sábado, 17 de novembro de 2012

mashup morning

TWILIGHT - porque eu também já guinchei pelos abdominais do Taylor Lautner

Não me considero a maior apreciadora da saga, mas também nunca desgostei dela, muito pelo contrário.

Tinha catorze anos quando surgiu o primeiro filme, que foi um sucesso enorme na altura, apesar de, em Portugal, nenhum dos livros da Stephenie Meyer ainda ser muito conhecido. Fui ver o “Crepúsculo” no aniversário de um amigo e lembro-me de todos os que lá estavam comigo, na mesma sala de cinema, terem vibrado imenso. No entanto, eu não me lembro de ter vibrado grande coisa. Sim, achei que era uma história de amor engraçada, o enredo não era mau, mas, se não tivesse lido os livros posteriormente, não me teria interessado como cheguei a interessar.

Nos meses que se seguiram, devorei todos os livros que já estavam publicados, emprestados por duas colegas, e, perto do meu aniversário seguinte, calhou ser publicada a tradução portuguesa do “Amanhecer”. Quase exigi que fosse uma das minhas prendas e até consegui um bom preço de lançamento – quinze euros e pouco, enquanto noutras lojas o vendiam a dezoito. Antes do dia em que era suposto recebê-lo, se tivesse seguido as regras dos aniversários, já acabara de o ler. Na verdade, devorei-o em menos de quarenta e oito horas.

Julgo que poucos foram os livros que tiveram o mesmo efeito em mim que os quatro romances “base” da saga escrita pela Stephenie Meyer, apesar de não ter lido mais nenhum da mesma autora. Recomendaram-me imenso o “Nómada”, mas não o cheguei a ler. Na altura, tive pena; agora, já não.

Porque, se formos a ver, tudo isto foi grandemente influenciado pela idade que tinha e pelo que me estava a acontecer na época em que me interessei por vampiros, lobisomens e amores impossíveis: estava infeliz, sentia-me incompreendida, um bicho feio, vivia na ignorância do que era uma relação amorosa, não fazia a mínima ideia do que fazer com a minha vida, sabendo apenas que adorava ler e escrever, e a ficção ajudava-me a manter a minha auto-estima em níveis decentes. Tinha catorze anos, já não era uma criança, mas ainda pecava em falta de maturidade. Actualmente, já não revelo tanto entusiasmo quando me falam no Edward Cullen, na Bella Swan ou no Jacob Black porque, resumidamente, arranjei uma vida. E não o digo de uma maneira negativa face à ficção! Fui muito feliz na companhia de tais personagens! Acontece que cresci, conheci outro tipo de histórias e deixaram de ser, do meu ponto de vista, o suprassumo que outrora foram.

Portanto, se me perguntarem se me sinto empolgada por já ter estreado o “Amanhecer, parte II”, o último filme da sua espécie, dir-vos-ei que estou curiosa, mas que poderei esperar até à próxima semana para o ver e que até sobreviveria se não o visse, de todo. A minha curiosidade advém mais do facto de ter seguido atentamente toda a saga, ter lido todos os livros, ter visto todos os filmes e, como é normal, querer saber se a adaptação cinematográfica faz jus ao que li. Raramente pego num dos romances, mas o novo filme parece-me um bom pretexto para ir ao cinema.

 

Eu sei que vocês gostam, deixem-se lá de tretas! :)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

TWILIGHT - sobre os pobres dos namorados que sofrem à custa do sonho da Stephenie Meyer

Estreia hoje o último filme da saga "Crepúsculo", ou seja, "Amanhecer, parte II". Graças a este acontecimento, milhares de rapazes/homens serão levados a testar os seus próprios limites de lamechice e paciência, de modo a poderem acompanhar as suas namoradas, potenciais candidatas a namorada, mulheres ou amigas ao cinema, porque elas gostam de ter companhia para apreciar as capacidades de sedução do Edward Cullen (interpretado pelo mais que famoso Robert Pattinson) ou o corpanzil do Jacob Black (dispensando apresentações, Taylor Lautner), rebaixando-os e questionando-se, nem que seja intimamente, "por que é que tu também não podes ser como eles?". Se eu pertencesse a esse grupo de pobres sacrificados, a minha resposta seria "porque eu sou real e vim contigo ver esta porcaria de filme, logo, sou muito melhor que esse bando de panhonhas ficcionais!". 

