quarta-feira, 17 de abril de 2013

"Ranho", um poema quase horizontal

Ranho. Substância consubstanciada nas minhas vias respiratórias, no meu nariz - entupido - e a respiração a falhar-me, a boca que arfa, sem fôlego. Resfolego.
Enfim, suspiro. Quem me dera um espirro, mas isto é só obstrução. Uma danação!
Alergia, constipação, insolação.
É ranho, é ranho, é ranho, senhores!
É ranho que eu tenho!

Real opinião sobre a realeza de Espanha

Então, aqui vai disto: não gosto de ninguém da família real espanhola. Enfim, talvez até ache fofos alguns dos miúdos... e não desgosto da rainha Sofia e da infanta Elena, que me parecem mais ou menos inocentes e simpáticas, mas é só. O rei Juan Carlos vai caçar elefantes para África com a sua amásia loira e abotoxada (princesa alemã), o genro Iñaki mete-se em corruptas alhadas (patrocinadas pelo próprio sogro, aposto!), a infanta Cristina envolvida, idém, aspas, aspas, o príncipe Felipe é um panhonhas que não tem mão em nada (incluindo naquela sua barba, c'horror!!), a Leticia gosta de andar na moda e de vestir as melhores marcas à custa do povinho e de andar de evento em evento do social, nem sempre acompanhando o marido nos seus deveres - ainda assim, desculpo-lhe as polémicas do divórcio e do aborto, porque, afinal, ela nem sempre foi princesa - e, no meio disto tudo, nada se resolve no país vizinho, que não tarda está pior do que nós, se é que tal seja possível.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Inteligência rara

Ontem, mal vi um bocadinho de sol (pronto, era bem mais do que um mero bocadinho!), despi o pijama (quente, quase sufocante), vesti o biquíni e fui para o jardim apanhar sol e ler; estava uma brasa (o dia, não eu), mas soprava um ventinho mesmo irritante. Hoje, estou com uma pseudo-insolação/constipação. Como poderão aferir, as minhas ideias costumam ser geniais.

Moral da história: não fiquem demasiado eufóricos, mal a temperatura suba ligeiramente. Pode acabar em ranho... e ninguém gosta de ranho. Belhac.

Ei, mas pelo menos sou uma ranhosa - digamos que - bronzeada, capiche?

Absolument terminé!

Daqui a menos de um mês, tenho um exame de Francês de nível B2, o quarto nível a contar do mais simples, o terceiro a contar do mais difícil. Em jogo, está mais um ano de bolsa de estudo na Alliance Française e, consequentemente, todo o meu empenho nos últimos três anos em que tenho estudado Francês a sério. Sei que sou uma perfeccionista e que poderei estar a massacrar-me sem necessidade, mas desta vez estou mesmo à rasca, em bom português. O nível B2 é dificílimo e até a minha professora me diz que eu tenho de melhorar certos aspectos. Não tenho muita prática a argumentar oralmente, descobri, ainda por cima, que as minhas bases nesta língua eram nulas, e ando atolada de trabalho (teatro, escola, Forum Estudante, mais o Francês,  claro... e escola, e mais escola, e mais ESCOLA! ...) até ao mais ínfimo nervo do meu corpo. Toda eu sou uma pilha de tarefas por fazer, terminar ou começar, acrescida a fraca capacidade que tenho de me concentrar para o trabalho durante mais de hora e meia seguida, que tem sempre de ser equilibrada com outra hora e meia a fazer whatever I desire... Portanto, aqui fica registado para a posteridade (e motivando-me mais um bocado), o meu niveau débutant da Grammaire Progressive du Français acabadinho de fazer, como prova de que, pelo menos, eu tentei. Amanhã (ou hoje, que já passa da meia-noite), começo já o niveau intermédiaire, que é para ver o que é bom para as dores! Arre, que tenho de ir dormir!

