sábado, 26 de janeiro de 2013

Rick's stuff #6

O casal de ranhosos pseudo-constipados, ainda na aula de Geografia.

"100% celulose virgem | 100% pura celulose"

Ele (abrindo um novo pacote): Estamos a violar os lenços!

The Versatile Blogger Award

Bem, bem... parece que as correntes voltaram às terras procrastinadoras!
Desta vez, trata-se de um selo, The Versatile Blogger Award, para que fui indicada pela Quadrada, que nomeou o meu blogue para continuar a marcar outros quinze e apontar sete factos sobre a minha mui ilustre figura.

Então, aqui vai disto!
  1. Sou blogódependente e julgo não existir reabilitação para este bicho. Aguentem-se!
  2. O primeiro livro que li com mais de cinquenta páginas foi o Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, por volta dos nove anos.
  3. Sou fã de Harry Potter desde o momento em que o comecei a ler.
  4. Sou meia-asiática.
  5. Quando eu tinha três anos, a Britney Spears lançou o seu primeiro álbum, a minha mãe tinha-o e o meu passatempo preferido foi, até deixar de viver com ela, dançar e cantar HIT ME BABY, ONE MORE TIME!!! em frente ao espelho.
  6. Já quis ser actriz e/ou cantora.
  7. O número máximo de likes numa foto de perfil minha (no Facebook) é 37.

Como sou difícil de agradar, não conheço 15 blogues que mereçam a distinção. Portanto, eis a lista dos meus seis favoritos, escritos por pessoas que não têm nenhum livro publicado (não ordenados por preferência):
  1. Caderno de Pensamentos (o blogue da Quadrada, herself)
  2. A Última Bolacha
  3. Não Revelo as Minhas Fontes
  4. Produto Oficial Não Licenciado
  5. Quadripolaridades
  6. Entre Parêntesis

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mission accomplished! (a publicação em que poderei empregar expressões inglesas ao desbarato sem ninguém se lembrar do "downsizing do lifestyle" da MRP)

Já recebi os resultados do exame do Cambridge Advanced English!


Depois de um blind date com uma examinadora inglesa com idade para ser minha avó, cujas características  pareciam naturalmente decorrentes da sua nacionalidade (tanto psicológicas como físicas), com um examinador igualmente inglês que me contabilizava a performance em absoluto silêncio e um examinando advogado com quem me emparelharam para o exercício oral (hum... this one sounded awful), 40 anos, a atirar para o chubby, but indeed polite as lawyers must be, consegui um Speaking aquém das capacidades que me pertencem quando não são 11 da manhã e me encontro perante tais figuras.
Tive um Use of English e um Listening abaixo da borderline e tal situação deixa-me claramente desapontada. Felizmente, essas competências do exame são, à semelhança do Reading, corrigidas por sistemas informáticos, pelo que ninguém sofreu com a trapalhada por mim respondida.
Mas, disparando na escala e superando as minhas mais altas expectativas, obtive um EXCEPTIONAL Writing do qual me orgulho imenso (*baba*), que foi assim a coisa mais deliciosa que me poderiam ter atribuído (a mim ou a qualquer examinando, claro está), afastando-me da mente os outros resultados menos positivos.

Balanço final: foram os 175€ (do meu bolso, fruto do meu trabalhinho na escrita, e de mais ninguém, *baba outra vez*) mais worth it desde sabe-se lá quando. Mission accomplished.
Agora que tenho este canudo, vamos lá tentar arranjar maneiras de o pôr a trabalhar em prol dos meus interesses. (Como quem diz, se conhecerem alguém que precise de explicações de Inglês, falem-lhe de mim.)

Rick's stuff #5

Na aula de Geografia.
A criatura ri-se sem motivo aparente.

Eu: Partilha lá a piada.
Ele: 'Bora imaginar que a stôra está a falar de genitália. Ouve só o que ela diz.

Ouço o que ela diz.
Professora: ... porque estão sempre a subjugar-se um ao outro.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Os jovens 'tugas e a sua "cultividade"

Eu sei, eu sei que nem toda a gente tem a mesma cultura geral. A minha é péssima em filmes e em música "moderna", por exemplo. O pior é que só me apercebi disso quando conheci alguém cujos conhecimentos nessas áreas são bastante acima da média (adivinhem quem). Perguntem-me o que quiserem sobre literatura ou história. Com alguma sorte, hei-de saber qualquer coisa acerca de música clássica (lá que gosto de ouvir, lá isso gosto), arte ou política actual. Acabo por não ser completamente tapadinha no que toca a assuntos culturais, não sei tudo, mas também não deixo de saber o suficiente para não fazer figuras tristes. Sei o que sei.
No entanto, parece-me que ainda existem por aí muitos bichos do mato que nem os dedos dos pés devem conseguir contar. Representam apenas uma parte do mundo (alegadamente) instruído, vá lá que não vá, mas são o que baste para me deixar um tanto ou quanto aborrecida - não por mim, mas pela humanidade em geral. É que nem sequer existem, actualmente, muitos obstáculos ao conhecimento: existem livros sobre tudo e mais alguma coisa (a começar pelos guias de instruções do Ikea e a acabar nos manuais de preparação para os exames, passando pelo Código Civil e pela Bíblia itself), quase toda a gente tem acesso à Internet, à rádio ou a um jornal e, milagre dos céus, existem mais televisões do que humanos no planeta Terra! (Na verdade, acabei de inventar este último aspecto, mas espero que tenham entendido a ideia.)

Deste modo, ironicamente, achei o artigo "A ignorância dos nossos universitários", publicado no site da revista Sábado, a paródia total. (Agradeço à amiga que mo enviou e que sugeriu de imediato que eu escrevesse sobre o assunto.) Não devia, mas achei. Antes rir do que chorar, não é verdade? E o mais triste é que não me admirei de cada vez que algum dos inquiridos falhou a resposta certa e largou uma qualquer barbaridade mais bárbara do que os próprios bárbaros, caso estes o tenham realmente sido. Então no vídeo, observando a expressão de cada um deles, tive a certeza de que, afinal, a espécie poderá não ter evoluído tanto quanto me fazem crer.
Uma das razões pela qual este artigo não me surpreendeu foi por "já saber o que a casa gasta". Estou numa turma de Línguas e Humanidades (12º ano) e tenho a certeza de que aproximadamente 40% dos meus colegas não 'tá nem aí. E os que lêem o meu blogue não poderão discordar, acho eu, do alto do meu pedestal blogosférico. 

Então, eis o TOP 5 das maiores falhas dos ditos estudantes universitários (e que belos universitários, caramba!):
1 - O Leonardo DiCaprio pintou a Mona Lisa. Deve tê-lo feito nos intervalos das filmagens do Titanic.
2 - O John Lennon foi contratado pela Disney para fazer as suas bandas sonoras. Na volta, ainda foi ele que escreveu as do High School Musical!
3 - Água...? Água é PH. Só espero que seja neutro.
4 - "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" foi escrito por um dos apóstolos. 
5 - A capital de Itália é, visivelmente, Veneza, talvez porque o Casanova é de lá. A de Portugal deve ser Massamá, nem que seja porque é onde vive o Passos Coelho.

I rest my case.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A importância de se chamar Ricardo (Rick's stuff #4)

Não sei se será realmente verdade, mas quem se chama Ricardo deve estar predestinado à divulgação do humor, praticamente como um messias da boa disposição. Pelo menos, consigo retirar essa conclusão pelos dois Ricardos que melhor conheço: o meu namorado e o Ricardo Araújo Pereira. Também há o Ricardo Martins Pereira (aka O Arrumadinho), mas esse não é para aqui chamado, até porque nunca o achei lá muito divertido - muito pelo contrário - e a uma analista do meu calibre só lhe interessam os resultados mais favoráveis à sua tese. Continuemos.
Então, dizia eu, que estes dois Ricardos são de partir a rir. Pronto, ainda não tinha dito nada disso, mas digo agora. São duas das criaturas mais engraçadas que já nasceram neste mundo e que acabam por estar quase destinados a tornar a vida das outras pessoas mais alegre. São atrofiadores natos, têm veia crítica.
Com isto, o que eu queria concluir é que só mantenho uma relação com o "meu" Ricardo porque, caso ele siga os passos do seu homónimo, há-de fazer muito dinheiro, enquanto mete três quartos da humanidade a rir. Ou seja, esta é uma promessa de longevidade: riqueza e risos em quantidade proporcional. Não que eu ache que o RAP seja assim tão rico. Só acho que o meu namorado tem mais piada que ele, logo fará mais dinheiro, o que poderá financiar a minha vida de escritora falhada.


(Para os menos atentos, eu estava a brincar quando disse que apenas namorava com a criatura supra-mencionada pela oportunidade futura de enriquecimento que poderá representar. Estava mesmo a brincar. A sério. Eu só gosto do rapaz porque ele sabe barrar chocolate nas panquecas e manteiga no pão sem os furar, ou seja, tudo o que uma miúda poderá desejar no seu loved one, caso ela própria seja incapaz de o fazer. Não duvidem do meu sentimento!)

domingo, 20 de janeiro de 2013

Era uma vez, na Capital Europeia da Juventude

Em 2012, a cidade de Braga foi eleita a Capital Europeia da Juventude. Os mais novos foram motivo de celebração, eventos aqui, ali e acolá, milhões gastos em prol de uma grande causa.
Em 2013, acabou-se a festa. Sim, sim, porque, por um ano, toda a gente acha muita piada, mas, ao segundo, a coisa já enjoa. Pelo menos, foi o que a PSP achou.
Anteontem, sexta-feira, os alunos da Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, decidiram fechá-la  a cadeado logo de manhã para protestar pacificamente contra a sua agregação num mega-agrupamento, um exemplo entre 67 por todo o país. Até aqui, nada de extraordinário, fora do comum. A respectiva associação de estudantes organizara tudo, mas de modo a que, quem quisesse, pudesse entrar na escola para ter ou dar aulas. Feliz ou infelizmente, ninguém se opôs à situação. Menos a PSP. Tinham de chegar os senhores agentes e... UPS, borrifaram os alunos, até os de sétimo, com gás pimenta. Decerto foi só um pequeno acidente. A PSP não seria capaz de chegar a tal ponto, pois não? ... Pois não?
ERRADO. Primeiro, celebram-se os jovens, milagres dos céus, motivação do país; depois, fuzilam-se essas desprezíveis criaturas, quem é que as mandou nascer em tanta quantidade???!

Intervenção policial no protesto de alunos da Escola Secundária de Alberto Sampaio

Caros compatriotas, apresento-vos o novo órgão de censura do Governo de Passos Coelho: PSP, Polícia de Sensura Pública - "Sensura" com "S", porque já não existem professores suficientes no activo para ensinar a nova geração a escrever correctamente.

As 8 escolhas de Beatriz

Ouvi falar do "Escolhe ou Morres" no PONL e decidi que seria a procrastinação matinal perfeita. Eis os resultados de algumas das questões colocadas:

Mal por mal, lê-se o nacional!

Bitch please, esta não foi, decerto, uma pergunta minimamente difícil...!

É incrível como, em pleno século XXI, ainda existem preconceitos sexuais. Pelos vistos, continua a haver quem prefira passar por drogado do que por homossexual. Para mim, segundo os meus valores morais, isto é um insulto à humanidade.

Afinal, já somos todos mais ou menos pobres. Só falta a parte de sermos sensuais.

A pergunta mais TROLOLOL da lista.

Sendo eu uma idealista nata, preferia mesmo ter amor e um palácio. Agora ódio é que dispenso!

A questão não envolvia nada relacionado com a publicação desse vídeo, certo? Então, pronto.

Na verdade, isto já me aconteceu, para aí aos oito anos. Depois de uma descarga de gás um bocado para o descontrolada, passei o dia na escola com um depósito de cocó nas cuecas. Ah, e lembro-me que tinha uma mini-saia vestida, sem collants, salvo-erro. É, para mim, um mistério, como ninguém chegou a descobrir.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Tom Riddle é baleado

Se tiver sido assistido num hospital de Portugal, de certeza que já está morto. Não do tiro, que provavelmente lhe acertou no apêndice, mas sim de uma infecção por causa de uma batéria que só se consegue encontrar numa qualquer unidade de serviços de urgência nacionais, com um nome extremamente esquisito e que, provavelmente, poderia ser curada com Brufen.

Dos outros #19

" A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. [...] o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada. "

Ricardo Araújo Pereira, crónica "A banca nacionalizou o governo", Novas Crónicas da Boca do Inferno

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

(Outra vez as) dores de dentes

Dão-me vontade de morrer de overdose de Brufen. Tipo agora.

Ressaca dentária

Beatriz vai ao dentista colocar novos elásticos no aparelho. A seguir, Beatriz vai ao supermercado. Beatriz compra chocolate. Beatriz come-o. Beatriz trinca-o e mastiga-o, nhaque, nhaque, nhaque. Beatriz arrepende-se, porque Beatriz não esperava que lhe ficassem a doer tanto os dentes.

Os curiosos visitantes que para aqui andam

Visão do contador de visitas instalado em http://beatriizhelena.blogs.sapo.pt e http://fuiprocrastinar.blogspot.pt
A sério?! É com essas palavras de pesquisa que chegam ao meu blogue?! Ai, nossa!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

"Anon's fofos"

Estava a Cara de Panqueca a gozar comigo porque, contrariando todo o meu parlapier sobre o assunto, até tenho um perfil no Ask, quando a criatura recebe uma mensagem anónima no telemóvel de alguém muito metediço na relação dela com o namorado. Não há suspeitos de quem tenha sido até agora. Acho que foi karma. Ninguém se escapa ao poder do fofinho do anónimo.

Aulas pós-refeição

Não sei quem foi o idiota que autorizou horas de almoço de apenas 45 minutos/1 hora antes de uma tarde de aulas, mas eu cá, se mo apresentarem, sou bem capaz de lhe ir aos miolos. Cá se fazem, cá se pagam. Sinto-me no direito legítimo de o fazer, porque ele também tem dado cabo dos meus. Graças à sua genialíssima ideia, sou obrigada a digerir os meus almoços de quinta-feira - sempre baguetes de atum com batatas fritas, devido a uma "tradição" que mantenho com o meu grupo de amigos - durante uma extremamente interessante aula de Psicologia B (sem ironia, desta vez). Ao invés do desejável (estar atenta e concentrada), sinto-me permanentemente que nem uma tartaruga em hibernação. E a tartaruga ainda pode dormir, eu é que não! É injusto adorar a matéria da disciplina e não ter alternativa senão entrar num estado de plena dormência cerebral. É injusto não conseguir emergir da sonolência a que me submetem. Dito isto, só consigo imaginar-me como sósia comportamental do Mr Bean. O pior é que sei que não sou só eu a queixar-me, mas sim toda a minha turma. It really sucks, má frénds.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A música que o Governo, o FMI e a União Europeia nos dedicam, secretamente


LETRA
(com pertinentes chamadas de atenção)
Entrei fora de mão
Fiz a maior confusão
Correndo no passeio
Foi como um tiro certeiro

Do outro lado da portagem
Vi alguém disse-lhe adeus
Queria eu seguir viagem
Falei-lhe não respondeu

Está tudo bem (então não está?!)
Tudo bem
Mesmo que os outros nos olhem com desdém (exemplo: toda a gente)
Está tudo bem, tudo bem
De vez em quando
Todos somos uns bons filhos da mãe (principalmente vocês)

Parei no apeadeiro
Tudo tinha para ver
Vi-te logo a ti primeiro (que macabra sorte a nossa!)
Aqui ficas a saber

E seguindo o meu caminho
Perco-me antes de chegar (antes fosse...)
Por ali fico eu sozinho
Com ganas p`ra te encontrar (...)

Posso esconder-me no escuro
Encostar-te à parede (ai, não...)
Esbarrar-me contra um muro (pois podiam esbarrar-se... mortalmente)
Faço trapézio sem rede (também serve)
Se depois de tudo isto
Não consegues entender
Melhor fora não ter visto
Não te dares a conhecer (nem às nossas pobres bolsas!)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Poucaterra um caraças!

