domingo, 25 de novembro de 2012

Harry Potter... e Twilight (se eu parasse de escrever sobre Twilight é que seria fixe)

Existem por aí páginas de fãs da saga Harry Potter que fazem crer que somos (sim, eu também sou fã incondicional do Harry Potter - e muito! - caso ainda não tenham dado por isso) completamente contra a saga Twilight, encarando-a como "o inimigo". Portanto, da minha parte, quero já esclarecer esse mal entendido.
Eu acho imensa piada à rivalidade entre sagas, mas não a alimentarei, até porque Harry Potter é bem melhor que Twilight, em todos os aspectos - não me censurem pela minha opinião! Desde a criatividade de todo o enredo, incluindo a criação de um mundo totalmente novo e original, com um vasto número de personagens, todas elas genialmente criadas, com personalidades coerentes e com quem não só nos identificamos como poderiam tratar-se de uma pessoa qualquer do mundo real (acrescentando o facto de que andam numa escola de magia toda marada e, ao mesmo tempo, combatendo um vilão teimoso que nem cornos), até ao sucesso que se perpetuará por gerações, como um verdadeiro culto, passando pela diversidade de idades dos seus fãs, constituindo uma história intemporal que contempla a sensibilização para a importância de um sem número de valores morais, como um bom conto deve contemplar, o Harry Potter bate o Twilight aos pontos. Este último, parece-me, é somente algo temporário para uma grande quantidade de seguidores. Acredito que terá marcado muita gente, inevitavelmente, mas, para a maioria, não creio que será lembrada durante tanto tempo quanto, segundo os meus cálculos primários, o Harry Potter permanecerá "vivo". O Twilight foi criado mais a pensar num público específico, o que tanto pode ser um benefício como uma desvantagem. Além disso, não vejo que o carácter das personagens, o enredo ou até a qualidade literária sejam grande espingarda. Sim, é uma saga fixe, com que nos podemos identificar e para onde poderemos desejar escapulir-nos de vez em quando. Ainda assim, existe um je ne sais quoi de excepcionalmente brilhante no mundo potteriano que será difícil alguma saga superar.
Conclusão: aprecio Twilight, venero Harry Potter e não compreendo por que razão haveriam de ser rivais nesta coisa dos romances em série adaptados cinematograficamente.

A demonstração do que acontece com a saga Harry Potter...
... e um dos meus exemplos preferidos da dita rivalidade.

sábado, 24 de novembro de 2012

a prenda mais desejada

Está claro que a melhor altura do ano para se pôr aparelho nos dentes é o Natal, não é verdade?
Não, não é. No entanto, nada invalida que eu vá passar as festas a comer tudo trituradinho, devido ao novo pára-choques (nome pelo qual o dito cujo já é conhecido cá em casa) com que me vão presentear no dia 22. Para desculpar o meu dentista pela sua (falta de) pertinência, utilizarei a esfarrapada desculpa de que ele é um grande pão (com idade para ser meu... irmão muito, muito mais velho, digamos), um argumento que, ainda assim, é deveras abalado pela minha impressão de que sua excelência deve preferir os homens às mulheres (mas é só uma impressão!).

Façam-me só um favor: se, alguma vez, por mera sorte do destino, o meu blogue for transformado em livro, não incluam esta publicação. Agradecida!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

TWILIGHT (outra vez?!)

Ainda não fui ver o Amanhecer - parte II. Não digo que seja algo de estranhar pois, como já mencionei diversas vezes, a maluqueira já me passou há um bom par de anos e, neste momento, tenho outras prioridades (escola, escola, escola, blogue, escrever, escola, escrever, blogue... escola). No entanto, o mais estranho é que talvez essa não seja realmente a desculpa mais acertada. A verdade é que não arranjei uma única pessoa, um único mártir, um único cabeçudo que se oferecesse para me fazer companhia, excepto a minha melhor amiga - mas ela já foi vê-lo com o namorado e não a faria desperdiçar dinheiro, por muito boas que sejam as suas intenções - e o meu próprio namorado - que eu seria incapaz de arrastar para uma sala de cinema com o intuito de o fazer desembolsar 6€ para, na volta, passar duas horas a ouvi-lo tecer comentários de escárnio às "fadas pálidas e brilhantes com dentes afiados" (esta é para ti, Edward Cullen cinematográfico), transtornando a minha despedida da parte mais deprimente da minha adolescência (aquela em que eu ainda não havia entrado em contacto com literatura decente). Contudo, desculpas à parte, acho que vou antes esperar que alguém consiga encontrar o filme na Internet ("sacar") ou, no mais extremo dos casos, que saia em DVD e, com muuuuita sorte e algum milagre financeiro, eu o consiga adquirir. Não hei-de morrer por isso.