domingo, 14 de abril de 2013

Dos outros #23

"A nossa tristeza é mais sombria do que dolorosa, mais de mágoa do que de sofrimento, de sonho do que de realidade: não é lancinante, é aconchegante.
   Sofremos porque temos pena de nós próprios. Gostamos de imaginar-nos os seres mais incompreendidos, mais infelizes do mundo. «A minha vida dava», garante toda a gente, «um romance!»
  Rebolamo-nos de gozo com a imensíssima desgraça que nos eleva aos altares das mais incríveis megalomanias. Adoramos sentir-nos mártires, Cristos supliciados em Gólgotas de santidade, protagonistas de paixões desmesuradas - maneira de compensarmos a apagada e vil tristeza que nos sepulta. A tristeza é «o não contentarmo-nos de contentes», verseja Camões."

Fernando Dacosta, Máscaras de Salazar

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Badalhoquices

Não entendo a aversão da generalidade das pessoas à palavra "badalhoco". Dizem que é feia, ordinária, sem classe. Pessoalmente, nunca a achei nada disso. Pelo contrário, encontro-lhe uma faceta muito sua, as sílabas provocadoras, sonantes - ba-da-lho-co... É-lhe característico (ou sou eu que imagino) um sentido de humor mordaz e versátil, que não tem de ser obrigatoriamente associado à promiscuidade, podendo ser, antes, empregue ao serviço da boa disposição e do sarcasmo ocasional. Digo eu, verbalmente badalhoca...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Esclarecimentos que não foram pedidos, mas que eu dispenso na mesma

Nunca fui muito de pedir às pessoas para gostarem/pôrem like/partilharem o que quer que seja da minha propriedade virtual. Talvez tenha pedido uma ou duas vezes, mas acabei por desistir, porque isso é parvo. Se utilizarmos este blogue e a sua respectiva página de Facebook como exemplo, limito-me a divulgá-los, sem forçar ninguém (não lhes sucessivas mensagens desesperadas), fazer chantagem emocional ("meti like no teu A, metes like no meu B?") ou trocas ("tu fazes X para mim, eu faço X para ti"). Se as pessoas apreciarem realmente o que lhes tenho para dar, elas lá me hão-de ajudar a divulgá-lo. Não vejo que sejam necessárias medidas de coacção adicionais... Deste modo, peço-vos encarecidamente que parem de me maçar a cabeça com o já célebre "fazes-me um favor?", porque assim é que eu não faço mesmo, ok? No máximo dos máximos, basta enviarem-me a hiperligação numa mensagem privada, tudo direitinho, com uma possível e breve explicação do que se trata e, se eu não vos responder no prazo de 12 horas, não insistam. Esqueçam a cena. A sério...

Para que não percam o vosso tempo comigo, aqui vai uma lista de alguns dos conteúdos pelos quais eu não nutro um rabinho de simpatia, escusando vossemecês de mas publicitarem:

  1. Vlogs que não interessam nem ao menino Jesus;
  2. Qualquer página/site/blogue/pilinha que envolva frases ditas "filosóficas";
  3. Qualquer página/site/blogue/pilinha que envolva jovens pertencentes ao movimento do swag, do yolo, bonés da Obey, da Monster, do raio que lhes valha, entre outros;
  4. Qualquer página/site/blogue/pilinha que envolva materiais retirados de outros sítios na Internet e que sejam reblogados porque sim, porque é fixe!;
  5. Tumblrs.
É tudo, obrigada pela vossa atenção.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sobre o novo despacho das Finanças (ou "o princípio do fim do ensino universitário")