Como assídua utilizadora das suas infraestruturas, venho por este meio evidenciar o ultraje que sinto pela falta de tacto dos Comboios de Portugal na planificação e construção das estações. Ora vejamos: é certo que a estação de Coina (onde passam maioritariamente comboios da Fertagus - aquela ao pé da recta com o mesmo nome, com a fama que vocês já lhe conhecem) é bastante movimentada e, portanto, é legítimo que tenha um café e uma churrasqueira (com esplanada), bem como, porque não?, uma loja de acessórios de moda. Quanto a isso, tudo bem. Mas, agora tentem lá explicar-me, por que raio existe somente um café absurdamente ranhoso na estação de Setúbal, onde só podemos estar à bancada ou em mesas altas, sem cadeiras, e onde estão sempre plantados homens de meia-idade, cada um com um ar mais suspeito do que o anterior (possíveis pedófilos...?), barba por fazer e linguagem futebolística permanente? Afinal, Setúbal é a capital do distrito e uma cidade enorme, enquanto a sua estação de caminhos-de-ferro não só serve a Fertagus, mas também todos os serviços da CP, merecendo umas condições melhorzinhas, não é verdade? (E não se esqueçam de ampliar as casas-de-banho, se não for pedir muito!) 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Diz que é uma espécie de bichinho

Dos dez aos quinze anos, fiz sempre parte de grupos de dança. Foi a única maneira que arranjei para gostar de exercício físico e de sentir que fazia parte de algum projecto de grupo. Primeiro, quase até aos catorze anos, fiz parte de um grupo de dança contemporânea com o qual me fui desidentificando progressivamente. Era um grupo em mutação, em vias de ter mais visibilidade, e eu não consegui acompanhar o ritmo de exigência - inclusivé, fiz de tudo para subir do escalão intermédio para o avançado, mas não consegui. Além disso, para mim, aquilo já não era dança, não só pelo estilo de coreografias, pela maneira como o "professor" nos obrigava a exprimir facial e fisicamente, como também pelo desinteresse e sentido de obrigação que eu começava a sentir por aquilo. Então, saí desse grupo e juntei-me a outro, igualmente de dança contemporânea, mas que, no seu interior, se dividia noutras duas modalidades: dança do ventre e hip-hop. Na altura, a primeira pareceu-me a pior ideia possível, onde eu jamais me encaixaria, pelos complexos que tinha com o corpo e a minha auto-estima demasiado baixa. Porém, hip-hop não me pareceu mal de todo e alinhei, espatifando-me ao comprido. Inicialmente, detestei o novo grupo, pois nunca pensara que fosse tããão exigente, além de que não me sentia à vontade no hip-hop. Ainda assim, acho que foi a melhor opção que poderia ter tomado e que fiz bem em não ter desistido, até subir ao palco ter voltado a trazer-me boas sensações.
No final, fazendo um balanço, a única coisa de que me arrependo é de não ter continuado a ir aos ensaios, a praticar e a actuar. Desisti definitivamente (nessa altura) da dança porque estava cansada mental e fisicamente. Pior - estava cansada porque dei por mim, quase da noite para o dia, numa relação conflituosa que, consequentemente, me desgastava muito, muito mais do que o estritamente necessário (daí eu ter aprendido a lição de que não devemos abandonar projectos de que gostemos por causa de alguma paixão assolapada e inconsciente).
Nos últimos tempos, o bichinho da dança tem andado a teimar-me o juízo outra vez. Nunca fui grande dançarina, mas, pelo menos, era algo que me dava gozo praticar e que me divertia. Agora, quando vejo outros dançarem, apetece-me juntar-lhes. Principal e ironicamente se for hip-hop. Portanto, espero, um dia, voltar a ter a oportunidade que recusei por mera parvoíce. É algo que, sem eu ter previsto, me voltou a fazer falta.

HP stuff

Curiosidade: a J. K. Rowling começou a escrever a saga Harry Potter em Portugal.
Nome do "pai" de todos os seus vilões: Salazar Slytherin
Nome do "pai" da Pátria portuguesa (também uma espécie de vilão): António de Oliveira Salazar.

