim tão má - talvez eu até seja mais ou menos boazinha, mais ou menos querida pelos que me rodeiam.
E é desta maneira que se acende uma pequena chama de esperança dentro da confiança que é batida e rebatida pelos que menos me prezam; é desta maneira que, do fundo do poço das pessoas mais malditas em Portugal (apenas ultrapassada pela Pipoca Mais Doce e pelos membros Governo), eu começo a entrever uma escada de salvação uns metros acima; é desta maneira que, raios me partam, eu sei que, muitas das vezes, o que me nutrem não passa de dor de corno (poderia chamar-lhe “dor de cotovelo”, mas adoro manifestar por escrito a ufana brejeirice que não sou capaz de adaptar à língua).
Para finalizar, como se aperceberam, vim por este meio suplicar que me odeiem a bom odiar, que maldigam o meu nome cinquenta vezes antes de adormecerem, que me roguem as piores pragas de que se lembrarem, mas que me deixem em paz, sem que eu me sinta necessária neste mundo. Eu já percebi que só me querem viva quando convém! Parem de me pedir favores, parem de me elogiar indirectamente, parem de me fazer sentir fantástica! (Oh p’ra ela, toda cheia de si própria!) É que isto de se ser levada por otariamente ingénua é um bocado insultuoso demais! Arre!
(A esta publicação, adapta-se perfeitamente a música abaixo publicada, "Scratch My Back", da Aurea.)
aquele momento em que fazes... porcaria
Não sou racista nem nada (ei, aqui escreve uma metade asiática cuja pele é amarelada), mas acabei de confundir uma actualização de estado do Facebook de uma colega minha com a de outra colega (com quem não falo há sensivelmente ano e meio) devido às semelhanças das suas fotos de perfil e... à tonalidade assim para o escurinha de ambas. Sim, sou uma pessoa horrível - e já apaguei o tal comentário, antes que a rapariga o visse e me achasse louca por tal familiaridade ao fim de tanto tempo sem lhe dirigir a palavra.
Porém, dado dois mais dois serem quatro e eu ser irrevocavelmente (aprendi esta palavra com a Stephenie Meyer) chonada da cabeça, avisei-vos acerca da mudança de hora, mas eu própria não tomei as precauções necessárias contra o absurdo acontecimento desta manhã. Pois que acorda sua excelência com a loucura suprema do toque foleirão do seu telemóvel pré-histórico, rende-se às evidências de mais uma segunda-feira em perspectiva e levanta-se, já cansada de ter nascido como tal. É certo que me apercebi da casa demasiado adormecida, mas, parvalhona e ensonada que só eu, ponho-me a jeito no meio do corredor a gritar "ENTÃO E HOJE NINGUÉM ACORDA, NÃO?". Resposta de pessoa que me poderia rogar uma boa e eloquente praga, não fosse minha avó: "MAS AINDA NÃO SÃO SETE!". É que, meus caros, eu até gosto da tecnologia por me safar de inúmeras tarefas desagradáveis do dia-a-dia (obrigada, pessoa que inventou as máquinas-de-lavar!). O pior é que, dois anos decorridos, ainda não me habituei à ideia de que não tenho dinheiro - nem falta de senso suficiente, perdoa-me, sociedade consumista - para esbanjar dinheiro num telemóvel inteligente, que altere as horas por si próprio. Como já devem ter entendido, do ponto de vista do acima mencionado dispositivo electrónico de segunda geração, já eram sete horas da manhã, enquanto, na realidade, ainda eram seis.
Castigo: dormir menos uma hora do que me seria permitido.
domingo, 28 de outubro de 2012
cada parvo tem a sua mania
Podemos ter várias manias a nível material. Há quem tenha a mania da roupa, há quem tenha a mania dos selos, a mania dos postais, a mania das canetas e do material escolar, a mania dos vernizes, a mania dos bibelôs – enfim, uma data delas. Já eu tenho a mania dos livros.