Pois bem, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, assinou um despacho que vai cortar as despesas no ensino universitário, ou seja, como é sintetizado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos,  "Fica suspensa a concretização de projectos cofinanciados por fundos europeus, o fornecimento de refeições aos estudantes, a limpeza e higiene, a reparação e conservação de edifícios e equipamentos, o funcionamento de aulas laboratoriais e oficinais, entre outras".
Agora, digo eu, não tarda, mais valerá encerrar todas essas faculdades, cujos projectos e investigações ficarão paralisados, devido à falta de materiais e condições de trabalho, de uma vez por todas. Caso sua eminência, Sô-dotor Vítor Gaspar, não saiba, os cursos de cariz prático, como são a maioria dos de ciências experimentais, necessitam disso mesmo - de experiência. Eu sei que o fofuxo tirou Economia, mas não me venha dizer que, lá quando o rei fazia anos, não precisava de uns quadros e de uns acetatozinhos para levar a cabo a realização de muitos dos seus trabalhos...! E a comida? Alguma vez se viu alguém dar vida ao miolo sem uma boa duma refeição, ou várias até? Eu também sei que andou na Católica, onde não deve haver paredes a cair, mas já viu o problema que era um aluno do público levar com um pedaço de estuque em cima? Ah pois, nem me venham com coisas.
O que me vale (mais ou menos) é estar na área das Humanidades - com prosseguimento, em Setembro, para Línguas, Literaturas e Culturas na FLUL (i hope so!) - e só precisar de um computador com Internet e uma biblioteca para me safar, sendo que desses já cá eu tenho em casa (refeições a cada vinte minutos, infraestrutura firme) com fartura.

A notícia séria, aqui.

Irmandades e coisas que tais

Supostamente, hoje é o dia dos irmãos (a Wikipédia diz que é a 5 de Setembro, mas eu faço de conta que não vi nada). Bem... eu sou filha única. Com três cães, dois gatos e uma tartaruga, mas, ainda assim, filha humana única. Mimadinha até ao tutano, criada pela avó, não conheço outra realidade. No entanto, como tenho alguns bons amigos, as minhas felicitações neste dia vão para eles. Vocês são uns bacanos! (Só muuuuuuuito de vez em quando.)


Será que também há um dia dos filhos únicos??

terça-feira, 9 de abril de 2013

E ler no comboio, senhores? Ai, jasus...

Eu faço parte daquele tipo de pessoas que são capazes de deixar passar a estação de comboio de chegada porque estão demasiado embrenhadas no seu livrinho - companheiro inseparável de viagem - para se darem conta da existência do resto do mundo. Há pessoas que adormecem, há pessoas que lêem e perdem a noção da vida. Já me estou a imaginar, um dia destes, ter de ligar à minha avó... "Ah e tal, desculpa, mas já estou no Rabinho de Judas, pois foi, sou uma distraída, estava aqui entretida com o Saramago (nada de pensarem o que estavam a pensar, seus badalhocos!) e coiso, podes esperar que eu apanhe o próximo comboio?". É, não subestimem a capacidade de abstracção de um leitor, meus amigos! Um dia, ainda vos calha a vocês.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Eu quero, eu quero, eu quero!


Impossível perder, impossível não gostar, impossível ficar indiferente: é a Feira do Livro. Só faltam seis semanas! Infelizmente, não é que vá para comprar, porque de bolsos fundos está Portugal vazio - eu incluída - mas sim para observar o ambiente de pura alegria dos que o (ainda) podem fazer, deleitar-me com o sol pré-Verão num dos parques mais bonitos e arejados de Lisboa, com a sua transformação, com as multidões, com os livros novos em que posso esfronhar o nariz e inspirar o seu aroma pueril de papel não desbravado, para caçar uns quantos autógrafos (próxima vítima: José Luís Peixoto), para passear... Enfim, uma pessoa até se contenta com pouco.

Do amor inquantificável

Texto escrito a 4 de Abril de 2013, quinta-feira...