Claro que ir ver um filme direccionado para o público feminino adolescente não faz parte da lista de coisas mais perigosas e indesejáveis de se fazer, o que não invalida que o esforço dos rapazes que se submetem a tal suplício não seja de mérito. Devem haver por aí miúdas bastante satisfeitas por terem o namorado do seu lado enquanto vêem o que leram anteriormente nos livros materializar-se na tela, disso não tenho dúvidas.

Ainda assim, acho que me custaria imenso levar um namorado ou amigo para qualquer uma das cinco guilhotinas do "Twilight", numa sala de cinema cheia de miúdas de doze anos com as hormonas aos saltos, aos gritinhos, mesmo que ele se voluntariasse. Sentir-me-ia algo culpada pelos 6€ que o faria gastar no bilhete, dinheiro esse que poderia investir, por exemplo, na minha prenda de Natal. Há ocasiões em que devemos escolher bem a nossa companhia, não é verdade?

Cá para mim, penso ser muito mais inteligente levar uma data de amigas estridentes e com quem possa discutir o quão já admirei a saga e o quão pouco familiar ela me parece agora, apesar de estar curiosa acerca da adaptação cinematográfica e não desgostar da trama emocional envolvente.

Da minha parte, boa sorte aos mártires que se sacrificam perante tanta vampiragem deslavada e canídeos bem constituídos! Que a vossa vontade de agradar seja devidamente justificada! (Nem que seja pelo decote da Kristen Stewart naquele vestido azul.)

 

em dia de greve, praia

O farol do porto de Sesimbra.

Andam a construir mais uns apartamentos de luxo e a esburacar as ruas junto à praia. O que vale é o resto da paisagem, e o ir-vir das ondas, e o sol a reflectir no mar...!

Euxinha a markar pauza. Prokraxtinaxão à la plage.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

14 de Novembro

Acordei para esta solarenga quarta-feira que, noutro contexto, seria igual a tantas outras quartas-feiras, sentindo-a como se se tratasse de um feriado. Despertei por despertar, passarei o dia a estudar, talvez vá passear entretanto. E hoje parecia-me realmente um feriado, asseguro-vos!, que se insurgia no nosso calendário em honra de todos os que vamos perder nos próximos anos. Sem nada para "celebrar", a greve geral de 14 de Novembro de 2012 tornou-se o último suspiro desses felizes dias em que podíamos dormir até ao meio-dia e reunir a família para um almoço às três da tarde ou, noutros casos, não fazer nada de nada, existindo simplesmente.

 

Belas recordações...! Disfrutemos, então, desta pseudo-celebração, antes que também nos tirem o direito à greve!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

la biolence matinal

Somos todos iguais. Brancos, pretos, amarelos, vermelhos, azuis às bolinhas, com pilinha, com maminhas, uns mais burros do que outros... Mas, afinal, teremos sempre algo em comum, que nos une: ninguém gosta de pancada e todos são a favor dos beijinhos (entre outras demonstrações de amor, pois claro).

formiga, formiguinha, esmaguei-te bem esmagadinha

Estava eu em plena reflexão sobre que raio poderia escrever, deambulando pelo Facebook porque sim, porque é azul e tem muitas imagens de outras cores, qual bebé absorto no arco-íris da sua existência, quando vejo uma formiga minúscula a fugir por cima da secretária e por tudo quanto a cobre, em particular a revista Flash! de há duas semanas, aberta na página (façam lá o favor de não me apedrejar) da crónica semanal da Margarida Rebelo Pinto (sobre a qual me debruçarei numa publicação posterior, decerto, justificando-me validamente). E o que é que podemos concluir sobre a personalidade desta formiguinha?