Em primeiro lugar, sempre gostei muito de ler. Mas, se há algo que ainda prefiro a ler é ter montes de livros, mesmo que só os leia anos e anos depois de os adquirir ou, ainda mais drástico, mesmo que nunca os chegue a ler. Penso que esta propensão terá uma forte origem hereditária ou, pelo menos, terá muito a ver com a maneira como fui criada. Toda a minha família é apologista dos livros enquanto património intelectual e enquanto meio de satisfação. Tal como os viciados em droga precisam de uma dose de tanto em tanto tempo, ou os alcoólicos precisam de um copo de qualquer coisa bem forte pela manhã, nós também temos uma necessidade inconsciente e constante de adquirir mais e mais livros.
E assim se perpetua esta mania que, espero eu, um dia passarei aos meus filhos. Quero que consigam olhar para um livro e dar-lhe o devido valor. Espero que não sejam como muitas pessoas que conheço que, além de serem indiferentes à cultura, ainda a conseguem desprezar. Não me incomoda quem simplesmente não se identifica nem demonstra interesse pelos livros, tal como eu não me interesso por jogos de computador ou artes plásticas. Incomoda-me somente que se desvalorize algo tão importante quando um “mero” amontoado de folhas que, ao fim e ao cabo, são a chave do conhecimento como o concebemos.
Os livros, além de serem o nosso mundo, são outros tantos, uns mais familiares do que outros, uns reais e outros a fingir.
pré-adolescência na rádio
Hoje, a programação da Cidade FM é toda sobre o Verão de 2007. Neste momento, estou a ouvir a "Push It To The Limit" do Corbin Bleu e a perguntar-me desde quando é que a Disney deixou de ser fixe e de passar na rádio. É que não foi assim há tanto tempo que rebentou o fenómeno do High School Musical! Como ele, já não se farão mais êxitos cine-televisivos nos próximos tempos. Agora, é só Lemounades Mouths, entre outros filmes sem graça, cada um sendo a cópia do anterior. Até parece que queremos todos ser cantores e dançarinos e... patetas.
alarme humano, trim trim!
Espero que não se tenham esquecido de atrasar o relógio uma hora. E espero que se tenham dado ao luxo de dormir mais uma. Não é todos os dias que o podem fazer!
Em caso de dúvida, são 10h30 neste momento.
werewolf vs. animagus
Poderia ter-me limitado a partilhar esta imagem no Facebook, mas, desta vez, pareceu-me bastante adequado partilhá-la aqui. A sabedoria de Sir Severus Snape continua a deslumbrar-me. Filho da mãe sabichão e arrogante...! E prova-se que a saga Harry Potter é de tal modo genial que os conhecimentos do seu mundo se aplicam a outras sagas! Fantástico!
sábado, 27 de outubro de 2012
dias como o de hoje
Sinto permanentemente a falta de dias como o de hoje. Surgem como um sonho de manhã cedo, acordando-nos com as suas energias positivas e a promessa de mais um pedaço de vida produtivo para a nossa existência. Sorriem-nos e nós sorrimos para eles. Eu, pelo menos, sorri para o meu. Puxou-me da cama, entusiasmado, empurrou-me pela casa fora, fez-me companhia. Nem todos os dias nos fazem companhia! Por vezes, passam por nós, sem se deixar observar. Hoje não está a ser o caso. Hoje está a ser generoso para mim e eu estou a sê-lo de volta para ele. Somos parceiros: eu dou-lhe um sentido e ele dá-me um pouco mais de si. Fosse assim tudo na vida!
Vou ter saudades. Apetece-me agarrá-lo entre os dedos, não fujas, mas as horas passam e não regressam.
Hoje, vi-o.
winter wishlist (ou "uma breve vista de olhos pelo site da Bershka")

Casaco, 59,99€

Camisola, 25,99€
(E poucas mais peças existiam para quem queira fazer frente ao Inverno vigoroso que aí vem.)
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
dos outros #11 [e quem fala assim não é gago!]
" O amor é que é essencial.
O sexo é só um acidente.
Pode ser igual
Ou diferente.
