Pitas que chamam "murcões" aos amigos nas redes sociais, porque devem achar que tem imensa piada serem labregas (cá entre nós, são mesmo!), quando nem sabem que a palavra certa é "morcões". Ups.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Teorias sobre o "ÉS TODA BOA!"
Os dispositivos de avaliação do sexo feminino de
alguns rapazes e homens deixam-me certamente intrigada. Suspeito de que estejam
corrompidos e a razão transcende-me.
Depois de alguma observação no que toca ao que eles
gostam ou não gostam no corpo de uma mulher, chego à conclusão de que as
opiniões nem sempre convergem. Obviamente, uns gostam mais da morenas do que
das loiras, ou preferem as altas às baixas, ou têm tendência a apreciar melhor
um bom par de mamas que um bom traseiro (e vice-versa)… Sim, isso é certo.
Cada um com as suas taras.
Mas, opiniões à parte, acho que um homem a sério
deveria realmente saber distinguir a fruta de má qualidade da de boa. Ou seja,
saber distinguir uma mulher bonita de uma mulher feia; uma mulher bem feita,
proporcionada, de uma que, apesar de ter sido abençoada num determinado
atributo, ele não condiz com o resto; reconhecer umas boas pernas, trabalhadas
e elegantes, ou meros pauzinhos andantes, charolas trangalhadanças; reconhecer
feições delicadas e reconhecer feições grosseiras, por muito apetecíveis que os
lábios extremamente carnudos sejam; não se deixar encantar totalmente por olhos
de cores exóticas, só porque sim…
No entanto, parece-me que há imenso badameco por aí
com falta de jeito para apreciar o que merece ser apreciado. De um ponto de
vista estritamente objectivo, não me venham dizer que fulana A, B ou C é boa (comó caraças!) ou que é o cúmulo do
atraente, quando a moça até nem é assim tão vistosa consoante fazem entender.
Como a minha avó costuma dizer, “antigamente, os homens gostavam era de tornozelos
finos, perdiam-se por eles!”. Eu cá digo que umas boas trancas com rabos
propensamente celulíticos e pés de porco, gordos e, já agora, com dedos feios,
constituem um dos pratos mais cobiçados fisicamente na actualidade.
É que nada disto tem que ver com o terreno do subjectivo,
onde cada um prefere o que prefere. Até podemos preferir ouvir rockalhadas ou
popzadas a música clássica; porém, não devemos deixar de reconhecer o mérito
dos grandes compositores, como Mozart, Chopin ou Beethoven, lá porque os
produtores da Britney Spears fazem bons refrões que memorizamos facilmente. Até
podemos preferir jantar no MacDonald’s do que no restaurante ali da esquina,
mas continuamos cientes de que a comida mais saudável não é servida em cadeias
de fast food. Até podemos gostar das
parvoíces que a Margarida Rebelo Pinto escreve, mas o que nós devíamos seriamente
pensar em ler são as obras do Saramago.
Portanto, desse modo, mesmo que o Indivíduo X namore
ou case com a Miss Piggy, não terá o direito de negar a beleza singular da
Pocahontas a quem meteu os patins, não é verdade?
***A 27 DE ABRIL DE 2013: votem pelas vossas preferências no físico masculino aqui e consultando esta publicação.
Dos outros #17
"Regressou-se aos tempos do caciquismo, do nepotismo, do oportunismo, do corporativismo, do imediatismo, da inconsistência política, da negociata sem freio, da especulação desnorteante, do endividamento excessivo, da corrupção desbragada, das fraudes a torto e a direito, das crises da Justiça, das crises da Saúde, das crises da Agricultura, das crises da Educação, das crises da segurança das pessoas, das crises de tudo e mais alguma coisa, da evasão fiscal, da derrapagem de gastos públicos, do descalabro, da descida espectacular de todos os indicadores para nos colocarem já nem sequer na cauda, mas no olho do cu da Europa (...), das insatisfações grátis, do deixa andar, das promiscuidades extraordinárias dos escândalos de meia tigela e dos escândalos de alto gabarito, do futebol como actividade política e empresarial, do desporto como negócio, da política como negócio, da vida como negócio, dos erros repugnantes de português, das colunas sociais pirosas, da falta de qualificações, da falta de classe, da falta de nível, do subsídio, da mendicância, do emprego público, da preguiça, do esmorecimento, do atraso irrecuperável, da sem-vergonha."
