sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Na companhia de Anna Karenina

Por vezes, é preciso termos presente a ideia de que existe uma adaptação cinematográfica de um romance antes de nos aventurarmos a ler as suas cerca de mil páginas. Funciona como um incentivo, pelo menos para mim, que adoro comparar a história original ao filme que lhe corresponde, produzido mais de um século depois de ter sido escrita. Adoro os clássicos criados entre o fim do século XIX e o início do século XX e sinto-me um pouco fascinada pela literatura dessa época. A minha autora preferida da altura é, até agora, a Jane Austen, capaz de tornar uma descrição exaustiva num deleite para o coração e de construir personagens como poucos conseguem. Há uns dias, quando soube que "Anna Karenina", de Liev Tolstói, já foi adaptado e está quase a estrear nos cinemas, peguei, finalmente, no exemplar do romance que existe na biblioteca da minha escola e comecei a lê-lo. Surpreendi-me bastante: a escrita é relativamente simples, o vocabulário não é muito exigente e há grande destaque para a descrição das emoções e das relações entre as personagens. Poderia tratar-se de algo escrito em pleno século XXI, apenas retratando tempos passados! Entretanto, vou continuar a ler o livro, para depois ver o filme e cumprir a minha mania das comparações.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Vão levar com a "igualdade de oportunidades" no c... no rabinho!

Orgulhamo-nos de viver num país ao nível dos mais desenvolvidos da União Europeia ou até do mundo, de haver igualdade de oportunidades para todos dentro da comunidade... mas, no fim de contas, igualdade de oportunidades só se for para os ricos.
Não nos venham encher a cabeça com porcarias, como se fôssemos todos burrinhos, nomeadamente nos livros de Geografia - eu sei do que falo. Ainda hoje, no século XXI, tentam fazer com que os jovens   acreditem numa data de mentiras, uma autêntica lavagem cerebral ao "povinho" - que nós é que mandamos, que o poder parte de nós, que as estatísticas provam o nosso grau de desenvolvimento relativamente ao resto do mundo, etc e tal.
Contudo, esta nova ideia constitucional vem provar exactamente o contrário, e só lhe ficará indiferente quem quiser. O acesso ao ensino, um dos direitos fundamentais de qualquer pessoa, está-nos a ser claramente negado. Já não chegava os nossos pais pagarem impostos exorbitantes, nem as "taxas simbólicas" que pagam no início de cada ano lectivo, nem o ensino superior estar cada vez mais caro, porque agora também pensam em cobrar umas propinas quaisquer no ensino secundário, sinónimo de mais despesas. E isto pouco tempo depois de ter sido instituída a escolaridade obrigatória até ao 12º ano! Sim, sim, esperem por essa. Se o panorama económico, financeiro e, consequentemente, social de Portugal permanecer como se encontra neste momento (já nem falo em piorar), voltaremos à cepa torta, em que as pessoas só conseguem estudar até ao 2º ou 3º ciclo, se tanto, à semelhança de há cinquenta anos atrás, quando éramos um país "retardado" (retardado sem aspas é aquele em que vivemos agora). Neste momento, há quem tenha dificuldade em ter dinheiro para comer, quanto mais para ir à escola!
Começo a acreditar piamente que não estamos a passar por uma mera época de austeridade. O que observo é a decadência de um país até à morte. Há quem consiga fugir, há quem esteja de pernas e mãos atadas. Os "sobreviventes" são uma minoria, a classe média entrou em vias de extinção e não existe governante nenhum que conserve o mínimo de respeito pelos seus compatriotas.
Enquanto estudante, esta notícia deixou-me revoltada. Não digo que o tenha ficado por mim, dado que estou prestes a terminar a "escolaridade obrigatória", mas não deixei de o ficar por todos os jovens que vivem e viverão em Portugal enquanto esta realidade vigorar. O que poderá parecer uma mera notícia, é mais um passo gigante para o desespero.
Espera-se sempre que um país progrida com o decorrer dos anos. Portugal está a regredir.

SAY WHAT?

Um gigantesco e sonoro "vão-se lixar!" para quem me garantiu que o 12º seria mais fácil que o 10º e, principalmente, que o 11º ano. Balelas. Esses amigos da onça... E eu, ingénua, acreditei de boa fé! Convinha-me acreditar e acabei assim: desiludida. Seria fácil, seria - cinco disciplinas de estudo, incluindo a melhoria. Canja de galinha, frango, perú. Seria açorda, pronto. Mas a minha realidade não é essa: estudo o dobro do tempo com o triplo da intensidade do ano passado (que já era mais do que no anterior) e não vejo resultados proporcionais. As notas baixam, o ego retrai-se e uma pessoa tem de aprender a conviver com o facto de que, ainda por cima, lhe calharam os professores mais picuinhas - nem sempre num bom sentido. Bolas... pois eu é que me lixo, enquanto esses parolos já se bamboleiam pela universidade, "que espertos que eles são".