O homem não é um animal:
É uma carne inteligente
Embora às vezes doente. "
Fernando Pessoa [1935]
desagradabilidades
Comecei a manhã a torcer o pescoço, sabe-se lá como, nem sequer estando a fazer esforço muscular. Dei cabo dos tendões, que só os ouvi gritarem inusitadamente crrrr (rasgão?). Dez minutos depois, pisei em palmilhas de meias uma poça de chichi na cozinha, culpa de um dos meus cães, que anda a sofrer uma horrível crise de incontinência, maior que a das finanças portuguesas. Como quem não quer a coisa, cheguei à escola para imprimir um trabalho a entregar logo a seguir, mas não havia sistema informático disponível em lado nenhum, impossibilitando a simples ligação de um computador a uma impressora. Cada vez mais aflita do pescoço, telefonei à minha avó para me vir buscar antes da segunda e última aula, tamanha era a dor. Esperei por ela no café, onde supus que, através da montra veria passar o carro. Infelizmente, a minha rica avó havia decidido aparecer pelo outro lado da rua e estacionado fora do meu ângulo de visão. Quando dei por ela, levei um sermão de virar bicho. Ainda por cima, parece que estava demasiado bem disposta para quem não conseguia aguentar nem mais uma aula com o pescoço dorido (esqueci-me de chorar e gritar e esventrar-me toda em público, pela estúpida de uma lesão muscular - fica para a próxima!).
Uma massagem que me ia arrancando o ombro do resto do corpo e um adesivo que, alegadamente, conserva o calor depois, permaneço incapaz de me coçar, de olhar para direita, de me sentar confortavelmente ou de acenar com a cabeça. Parvalhão do músculo, para não lhe chamar um nome menos agradável.
(E deu-me para a nostalgia queeniana.)
Fernando Pessoa: ortónimo*
Fernando Pessoa foi um poeta e escritor que, nascendo no final do século XIX, foi marcado social e artisticamente pelos acontecimentos e correntes literárias do início do século XX. Nessas décadas, destacou-se o modernismo, assistindo-se a uma quebra de valores morais e artísticos para que Pessoa contribuiu.
A sua obra ortónima revela insatisfação com o presente e uma enorme saudade do passado (“a infância perdida”) e é igualmente notória a intelectualização dos sentimentos, a procura da racionalidade, sendo a escrita posterior à vivência dos sentimentos, situação que desencadeia, no sujeito poético, uma enorme “dor de pensar”, que não lhe permite alcançar a felicidade que perseguia. Deste modo, deparamo-nos frequentemente com uma profunda autoanálise de Fernando Pessoa nos seus poemas.
Podemos, então, concluir que a obra de Pessoa apresenta características únicas que não encontraremos nas de outros autores - seguindo a linha do modernismo português, foi capaz de criar o seu próprio espaço na literatura portuguesa.
O texto aqui apresentado foi uma pequena redacção escrita por mim para a disciplina de Português, no âmbito do estudo da obra de Fernando Pessoa ortónimo.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
random life (vida aleatória?)
Existem certas expressões da língua inglesa que não fazem qualquer sentido em português. Isso é como eu ter a minha vidinha e ela não se adaptar à visão de outras pessoas sobre o que a dita cuja deve ser. E depois fazem-me aquelas caras de desdém quando me rio do que que me rio, quando fico aborrecida por isto e aquilo ou opto por escolher A em vez de B ou Z. A idiota aqui sou eu, bem sabem vocês do que falo, mas não pensem que vou virar megera, ai, que me afecta tanto, coiso e tal, porque, apesar de já ter perdido o fio à meada sobre o que estava a escrever, aprecio um bom desafio e pizza ao fim-de-semana.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
gente +/- burra
Prof. de História: Então e o que é que divide o Norte e o Sul do país?
Colega pseudo-inteligente: O Centro.
Yeah, it makes sense...
música nacional morre impiedosamente
disciplinas para as quais não nasci
Pensei que gostava de Matemática até ao sétimo ano. Tinha sempre notas muito boas e resolvia os problemas todos com uma perna às costas, sem sequer estudar muito. Desde então até ao nono ano, fui descobrindo a minha aversão a contas e equações e probabilidades e o raio que as parta. No décimo ano, cheguei a criar alergia à ligeireza de MACS, sofrendo constantemente com cálculos e métodos simples e, aí sim, eu tive a certeza de que os números não eram a minha praia.
