terça-feira, 19 de março de 2013

Dia do Pai

Fiz um pastel de nata gigante ao meu pai. Ainda tentei tirar-lhe uma fotografia para poder vir aqui exibir os meus dotes culinários! Infelizmente, tal pastel não permaneceu intacto tempo suficiente para poder contar a história por si mesmo.

Portanto, era uma vez um pastel, delicioso e maravilhosamente bem concebido, queimado q.b. por cima, amarelinho na maior parte da sua extensão (apesar de o seu creme poder ter sido ficado mais consistente), que foi oferecido a uma única pessoa e acabou brutalmente devorado por quatro. Fiquem-se pela imaginação.

segunda-feira, 18 de março de 2013

É o amor... (mas em português!)

Há qualquer coisa de muito dissimulado quando um português diz “I love you” a outro português. É como dizer “eu amo você”, mas ainda pior. Parece-me simplesmente que não faz sentido expressarmos os nossos sentimentos mais genuínos por meio de outra língua que não a nossa. Uma coisa é dizermos muitas expressões em inglês noutras conversas do dia-a-dia, por ser divertido e… sei lá. Totó. (You shall get my point!) Outra totalmente diferente é declararmos amor a alguém com um já muito gasto “I love you”, proferido por milhões de pessoas do pé para a mão, estampado em t-shirts comercializadas para turistas em todo o mundo (I love Lisbon! I love Portugal!), em bonés, malas, postais, publicações de Facebook…
Será que não nos chega o sincero “amo-te”, em bom português? Não será um “amo-te” ainda mais belo que quaisquer outras palavras, não soará ele tão humilde e curto, sem deixar de ser verdadeiro e sonante? Acrescentem-lhe um, dois, três pontos de exclamação e vejam se não fica maravilhoso: “amo-te!!!”. Haverá confissão mais bela de se ouvir ou de se ler? Mais um advérbio de modo, que há vários, e obteremos “amo-te muito!!!”, “amo-te bastante!!!”, ou até outras expressões lamechas como “amo-te daqui até à Lua, passando pelo Sol e voltando!!!”.
Para quê “i love you”? Nem o clássico do francês “je t’aime/je t’adore, mon amour!!!” bate o nosso “amo-te!!!”. Aposto que, tal como eu, vocês também acham o “ich liebe diech” (sem pontos de exclamação, assim em seco, como consta que são os alemães) demasiado rude para exprimir o que quer que seja, quanto mais amor!
E, tratando-se de chamar o “meu amor”, também prefiro que assim seja, pelo menos nas ocasiões mais sérias e cujo ambiente é mais sentimental, pedindo que se fale do fundo do coração (ei, que lamechice!), apesar de, por vezes, brincar um pouco com expressões inglesas e francesas (já que são as outras duas línguas que vou dominando).
Para descrever sentimentos, chega-me o português. Gosto mais assim!

domingo, 17 de março de 2013

dos outros #20

" My head is like some ridiculous barn packed full of stuff I want to write about […]. Images, scenes, snatches of words… in my mind they’re all glowing, all alive. Write! they shout at me. A great new story is about to be born – I can feel it. It’ll transport me to some brand-new place. Problem is, once I sit at my desk and put them all down on paper, I realize something vital is missing. It doesn’t crystallize – no crystals, just pebbles. And I’m not transported anywhere. "

Haruki Murakami, Sputnik Sweetheart

sábado, 16 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

O que é melhor: a escola pública ou a escola privada?

A propósito do post sobre a minha visita ao Colégio Atlântico, recebi um comentário de uma sua actual aluna, questionando-me sobre os aspectos negativos e positivos do ensino privado e do ensino público. Já tive a oportunidade de experimentar tanto um como outro. Frequentei o primeiro durante nove anos, desde a pré-primária até ao final do nono ano, e tenho frequentado o último desde o décimo ano, ou seja, há quase três anos.
Acho que a maior vantagem que retirei da mudança de tipo de ensino, a meio do meu percurso, foi a aquisição de um conhecimento comparado de cada um em relação ao outro. Se não tivesse estado num colégio, nunca conheceria as falhas e os pontos fortes da escola pública, e vice-versa. Julgo que a minha formação académica ficaria minimizada, caso só tivesse frequentado um deles.
Tive a sorte (digo eu) de ter iniciado os meus estudos e, afinal, a minha vida, no seio de um ambiente escolar muito protector, rigoroso e diversificado. Quando menciono protector, refiro-me às características que imagino que todos os colégios tenham: os alunos são resguardados do exterior, acarinhados (nuns, mais do que noutros), e existe um acompanhamento personalizado sempre que possível, feito à medida das necessidades do aluno enquanto indivíduo, não enquanto parte de uma turma ou de uma comunidade escolar imensa, em que as relações chegam a ser impessoais; rigoroso, não porque nos exijam notas máximas “em cru”, sem que antes nos ensinem a trabalhar e a estudar, mas porque nos é exigido que obtenhamos médias proporcionais às nossas facilidades e dificuldades e aos recursos materiais, intelectuais e humanos (professores e outros funcionários) de que dispomos, algo que, numa escola privada, é algo que não costuma faltar; diversificado, devido às várias actividades em que nos inserem – dança, música, teatro, rádio, artes plásticas – e à motivação que a sua prática nos traz, mostrando que somos capazes de ser bem-sucedidos em diversas áreas ou, quem sabe, ajudando-nos a encontrar aquilo de que mais gostamos de fazer, acima de tudo (foi o que aconteceu comigo, pelo menos, em relação à escrita e à comunicação em geral).
Contudo, também é do meu agrado que não me tenham mantido no ensino privado após a conclusão do ensino básico. No final do oitavo ano, comuniquei à minha família que não desejava continuar no colégio e que queria ser imediatamente inscrita na escola que fica perto da nossa casa. Felizmente, eles não acederam ao pedido e obrigaram-me a esperar. Porque, se há algo que não consegui desenvolver lá muito bem no colégio (conjugando a minha educação no seio familiar), foi a maturidade suficiente para me conseguir integrar às mil maravilhas noutro contexto totalmente distinto (porém, suponho que esta questão dependa de pessoa para pessoa). Tinha catorze anos, mas poderia ter dez em mentalidade. Ainda bem que permaneci no colégio até ao nono ano, por muito “claustrofóbica” que já me sentisse, por muita que fosse a minha curiosidade sobre o “mundo real”! 
O meu décimo ano foi um ano de choque entre o meu eu de antes e o meu eu de agora. Mesmo agora, no décimo segundo, continuo a confrontar-me com situações novas todos os dias. Mas, após a mudança de tipo de ensino, aprendi de imediato imensas coisas, qual bebé recém-nascido. Era demasiado ingénua, não conhecia muitas pessoas da minha idade diferentes daquelas com quem contactara durante nove anos, que tinham sido quase sempre as mesmas (algumas conheciam-se desde que usavam fraldas; eu conhecia-as praticamente todas, excepto uma ou outra que ia entrando posteriormente, desde o tempo das Barbies e das Bratz), por sua vez, não sabia interpretá-las correctamente e, emocionalmente, o meu décimo foi um desastre (imaginem um coelhinho sonso a cair de amores por um lobo, ai tão fofinho, mas tão matreiro, e já se sabe quem acaba nos dentes de quem). Subestimei o mundo real, como lhe costumo chamar.
Quanto aos professores, não houve surpresas. Os bons existem tanto no público como no privado, apenas com a diferença de que, no público, o seu tempo tem de ser dividido entre todas as milhentas turmas a quem dão aulas e, enfim, muitas das vezes, um aluno é somente mais um número. Ainda assim, tive a sorte de, em menos de três anos, já me terem calhado uns quantos cujo empenho admiro e com quem simpatizo bastante, que batalham todos os dias para recompensar os alunos que merecem e motivar, até, aqueles que simplesmente se estão pouco “importando”. Por outro lado, dos maus professores, já reza a História desde a Era dos dinossauros – faltam sem justificação ou aviso antecipado, não sabem fazer nem corrigir testes, não sabem dar aulas, não estão minimamente preocupados, querem é subir de escalão profissional ao desbarato… Feitas as contas, não se pode ter tudo na vida, não é verdade?
No colégio, consegui arranjar as ferramentas intelectuais e artísticas, a par dos bons valores morais, como a justiça, a compreensão e a amizade; na escola pública, conheci verdadeiramente a dimensão das relações humanas em todos as suas vertentes, ora positivas, ora negativas, entrei em contacto com o que é a “realidade” da maioria das pessoas e, sumariamente, da sociedade actual; consequentemente, aprendi a ter garra e a lutar pelos meus objectivos em qualquer contexto, não esperando ser amparada na “queda” (porque a vida não é justa, por muito que tentemos; por vezes, temos de lhe dar um pontapé para ela entender o que queremos que faça por nós!). Os dois acabaram por se complementar perfeitamente!

***

Se, posteriormente, me lembrar de mais alguma coisa que ache relevante dizer, fá-lo-ei. Espero ter respondido bem a sugestão!

quinta-feira, 14 de março de 2013

2º Período - DONE

E mais um período escolar se passou. Foram quase dez testes, dezenas e dezenas de horas de estudo e diversos trabalhos, durante três meses, em que abdiquei do que mais gosto de fazer para conseguir, pelo menos, manter as notas. Algumas baixaram e outras permaneceram na mesma, até de uma maneira deveras irritante, por muito que me esfalfasse a estudar. (Raios!) A professora de História ameaçou trocar-me de lugar para não me dispersar com o Ricardo ao meu lado, nem o contrário. Deixei de escrever (ou procrastinar, volta e meia) no blogue, de admirar a sua beleza estético-intelectual (cof, cof) e de tentar ser espirituosa à força bruta. Voltei a pegar na guitarra, nem que tenha sido somente para rasgar uns acordes aleatórios e fazer barulho (também aprendi uma música da Pink, mas é tão fácil que nem deve contar para efeitos estatísticos). Quis escrever mais frequentemente sobre a actualidade, como já cheguei a fazer anteriormente, em especial sobre o sistema educativo a partir de uma perspectiva pessoal, mas não encontrei paciência interior para reunir os meus argumentos de uma forma organizada e sucinta. Pensei que a minha banda iria conseguir alargar o seu repertório e, afinal, continuamos mais ou menos na cepa-torta. Cheguei a ter um par de recaídas emocionais, recentemente, porque, enfim, o 12º está a ser uma porcaria no que toca à regra da proporcionalidade “empenho"nota”. Mas pronto, com os seus altos e baixos, assim se foi vivendo o primeiro trimestre de 2013. 

(E, terminando em beleza, foi convocada uma greve da função pública para amanhã, o último dia de aulas. Só que, para ser a cereja no topo do bolo, é só à tarde, enquanto eu tenho aulas de manhã. Lógica, lógica...)

quarta-feira, 13 de março de 2013

HOJE foi o dia

Frequentei o Colégio Atlântico durante nove anos - desde a pré-primária até ao final do 3º ciclo. Quando, por fim, entrei para a escola pública, pensei que nunca mais me apanhavam por lá, pelo menos durante algum tempo. Na altura, estava como que saturada do ambiente de "clausura", de protecção e de controlo a todo o santo instante (ou, pelo menos, era assim que eu via a situação), e a recém-adquirida-pseudo-liberdade trouxe-me, talvez, uma quanta arrogância (que depressa me passou, haja juízo!). Poucos meses depois, voltei para uma curta visita e, contra todas as expectativas, fiquei tão triste por já lá não andar que reafirmei, desta vez pela razão contrária, a minha pouquíssima vontade de regresso. Mas, eventualmente, continuei a visitar os meus professores, a falar com alguns no Facebook e a enviar e-mails à minha antiga directora de turma, a professora Antónia, que, no ano passado, me convidou (com a aprovação da direcção do colégio e dos outros professores, obrigada, obrigada!) para ir falar a uma turma de sexto ano sobre o meu percurso escolar, porventura pessoal, e dar-lhes alguma motivação. Aliás, até cheguei a escrever sobre isso! Fiquei especialmente sensibilizada por me colocarem nessa posição, pois demonstrava que me encontravam competências e experiência suficientes para conseguir gerir esse encontro. E, afinal, saí-me bem!

Então, este ano, o convite repetiu-se... para conversar, não com uma, mas com várias turmas, do 2º ao 3º ciclo, no pavilhão multiusos do colégio! Tanta gente!!! A minha primeira reacção foi pensar que não conseguiria cativá-los, que seria horrível e que nem me levariam a sério. Mas - ei! - não estou aqui para as curvas? Não é o meu lema explorar todas as situações que me sejam colocadas, aproveitando-as como se fossem a minha última oportunidade?
Claro que aceitei, ora essa - ou houvesse outra resposta beatrizmente possível!

Portanto, hoje, lá estive...


Colocaram-me no palco em cima do qual actuei em dezenas de festas escolares (dança, teatro, música, ...), completamente sozinha, com um foco de luz a destacar-me, um sofá para me sentar e água para ir bebendo. Não estava naaaaada à espera! Nada mesmo! Tanto cuidado e tanta atenção sobre mim fizeram-me sentir pequena, pequenina, minúscula. À minha frente, apesar de não conseguir vê-los nitidamente devido ao brilho do holofote que me encadeava (e aos óculos que não tinha na cara, ah ah ah), estavam imensos alunos e professores que esperavam que eu fosse capaz de mostrar fluência, à vontade e carisma. Desiludi-los não era, de todo, uma opção!
Abordei diversos temas: a experiência da escola privada em comparação à da escola pública, as notas, as minhas actividades extra-curriculares, o que me motiva, os meus hobbies, esta procrastinação em forma de blogue, as expectativas que tenho para o futuro... Sei que me esqueci de referir imensas coisas que planeara referir, sei que não fui a melhor oradora e que, quando entrei naquele palco "enorme", caiu sobre mim uma grande ansiedade que me impediu de me expressar como desejava. No entanto, também me contaram que quase nenhum aluno (estavam presentes o 7º, o 8º e o 9º ano) se atreveu a falar, algo raríssimo; que consegui, felizmente!, cativá-los; que me colocaram questões no final e que mostraram interesse pelo que partilhei com eles. No final, senti que tinha cumprido a minha parte e que demonstrara ser um bom exemplo, embora, ainda há pouco tempo, tenha estado na pele deles e tenha tido a idade que têm. Em suma, acho que consegui chegar aos meus espectadores e nada me poderia deixar mais satisfeita!

Também matei saudades de todos os professores e funcionários do colégio que me viram crescer e que, agora, se admiram por já ter passado tanto tempo desde que eu fazia intermináveis e dolorosas birras (porque a minha avó me mandava demasiada comida para o almoço), por eu já ter "este tamanho, parece que me metem adubo" e por até já aparecer com um "apêndice/borracho" (segundo apelidaram o Ricardo, que me acompanhou nesta visita); desenterrei recordações que pensei nunca mais recordar; passei em corredores que me fartei de percorrer "para trás e para a frente, para a frente e para trás" durante quase uma década... Enfim, foi uma manhã e tanto!

A minha avó sempre me disse que, um dia, me lembraria do colégio e teria vontade de lá voltar. Por muitos momentos desagradáveis que tenha vivido dentro dos seus portões, os melhores superam-nos! Dito isto: hoje foi o dia.

***

MIL OBRIGADAS a todos os que me concederam esta visita especial e que conseguiram torná-la num dos acontecimentos mais marcantes do meu 12º ano!!!
MIL DESCULPAS a um certo professor que, num certo seu aniversário, foi presenteado pela minha antiga turma com um Big Mac e uma festa surpresa cheia de doces que não pôde comer, por estar em regime de dieta, e que teve de explicar aos seus actuais alunos em que consistiu esse episódio, uma vez que me ocorreu a brilhante ideia de o trazer à memória. (Faça o obséquio de se rir, stôr Nuno! :D )

terça-feira, 12 de março de 2013

Amanhã - ULTRA, HIPER, MEGA IMPORTANTE!!!

Amanhã de manhã, por volta das 10 horas, estarei no Colégio Atlântico (que frequentei durante nove anos) para uma intervenção mais-ou-menos-pessoal-e-motivacional (bem... há-de ser algo do género!) para os alunos do 2º e 3º ciclo, no âmbito da semana "Cultura em Movimento".
Portanto, se são alunos de lá - e eu sei que há alguns que lêem o meu blogue - marquem na vossa agenda e preparem-se... para a derradeira palermice. Abordarei temas relacionados com a minha vida escolar e, pois claro, a boa da procrastinação! MUAHAHAHA! (*inserir_riso-pseudo-maléfico_aqui*)

O que eu ouvia (além de High School Musical) aos 11 anos


Eis o hino à perversão musical, ao terrível ruído urbano, aos players, às "garinas" fáceis, à sociedade decadente e, em geral, à anarquia. Não me digam que não eram viciados nesta música ou que nunca a ouviram, porque eu sei que é mentira. Com 11 anos, até podia não entender as indirectas sexuais e a dinâmica das referidas "relações humanas", mas sabia a letra de cor e salteado. Mais velhos ou mais novos, não se acanhem, pois estivemos todos no mesmo barco! :D

segunda-feira, 11 de março de 2013

Prato do dia: Belieber com tatuagem

"Tenho a certeza de que não me vou arrepender disto [...] o meu amor por ele vai sempre crescer!"


Eu não costumo ser tão rude para outras raparigas em plena Internet, mas a miúda aos 2:16, apesar de precisar URGENTEMENTE de um namorado, nenhum Ser - humano ou não, do sexo feminino ou masculino, ou mesmo hermafrodita - lhe vai alguma vez pegar. Não com aquelas tatuagens e aquela obsessão toda a transbordarem-lhe pelos poros (literalmente!).
Só espero que nenhuma força divina ou diabólica me castigue por este meu menos simpático pensamento e não me venha a reservar, num futuro a longo prazo, uma filha como ela.

domingo, 10 de março de 2013

Lógica das novas tecnologias

Elas: Existe uma nova versão do Messenger disponível. Pretende proceder à sua instalação?
Eu: Sim.
Elas: Aguarde um momento enquanto o sistema procede à instalação.
Eu: (aguardo)
Elas: O sistema está a proceder a um melhoramento do seu Skype. Aguarde.
Eu: (então e o Messenger???)
Elas: Bem-vindo ao Skype.
Eu: (clico no antigo atalho do Messenger)
Elas: O item 'msnmsgr.exe' a que este atalho se refere foi alterado ou movido, por isso este atalho deixará de funcionar correctamente. Pretende eliminar este atalho?
Eu: (Filhos da mãe, acabaram mesmo com o MSN...! -.-)

O Bieber baldou-se

O QUÊ?!
O Justin Bieber cancelou um dos dois concertos que viria dar a Portugal?! Repitam lá isso outra vez...
A sério?!
Mas tipo... A SÉRIO??????

C'mon, ele é apenas mais uma estrela adolescente com o rei na barriga. Qual é a surpresa? Até parece que caiu um santo do altar...
Mentalizem-se: não vale a pena adorarem um ídolo musical como se adora um deus, muito menos se ele alega ter 19 anos quando até eu tenho mais barba (diria melhor buço) do que o garoto.
Os artistas só querem saber do dinheirinho deles, das casinhas deles, das famílias deles (quando calha) e da sua imagem pública. Eles estão-se pouco cagando - perdoem-me a expressão - para vocês, que lhes compram os álbuns em versão alargada mal eles são lançados, fazem fila para os seus concertos durante três dias ao frio e à chuva se for preciso, elaboram cartazes com declarações de amor em inglês duvidoso para agitarem no ar durante toda a noite e lhes deixam intermináveis mensagens e comentários no Facebook e no Youtube. Ainda por cima, num país tão "periférico" como Portugal (como é que vocês acham que os americanos nos vêem, ham?), já não é a primeira vez que somos desprezados por suas altezas, os fofuxos da indústria musical.
Portanto, toca a crescer e a gostar de música pela música, porque tem qualidade e merece ser valorizada, não porque vos é vendida a imagem de rapazes adolescentes cheios de maquilhagem e vestidos com swag. Verdadeiro estilo detêm os homens reais que, um dia, vos sustentarem o estômago e a gula, e a esses já vocês são capazes de vir a torcer o nariz.

sábado, 9 de março de 2013

Momentos de revelação

Acho que todos nós temos momentos de revelação mais fortes do que o "normal", signifiquem eles o que significarem. São instantes que, tal como vêm, também vão, mas de que, de certa forma, não nos esquecemos durante algum tempo.
No outro dia, quando estava a fazer um trabalho de grupo com o meu namorado e mais dois amigos, vivi um pequeno minuto, se é que o chegou a ser, que me trouxe um grande esclarecimento. Apesar de não ter consistido em nada que eu já não soubesse que sentia, pôs-me a pensar "profundamente", como se se me iluminassem, de repente, as ideias.
Olhei para o Ricardo. Somente. Estava do outro lado da mesa, rindo-se a propósito de um jogo que tenho no telemóvel. Nada de novo - afinal, ele está quase sempre a rir-se. E, nesses míseros segundos, ocorreu-me o seguinte: "como é possível gostar-se tanto de uma pessoa, como eu gosto dele, e querer-lhe tanto bem, como eu lhe quero? Como é possível sentir tanta coisa ao mesmo tempo, de uma maneira tão reconfortante? Como é possível todos os dias parecerem melhores do que o anterior?"
Talvez tenha ficado mais assoberbada por tal pensamento, dado ser, relativamente, uma novidade. Sempre fui muito acarinhada pela minha família e pelos meus amigos, mas, desta vez, é diferente. É algo mais adulto e tão infantil em simultâneo... Tão positivo!
De qualquer modo, momentos como estes levam-nos a valorizar ainda mais o que temos e a aproveitá-lo. É assim que vejo os meus.

O meu blogue faz o Harlem Shake

Uma vez que já não tenho trabalhos, nem testes, nem quase nada que me obrigue a dar um objectivo à minha vida durante as próximas três semanas, BAZINGA (cliquem). Procrastinação.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Conversas de boca cheia

Falando sobre a morte do Hugo Chávez durante o almoço de ontem...

Eu: Amor, não sabes quem era ele?! A sério?!
Ricardo: Hum, não.
Eu: Daaaah, era o presidente do Chile!
Gabi: ... da Venezuela!!! -.-

quinta-feira, 7 de março de 2013

7h45 da manhã: estudar

Existem certos momentos da nossa vida em que nos apercebemos que só podemos estar loucos por colocarmos a escola à frente da cama... e que a nossa qualidade de vida nunca foi tão medíocre.

terça-feira, 5 de março de 2013

Pai, estás perdoado!


Livros novos?! Para mim?! De ti??! Não têm pó que me cause alergia, foram impressos no mês passado?
Não vou meter o nariz fora de casa nas férias da Páscoa. Tenho demasiados livros para (acabar de) ler!!!

O meu pai e o Facebook

Anda uma pessoa a ensinar o seu querido pai, cheia de dedicação, carinho e boas intenções, a mexer nestas coisas das Internets, vendo-o tão empolgado, entusiasmado, doido que só ele, e eis que a "criança" perde o interesse pelo brinquedo:


Well... NO FREAKING SHIZZLE! Agora é que descobriste a pólvora, que é como quem diz, descobriste que é melhor estar cara a cara com alguém e ligar-lhe e dar-lhe beijinhos ou "algo mais", do que ficar em frente de um aparelho que emite ruídos esquisitos e projecta quase dezasseis polgadas de luz que fal mal aos olhos?! Bem... julgo que, deste momento em diante, ficámos todos muuuuuuuuito mais esclarecidos, n'est-ce pas?

Pai. Desde 1962 a deixar a sua marca no mundo! :D

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Espero realmente que a nossa prima lhe ensine a jogar ao Farm Ville, ou ao Bubble Witch Saga, nem que seja ao Football Manager! Não sabia que as crises de meia-idade também se alastravam ao Facebook, que, coitadinho, jamais fez mal a uma mosca...

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PAI, EM CASO DE TERES LIDO ESTA PUBLICAÇÃO:
  1. Respira;
  2. Isso não foi uma crise - era apenas o sono a falar;
  3. A sério: tu sabes que, lá no fundo, continuas a gostar do Facebook;
  4. Esta publicação tem a única finalidade de entreter meia dúzia de criaturas púberes (e outras que não tanto), pelo que (quase) nada do que foi escrito deverá ser levado à letra;
  5. As minhas leitoras mandam-te beijinhos e, os leitores, apertos de mão rijos, mesmo à homem!

domingo, 3 de março de 2013

Como as pessoas da minha escola me olham quando as encontro na feira a comprarem roupa


" É da Berxka, é da Pullibér, é da Naiki e da Adidas, calcinha e camisolinha da moda, tudo de marcãããã, é só 2 aéreós lá na da Ti' Elviráááããã!"

Oh pá!

Eu já desactivei a puta da validação humana (indianos a molestem, grrr) dos comentários! Desta vez, qual é a vossa desculpa para quase nunca se manifestarem no meu antro sagrado do tudo-adiar?

Assinado: Só Quero Uma Desculpa Para Não Ir Fazer O Trabalho de Filosofia (a sério que a batalha contra esta disciplina nunca mais acaba...)

sábado, 2 de março de 2013

Problemáticas pessoais

- Sinto-me mal, depressiva, desmotivada.
- Então? É por causa da tua relação com "X"?

Geralmente, temos a tendência de pensar que a principal razão dos problemas das outras pessoas é a sua vida amorosa. Bem, até se compreende. Afinal, é a origem da maioria dos desgostos a que por aí assistimos, não admirando que, assim que nos queixamos de uma dor de barriga que seja, a questão ao problema se direccione para esses lados.
Se, há dois anos, eu me lamentasse sobre a mais ínfima enxaqueca ou ansiedade, a probabilidade de estarem relacionadas com a minha (estúpida) vida amorosa era de 80%. Sem novidade. (Dêem-me um desconto, que eu estava numa idade ainda mais parva do que esta...) Mas, pelos vistos (e finalmente!), passei a defender outro tipo de relações, preferencialmente as de carácter mais saudável e menos obcessivo (ufa). E, agora, até me dá um triquipaque se utilizarem o meu namorado e/ou a nossa relação como bodes expiatórios, por muito ligeira que seja a insinuação. Sim, também tenho de me acalmar, porque "quem está de fora nunca sabe o que cá vai dentro"...
No entanto, num momento em que já consigo discernir entre o que está certo e o que está errado - ou, pelo menos, estou a trabalhar nisso - , não consigo pensar nalguma coisa que pudesse constar mais abaixo na lista do que me causa desconforto, nervos, tristezas ou outra espécie de comichão do que a minha vida amorosa. Oxalá toda a gente tivesse uma igual à minha! (Não me querendo gabar, epá, estou mesmo muuuuuuita satisfeita e head over heels, sou mimada q.b. e, acima de tudo, isto não é só lamechice e "farrobodó", é uma cena ao mais alto nível! Não me querendo gabar...)
Agora, com os pés assentes na terra, orgulho-me de conseguir dizer, com toda a convicção, "gosto muito do meu amorzinho, mas calma lá, que existe vida além dele!". Somos indivíduos diferentes, com expectativas e ambições distintas, não partilhamos nenhum órgão vital (that would be weird), não temos os mesmos hobbies, não vivemos na mesma casa e, portanto, toca a agir como tal. Namorados, namorados... vida pessoal à parte! Porque o nosso maior compromisso, vital, é connosco mesmos.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Não sou a única

Eu queixo-me das minhas pancadas, tenho ataques de pânico e creio ser uma nova espécie de aberração. E, depois, a Carolina publica isto.

Praga virtual

Não sei como aconteceu, não sabia sequer que isto era possível e, agora, não sei o que fazer.
Se acederem ao blogue a partir do endereço antigo (mas calma, não cliquem, não cliquem!), nos Blogs do Sapo, vão ter, muito provavelmente, a rica surpresa de vos aparecer um aviso de que foi infectado com supostos "programas maliciosos" e, ainda que não vos apareça, tentem não o visitar, não vá o diabo (ou a pirataria e os vírus) tecê-las.
Portanto, agradecia se algum de vós, inteligentes e caridosas almas procrastinadoras, me conseguisse explicar como se foi dar isto e/ou se me conseguisse livrar do bicho.

De qualquer modo, vou recomeçar a passar as publicações antigas para o espaço actual do blogue (este), que ainda me faltam cerca de 700, enquanto espero que não seja, tal como o outro, vítima de semelhante praga.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O ponto de saturação - o pós-ebulição

Há alturas em que só me apetece atirar para a cama e apenas sair de lá quando o cheiro a suor for insuportável. A sério. O meu problema é que tenho a infeliz mania de que consigo fazer malabarismo com todas as actividades em que participo. Não tenho a noção dos limites no que toca à disponibilidade e caio constantemente no erro de pensar que sou capaz de chegar a tudo e a todos. Ora é a escola, ora é a Forum Estudante, ora são projectos paralelos, ora são as disciplinas extra-curriculares, ora é a banda, ora é o blogue...
E, depois, acabo como hoje - passadinha dos miolos até mais não. Só me apetecia mandar tudo às hortaliças e enfiar-me num buraco a dormir (mas um buraco confortável, de preferência). Quando me dá a travadinha, pareço um bebé chorão com cocó na fralda. A seguir, descanso durante umas horas, enfio-me dentro dos lençóis e dos cobertores e, por fim, acordo ligeiramente atabalhoada. Eventualmente, acaba por me passar.
Contudo, acho que, desta vez, tenho de estabelecer prioridades. Acontece-me o mesmo quando começo a ler demasiados livros em simultâneo: vou acumulando-os na mesa de cabeceira, até me esquecer de alguns. Ou seja, com tanta coisa para fazer, já não "acabo" nada nem lhe retiro proveito. Em primeiro lugar, preciso de me decidir pelo que é imperativo não abandonar e pelo que tem de ser largado em prol da minha sanidade mental. Não pretendo acabar o secundário com um esgotamento nervoso.
Já deixei de escrever no blogue todo o santo dia. Esse foi o início. O que se segue é deixar de passar tanto tempo na Internet, algo que já me tinha comprometido a concretizar, por muito difícil que me pareça. Em suma, tenho de deixar de procrastinar (tanto) e começar a ocupar-me com melhores actividades, para também poder ler, para escrever e para descansar e dormir na dose que mais me convier. 

Não sei se estou armada em drama queen ou se a pancada foi realmente forte. O certo é que, hoje, já via tudo turvo e mal conseguia manter-me consciente.
Felizmente (yeeey!), agora já estou melhor. Só não estou é pronta para outra, se não se importam!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Diversificação literária

Apesar de nunca ter gostado muito de ler outras variantes de português que não a do nosso país (como, aliás, já referi), aventurei-me num dos dois livros de contos do Mia Couto que tenho. E não é que até estou a gostar? Mais tarde, dou outros detalhes...