Algo que poderá fazer de mim uma má pessoa

Quando alguém meu "amigo" no Facebook actualiza o seu estado para «numa relação» ou «casado», eu penso "não vai durar um mês até voltar a estar «solteiro»".
Quando ele/ela actualiza, como previsto, o seu estado para «solteiro» ao fim de duas semanas, eu penso "não vai durar dois dias até se reconciliarem".
Quando voltam a estar «numa relação»/«casados» trinta horas depois, eu penso "após mais incidentes destes, o namoro não vai sobreviver ao quarto mês".
Quando, ao fim de seis semanas e meia, é actualizado um «solteiro» definitivo, eu penso "LOL, só não adivinho no Euromilhões".

Sinto-me ligeiramente culpada por ter pensamentos destes a deambularem-me na cabeça, esses bichos. Porém, acabo por ter alguma razão, o que ainda me deixa mais aparvalhada, porque do que eu gosto realmente é de paz e amor... mesmo que seja no Facebook, e não que as minhas expectativas (cada uma mais negativa que a anterior) se concretizem.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Harry Potter e o desemprego

Questiono-me sobre qual será a taxa de desemprego entre a população mágica deste mundo. Será que lhes chega pegarem na varinha, proferirem um feitiço manhoso e, deste modo, criarem mais meia dúzia de postos de trabalho, consoante as necessidades? Ser-se muggle é uma treta, 'pá.

TWILIGHT - sem spoilers para quem já leu os livros


terça-feira, 27 de novembro de 2012

potatoe's logic

A minha colega Lisete encontrou esta imagem e associou-a de imediato às nossas aulas de Filosofia mas, na verdade, isto acontece em todo o lado.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

"Para Sempre, Talvez"

Há uns dias, o filme "Para Sempre, Talvez" foi transmitido na TVI e eu, naturalmente atraída por histórias com títulos lamechões, ainda mais se forem protagonizados pelo Ryan Reynolds (que, além de ser um trintão gostoso, também é um excelente actor de comédias românticas) e pela Isla Fisher (umas das actrizes mais bonitas de Hollywood) tive mesmo de o gravar para o poder ver mais tarde. Esse "mais tarde" foi hoje à hora do lanche e soube-me mesmo bem enrolar-me na manta a comer torradas e a reflectir sobre a ficção que em tanto aldraba a vida real.
Mas como por vezes a ficção, desde que não em doses excessivas, não faz mal ninguém, lá me alapei no sofá, como se a minha vida sentimental fosse um caco (não é) e não houvesse nada de mais útil para fazer em casa (mentira).
Para variar, o Ryan Reynolds não conseguiu conquistar-me no papel de pai, dada a sua aparência demasiado juvenil para quem já está mais perto dos quarenta que dos trinta. Lá tive de fazer um esforço e imaginar que a Abigail Breslin era filha dele. Contudo, não deixei de gostar do seu desempenho, pois é humanamente impossível alguém ter outra opinião. Quanto à Isla Fisher e às restantes actrizes, a Rachel Weisz e a Elizabeth Banks, também estiveram bem, principalmente a Rachel, que eu já conhecia de outros filmes. O enredo podia não ser genial, mas não se pode dizer que um romance lamechas cinematográfico exija muito. Estava no ponto. Nem demasiado previsível, nem demasiado elaborado, envolvendo um conflito engraçadito (amigos que passam anos e anos a tentarem ser mais do que isso, acontecendo sempre algo que os impede) e, como eu também não sou uma espectadora demasiado rígida, assim passei uma boa hora e meia. Recomendo, 4/5.


Argumentação, falácias e discussões do arco da velha

Em Filosofia, temos andado a estudar o domínio da argumentação e da retórica, pelo que a professora decidiu mandar-nos fazer trabalhos de grupo sobre alguns temas da actualidade, para que os pudéssemos discutir em aula, explorando e praticando a matéria em questão. Infelizmente, existem sempre uns tantos unicórnios (não sabia o que mais lhes havia de chamar sem parecer ofensivo) que adoram dar exemplos da sua vida pessoal ou outros sem cabimento para exporem a sua opinião. E esses exemplos até poderiam ser aceitáveis, desde que fossem adequados à aula. Na de hoje, duas colegas minhas chegaram a expressar convictamente o quanto querem ser mães, pois é o seu maior desejo!!! Mas quem quer saber dos desejos delas?! Queremos é discutir o aborto, minhas caras! São apenas miúdas de dezassete ou dezoito anos que já de si andam um bocado perdidas, quanto mais pensando em bebés! Ninguém falou em instintos maternais apurados precocemente. Ninguém vos perguntou se há um ano pensavam que estavam grávidas e o quanto se estavam borrifando se vos olhariam de lado ou não! No entanto, não foi surpresa nenhuma que essas minhas colegas descambassem em exemplos demasiado pessoais, visto que já nas duas aulas anteriores de apresentação de trabalhos tiveram que dar o seu parecer, fazendo-se de coitadinhas quando abordámos a crise ("a minha mãe e o meu padrasto estão desempregados!") ou o tráfico humano ("eu conheço esta e aquela mulher que vai ali à recta de Coina trabalhar porque o marido a obriga!"; "há uma miúda ao pé da minha casa que se prostitui porque a mãe quer que ela o faça!" - porque elas conhecem TODA a gente) e esquecendo-se de ser minimamente racionais e objectivas. No fundo, elas gostam é de armar peixeirada com o resto da turma. Até já cheguei a temer que, a certo ponto, ainda acabassem agarrados aos pescoços uns dos outros. Sempre quero ver o que me reservam para a apresentação do trabalho do meu grupo...
Agora, é a minha vez de opinar: isto não é Filosofia, não é estudo cívico, não é retórica - isto não é nada senão a prova do histerismo adolescente que reina nas escolas secundárias. Tenho dito.

domingo, 25 de novembro de 2012

oh não, é "true love"


Já existem vídeos sobre "amor verdadeiro" no Youtube, protagonizados por pré-púberes de catorze anos (sem miolos, por sinal)! À laia da experiência, decidi ver este e, sem surpresas, achei a coisa mais deprimente de sempre. Aquilo que mostra não é amor verdadeiro: são apenas dois adolescentes patetas, exibicionistas e sem nada para fazer que, querendo mostrar ao mundo o quão felizes são durante a primeira semana de namoro, resolveram filmar alguns momentos previamente encenados e ridiculamente parvos, descontextualizados. Porém, como a estupidez é pouca, os amigos ainda acrescentam comentários de comoção ao vídeo, para melhorar a festa. Sim, o amor é lindo e eles ficam tão fofos juntos. Ai, que inveja que eles têm do casalinho maravilha! Ai, tanta partilha no Facebook, "também quero, também quero!".

Oh gente, o amor não é isso, 'pá. O amor não é ser-se jovem e palerma, dar-se beijinhos, ter-se contacto físico e dizer-se "amo-te" porque fica bem, muito menos fazer de conta que tudo são rosas para iludir outros tantos palerminhas com falta de mimo. Não é fazer promessas de paixão eterna a alguém aos 14 anos, nem esperar que fiquem juntos para todo o sempre. 

Eu não faço a mínima ideia do que significa "amor verdadeiro", mas há pessoas que ainda sabem menos do que eu.

Harry Potter... e Twilight (se eu parasse de escrever sobre Twilight é que seria fixe)

Existem por aí páginas de fãs da saga Harry Potter que fazem crer que somos (sim, eu também sou fã incondicional do Harry Potter - e muito! - caso ainda não tenham dado por isso) completamente contra a saga Twilight, encarando-a como "o inimigo". Portanto, da minha parte, quero já esclarecer esse mal entendido.
Eu acho imensa piada à rivalidade entre sagas, mas não a alimentarei, até porque Harry Potter é bem melhor que Twilight, em todos os aspectos - não me censurem pela minha opinião! Desde a criatividade de todo o enredo, incluindo a criação de um mundo totalmente novo e original, com um vasto número de personagens, todas elas genialmente criadas, com personalidades coerentes e com quem não só nos identificamos como poderiam tratar-se de uma pessoa qualquer do mundo real (acrescentando o facto de que andam numa escola de magia toda marada e, ao mesmo tempo, combatendo um vilão teimoso que nem cornos), até ao sucesso que se perpetuará por gerações, como um verdadeiro culto, passando pela diversidade de idades dos seus fãs, constituindo uma história intemporal que contempla a sensibilização para a importância de um sem número de valores morais, como um bom conto deve contemplar, o Harry Potter bate o Twilight aos pontos. Este último, parece-me, é somente algo temporário para uma grande quantidade de seguidores. Acredito que terá marcado muita gente, inevitavelmente, mas, para a maioria, não creio que será lembrada durante tanto tempo quanto, segundo os meus cálculos primários, o Harry Potter permanecerá "vivo". O Twilight foi criado mais a pensar num público específico, o que tanto pode ser um benefício como uma desvantagem. Além disso, não vejo que o carácter das personagens, o enredo ou até a qualidade literária sejam grande espingarda. Sim, é uma saga fixe, com que nos podemos identificar e para onde poderemos desejar escapulir-nos de vez em quando. Ainda assim, existe um je ne sais quoi de excepcionalmente brilhante no mundo potteriano que será difícil alguma saga superar.
Conclusão: aprecio Twilight, venero Harry Potter e não compreendo por que razão haveriam de ser rivais nesta coisa dos romances em série adaptados cinematograficamente.