Hoje, surgiu-me uma questão: até que ponto é que sabemos quantificar o que sentimos pelos outros? Eu acho que isso é, simplesmente, impossível. Acho que os sentimentos (e, em geral, as emoções), sendo algo imaterial, são inquantificáveis. É impensável, numa relação interpessoal, dizer quem gosta mais de quem. Haverá sempre maneiras diferentes de expressar o mesmo sentimento. Não podemos afirmar que amamos alguém a nível 20 e saber se a outra parte nos ama a nível 18, 19 ou 21. Podemos - e devemos - somente tentar demonstrá-lo através das nossas acções e comportamentos. Afinal, ninguém é igual a ninguém. Uns são mais dados ao afecto e/ou à explicitação verbal dos seus sentimentos; outros retraem-se mais. Mas a personalidade mais ou menos extrovertida de cada um não interferirá, em princípio, na intensidade do que sente.

domingo, 7 de abril de 2013

Aos procrastinadores

I find it hard to talk about myself. I’m always tripped up by the eternal who am I? paradox. Sure, no one knows as much pure data about me as me. But when I talk about myself, all sorts of other factors – values, standards, my own limitations as an observer – make me, the narrator, select and eliminate things about me, the narratee. I’ve always been disturbed by the thought that I’m not painting a very objective picture of myself.

Haruki Murakami, Sputnik Sweetheart



Sou, sem dúvida alguma, uma daquelas pessoas que gosta de falar sobre si própria. Espero que não me interpretem como egocêntrica, egoísta ou arrogante. Afinal, toda a gente que goste minimamente de uma pessoa também gosta de falar sobre ela. Pois, e eu gosto de falar sobre mim (ou de escrever sobre mim, neste caso). Por isso é que tenho um blogue: para escrever sobre mim, sobre o que me rodeia, sobre as pessoas de quem eu gosto, e para dar a minha opinião. É mais ou menos isso.
Deste modo, prossigamos.

Quem sou eu?
Acho que tenho uma profunda falta de tacto para me descrever, sarcasmos à parte. Poderei contar-vos, em primeiro lugar, que possuo uma mente extremamente curiosa e crítica. Sou uma perfeccionista maluca, quase paranóica, principalmente comigo própria. Isto costuma acontecer a muito boa gente, pelo que não há aqui nada de anormal. Nem os meus genes asiáticos (50%), de diversas origens geográficas, me doaram inteligência asiática suficiente para compensar os meus genes portugueses (os outros 50%) que me acabaram por me caracterizar com a preguiça portuguesa. Mas, esquecendo os ditos estereótipos, sou uma boa rapariga. Pelo menos, é o que a minha avó me diz e eu acredito, porque me convém – e começa o sarcasmo!

Já lá vão dezoito anos e meio desde que os meus pais me conceberam, meço 1,69 cm (riam-se lá do número, vá), peso 46,5kg e o meu Índice de Massa Corporal é 18 ou 19.

O meu sonho de criança é ser escritora. O meu sonho adulto é não deixar de ter o meu sonho de criança, mesmo que conjugado com um emprego de gente crescida (professora, editora, tradutora, jornalista, caixa num supermercado…).

Gosto de viver um dia de cada vez, a pensar num futuro a médio prazo, mas a aproveitar o presente e a tentar ter o maior número de experiências possível.

Se o meu país me deixar (que é como quem diz se me derem uma bolsa de estudo), vou para a universidade em Setembro!!!

Gosto de ler e de escrever, de ouvir música, de cantar e, quando calha, de tocar guitarra. Recentemente, descobri que gosto de cozinhar – coisas que vêm com o aproximar da idade adulta, enfim. Não sou diferente das outras pessoas ao ponto de preferir o Inverno ao Verão, mas escolho a Primavera e o Outono como minhas estações de eleição.
Literariamente falando, não tenho nenhum escritor favorito. Recentemente, descobri Bocage, Pessoa e Saramago e, até agora, temo-nos dado todos que nem uma maravilha.
Não tenho nenhum piercing, nem tatuagem, nem fetiche estranho com pés ou outras partes desagradáveis do corpo humano. Só pinto as unhas de cores berrantes. Quando tenho tempo e paciência, maquilho-me… fracamente.

Escrevo recorrentemente sobre as pessoas da minha vida: a minha família, os meus amigos e o meu namorado.