Once upon a time...

Há uns anos, este vídeo estava classificado no Youtube como sendo apenas indicado para maiores de 18. Mas isso foi antes de aparecerem as Pussycat Dolls e a Lady GaGa!
Nos tempos que correm, Britney Spears em biquíni, sendo apalpada por um tipo musculado em calções e com uma tatuagem foleira na omoplata é coisa pouca.

Paparazzis. They're all over the place.

Eu e a senhora minha avó, algures em 1998.
Como poderão verificar, nunca apreciei muito que me fotografassem em topless. Manias de miúda...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

o que tem de acontecer tem muita força

Sempre que levo algo de mais pesado ou volumoso para o andar de cima da minha casa, ou seja, tendo de subir as escadas, a minha avó recomenda-me "tem cuidado, não tropeces!". Há pouco, lá peguei eu no aquecedor (o meu quarto parece estar localizado num país do Norte, à parte do resto da casa). Qual foi a recomendação que ouvi de imediato? "Tem cuidado, não tropeces!"
Para a minha querida (tem dias) avó, os seus avisos devem ter poderes mágicos, como se, graças a eles, se impedissem acidentes inevitáveis noutras circunstâncias - caso contrário, eu poderia, propositadamente, cair na tentação de me estatelar no meio das escadas, não fosse ela alertar-me para não tropeçar, até porque se há coisa de que eu gosto é de quedas e de ficar cheia de nódoas negras ou com a boca em sangue - ou como se, proferidas tais palavras, o cosmos decidisse ter piedade de mim, amparando-me enquanto subo os ditos dezasseis degraus. Não nos esqueçamos das mamas gigantescas e do enorme e pesado rabo com que fui abençoada, que em muito poderão prejudicar o meu equilíbrio (e, para quem não está a par do contexto desta afirmação, trata-se da ironia mais barata de sempre).

Infelizmente para mim e para as boas intenções da minha avó, o que tem de acontecer tem muita força. Pelo menos, se um dia eu me espatifar num trambolhão, não será por falta de recomendações de cuidado.

coisas dos blogues

Se repararem, as visitas de um blogue aumentam exponencialmente a partir do momento em que o seu autor tem um bebé ou um cachorro. Ambos são cutchi cutchi, amorosos e blá blá, aspas-aspas, fazendo as delícias dos leitores, que não se coíbem de comentar tamanha fofice e ingenuidade dos pequenotes. Igualmente engraçado (eu chamo-lhe apenas "engraçoso", só para ser do contra) são as frases espontâneas das criancinhas. Toda a gente lhes acha imensa piada! E, no fundo, nem eu deixo de ler algumas das publicadas no Cocó na Fralda, porque sou humana e os humanos sentem-se atraídos por pirosices. (Esta foi a última.)
Infelizmente, como devem calcular, filhos são criaturas que dispenso neste momento da minha vida e, se querem saber, cachorros também não os há por cá. Tenho, sim, três cães, dois gatos e uma tartaruga, mas já são todos bem crescidos e já nenhum apresenta aquele ar de bebé, com olhinhos que brilham e focinho arrebitado (a tartaruga não tem focinho, tem bico, mas vocês perceberam a ideia). Quando publico fotos deles, não há quem não se mostre indiferente. Nada. Nenhuma reacção. Nicles de rien.
Talvez seja por isso que o meu blogue anda às moscas. Talvez seja por isso que ninguém se interessa, porque, afinal, procrastinar é fixe, mas não tanto quanto bebés.

Random Baby Koala, directamente copiado de um site qualquer a que não prestei atenção.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

palavras de Nosso Senhor das PONeLeirisses

"Depois de concluir a sua missão de converter todos os sapianos às maravilhas da procrastinação, Ela decide ir pregar a palavra do Santo Senhor Procrastinador para outras aldeias e chega assim ao Internacional Blogger. A plataforma muda mas a qualidade é a mesma =D", comenta Bruno Custódio, Nosso Senhor das PONeLeirisses a tempo inteiro e procrastinador nas horas livres [aqui].

Agradeço, mais uma vez, a todos os grandessíssimos desocupados da vida que continuam a procrastinar, motivando-me a procrastinar também! Obrigada pela inspiração!

fui procrastinar para o Blogger!

Traidora, traidora, traidora!, pensam vocês. Logo eu, que me dizia tão apologista do Sapo, tinha de abandonar as minhas origens sapianas...! Mas, como já vos tinha avisado anteriormente, não resisti a tentar desbravar terras do Blogger/Blogspot, tentando pregar a ideologia procrastinadora noutros lados. Pesados os argumentos a favor de cada uma das plataformas, optei pela mudança. Fui influenciada principalmente pela quantidade de utilizadores inscritos no Google e pela consequente visibilidade dos blogues. Também me guiei por algumas das opiniões de outros entendidos na matéria da blogosfera, nomeadamente através de comentários que me foram deixando, e pela experiência de que, no Sapo, é menor a quantidade de blogues conhecidos e até os que são estupendamente bem escritos não têm o destaque que merecem.

Portanto, aqui vos deixo a nova morada - http://fuiprocrastinar.blogspot.com/. Espero que, ainda assim, continuem a seguir o que publico. Teria muito gosto em continuar a escrever para os leitores que já me são familiares (e eu a eles)! O blogue é o mesmo, os conteúdos nem poderiam ser diferentes e até já estou a tratar de copiar todas as 866 publicações que aqui havia efectuado até hoje para lá (concluídas todas as deste mês de Novembro, tal como as primeiras quarenta e tal, daquelas que ainda evidenciam a minha eminente lamechice), visto que não as consegui importar directamente. Desse modo até poderão aceder a todas elas, excepto os respectivos comentários - infelizmente, esses têm de ser sacrificados. Apenas o URL foi alterado para algo mais simples e contextualizado.

Ah... E, para que não arranjem desculpas, volto a indicar: http://fuiprocrastinar.blogspot.com/.

Obrigada, queridos leitores! Que estes últimos dezasseis meses de procrastinação no Sapo vos tenham feito muito felizes!

[ORIGINALMENTE PUBLICADO EM: http://beatriizhelena.blogs.sapo.pt/223786.html]

terça-feira, 20 de novembro de 2012

mas quem será o pai da criança? (a parte da história que ainda não se conhecia)

dos outros #15

Hoje penso que se proibíssemos os nossos filhos iletrados de tocar nas maravilhosas coisas da nossa literatura, talvez eles as roubassem e encontrassem nelas uma alegria secreta.

John Steinbeck, Viagens com o Charley

haja pão!

Adoro pão com pão: pão sem manteiga, pão sem carnes frias, pão sem queijo, pão sem doce, pão sem nada. Pão apenas com a sua quente frescura de quem acabou de sair do forno. Pão que fazemos saltitar nas mãos, porque queima. Pão cuja côdea estala quando o trincamos, pão cujo miolo tenro gostamos de saborear - a melhor dicotomia gastronómica de sempre. Quais croissants, quais bolos! Eu quero é pão... mas só se for com pão. São preferências à medida da crise. E até me costumam dizer que a minha trisavó tinha a mesma mania. Já me está nos genes!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sapo vs. Blogger

Ao longo da minha vida blogosférica, já criei para lá de cinco blogues, sendo este mesmo em que vossas excelências se encontram o que tem sobrevivido durante mais tempo (quase um ano e meio). Entretanto, fui alojando-os, à laia da experiência, ora no Blogger, ora no Sapo, ora no Wordpress. Este último é uma porcaria e não o recomendo a ninguém, a menos que gostem de um bom e complicado desafio, porque Wordpress que se preze é isso mesmo: complicado. O Blogger não é mau; no entanto, quando criei o "Procrastinar", ainda só tinha o meu computador velho, lento que só ele, e tudo o que era sistemas do Google ainda o enfermizava mais, daí ter escolhido o Sapo, que sempre me parecia algo mais ligeiro. Porém, agora que já tenho um computador capaz de executar qualquer tarefa com eficiência, vejo-me inclinada entre as duas plataformas, Sapo ou Blogger, Blogger ou Sapo. Cada um deles tem características igualmente apelativas e, certamente, os seus inconvenientes também. O que menos me atrai no Sapo é a escassez de blogues de qualidade, em comparação ao Blogger; o que mais me atrai é a possibilidade de ser destacada na página inicial, como já tem acontecido. O que menos me atrai no Blogger é o sistema de publicação e edição; oque mais me atrai é a quantidade de pessoas que lá circula, ou seja, promissores seguidores. Se repararem, todos os blogues com número de seguidores para lá de mil estão alojados no Blogger, e a sua visibilidade parece-me, no geral, bastante grande. Por pouco não tenho cedido a uma mudança, ainda por cima tendo descoberto recentemente as maravilhas da importação e exportação de blogues (que ainda não sei como efectuar). 

No meio deste indecisão toda, penso que, um dia destes, vou definitivamente procrastinar para outros lados. O mais difícil será arranjar um novo URL de jeito, visto ter sido parva o suficiente para arranjar um nome blogosférico cheio de acentos.

(Texto escrito quando o blogue se encontrava alojado em http://beatriizhelena.blogs.sapo.pt .)

domingo, 18 de novembro de 2012

dos outros #14

"Vais ter sempre gente que vai dizer mal das tuas paixões. A verdade é que parte deles, no íntimo, vai desejar que tu falhes. [...] Na pior das hipóteses vais-te embora deste mundo sem um grande arrependimento. E uma das maiores vantagens é que não te tornas no tipo de pessoa que não compreende quando alguém te fala do que é capaz de fazer por aquilo em que acredita."

Blogue O Mundo Hipotético dos Ses

uma gaja que no geral não gosta de gajas

[1:44] "Na maioria das vezes, o que acontece com estas raparigas é terem mais garganta do que tomates."

sábado, 17 de novembro de 2012

mashup morning

TWILIGHT - porque eu também já guinchei pelos abdominais do Taylor Lautner

Não me considero a maior apreciadora da saga, mas também nunca desgostei dela, muito pelo contrário.

Tinha catorze anos quando surgiu o primeiro filme, que foi um sucesso enorme na altura, apesar de, em Portugal, nenhum dos livros da Stephenie Meyer ainda ser muito conhecido. Fui ver o “Crepúsculo” no aniversário de um amigo e lembro-me de todos os que lá estavam comigo, na mesma sala de cinema, terem vibrado imenso. No entanto, eu não me lembro de ter vibrado grande coisa. Sim, achei que era uma história de amor engraçada, o enredo não era mau, mas, se não tivesse lido os livros posteriormente, não me teria interessado como cheguei a interessar.

Nos meses que se seguiram, devorei todos os livros que já estavam publicados, emprestados por duas colegas, e, perto do meu aniversário seguinte, calhou ser publicada a tradução portuguesa do “Amanhecer”. Quase exigi que fosse uma das minhas prendas e até consegui um bom preço de lançamento – quinze euros e pouco, enquanto noutras lojas o vendiam a dezoito. Antes do dia em que era suposto recebê-lo, se tivesse seguido as regras dos aniversários, já acabara de o ler. Na verdade, devorei-o em menos de quarenta e oito horas.

Julgo que poucos foram os livros que tiveram o mesmo efeito em mim que os quatro romances “base” da saga escrita pela Stephenie Meyer, apesar de não ter lido mais nenhum da mesma autora. Recomendaram-me imenso o “Nómada”, mas não o cheguei a ler. Na altura, tive pena; agora, já não.

Porque, se formos a ver, tudo isto foi grandemente influenciado pela idade que tinha e pelo que me estava a acontecer na época em que me interessei por vampiros, lobisomens e amores impossíveis: estava infeliz, sentia-me incompreendida, um bicho feio, vivia na ignorância do que era uma relação amorosa, não fazia a mínima ideia do que fazer com a minha vida, sabendo apenas que adorava ler e escrever, e a ficção ajudava-me a manter a minha auto-estima em níveis decentes. Tinha catorze anos, já não era uma criança, mas ainda pecava em falta de maturidade. Actualmente, já não revelo tanto entusiasmo quando me falam no Edward Cullen, na Bella Swan ou no Jacob Black porque, resumidamente, arranjei uma vida. E não o digo de uma maneira negativa face à ficção! Fui muito feliz na companhia de tais personagens! Acontece que cresci, conheci outro tipo de histórias e deixaram de ser, do meu ponto de vista, o suprassumo que outrora foram.