A demonstração do que acontece com a saga Harry Potter...
... e um dos meus exemplos preferidos da dita rivalidade.

sábado, 24 de novembro de 2012

a prenda mais desejada

Está claro que a melhor altura do ano para se pôr aparelho nos dentes é o Natal, não é verdade?
Não, não é. No entanto, nada invalida que eu vá passar as festas a comer tudo trituradinho, devido ao novo pára-choques (nome pelo qual o dito cujo já é conhecido cá em casa) com que me vão presentear no dia 22. Para desculpar o meu dentista pela sua (falta de) pertinência, utilizarei a esfarrapada desculpa de que ele é um grande pão (com idade para ser meu... irmão muito, muito mais velho, digamos), um argumento que, ainda assim, é deveras abalado pela minha impressão de que sua excelência deve preferir os homens às mulheres (mas é só uma impressão!).

Façam-me só um favor: se, alguma vez, por mera sorte do destino, o meu blogue for transformado em livro, não incluam esta publicação. Agradecida!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

TWILIGHT (outra vez?!)

Ainda não fui ver o Amanhecer - parte II. Não digo que seja algo de estranhar pois, como já mencionei diversas vezes, a maluqueira já me passou há um bom par de anos e, neste momento, tenho outras prioridades (escola, escola, escola, blogue, escrever, escola, escrever, blogue... escola). No entanto, o mais estranho é que talvez essa não seja realmente a desculpa mais acertada. A verdade é que não arranjei uma única pessoa, um único mártir, um único cabeçudo que se oferecesse para me fazer companhia, excepto a minha melhor amiga - mas ela já foi vê-lo com o namorado e não a faria desperdiçar dinheiro, por muito boas que sejam as suas intenções - e o meu próprio namorado - que eu seria incapaz de arrastar para uma sala de cinema com o intuito de o fazer desembolsar 6€ para, na volta, passar duas horas a ouvi-lo tecer comentários de escárnio às "fadas pálidas e brilhantes com dentes afiados" (esta é para ti, Edward Cullen cinematográfico), transtornando a minha despedida da parte mais deprimente da minha adolescência (aquela em que eu ainda não havia entrado em contacto com literatura decente). Contudo, desculpas à parte, acho que vou antes esperar que alguém consiga encontrar o filme na Internet ("sacar") ou, no mais extremo dos casos, que saia em DVD e, com muuuuita sorte e algum milagre financeiro, eu o consiga adquirir. Não hei-de morrer por isso.

Once upon a time...

Há uns anos, este vídeo estava classificado no Youtube como sendo apenas indicado para maiores de 18. Mas isso foi antes de aparecerem as Pussycat Dolls e a Lady GaGa!
Nos tempos que correm, Britney Spears em biquíni, sendo apalpada por um tipo musculado em calções e com uma tatuagem foleira na omoplata é coisa pouca.

Paparazzis. They're all over the place.