Vasco Graça Moura, "Meu amor, era de noite"
Escrever por escrever sobre escrever
Em diversas ocasiões, apetece-me escrever. Só não sei o quê, sobre o quê. Ora peco por excesso de ideias, um amontoado confuso de temas, porventura personagens, ora peco pela falta delas, uma desinspiração medonha, capaz de me levar à insanidade da sensação de que jamais serei menina para escrever algo digno de ser lido por outrém.
Esta é uma ambiguidade a que não consigo escapar, não encontrando um meio termo.
Bem, e talvez este desabafo constitua um pouco do equilíbrio que procuro, uma vez que escrevo sobre escrever, que não é tema nenhum, apesar de não deixar de ser legítimo.
Cada um escreve sobre o que lhe dá na gana, e eu, por meu turno, gosto de arrastar o tempo a fazer coisas que, directamente, não me trazem proveito algum. Estou apenas a escrever por escrever... sobre escrever.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Dos outros #16
"O ridículo humaniza. Essencialmente, somos ridículos. Reconhecemo-nos uns aos outros, simpatizamos uns com os outros e, sempre que um de nós tropeça na própria inépcia e cai com fragor no silêncio solene dos salões, rimo-nos todos com idêntica alarvidade e aflição."
"Neste jogo de comprar para vender amanhã, não há tempo para construir um escritor. Porque um escritor constrói-se, sim, livro a livro, um pouco como se constrói um edifício - quanto mais alto for, mais profundas terão de ser as suas fundações.
Não há igualmente tempo para encontrar os leitores que todo o livro honesto certamente há-de ter. O que se quer é o escritor pronto a vender, de preferência alguém que já possua um público vasto, ainda que não saiba escrever. Aliás, é preferível que nem sequer saiba escrever. Saber escrever atrapalha bastante."
José Eduardo Agualusa, O Lugar do Morto
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Cena familiar facebooquiana
O meu pai chega a casa. Começa o diálogo habitual.
- Então, o que fizeste hoje?
- Escrevi, li, vi televisão...
- E mandaste aquilo do Tolkien, hein?
Portanto, graças ao feed de notícias do Facebook, o meu pai passou a ler o meu blogue! Um final feliz para uma história feliz. Ahh, estas tecnologias...!
(Depois desta publicação, o que se vai seguir é o seguinte: amanhã à noite, a cena repete-se, mas com a frase "Sou um pai muito fixe, não sou? Até já escreves sobre mim no blogue!")
Yap!
Pseudo-lamechices sobre o crescimento
Há pessoas que entram na nossa vida com o único propósito de nos ajudar a crescer. Aparecem numa determinada altura, sem nenhum pretexto específico, apenas por aparecer. Por vezes, nem elas sabem que papel desempenham no filme que se vai desenrolando e em que somos protagonistas. Depois, fazem com que nos afeiçoemos às suas melhores características e com que nos habituemos às piores. Tornam-se figuras familiares e começamos a desejar que nunca desapareçam da nossa vista. São amigos, amantes... enfim, pessoas por quem daríamos o couro e o cabelo. Já não nos imaginamos sem elas. Parece-nos sempre que o que nos dão é mais do que merecemos e que o que lhes retribuímos nunca é suficiente. Alimentam-nos o coração, em troca de um pedaço do nosso tempo e da nossa alma. Por mais prantos que causem, permanecem vivos na nossa memória até um próximo perdão, pois cada sorriso que conseguimos arrancar-lhes, cada gesto simpático, cada momento especial é um oásis para as anteriores mágoas causadas. Idolatramo-las, acima de tudo.
Porém, um dia acordamos e estamos diferentes. Crescemos. E aqueles que tão queridos nos eram vão dando indícios de já não serem quem nós julgávamos. Têm defeitos, defeitos graves, capazes de nos corromper a opinião que tivéramos sobre eles. São humanos, mas tal deixou de ser uma desculpa plausível que nos acalme a confusão gerada pelo facto de gostarmos tanto de alguém que, afinal, talvez não seja quem nos assemelhava ser. Aturdidos, ainda que confusos, ignoramos. Eles ainda têm tanto para nos mostrar...!
Continuamos a crescer. Conhecemos outras pessoas e outras realidades, atingindo um nivel de compreensão mais maduro sobre o que nos rodeia. Não permitimos que as aparências nos manipulem; discernimos autonomamente; as prioridades alteram-se. Então, por fim, conseguimos ser objectivos connosco próprios: é melhor prestar o luto do desnecessário, do que nos faz menos felizes. Agora, a perfeição, imperfeita há tempo suficiente, é um traiçoeiro ninho de ratos; o que nos transtornava é-nos indiferente; o que mais presávamos tornou-se relativo; as palavras a que nos agarrávamos, à procura de alento, vai levando-as a efemeridade.
Há pessoas que entram na nossa vida com o único objectivo de nos ajudar a crescer. São elas que nos forçam a deixar de acreditar em fantasias infantis e em crenças de gente miúda. Foram elas que, por diversas vezes, estiveram contra nós, sem nos apercebermos... sem elas se aperceberem. É sua a culpa de muitas infelicidades que escusávamos de ter enterrado, tal como também é sua a culpa de termos conhecido o mundo além dos nossos princípios. Nem tudo foi bom, mas nem tudo foi mau. Também nos trouxeram alegrias, testando os nossos limites e emoções.
Só nos iludimos porque o permitimos, tenho dito. Só nos iludimos porque todas as crianças se iludem. Felizmente, um dia, crescemos, colocando a nossa vida em perspectiva. É com as experiências, as boas e más, que aprendemos. Talvez ainda nos esperem mais lições pela frente, talvez, no fundo, continuemos a ser as mesmas crianças. A diferença é que já tivemos o gosto de conhecer o que nos era desconhecido.
A ironia é que quem nos ajudou a crescer ainda não cresceu.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
O Natal e o Tolkien
Ora, muito boas noites! Que tal foi o vosso Natal? O meu passou-se benzinho, obrigada pela preocupação!
E as prendas? Quantas e quais facturaram este ano? Já que perguntam, eu recebi, além do que já vos contei, um BabyLiss (um ferro que serve para encaracolar ou esticar o cabelo, que eu já tinha catrapiscado há um tempo atrás), um par de luvas, um lenço acachecolado (daqueles grossos que combatem mesmo o frio) e três livros. (Pois é, que felicidade! Nem eu esperava tanto!)
E um desses livros foi uma biografia do autor d'O Hobbit e d'O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien. Desta vez, uma salva de palmas para o meu pai, que conseguiu acertar em cheio no material que eu andava a precisar de ler - sobre a vida de um autor conhecido mas, acima de tudo, de um homem que viveu ao extremo a paixão que nutria, não só pela literatura, como também pela sua família e amigos! Afinal, eu sou daquele tipo de pessoa que necessita de referências e inspiração para a escrita, senão a coisa da criatividade corre menos razoavelmente. Preciso de uma mãozinha de incentivo... Então, acabei por passar o dia de hoje, desde manhã à noite, a ler The Man Who Created The Lord Of The Rings. Achei absolutamente interessante! Foi uma leitura leve (127 páginas em inglês, com algumas fotografias pelo meio) e consegui ganhar fôlego suficiente para recomeçar a escrever textos mais substanciais, para os quais me tem faltado paciência ultimamente. Apesar de ainda não ter lido nenhum dos livros escritos por Tolkien, fiquei com uma excelente impressão sobre o seu trabalho. Prova disso é que não me sentia tão entusiasmada com um livro, como me senti com este, há já alguns meses! Só parei de ler para almoçar e ver um filme à tarde...!
Bem... Adoro biografias! Adoro ficar a saber mais sobre as vidas de figuras relevantes porque gosto de perceber quem eram e como conquistaram o que conquistaram. Penso que é isso que me fascina nelas. Se mais alguém partilhar este interesse, que se chegue à frente!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
MENSAGEM NATALÍCIA GERAL
Ao contrário da maioria das pessoas, a minha mensagem de Natal só se escreve no Natal propriamente dito e não será enviada por outra via. Portanto, aqui vai:
Desejo um felicíssimo Natal a todos os meus familiares, amigos e leitores, e que o passem da melhor maneira, independentemente do número de prendas que receberem (mas, se pertencerem a uma elite de sortudos, good for you!), porque o que mais interessa é conviver, partilhar e tirar a barriga de misérias dos doces! Aproveitem! Feliz Natal!

"High in the clouds"
Ontem, depois de jantar, faltou-me a paciência para escrever, o que não é habitual acontecer quando as férias já vão a meio. Achei estranho, mas não liguei. A seguir, comecei a sentir imenso sono. Ainda assim, continuei a falar com o meu namorado na Internet. Só que bem me parecia que algo estava errado! A memória faltava-me, sentia os reflexos de resposta demasiado retardados e nada do que eu dizia fazia muito sentido de acordo com a minha personalidade. Passei imenso tempo a queixar-me de passar o Natal com a minha família pequena, de quatro pessoas, enquanto eu já tinha ultrapassado isso. Que se danasse, eu não ter uma família grande e animada! Mas, ontem à noite, eu continuava a bater no ceguinho, inconscientemente sem saber bem a razão.
Entretanto, inexplicavelmente cansada ao limite, decidi ir dormir de vez. Então, naquele estado de dorme-não-dorme, no espaço daqueles trinta segundos antes de adormecer, lembrei-me: tinha tomado um Brufen de 400mg para as dores nos dentes, uma autêntica bomba no meu organismo.
Eu estava pedrada com analgésicos anti-inflamatórios... dêem-me um desconto.
Agora, encontro-me no dilema de passar o Natal com dores nos dentes ou de passar o Natal num estado meio azombiezado.
Agora, encontro-me no dilema de passar o Natal com dores nos dentes ou de passar o Natal num estado meio azombiezado.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Raios te partam, aparelho... raios te partam!
Tenho vontade de o arrancar à força toda, de me livrar da constante sensação de consciência sobre o meu maxilar superior! Apesar de já ter enfiado um Brufen para a goela, continuo com as mesmas dores e... sei lá, isto dói e acabou-se. Tenho o discernimento toldado, de modo que me vejo incapaz de completar o resto do raciocínio.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Habemus cremalheira!
Após anos de luta argumentativa, tentando convencer a subsidiária família a mandar-me ao serralheiro da boca, foi hoje, no santo dia 22 de Dezembro de 2012, que finalmente me puseram uma cremalheira. Diga-se, um aparelho! Aquela coisa que nos colam aos dentes durante quase dois anos com a finalidade de lhes dar uma orientação de jeito... Como a minha avó diz, um pára-choques! Estão a ver?! Ai não, que não estão!
E assim se passaram doze belas horas desde o mencionado acontecimento. A minha guerra com as batatas fritas foi menos turbulenta do que a imaginara, ao passo que o peixinho, as batatas e a couve já não me deram tréguas ao jantar (o que poderá ser, por outro lado, meramente psicológico). As dores...? As dores que se lixem! Bem... tirando a parte em que me custa comer chocolate ou qualquer outra guloseima que implique mastigar com alguma força; o que me aborrece mais é a comida enfiar-se toda entre os arames! Ca porcaria!

Eu também via os desenhos animados do "Sorriso Metálico", problem?!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Se o mundo acabasse hoje...
Supostamente, é hoje que acaba o mundo, segundo a profecia dos Maias (e não, não foi o Eça de Queirós quem a escreveu).
De qualquer maneira, se o mundo acabasse hoje, eu morreria feliz - muuuito feliz. Nem encontro razões pelas quais deveria morrer triste. (Ainda!) não sou rica, mas também não sou tão pobre que me sinta constantemente atormentada por isso - isto é, monetariamente, porque, de espírito, tenho para dar e vender, modéstia à parte.
Se o mundo acabar hoje, paciência... É pena eu não ter chegado a ter umas maminhas maiores, mas também não me queixo grande coisa. Sei falar duas línguas estrangeiras, mantive sempre resultados escolares acima de medianos, comi muito chocolate e gomas ao longo da minha vida, pintei as unhas de várias cores berrantes, aprendi a fazer ponto-cruz e crochet, fiz chichi à beira da estrada a meio de longas viagens de carro, tentei fazer bolos a partir de receitas da Internet (correu mal) e, pronto, entrando pelo campo mais sentimental, já estive obcecada por alguém, já me "desobcequei", já me apaixonei, já recebi e dei muitos beijinhos e abraços, a minha vida familiar e sentimental satisfaz-me e, entretanto, consegui fazer umas quantas amizades bacanas. O que mais poderia ter desejado para um tão curto espaço de tempo como aproximadamente 1,7 décadas?!
Portanto, se o mundo acabar, espero, ao menos, que os extraterrestres se divirtam (ou se roam de inveja dos humanos) ao ler este testemunho escrito por um ser terráqueo nas vésperas da sua extinção.
Rick's stuff #3
De vez em quando, faz bem ouvir qualquer coisa alternativa e deixar as popzadas e as rockalhadas de parte. Diga-se de passagem que é sempre boa ideia ter um namorado com uma vasta cultura musical que nos faça inovar os nossos gostos quando os ouvidos pedem mais variedade.
Ultimamente, tenho andado a viciar em The Tallest Man on Earth.
Ultimamente, tenho andado a viciar em The Tallest Man on Earth.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
"O Hobbit"

Não gosto nem nunca gostei de filmes demasiado compridos. Para mim, duas horas de duração já é muito e, se as excederem, começam a perder o interesse. Talvez eu me aborreça facilmente!
Hoje, fui ver "O Hobbit" e sei que não serei a primeira a mostrar-se bastante desapontada. Já tinha lido algumas críticas e opiniões de amigos que o apontavam. É um filme com cerca de duas horas e meia (ou mais!) e as cenas são demasiado longas para o meu gosto. Parece que os diálogos nunca mais acabam e a dinâmica perde-se um bocado... ou um bocadão. A partir do início, comecei logo a perceber que isso iria acontecer e que - PIOR - a história não acabaria neste filme. A aventura que se nos apresentava dava pano para mangas. "Voltem para o ano!", gritou o final em aberto. Pois... Mais tarde, pensarei no assunto. 7 valores em 10 (e estou a ser mais benevolente que o meu namorado, que deu 6).
Lembrei-me
Já vos disse que estou de férias desde segunda-feira?
Acho que não vou pegar no trabalho de casa de História A antes das últimas 24h que antecedem a sua entrega. Pessoa de férias que é pessoa de férias, quando não está alapada no sofá, na cama ou à frente do computador a fazer cenas que não vão mudar o mundo nem influenciar o seu futuro, vai sair de manhã e só volta ao fim da tarde. É que nem pensem no contrário!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Eu só queria umas palhetas fixes!
Ontem, fui comprar palhetas para a guitarra. Aproveitei ter a última aula deste ano na Alliance Française para passar pela loja de música que fica na mesma rua e onde só entrara uma vez, para saber o preço das guitarras acústicas. Estava sempre vazia.
Quando fui atendida, perguntei por palhetas. O senhor do outro lado do balcão respondeu "temos milhares". "Olha que bom", pensei eu, enquanto ele apontava para dentro do gabinete particular, como quem quer dizer "estão arrumadas ali dentro". Então, pedi especificamente palhetas de guitarra. Lá me foram mostradas umas quantas, a maioria com a espessura de 0,75mm e, tentando ser simpática, observei "era destas que eu andava à procura!". Contudo, ainda gostaria de ver umas palhetas mais grossas, visto que as de 1mm eram poucas e tinham desenhos estranhos. Acerca desses estampados, o vendedor afirmava "só não ter com a cara do Passos Coelho". "Nem eu quereria uma dessas" retorqui, "tocar guitarra dá-me prazer e espero que assim continue!" "Olhe, tem aqui uma que é contra a SIDA." Ora bolas, mas será que ele não entendia que eu só procurava algo divertido, a combinar com a música?!
À pressa, escolhi três palhetas, já farta daquela charada, e desembolsei da carteira. "São 2,55€", e eu nem conseguia fazer as contas de cabeça (0,85€x3=???), para confirmar, tal era o imbróglio em que o homem ma pusera. Desculpei-me com o facto de estar de férias e, pronto, eu confiaria que 0,85€x3=2,55€, dado não conseguir efectuar uma operação mental tão simples quanto aquela. A verdade é que nunca me dei muito bem com números...
No entanto, ao contar o dinheiro que tinha na carteira, concluí que não havia suficiente para pagar; reduzi as palhetas a duas. "É 1,70€." Está bem. Escusado seria regressar à tentativa de cálculo anterior, se já nem os trocos eu via à frente!
Arre! Enfiei as palhetas na carteira e fugi dali, jurando para nunca mais! O homem era burro (ou casmurro) no que toca à música (trocadilho involuntário de terceira categoria), mas eu é que ainda ficara mal, graças à desgraça da minha Matemática!
Pelo menos, vá lá que não vá, as palhetas até são de boa qualidade e têm uns desenhos engraçados...!
A minha primeira prenda de Natal deste ano
Ah! Roam-se! Já recebi a minha primeira prenda de Natal. Eu sei, ainda estamos a dia 19, mas a Cara de Panqueca (a.k.a. a minha melhor amiga, a.k.a. Inês) também não me impediu de a abrir. Afinal, ela estava ainda mais curiosa acerca da minha reacção do que eu por saber que raio estava por baixo daqueles dois embrulhos. E pronto, foi isto:
... um bloco grande, com uma chinoca na capa (como eu!) e uma caneta toda sofisticada! Fiquei completamente deliciada, rendida a uma prenda que já me fazia imeeeeeesa falta (está bem, alguma) e que me manterá entretida até à última página. A ideia é tentar escrever, pelo menos, algumas linhas por dia, sem ser no computador. Talvez seja desta que me afasto um bocado dele e retomo o hábito de escrever à mão! Comecei logo, mal cheguei a casa!
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Pai, facebooquiano assumido
Pai, pai, pai. Aquela pessoa que eu já evitei adicionar no Facebook à força toda; aquela pessoa que eu temi que me visse o meu perfil e pensasse que os meus amigos são completamente levados da breca; aquela pessoa que nunca se deu muito bem com as tecnologias... Agora, no Facebook! E, por sinal, muito entusiasmado por já fazer parte da rede social do momento!
Em apenas duas noites, já adicionou mais fotos e álbuns do que eu em três anos. Em menos de uma hora, conseguiu que uns quantos colegas meus fizessem "like" numa foto em que me identificou e em que, por acaso, eu estava de calções. Atenção: colegas rapazes, não raparigas (apesar de, mais tarde, também o terem feito)! - todos de uma vez só, num intervalo de trinta segundos. E o meu pai nem se importou, muito pelo contrário.... Parecia uma criança deliciada com o seu novo brinquedo. Estava a ser "um pai fixe", a dar-se com o pessoal adolescente e a falar pelo chat com a família e os amigos... a falar comigo, porque isto não seria tudo oficializado sem uma conversa virtual, unicamente separada por uma parede!
- Beatriz (no smartphone): Vai para a cama, seu Facebook addicted!
- Pai: Vai tu para a cama tb. Bjs.
E pronto, já tenho um pai facebooquiano! (Mas vou ter de fazer alguma coisa quanto ao crescente interesse dele em ficar no computador até às duas da manhã, ou ficarei eu sem conseguir vir à Internet, ao MEU Facebook, ao MEU blogue!)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Manifesto da vida - excelente!
(Ignorem os últimos segundos, em que descobrirão que se tratava de um spot publicitário.)
Verborreia virtual
Eu sei que não devo ser a única pessoa do mundo a sofrer desta doença, mas lá que ela deve ser rara, lá isso deve ser. A verborreia virtual consiste em verborreia (diarreia de palavras)... só que escrita em conversas virtuais. Imaginem que estão a falar com alguém que escreve, em média, três linhas até vos passar a batata quente, enquanto vocês gastam três minutos a escrever um texto corrido de cinco parágrafos (o que até poderá tratar-se de um exagero, mas serve para a demonstração). E, depois, como é que se sentem?! Uns anormais d'uns freaks, ah pois é! Como se não bastasse, eu ainda sofro de um tipo de verborreia virtual agravado: a verborreia virtual involuntária, causada por falta de tema, que resulta no efeito exactamente inverso - uma espécie de conversa fiada, sem nexo e sem seguir uma linha concreta de raciocínio, por vezes acompanhada de emoticons e reticências, para não parecer tão mal.
Agora, quem sofre do mesmo bicho, que se verborreie aqui à vontade se lhe apetecer, pois não pagará mais por isso...!
domingo, 16 de dezembro de 2012
Publicidade pela qual não serei remunerada
Ah e tal, o Natal está quase aí e nenhum de vocês está para gastar muito dinheiro em prendas. Melhor: nenhum de vocês ainda se atreveu sequer a ir comprar o que quer que fosse, com medo do dinheiro que terá de largar. Pois bem, aqui estou eu para alimentar o espírito natalício consumista! Ou, dependendo das perspectivas, para o aliviar!
Ontem, fui à procura de potenciais presentes para a família e tive, não sei se a sorte, se o azar, de encontrar os que acabei por comprar para as minhas amigas. Parei na H&M; já tinha visto a maioria das lojas do centro comercial e não se encontrava nada cuja qualidade fosse proporcional ao preço, excepto os bombons "I Love Milka", que custavam um euro e qualquer coisa (mas eu nunca ofereceria a ninguém uma caixa com tão poucos chocolates, pois o receptor da prenda correria sempre o risco de ficar sem parte dela à pala da minha gulodice). A H&M tem uma grande variedade de produtos de beleza, perfumes e bolsas para rapariga desde 2,89€ que valem realmente o que custam. Mesmo os de 3,89€ não são nada maus. São presentes bonitos, cheirosos e, pelo que me pareceu, de qualidade. Como não estamos em época de gastar ao desbarato em prendas, o importante é mostrarmos que não nos esquecemos de quem se lembra sempre de nós, por muito que nos doa na carteira (na nossa ou, ainda pior, na dos nossos pais!).
Para o desapontamento de alguns, não vou poder mostrar o que comprei, uma vez que as amigas a quem oferecerei as tais prendas lêem o blogue. No entanto, se a minha não-requisitada opinião vos interessar, o que encontrei de melhor na H&M foram as bolsas de renda (2,89€), os frascos de perfume pequenos que vêm dentro de umas latinhas práticas para se terem dentro da mala (também a 2,89€) e as bisnagas douradas e pretas de loção corporal (3,89€).
A mim, ainda me falta comprar a prenda para a minha melhor amiga. Sem serem cosméticos, perfumes, peluches ou molduras, e partindo de um orçamento muito limitado, têm sugestões?
Para o desapontamento de alguns, não vou poder mostrar o que comprei, uma vez que as amigas a quem oferecerei as tais prendas lêem o blogue. No entanto, se a minha não-requisitada opinião vos interessar, o que encontrei de melhor na H&M foram as bolsas de renda (2,89€), os frascos de perfume pequenos que vêm dentro de umas latinhas práticas para se terem dentro da mala (também a 2,89€) e as bisnagas douradas e pretas de loção corporal (3,89€).
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