Prazer em conhecer-te. Já te disse que me chamo Beatriz? :)

Queridos, saí na revista!


Olá, bom dia, caros procrastinadores por esse mundo fora!

Quero partilhar convosco a nova vitória deste blogue e, consequentemente, como não poderia deixar de ser, uma igual vitória para mim também. Hoje, figuro em destaque no artigo "Adolescentes sem papas na língua" da revista Domingo (suplemento do Correio da Manhã), tal como outros jovens que continuam a intervir e a dar a sua opinião na blogosfera e nas redes sociais. Este artigo foi escrito pela jornalista Marta Martins Silva, a quem não poderia deixar de agradecer, e as fotos são da autoria do Bruno Colaço.

Esta foi uma inegável oportunidade para a divulgação do blogue e, claro, de reconhecimento. Esta tornou-se mais um desses eventos pontuais na juventude de alguém que lhe permite sentir uma motivação inexplicável para as adversidades que se lhe poderão apresentar no futuro - falo por mim.

Todas as reproduções do que disse e escrevi estão fiéis ao original e, como nem é assim tão habitual nos meios de comunicação, os jovens são elevados a um estatuto digno de futuros cidadãos do seu país. Afinal, ainda existem alguns que se preocupam, que têm opinião e que, apesar das "futilidades" inerentes à sua faixa etária, estão conscientes do que se passa na comunidade a que pertencem, tentando marcar uma pequena diferença, a sua diferença.

Portanto, agradeço, como já referi, o reconhecimento e a oportunidade de mostrar o que valho, pelo menos enquanto autora deste blogue. No momento em que fui contactada para ser entrevistada, não esperei que a minha intervenção tomasse esta dimensão na revista - nem nesse momento nem até ver pelos meus próprios olhos!

Obrigada à Marta Martins Silva, ao Bruno Colaço, aos procrastinadores que não se importam de o ser e a todas as outras pessoas que me servem de inspiração e que me motivam - a minha família, aos meus amigos, ao Ricardo.

Bom fim-de-semana!


***

Aqui fica o índice e o artigo, que também poderão ver e descarregar na página de Facebook do blogue. Já agora... eu sou a miúda do cachecol verde: Beatriz, a procrastinadora.






NOTA: eu sei que, se calhar, estou a festejar de uma maneira muito efusiva, mas dêem-me um desconto, que isto já me passa! :)

sábado, 6 de abril de 2013

Também tenho um amigo que demora duas vidas a arranjar-se, por isso não digam que são só as mulheres!


A propósito, nós não vamos à casa-de-banho juntas para ficarmos no mesmo cubículo a ver a outra fazer chichi; nós vamos à casa-de-banho juntas para podermos ir falando umas com as outras, cada uma de seu lado da porta, ok? E eu só tenho UM par de botins de salto alto que só usei uma vez, encontrando-se o resto dos meus sapatos em vias de irem para o lixo, tal é o uso, ou, pelo menos, em estado de contínua degradação. E nós, mulheres ou seres que ascenderão a tal num dia destes, precisamos de malas porque, ao contrário dos homens, usamos calças justas ou saias, ficando feio se se vir ali um telemóvel ou uma carteira a emergirem dos bolsos (ou a pedirem para serem "resgatados" por mãos alheias, além de que nos magoam as pernas); aproveitamos a fundura de algumas malas para despejar, por conveniência, aquilo que os homens não têm nos seus bolsos e hão-de precisar, eventualmente (lenços de papel, por exemplo). Quanto à demora e à picuinhice nas lojas, existem patologias e Patologias, sendo que, pessoalmente, tenho de argumentar que nem todos os seres humanos têm um corpo relativamente quadrado, tendo em vez disso curvas em tudo quanto é sítio, ou falta delas (factor pouco atractivo) pelo que é preciso saber escondê-las meticulosamente ou, pelo contrário, saber exagerá-las, daí os nossos dilemas no que toca a comprar nem que seja uma única peça de roupa. Quanto à síndrome da Primark, juntem o ponto anterior ao facto de nos encontrarmos numa das catedrais comerciais com preços mais baixos, não só em roupa, como igualmente em lingerie, malas, acessórios, maquilhagem, etc, etc.