Eu e a senhora minha avó, algures em 1998.
Como poderão verificar, nunca apreciei muito que me fotografassem em topless. Manias de miúda...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

o que tem de acontecer tem muita força

Sempre que levo algo de mais pesado ou volumoso para o andar de cima da minha casa, ou seja, tendo de subir as escadas, a minha avó recomenda-me "tem cuidado, não tropeces!". Há pouco, lá peguei eu no aquecedor (o meu quarto parece estar localizado num país do Norte, à parte do resto da casa). Qual foi a recomendação que ouvi de imediato? "Tem cuidado, não tropeces!"
Para a minha querida (tem dias) avó, os seus avisos devem ter poderes mágicos, como se, graças a eles, se impedissem acidentes inevitáveis noutras circunstâncias - caso contrário, eu poderia, propositadamente, cair na tentação de me estatelar no meio das escadas, não fosse ela alertar-me para não tropeçar, até porque se há coisa de que eu gosto é de quedas e de ficar cheia de nódoas negras ou com a boca em sangue - ou como se, proferidas tais palavras, o cosmos decidisse ter piedade de mim, amparando-me enquanto subo os ditos dezasseis degraus. Não nos esqueçamos das mamas gigantescas e do enorme e pesado rabo com que fui abençoada, que em muito poderão prejudicar o meu equilíbrio (e, para quem não está a par do contexto desta afirmação, trata-se da ironia mais barata de sempre).

Infelizmente para mim e para as boas intenções da minha avó, o que tem de acontecer tem muita força. Pelo menos, se um dia eu me espatifar num trambolhão, não será por falta de recomendações de cuidado.

coisas dos blogues

Se repararem, as visitas de um blogue aumentam exponencialmente a partir do momento em que o seu autor tem um bebé ou um cachorro. Ambos são cutchi cutchi, amorosos e blá blá, aspas-aspas, fazendo as delícias dos leitores, que não se coíbem de comentar tamanha fofice e ingenuidade dos pequenotes. Igualmente engraçado (eu chamo-lhe apenas "engraçoso", só para ser do contra) são as frases espontâneas das criancinhas. Toda a gente lhes acha imensa piada! E, no fundo, nem eu deixo de ler algumas das publicadas no Cocó na Fralda, porque sou humana e os humanos sentem-se atraídos por pirosices. (Esta foi a última.)
Infelizmente, como devem calcular, filhos são criaturas que dispenso neste momento da minha vida e, se querem saber, cachorros também não os há por cá. Tenho, sim, três cães, dois gatos e uma tartaruga, mas já são todos bem crescidos e já nenhum apresenta aquele ar de bebé, com olhinhos que brilham e focinho arrebitado (a tartaruga não tem focinho, tem bico, mas vocês perceberam a ideia). Quando publico fotos deles, não há quem não se mostre indiferente. Nada. Nenhuma reacção. Nicles de rien.
Talvez seja por isso que o meu blogue anda às moscas. Talvez seja por isso que ninguém se interessa, porque, afinal, procrastinar é fixe, mas não tanto quanto bebés.

Random Baby Koala, directamente copiado de um site qualquer a que não prestei atenção.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

palavras de Nosso Senhor das PONeLeirisses

"Depois de concluir a sua missão de converter todos os sapianos às maravilhas da procrastinação, Ela decide ir pregar a palavra do Santo Senhor Procrastinador para outras aldeias e chega assim ao Internacional Blogger. A plataforma muda mas a qualidade é a mesma =D", comenta Bruno Custódio, Nosso Senhor das PONeLeirisses a tempo inteiro e procrastinador nas horas livres [aqui].

Agradeço, mais uma vez, a todos os grandessíssimos desocupados da vida que continuam a procrastinar, motivando-me a procrastinar também! Obrigada pela inspiração!

fui procrastinar para o Blogger!

Traidora, traidora, traidora!, pensam vocês. Logo eu, que me dizia tão apologista do Sapo, tinha de abandonar as minhas origens sapianas...! Mas, como já vos tinha avisado anteriormente, não resisti a tentar desbravar terras do Blogger/Blogspot, tentando pregar a ideologia procrastinadora noutros lados. Pesados os argumentos a favor de cada uma das plataformas, optei pela mudança. Fui influenciada principalmente pela quantidade de utilizadores inscritos no Google e pela consequente visibilidade dos blogues. Também me guiei por algumas das opiniões de outros entendidos na matéria da blogosfera, nomeadamente através de comentários que me foram deixando, e pela experiência de que, no Sapo, é menor a quantidade de blogues conhecidos e até os que são estupendamente bem escritos não têm o destaque que merecem.