  • Ela tinha, evidentemente, tendências suicidas. Não é que eu desgoste de formigas, pois até as acho adoráveis... desde que se encontrem no quintal. Da porta para dentro, já deviam saber que o seu destino é a) serem borrifadas com spray anti-rastejantes, b) serem pisadas até à morte ou c) serem apanhadas pela ponta dos meus dedos ossudos, que gostam de desfazer qualquer porcaria minúscula como distração. Já deu para perceberem que a amorosa formiga não esticou o pernil de velha;
  • Ela não gostava de vento, uma vez que parecia fugir do ventilador do meu portátil. Este último também faz "vrrrrrummmm", pelo que depreendo que a nossa amiguinha também não gostasse de ambientes ruidosos;
  • Ela gosta das fofocas baratuxas de uma das revistas mais mal escritas em Portugal;
  • Mon Dieu!, ela gosta de Margarida Rebelo Pinto!!!;
  • Era uma formiga aventureira e ainda estou a tentar desmistificar de que maneira é que uma formiga chega ilesa ao piso superior de uma vivenda, encontrando-se isolada;
  • Aposto que se tratava de uma formiga pouco inteligente e instruída, dados os pontos anteriores.

 

E agora, perguntam vocês, oh Beatriz, tu lês a Flash?

Pode-se dizer que do que eu mais gosto nestas revistas rosconhofe é de poder falar mal das tiazocas que frequentam as festas do jet7, enquanto comento a sua falta de classe para se vestirem para tais eventos e as poses demasiado ensaiadas que as fotografias mostram. Já vos tinha dito que sou uma miúda muito ranhosa?

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

thumbs up, guys!

Ainda não me habituei ao facto de os meus amigos lerem o meu blogue... mas até tem a sua piada!

a ranhosa da Beatriz

Sr. Pedro Chagas Freitas,

Acho que o senhor só está a complicar o que é simples. Eu nunca precisei dos seus cursos para aprender a usar vírgulas. Bastou a minha professora do 5º ano ensinar-me que só precisamos de nos guiar pela entoação com que falamos para que consigamos escrever um texto gramaticalmente correcto. Se soubermos falar, também sabemos escrever, dizia-me ela. E, se as pessoas não souberem falar, o que será delas nas ocasiões mais banais do dia-a-dia?
Já agora, a sua é uma das piores publicidades que vi nos últimos tempos. Nota-se logo que, com tanta falta de modéstia, quer impingir os seus cursos à força toda a um público que julga minimamente estúpido, dado o discurso que nos prega. Vá mas é pregar para outra freguesia, amigo! Pare de se intitular o "Mourinho da Escrita Criativa", porque ela é isso mesmo: criativa. Se me apetecer encavalitar vírgulas, pontos de exclamação e travessões, isso é cá da minha conta!

E, no entanto, como eu sou muito solidária para com os outros (cof, cof), ainda o ajudo na sua demanda pelas vírgulas, através da minha ranhosice, já viu?

Votos de boa sorte,

Beatriz

a noção de privacidade do século XXI

domingo, 11 de novembro de 2012

os ignóbeis convencidos

   Sabem o que me irrita? Entre muitas outras coisas, rapazes que são uns ignóbeis convencidos que, mesmo não tendo nada, mas mesmo na-di-nha de especial, se acham umas grandes figuras. E, mais do que isso, odeio que, sendo rejeitados por uma rapariga, fiquem sem saber bem porquê. Porque será…?!

   Coitados. Não, a sério. Coitados! Tenho pena que existam desafortunados desses a caminhar pelo mundo fora. É que um pouco de humildade nunca fez mal a ninguém – nem um bom par de olhos na cara e um pedaço de bom senso. Se alguém já morreu de indigestão por causa deles, que se chegue à frente (ou que se levante da campa, neste caso). É que, da sua falta, derivam outras maleitas igualmente perigosas. Enumerando algumas: estupidez q.b., humilhação, parvoíce, humilhação, permanente ausência de relações amorosas, mais humilhação… tudo isto sendo uma causa/efeito de constantes rejeições, umas atrás das outras.

   Tamanhos egos intrigam-me. Estas criaturas até podiam ter uma qualquer característica que os fizesse sobressair de entre as restantes do sexo masculino, mas não. Além de serem rapazes absolutamente normais, ainda são uns panhonhas do caraças. São pouco apelativos para o sexo oposto, a dobrar ou ao quadrado, venha o diabo e escolha. Não há nada que os salve de si próprios, a menos que exista por aí uma miúda igualmente totó e, desse modo, como se costuma dizer, “cada techo tem a sua panela”.

   Eles tentam elogiar, eles tentam ser atenciosos, eles tentam ser homens (ai, minha nossa!) e só fazem porcaria. Não compreendem o sexo feminino, não reconhecem que não o compreendem e, consequentemente, nem fazem por compreendê-lo. Enquanto rapariga, isto poderia ofender-me, se eu me desse a tal importância. Não dando, apenas me faz comichão.

   Conheço pelo menos dois casos de “bichos” como estes que vos descrevo. Podia não vos dizer que já fui o “alvo” de um deles, mas a situação até tem a sua piada (apesar de, na altura, não ter tido nenhuma, agora sim, até tem). O segundo já levou não sei quantas tampas (atrevo-me a chamar-lhes TAMPÕES!) de uma amiga minha e continua sem chegar lá, ao cume da montanha da iluminação, ou seja… à primeira, persiste-se; à segunda, insiste-se; à terceira, desiste-se. Algumas pessoas, incluindo eu, já lhe esmiuçaram a ideia de todas as formas e feitios concretizáveis e… o resto já vocês imaginam. Das duas uma: ou o rapaz se encontra em negação há catrefadas de meses, ou é mesmo tapadinho.

   No que pensarão estas cabecinhas? Em que acreditarão elas?! Que são deuses em forma humana? Que são humanos com poderes divinos? Que são lindos, maravilhosos, desejáveis, irresistíveis? Mas não são. Será assim tão complicado chegar a uma conclusão de tamanha simplicidade? Será assim tão complicado olharem-se ao espelho, procederem a uma curtíssima introspecção e avaliarem-se como gente pensante? E até poderiam ser realmente criaturas fantásticas e deslumbrantes, estando conscientes disso, desde que conseguissem mentalizar-se de que, por muito perto da perfeição que alguém esteja, nem sempre poderá agradar a gregos e a troianos. Então, no amor, nem se fala!

   Não escolhemos de quem gostamos ou por quem nos sentimos atraídos, portanto, os ignóbeis convencidos que tomem juízo. Não será por passarem meia vida a tentar conquistar uma rapariga que ela se vergará perante os seus esforços, não será por lhe perguntarem mil vezes como está que serão mais agradáveis, não será por se lamentarem infindavelmente aos seus amigos que eles lhes satisfarão a necessidade eminente de dar uma queca.

   Porque, ao fim e ao cabo, tudo isto não passa de um assunto estritamente hormonal. Rapazes como os que retratei estão, como é evidente, desesperados. Não é que estejam realmente interessados em conquistar por razões amorosas. Na cabeça deles, o carinho e o desejo misturam-se. Não é de estranhar que anseiem por um relacionamento amoroso, dado o contacto físico ser uma das premissas incluídas no compromisso (supostamente).

   Os ignóbeis convencidos que se enganem a si mesmos! Estejam à vontade. Toda a gente já lhes adivinhou as intenções. Do que precisam não é de alguém para amar, mas sim de uma companhia casual. Se fossem minimamente inteligentes, sabê-lo-iam de antemão e estariam quietinhos e caladinhos.

sábado

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

existem métodos... e métodos

Como já devo ter referido anteriormente, o meu professor de Psicologia deste ano já foi o de Filosofia que tive no ano passado. Com ele, as nossas notas baixam a pique. A maioria dos meus colegas, tal como eu, não consegue ficar imune ao grau de dificuldade dos testes deste professor. Hoje, lá fomos surpreendidos, mais uma vez, como se nunca tivéssemos aprendido com as experiências anteriores.

Conclusão: em testes "normais", a escolha múltipla é a parte mais fácil; em testes do professor A.J., a escolha múltipla suscita nos alunos preocupantes tendências suicidas. Pelo menos, os dois grupos de resposta escrita não eram grande espiga - o pior serão mesmo os métodos de correcção.

 

No entanto, fico feliz por ter este professor. Apesar de ser muito exigente, é um excelente profissional e, fora das aulas, é o que se chama de "bacano", a todos os níveis.

encontro de animadores da Fórum Estudante 2012/13

Já escrevi no blogue sobre o último encontro dos animadores da Fórum Estudante, há cerca de três semanas. Mas, para que fiquem com uma melhor ideia sobre o que realmente se passou em Almada nesse fim-de-semana, deixo-vos aqui o link para a versão online da revista deste mês, remetendo-vos em particular para as páginas 10 e 11, onde poderão, inclusivé, deparar-se com uma fotografia da minha bela pessoa, tal como o meu depoimento sobre uma das parcerias da Fórum.

 

as "loucas" conversas à hora de almoço (ou pura parvoíce)

Lisete (bebendo do copo do Ricardo): Isto parece chá.

Ricardo: Hum... porque é Ice Tea.

 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

dos outros #13

"Sei que nos mandam escrever sobre aquilo que conhecemos, como se alguma vez pudéssemos escrever sobre o que conhecemos, como se conhecer fosse o essencial, quando o essencial é o desejo."

Joanne Harris, O rapaz de olhos azuis

Breaking Dawn - part II

Aposto que, tal como eu - que já cheguei a gostar mais da saga do que gosto actualmente - muitos de vocês vão correr a participar neste passatempo da Fórum Estudante, cujo prémio é (*rufos*) bilhetes duplos para a antestreia da segunda parte do filme "Amanhecer", da saga "Crespúsculo", em Lisboa e no Porto! A cada 40 respostas correctas à questão colocada (quem é a actriz que interpreta a personagem Renesmée?), a Fórum premeia os leitores. Não se esqueçam que têm de estar inscritos no site para participarem. Aqui fica a ligação. Boa sorte!

 

(E quem é amiga, quem é? Sou euuuuuuu, não sou?! Não, por acaso é a Fórum Estudante, xisdê.)

 

não sei se a amostra da experiência é grande o suficiente, mas...

... a Cara de Panqueca costumava gostar muito dos One Direction. Certo dia, começou a namorar e a coisa passou-lhe. Será que esta lei mui pouco científica se aplica ao resto do mundo? Será que, afinal, do que as intituladas directioners precisam é de um sujeito palpável em quem possam depositar as suas energias quotidianas? Alguém se disponibiliza para verificar a minha teoria?

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

1D - lol?

Não percebo por que razão ainda passam publicidade sobre o concerto dos One Direction na televisão. Não tinham já vendido todos os bilhetes em sete ou oito horas? Não serão os anúncios um desperdício de dinheiro? Acima de tudo, não serão eles um atentado à paciência de quem não grama os ditos boys e se vê obrigado a levar com a sua cantilena foleira* a cada dois minutos de intervalo, sem uma justificação decente?

 

*Dita por alguém que chegou a ter uma parede forrada a posters dos Jonas Brothers, esta afirmação ganha um significado totalmente diferente.

sunrise... is it in your mind at all?

trabalho procura-se (e os anúncios que se encontram)

Há com cada anúncio de oferta de trabalho com uma falta de credibilidade incrível que até me impressiono... Adoro aqueles que prometem tudo e mais alguma coisa (dinheiro, horário flexível, "fazer algo que não é difícil", "viajar e/ou ter férias quando quiser") e, nos contactos, a única informação disponível ser "Sr. João, nº 912345678". Pelo menos a mim dá-me a impressão de que o Sr. João tem é um grande negócio de meninas por trás do seu anúncio imaculado!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

questionários

https://www.facebook.com/questions/364620476963667/

Como todos os autores de blogues, também eu gosto de saber curiosidades destas.