Mais alguma coisa?

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Beatriz ♥ Saramago

Memorial do ConventoDas pessoas que conheço, sou uma das excepções que adorou ler o Memorial do Convento. Para mim, foi a oportunidade de conhecer, finalmente, a escrita de Saramago, que tanto via defendida na minha família, mas que eu teimava em adiar para quando tivesse mais maturidade. Tenho dois livros autografados (As Pequenas Memórias, que já estou a terminar, e ainda outro, de que não recordo o nome, sendo o meu pai que o tem), mais uns quantos que fui adquirindo, esperando, um dia, ser capaz de valorizar tais obras. Portanto, foi a partir do Memorial que descobri Saramago e passei a adorá-lo. Desde a construção frásica, tão sui generis, até à narrativa das peripécias das personagens, passando pela caracterização destas últimas, o simbolismo inerente a tudo e a nada, a forma de criticar, tão subtilmente, a sociedade do século XVIII, fizeram-me render totalmente. Apesar de nenhum leitor, em princípio, se conseguir relacionar directamente com os protagonistas, Blimunda e Baltasar, é quase impossível não nos sentirmos atraídos pelo seu bom coração e pelo amor que nutrem um pelo outro. É impossível não nos rirmos de D. João V e da sua corte, não torcermos pelo padre Bartolomeu Lourenço, não simpatizarmos com o "Escarlate" e não termos pena da Infanta Maria Bárbara. Sumariamente, foi impossível não me crescer intensa e abruptamente uma vontade incontrolável de continuar a desbravar a bibliografia de Saramago.

OLH'Á NOTÍCIAAA FRESQUINHA!

Aconselho-vos a comprarem o Correio da Manhã este Domingo, revista-suplemento incluída (principalmente esta última!!!). Se não o comprarem, também não faz mal, porque, inevitavelmente, eu acabarei por revelar-vos a surpresa.

Este blogue está a ganhar algumas asas. E mais não digo!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A emancipação dos Jonas Brothers


"Baby, put your pom poms down for me"? Quem canta este refrão são os mesmos três irmãos que, ainda há um par de anos, exibiam os seus anéis da castidade, virgens que só eles (com alguma sorte, virgens do nariz!), que defendiam a espera pelo casamento até deixarem de o ser. Bem... aqui fica mais uma prova da emancipação sexual dos Jonas Brothers, a seguir, por exemplo, ao penúltimo videoclipe do Joe. É que já não era sem tempo! E, deixemo-nos de tretas, agora sim, eles atingiram o sex appeal desejável. Reapareceram com muito mais carisma e confiança, uma imagem mais adulta e... eu gosto. Gosto sim! A música fica no ouvido, não é a minha preferida mas, mantendo-se na mesma onda musical que a de sempre, torna-se muito mais interessante com uma letra cujo significado vem quebrar o gelo da "ingenuidade" presente nos álbuns anteriores.

Acaba-se a vinculação à Disney, surge a oportunidade de crescerem enquanto artistas. O caminho que foi percorrido pela Britney, pela Miley Cyrus e tantos outros artistas é, agora, iniciado pelos Jonas Brothers. Mantendo a "decência" que lhes é característica, revelam, por fim, o seu amadurecimento. Previsivelmente, libertaram-se da ideia de "sonsos", o que viria a acontecer, mais cedo ou mais tarde. Já nem as fãs são miudinhas pré-púberes facilmente iludidas por músicas sobre amor eterno e verdadeiro, sobre rapazes perfeitos. Elas cresceram e querem mas é ouvir e ver qualquer coisa comercial e cativante, que dê no olho (ei, e porque não haveria eu de estar a falar a partir de uma perspectiva pessoal?).