Portanto, aqui vos deixo a nova morada - http://fuiprocrastinar.blogspot.com/. Espero que, ainda assim, continuem a seguir o que publico. Teria muito gosto em continuar a escrever para os leitores que já me são familiares (e eu a eles)! O blogue é o mesmo, os conteúdos nem poderiam ser diferentes e até já estou a tratar de copiar todas as 866 publicações que aqui havia efectuado até hoje para lá (concluídas todas as deste mês de Novembro, tal como as primeiras quarenta e tal, daquelas que ainda evidenciam a minha eminente lamechice), visto que não as consegui importar directamente. Desse modo até poderão aceder a todas elas, excepto os respectivos comentários - infelizmente, esses têm de ser sacrificados. Apenas o URL foi alterado para algo mais simples e contextualizado.

Ah... E, para que não arranjem desculpas, volto a indicar: http://fuiprocrastinar.blogspot.com/.

Obrigada, queridos leitores! Que estes últimos dezasseis meses de procrastinação no Sapo vos tenham feito muito felizes!

[ORIGINALMENTE PUBLICADO EM: http://beatriizhelena.blogs.sapo.pt/223786.html]

terça-feira, 20 de novembro de 2012

mas quem será o pai da criança? (a parte da história que ainda não se conhecia)

dos outros #15

Hoje penso que se proibíssemos os nossos filhos iletrados de tocar nas maravilhosas coisas da nossa literatura, talvez eles as roubassem e encontrassem nelas uma alegria secreta.

John Steinbeck, Viagens com o Charley

haja pão!

Adoro pão com pão: pão sem manteiga, pão sem carnes frias, pão sem queijo, pão sem doce, pão sem nada. Pão apenas com a sua quente frescura de quem acabou de sair do forno. Pão que fazemos saltitar nas mãos, porque queima. Pão cuja côdea estala quando o trincamos, pão cujo miolo tenro gostamos de saborear - a melhor dicotomia gastronómica de sempre. Quais croissants, quais bolos! Eu quero é pão... mas só se for com pão. São preferências à medida da crise. E até me costumam dizer que a minha trisavó tinha a mesma mania. Já me está nos genes!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sapo vs. Blogger

Ao longo da minha vida blogosférica, já criei para lá de cinco blogues, sendo este mesmo em que vossas excelências se encontram o que tem sobrevivido durante mais tempo (quase um ano e meio). Entretanto, fui alojando-os, à laia da experiência, ora no Blogger, ora no Sapo, ora no Wordpress. Este último é uma porcaria e não o recomendo a ninguém, a menos que gostem de um bom e complicado desafio, porque Wordpress que se preze é isso mesmo: complicado. O Blogger não é mau; no entanto, quando criei o "Procrastinar", ainda só tinha o meu computador velho, lento que só ele, e tudo o que era sistemas do Google ainda o enfermizava mais, daí ter escolhido o Sapo, que sempre me parecia algo mais ligeiro. Porém, agora que já tenho um computador capaz de executar qualquer tarefa com eficiência, vejo-me inclinada entre as duas plataformas, Sapo ou Blogger, Blogger ou Sapo. Cada um deles tem características igualmente apelativas e, certamente, os seus inconvenientes também. O que menos me atrai no Sapo é a escassez de blogues de qualidade, em comparação ao Blogger; o que mais me atrai é a possibilidade de ser destacada na página inicial, como já tem acontecido. O que menos me atrai no Blogger é o sistema de publicação e edição; oque mais me atrai é a quantidade de pessoas que lá circula, ou seja, promissores seguidores. Se repararem, todos os blogues com número de seguidores para lá de mil estão alojados no Blogger, e a sua visibilidade parece-me, no geral, bastante grande. Por pouco não tenho cedido a uma mudança, ainda por cima tendo descoberto recentemente as maravilhas da importação e exportação de blogues (que ainda não sei como efectuar). 

No meio deste indecisão toda, penso que, um dia destes, vou definitivamente procrastinar para outros lados. O mais difícil será arranjar um novo URL de jeito, visto ter sido parva o suficiente para arranjar um nome blogosférico cheio de acentos.

(Texto escrito quando o blogue se encontrava alojado em http://beatriizhelena.blogs.sapo.pt .)

domingo, 18 de novembro de 2012

dos outros #14

"Vais ter sempre gente que vai dizer mal das tuas paixões. A verdade é que parte deles, no íntimo, vai desejar que tu falhes. [...] Na pior das hipóteses vais-te embora deste mundo sem um grande arrependimento. E uma das maiores vantagens é que não te tornas no tipo de pessoa que não compreende quando alguém te fala do que é capaz de fazer por aquilo em que acredita."

Blogue O Mundo Hipotético dos Ses

uma gaja que no geral não gosta de gajas

[1:44] "Na maioria das vezes, o que acontece com estas raparigas é terem mais garganta do que tomates."