Portanto, se me perguntarem se me sinto empolgada por já ter estreado o “Amanhecer, parte II”, o último filme da sua espécie, dir-vos-ei que estou curiosa, mas que poderei esperar até à próxima semana para o ver e que até sobreviveria se não o visse, de todo. A minha curiosidade advém mais do facto de ter seguido atentamente toda a saga, ter lido todos os livros, ter visto todos os filmes e, como é normal, querer saber se a adaptação cinematográfica faz jus ao que li. Raramente pego num dos romances, mas o novo filme parece-me um bom pretexto para ir ao cinema.

 

Eu sei que vocês gostam, deixem-se lá de tretas! :)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

TWILIGHT - sobre os pobres dos namorados que sofrem à custa do sonho da Stephenie Meyer

Estreia hoje o último filme da saga "Crepúsculo", ou seja, "Amanhecer, parte II". Graças a este acontecimento, milhares de rapazes/homens serão levados a testar os seus próprios limites de lamechice e paciência, de modo a poderem acompanhar as suas namoradas, potenciais candidatas a namorada, mulheres ou amigas ao cinema, porque elas gostam de ter companhia para apreciar as capacidades de sedução do Edward Cullen (interpretado pelo mais que famoso Robert Pattinson) ou o corpanzil do Jacob Black (dispensando apresentações, Taylor Lautner), rebaixando-os e questionando-se, nem que seja intimamente, "por que é que tu também não podes ser como eles?". Se eu pertencesse a esse grupo de pobres sacrificados, a minha resposta seria "porque eu sou real e vim contigo ver esta porcaria de filme, logo, sou muito melhor que esse bando de panhonhas ficcionais!". 

Claro que ir ver um filme direccionado para o público feminino adolescente não faz parte da lista de coisas mais perigosas e indesejáveis de se fazer, o que não invalida que o esforço dos rapazes que se submetem a tal suplício não seja de mérito. Devem haver por aí miúdas bastante satisfeitas por terem o namorado do seu lado enquanto vêem o que leram anteriormente nos livros materializar-se na tela, disso não tenho dúvidas.

Ainda assim, acho que me custaria imenso levar um namorado ou amigo para qualquer uma das cinco guilhotinas do "Twilight", numa sala de cinema cheia de miúdas de doze anos com as hormonas aos saltos, aos gritinhos, mesmo que ele se voluntariasse. Sentir-me-ia algo culpada pelos 6€ que o faria gastar no bilhete, dinheiro esse que poderia investir, por exemplo, na minha prenda de Natal. Há ocasiões em que devemos escolher bem a nossa companhia, não é verdade?

Cá para mim, penso ser muito mais inteligente levar uma data de amigas estridentes e com quem possa discutir o quão já admirei a saga e o quão pouco familiar ela me parece agora, apesar de estar curiosa acerca da adaptação cinematográfica e não desgostar da trama emocional envolvente.

Da minha parte, boa sorte aos mártires que se sacrificam perante tanta vampiragem deslavada e canídeos bem constituídos! Que a vossa vontade de agradar seja devidamente justificada! (Nem que seja pelo decote da Kristen Stewart naquele vestido azul.)

 

em dia de greve, praia

O farol do porto de Sesimbra.

Andam a construir mais uns apartamentos de luxo e a esburacar as ruas junto à praia. O que vale é o resto da paisagem, e o ir-vir das ondas, e o sol a reflectir no mar...!

Euxinha a markar pauza. Prokraxtinaxão à la plage.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

14 de Novembro

Acordei para esta solarenga quarta-feira que, noutro contexto, seria igual a tantas outras quartas-feiras, sentindo-a como se se tratasse de um feriado. Despertei por despertar, passarei o dia a estudar, talvez vá passear entretanto. E hoje parecia-me realmente um feriado, asseguro-vos!, que se insurgia no nosso calendário em honra de todos os que vamos perder nos próximos anos. Sem nada para "celebrar", a greve geral de 14 de Novembro de 2012 tornou-se o último suspiro desses felizes dias em que podíamos dormir até ao meio-dia e reunir a família para um almoço às três da tarde ou, noutros casos, não fazer nada de nada, existindo simplesmente.