Coincidência?! Depois não me digam que não existe ficção sobre a História de Portugal.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Como sair da Friendzone

No Verão, quando estive em Braga, vi vários episódios da série "Friendzone" da MTV, uma vez que a única alternativa que tinha era subjugar-me aos gostos televisivos da minha prima. Já conhecia o programa, já conhecia o método do organiza-me-um-blind-date-que-afinal-é-para-ti e nunca entendi muito bem qual era a sua piada. Mas pronto, uma pessoa até engole aquilo das declarações repentinas e inesperadas, principalmente se ninguém for rejeitado a meio do processo.
Ainda assim, cada vez fico mais céptica quanto à legitimidade de tais situações. Quer dizer... ah e tal, tenho muita vergonha de dizer-te o que sinto por ti, por isso vou mas é declarar-me em frente das câmaras para um reality show transmitido a nível mundial, em que, se isto correr para o torto, milhares de pessoas poderão ver-te a dar-me uma tampa. Não encontro o mínimo sentido nisso. Pela lógica da batata, se alguém tem dificuldade em expressar os seus sentimentos, tenta fazê-lo de uma maneira mais recatada, não expondo-se internacionalmente, DE TODO, certo?

Certo...?!

O método da MTV é do mais foleiro possível e, pessoalmente, acho que se alguém se me declarasse desse modo, eu mandava-o era plantar couves. Mas que noção de privacidade é esta, expondo a vida pessoal perante o mundo inteiro? Ainda por cima, depois da declaração, o loved one ou fica "fixe, também sinto o mesmo por ti, e agora espetava-te uma granda beijo e declamava-te seis mil poemas de amor, mas é estranho ter de o fazer em frente de uma equipa de filmagem inteira", ou fica "e agora, como é que te rejeito impiedosamente sem parecer que te estou a humilhar à escala planetária?". Não acham isso muito mais complicado do que uma pessoa declarar-se simplesmente num momento íntimo, sem pressões?! Enquanto alguém que já saiu da friendzone (felizmente, com resultados positivos), após algum tempo a tentá-lo, pela maneira natural e sem a (des)ajuda de terceiros, não compreendo como é que dezenas de jovens acham que precisam de um programa de televisão para conseguirem conquistar o loved one. A sério que não compreendo essas cabecinhas (não) pensadoras...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Procrastinar devia ser aprender...

... por exemplo, a fazer molhos decentes para os noodles caseiros. Algumas sugestões por aí? É que os meus conhecimentos ainda não vão além de uma folha de louro, manteiga e colorau (equals tasting like paper).

Procrastinar também é comer

#noodles

É encher a barriga para História A não ser espiga!

Os ingleses (ou terão sido os americanos?!) inventaram o brunch, o segundo pequeno-almoço. Eu invento o segundo lanche, a que darei o nome de procrunch, uma mistura entre procrastinação e necessidade de trincar qualquer coisa antes do jantar.
Hoje, farei noodles.

Um final alternativo para a Anna Karenina

Lembram-se de vos contar sobre a minha curiosidade acerca do romance "Anna Karenina", de Léo Tolstói?  Na altura, tinha muita vontade de ler o livro e de, a seguir, ver o filme, que tinha acabado de sair nos cinemas. Então, para começar, requisitei mesmo o livro na biblioteca da escola e tentei, como qualquer leitor ferrenho, embrenhar-me na história e dissolver-me em realidades alheias. Infelizmente, não o consegui. Faltava-me o ritmo de leitura e até pensei que fosse culpa minha. Parei por diversas vezes durante dias, sem lhe nutrir o mínimo carinho (quem lê muito e gosta sabe ao que me refiro). Era um livro aborrecido, mas eu ainda cheguei a atribuir-me as culpas de assim o encarar. Consegui ler cerca de 120 ou 140 páginas, até desistir por completo. Concluí que não havia maneira de a culpa ser minha. Eu gosto de ler - o Tolstói é que não soube prender-me. Afinal, qualquer leitor, por mais dedicado que seja, tem todo o direito de ler apenas o que lhe convém. A mim, tal como numa relação amorosa menos favorável, convinha-me partir para outra... outro livro, neste caso. Na semana passada, entreguei o "Anna Karenina" e redimi-me com o "A Sombra do Vento", de Carlos Ruiz Záfon, uma relíquia para quem aprecia vários estilos de narrativa e de enredo (mistério, amor, História, ...) num único romance. Esse marchou todo de uma debandada, e só não o terminei mais cedo porque tive de estudar e de fazer trabalhos. Não, o problema, no fim de contas, não era meu - confirmava-se.