Com que frequência lês o "procrastinar?"como o conheceste?

má nota, boa nota

Não me queixo muito: tive 15,2 no primeiro teste de História A do ano. Sim, fiquei desiludida por ter estudado imenso e não ter visto resultados proporcionais ao esforço, mas, se relativizar a situação, podia ter sido pior. Hoje, também recebi o primeiro teste de Filosofia e, surpresa das surpresas... tive a melhor nota à disciplina em três anos - 17! Ainda vai ser desta que começo a entender o "bicho", querem lá ver?

Já lá vão dois testes avaliados. Faltam sabe-se lá mais quantos...

 

A acompanhar...

gosto #1

(Escrito em Agosto; na altura, esqueci-me de o publicar.)


   Gosto de escrever, falar, comunicar, argumentar, enfim, gosto de me expressar. Gosto do fluir da caneta no papel ou do insistir das teclas que registam cada pensamento como se fosse o último, quando a musa o permite, e de medir o tamanho das minhas ideias pela quantidade de palavras.

   Gosto de barras de chocolate, de cereais de chocolate, bolos de chocolate e gelados de chocolate, principalmente quando comidos à beira-mar ou na companhia dos meus amigos.

   Gosto dos meus amigos e de os ter por perto, gosto de os ver sorrir. Gosto que eles sintam que os quero apoiar e proteger, apesar de nem sempre ser possível. Gosto da minha família de sangue, das minhas famílias emprestadas e dos meus animais de estimação – três cães, dois gatos e uma tartaruga – tal como gosto de ser a prima mais velha e encher os mais novos de mimos, antes que eles cresçam e passem a rejeitá-los.

   Apesar de gostar das férias, também gosto muito do tempo de escola, porque tenho gosto em aprender e em sentir-me motivada e valorizada. Gosto de voleibol, de basquete e de dança, mas vivo bem sem a ginástica ou o futebol.

   Há livros de que gosto mais e outros que dispenso. Gosto de crónicas, blogues, sarcamos, ironias, de pessoas normais que escrevem como génios e de génios que escrevem como pessoas normais. Gosto de José Luís Peixoto, de José Saramago, de Inês Botelho e de Rui Zink. Gosto ainda da J. K. Rowling, da Stephenie Meyer, do C. S. Lewis, do Christopher Moore e da Meg Cabot.

   Gosto da minha maneira de ser e do meu irritante optimismo. Gosto de saber que sou a amiga parva e absurdamente extrovertida que é capaz de fazer figuras no meio de qualquer sítio. Gosto mesmo de as fazer! Gosto de ser criança e de, aos poucos, ir assumindo responsabilidades, direitos e posturas de adulta, tal como de ver o futuro de uma perspectiva risonha, apesar dos tempos difíceis por que estamos a passar.

   Gosto de ter cuidado antes de atravessar a rua, quando desço escadas ou quando me apaixono. Gosto de gostar de alguém, mesmo que não valha a pena por não ser correspondida, porque a lamechice de que sou vítima sempre rende alguns textos. Gosto de me sentir protegida, pelo que é óbvio que gosto de abraços, em grau de preferência consoante o “abraçador”. Acho que também gosto de beijos e beijinhos, principalmente se forem completamente inesperados. E de dar a mão.

   Gosto de palavras ditas com boas intenções, de declarações inesperadas e, por vezes, de surpresas. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

pais "exigentes"

   Filha de pai solteiro, fui maioritariamente criada pela minha avó. Deste modo, sempre foi ela quem mais me apoiou e motivou em tudo o que fui fazendo ao longo dos já treze anos que tenho vivido debaixo da sua asa.

   E, como se costuma dizer, os avós são pais duas vezes. Neste caso, a minha avó não foi excepção, fazendo por mim ainda mais do que fez pelos dois filhos. É certo que a idade e a disponibilidade são diferentes, mas lá que a minha avó tem uma grande paciência e, principalmente, um grande coração, lá isso tem.

   Com a atenção quase toda sobre mim, controlando cada passo que dou, querendo saber cada pormenor do que me acontece, a minha avó tem-me sempre debaixo de olho. Tenha o assunto que ver com a escola ou com outra actividade qualquer, é ela quem está mais bem informada. E, como seria de esperar, sempre fez tudo para que eu fosse bem-sucedida no que quer que fizesse. Primeiro, assegura-se de que as minhas notas andam nos conformes (apesar de já nem ser necessário, porque, com a minha idade, já tenho juízo suficiente para saber o que quero); depois, e não menos relevante, preocupa-se com as minhas actividades extra-curriculares, ou seja, aquilo que me dá prazer e que convém ser igualmente apreciado.

   No entanto, não pensem que a minha avó, o meu pai ou outra pessoa qualquer me obriga a ser a MELHOR em tudo. Toda a minha família reconhece que ninguém é perfeito, muito menos eu. Por acaso, vai calhando que eu tenha sucesso nalgumas áreas da minha educação escolar e que, ainda um acaso maior, tenha encontrado a minha vocação (comunicar, sem dúvida!) há um certo tempo e, desde então, tenha vindo a trabalhar para a aperfeiçoar, o que me motiva. Acontece! Eu sou péssima a ginástica, a Filosofia e nas artes plásticas, mas a minha família não se queixa, porque, afinal, há piores coisas na vida. Repito, não sou perfeita nem a melhor em nada e farto-me de trabalhar para alcançar resultados visíveis. Dado o meu esforço, cada pequena conquista é celebrada como se valesse ouro, porque, segundo me parece, é assim que se educam as crianças e os jovens.

   Por outro lado, o que me causa urticária são aqueles pais que fazem trinta por uma linha para que os filhos sejam os melhores, os mais bonitos, os mais estudiosos, os mais dóceis, os mais persistentes, os “mais melhores”. Em última análise, se eles não o forem, fazem de conta que o são. E aqueles pais que esborracham na cara de todos os que conhecem que os filhos são isto e aquilo e aqueloutro? “O meu filho teve um 20 a Matemática.”; “O meu filho sabe falar trinta mil línguas.”; “O meu filho conseguiu a medalha de ouro no tiro ao alvo.”; “O meu filho não vai ter relações sexuais até ter casa própria.”; “O meu filho vai ser o próximo presidente da república.”; “O meu filho é melhor que o teu, e que o teu, e que o teu, na na na na na!” – e a lista continua.

   Pais que por aí andam, não confundam o orgulho que sentem pelos vossos filhos com uma exacerbação dos seus feitos. Não lhes coloquem a pressão de terem que estar constantemente a superar as (vossas) expectativas. Um dia, se não o conseguirem, tanto vocês quanto eles – especialmente eles! - ficarão frustrados, e de que vale isso? Nada!

   Aprendam a distinguir “apoiar os filhos” de “pressionar os filhos”. A fronteira entre um e outro é muito ténue e, segundo o que tenho observado na minha própria educação, não é preciso muito para saltar da primeira para a segunda.

   E tentem não andar a espalhar a toda a hora os maravilhásticos que eles são pelos vossos amigos. Se o fizerem com frequência, ambos pensarão que vocês fazem parte daquele tipo de pais que só está contente com vitórias sucessivas, que desapontar-vos é mais fácil do que descalçar uma meia e que agradar-vos é algo imperativo. Não se esqueçam que sabe bem ter os pais por perto aquando de uma derrota. Nunca ficou mal reconhecer “o Puto perdeu o jogo, mas fica para a próxima”.

 

   Com tudo isto, não estou a dizer a ninguém como se educam os filhos. Esta é apenas uma opinião pessoal.