 

Belas recordações...! Disfrutemos, então, desta pseudo-celebração, antes que também nos tirem o direito à greve!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

la biolence matinal

Somos todos iguais. Brancos, pretos, amarelos, vermelhos, azuis às bolinhas, com pilinha, com maminhas, uns mais burros do que outros... Mas, afinal, teremos sempre algo em comum, que nos une: ninguém gosta de pancada e todos são a favor dos beijinhos (entre outras demonstrações de amor, pois claro).

formiga, formiguinha, esmaguei-te bem esmagadinha

Estava eu em plena reflexão sobre que raio poderia escrever, deambulando pelo Facebook porque sim, porque é azul e tem muitas imagens de outras cores, qual bebé absorto no arco-íris da sua existência, quando vejo uma formiga minúscula a fugir por cima da secretária e por tudo quanto a cobre, em particular a revista Flash! de há duas semanas, aberta na página (façam lá o favor de não me apedrejar) da crónica semanal da Margarida Rebelo Pinto (sobre a qual me debruçarei numa publicação posterior, decerto, justificando-me validamente). E o que é que podemos concluir sobre a personalidade desta formiguinha?

  • Ela tinha, evidentemente, tendências suicidas. Não é que eu desgoste de formigas, pois até as acho adoráveis... desde que se encontrem no quintal. Da porta para dentro, já deviam saber que o seu destino é a) serem borrifadas com spray anti-rastejantes, b) serem pisadas até à morte ou c) serem apanhadas pela ponta dos meus dedos ossudos, que gostam de desfazer qualquer porcaria minúscula como distração. Já deu para perceberem que a amorosa formiga não esticou o pernil de velha;
  • Ela não gostava de vento, uma vez que parecia fugir do ventilador do meu portátil. Este último também faz "vrrrrrummmm", pelo que depreendo que a nossa amiguinha também não gostasse de ambientes ruidosos;
  • Ela gosta das fofocas baratuxas de uma das revistas mais mal escritas em Portugal;
  • Mon Dieu!, ela gosta de Margarida Rebelo Pinto!!!;
  • Era uma formiga aventureira e ainda estou a tentar desmistificar de que maneira é que uma formiga chega ilesa ao piso superior de uma vivenda, encontrando-se isolada;
  • Aposto que se tratava de uma formiga pouco inteligente e instruída, dados os pontos anteriores.

 

E agora, perguntam vocês, oh Beatriz, tu lês a Flash?

Pode-se dizer que do que eu mais gosto nestas revistas rosconhofe é de poder falar mal das tiazocas que frequentam as festas do jet7, enquanto comento a sua falta de classe para se vestirem para tais eventos e as poses demasiado ensaiadas que as fotografias mostram. Já vos tinha dito que sou uma miúda muito ranhosa?

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

thumbs up, guys!

Ainda não me habituei ao facto de os meus amigos lerem o meu blogue... mas até tem a sua piada!

a ranhosa da Beatriz

Sr. Pedro Chagas Freitas,

Acho que o senhor só está a complicar o que é simples. Eu nunca precisei dos seus cursos para aprender a usar vírgulas. Bastou a minha professora do 5º ano ensinar-me que só precisamos de nos guiar pela entoação com que falamos para que consigamos escrever um texto gramaticalmente correcto. Se soubermos falar, também sabemos escrever, dizia-me ela. E, se as pessoas não souberem falar, o que será delas nas ocasiões mais banais do dia-a-dia?
Já agora, a sua é uma das piores publicidades que vi nos últimos tempos. Nota-se logo que, com tanta falta de modéstia, quer impingir os seus cursos à força toda a um público que julga minimamente estúpido, dado o discurso que nos prega. Vá mas é pregar para outra freguesia, amigo! Pare de se intitular o "Mourinho da Escrita Criativa", porque ela é isso mesmo: criativa. Se me apetecer encavalitar vírgulas, pontos de exclamação e travessões, isso é cá da minha conta!

E, no entanto, como eu sou muito solidária para com os outros (cof, cof), ainda o ajudo na sua demanda pelas vírgulas, através da minha ranhosice, já viu?

Votos de boa sorte,

Beatriz

a noção de privacidade do século XXI