E por que fui eu para Línguas e Humanidades? Não escolhi esta área apenas pelo meu gosto por ela, mas também pelo facto de que as ciências, a partir do oitavo ano, deixaram de me dizer o que quer que seja, culminando tal sentimento de indiferença em terrível frete, um aborrecimento. Apesar de, no básico, Ciências Naturais e Físico-Química terem sido as disciplinas em que obtinha melhores resultados (a par da Matemática, apenas ultrapassadas pelo Inglês), recusei-me a dar ouvidos a quem me tentou dissuadir da minha vocação. Antes preferia não encontrar trabalho com um canudo de algo que me satisfizesse intelectualmente do que acabar a minha vida num hospital, com o peso de outras vidas nas mãos, ou num laboratório, a escrever relatórios infindáveis sobre isto e aquilo. Para muitas pessoas, tal poderia funcionar, mas não para mim!
Depois, já no secundário, iniciei-o com um professor de Filosofia que conseguia preencher todos os requisitos da incompetência. Sou sincera: não me lembro de patavina da matéria que o homem me tentou ensinar. Nada. Nicles. Niente. Nothing. Escapei-me com um 17 porque ele até devia gostar de mim. Hoje em dia, o meu décimo ano de Filosofia é como um vazio no meu cérebro. Em compensação, no décimo primeiro apanhei o professor mais rígido da escola, aquele de quem todos falavam com um enorme respeito e, talvez, receio. Acabou por ser (e ainda é, porque, este ano, tenho-o a Psicologia) um dos melhores professores que alguma vez tive. Ainda assim, só me deu 15 no final do terceiro período. Eu mereci e descobri que não presto para a Filosofia. Gosto de ler sobre alguns dos assuntos que aborda, mas não de os estudar e dissertar sobre eles por obrigação. Este ano, voltei a inscrever-me, na esperança de subir a nota, e tenho como professora alguém que não nasceu para a Educação. Menos mal - agora, quero é reaver o meu 17.
Se me perguntarem quais as piores disciplinas de sempre, a minha resposta será, deste modo, qualquer uma das ciências experimentais ou Filosofia. Admiro profundamente quem nasceu com aptidão para elas e tenho pena que nenhuma me agrade. No final do dia, do que eu gosto é das línguas, de escrever livremente e de analisar de maneira subjectiva o que me rodeia.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
"Cordeiro - o Evangelho segundo Biff"
E pronto, já está lido o Evangelho escrito pelo amigo de infância de Jesus Cristo. Como tenho vindo a dizer-vos durante a última semana, o livro é genial e todos os pormenores da narrativa mostram ao leitor o quão imaginativo foi o autor ao escrever um romance tão carismático quanto este. O livro tem personalidade: é sarcástico, por vezes é triste, noutras diverte-nos e mantém-nos sempre entretidos. Quase toda a gente conhece a história da Bíblia mas, adaptada nas palavras de Christopher Moore (até porque é ele que acaba por nos tentar contar a vida de Jesus Cristo entre o seu nascimento e a sua crucificação), penso que ganha mais cor. É pena que Biff, o narrador desta versão da actualidade, não seja mencionado na Bíblia, mas decerto isso se deve à sua personalidade incompatível com a seriedade das Escrituras Sagradas (isto foi uma aparte - eu ainda consigo distinguir a realidade da ficção!).
Apesar de ter ficado um pouco desiludida com o final, por parecer demasiado forçado e escrito à pressa, não se percebendo muito bem qual o destino de Biff após a ressurreição do seu melhor amigo, adorei, pelo menos, as primeiras 400 páginas. Passei uma boa semana de leitura na companhia de Biff, de Jesua, de Maria Madalena (uma safada, era o que ela era), dos três reis magos (uns grandes malucos) e dos apóstolos (cada um mais parvo que o anterior). Nada melhor que um bom livro para nos afastar das preocupações quotidianas!
Próxima leitura: The Spanish Ambassador's Suitcase, de Matthew Parris e Andrew Bryson.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
inteligência emocional
Fiz este teste (que, provavelmente, nem sequer é grande coisa) e, mais de 146 respostas depois, descobri que o meu Q.I. de inteligência é de 70% - ou seja, sou 30% burra nesse campo. Esperei pior, até. O resumo atribuído foi este:




