sábado, 27 de abril de 2013

Emprego ou não, eis a questão!

A minha família não me deixa trabalhar, uma vez que o meu único trabalho deve ser estudar, e querem que eu o faça sendo a minha prioridade.
Talvez nas férias, diz a minha avó. Não, não, diz o meu pai, deves é aproveitar estes meses, esta altura, enquanto podes, ir para a universidade sem outras preocupações, porque nós não sabemos o dia de amanhã, nem como estará o país daqui a uns meses...
Está bem, eu entendo. E é sobre isto que vos quero escrever.
Enquanto estudantes sem nenhuma especialização (falo, pelo menos, em nome dos que enveredaram pelo ensino regular não profissionalizante, tal como eu), porventura ainda no ensino secundário ou nos primeiros anos de faculdade, os empregos que poderemos, possivelmente, arranjar, no campo dos part-times, é andar a virar hambúrgueres ou frangos, sermos vendedores por telefone, darmos explicações, caso tenhamos, sequer, habilitações e credibilidade para tal ou (tentar) vender cosméticos por catálogo (mais no caso das raparigas). Principalmente nos dois primeiros, somos mais do que explorados. Recebemos uma miséria, já temos de descontar para os impostos, graças aos novos procedimentos e controlos fiscais por parte do Estado e, no fim, sobra-nos quanto dinheiro…? 100 euros por mês? 150? E com alguma sorte! Por uma média de 88 horas de trabalho mensal (contando que se trabalham 4 horas todos os 22 dias úteis), isso é uma ninharia, fora o transporte, a alimentação e outros descontos que possamos ter no ordenado.
Eu quero muito trabalhar, uma vez que mal tenho dinheiro para pagar a faculdade que começa já em Setembro, mas não sei se valerá a pena. Além de, por agora, não me deixarem arranjar nada, apesar de já ter sido chamada para duas entrevistas, talvez tenham razão quando argumentam que desperdiçarei tempo quase desnecessariamente, tempo esse que posso utilizar a estudar, a escrever (porventura, concorrendo a alguns concursos literários em que poderei arrecadar dinheiro livre de impostos, se ganhar algum prémio), a namorar e a estar com os amigos... Enfim, a divertir-me enquanto estou na idade de o fazer com maior liberdade. Há todo um conjunto de prós e contras que tem de ser pesado.
Arranjar um emprego poderia trazer-me a experiência profissional que ainda mal tenho, poderia dar um jeito ao meu CV, dar-me uma primeira perspectiva do que é realmente o mercado do trabalho e permitir-me amealhar algum dinheiro para as propinas da faculdade. Por outro lado, estaria a perder horas de estudo e de descanso, teria que deixar as aulas da Alliance Française em suspenso, nem que fosse temporariamente, não conseguiria ter nenhuma disponibilidade para escrever nem ler… Percebem o meu dilema?
Portanto, deste modo, decidi-me apenas a inscrever para monitora das actividades de Verão da freguesia onde estudo. Em princípio, julgo que decorram somente durante o mês de Julho e farei algo de que gosto: ou tomar conta de crianças, ou da biblioteca de praia/jardim. No ano passado, fiquei como “suplente” para as bibliotecas, mas ninguém desistiu da vaga que lhe fora atribuída e acabei por não ser chamada. Este ano, tenho mais hipóteses: já terei o 12º ano terminado, mais um diploma de nível C1 a Inglês (fora o B2 de Francês, para o qual ainda tentarei a sorte no próximo dia 10) e serei maior de idade. Sei que não se ganha muito mais nestes empregos de Verão a tempo inteiro do que em qualquer outro a tempo parcial, mas não custa tentar por apenas quatro semanas.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Cumprindo uma promessa que foi mais do que procrastinada

Em Dezembro, escrevi uma crónica chamada «"Teorias sobre o "ÉS TODA BOA!"», em que sujeitei toda uma comunidade procrastinadora a reflectir sobre o que é mais ou menos atraente numa rapariga ou mulher e sobre o conceito de verdadeira beleza feminina.
Então, em jeito de comentário, a Raquel do blogue "À Carne Nua da Emoção" sugeriu-me que lançasse um questionário em que se apurassem as preferências masculinas no que toca ao físico feminino. Pois, que eu já o devia ter feito há c'anos, mas só agora tomo iniciativa! Porém, como mais vale tarde do que nunca, convido os senhores (e meninos, porque não?) meus leitores a dizerem de sua justiça, pode ser? Não custa nada, é só um clique ou dois (ou meia dúzia, escolham quantas opções vos aprouver) e estarão a contribuir para o esclarecimento da curiosidade dos rabinhos-de-saia procrastinadores e, quem sabe, para uma vaga blogosférica de consequente felicidade-barra-depressão-ai-que-eu-não-agrado-a-ninguém-e-preciso-mas-é-de-uma-dieta! Poderão votar mesmo aqui no blogue - mais precisamente na barra lateral -, na respectiva página de Facebook ou, como há alternativas para todos os gostos, até nos dois sítios. Darei permissão para que adicionem outras respostas aos questionários, mas vejam lá se não abusam da sorte, que este é um blogue sério, 'tá bien? E, ATENÇÃO, só o pessoal do sexo masculino é que deve responder (talvez abra uma excepção para as lésbicas, mas nem sei, sequer, se haverá alguma a ler o meu blogue...), portanto, meninas, deixem-se lá de fazer batota...!

No Facebook, em https://www.facebook.com/questions/440623812696666/ .

Têm pouco mais de dois meses para responder, ou seja, até dia 30 de Junho, pelo que não há desculpas  do género "não vi", "não tive tempo" ou "estive a procrastinar", porque, afinal, isso fazêmo-lo todos, se não estou em erro. Agora, toca a votar, minha gente, toca a votar! Convidem namorados, amigos, irmãos, os vossos primos giros e os menos giros, o vizinho do lado, o de cima e o de baixo... quem vocês quiserem! Menos pais e avós, a ver se nos cingimos à nossa geração, se possível...

(E, amor... vota tu também! Rick's gonna vote, Rick's gonna vote!)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Not even possible, my dears!


Esqueçam lá isso, escusam de perguntar, porque não há mesmo maneira de viver sem procrastinar. Eu já tentei e não consegui. Muito menos será neste blogue que encontrarão as respostas de que necessitam, ok?

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Comichão, irritação, incompreensão fatal, chamem-lhe o que quiserem...

Se há coisa que me inquieta terrivelmente é, na minha escola, valorizar-se mais o desporto do que a actividade intelectual. Não me interpretem mal - eu sou da opinião de que deve haver um equilíbrio entre os dois, pois ambos são importantes, à sua maneira, na nossa formação. Mas, vejam-me lá o desplante da situação!, o pessoal que ganha, por exemplo, campeonatos desportivos, tem direito a fotografia e a alegre comunicado no site da escola, tal como à entrada de cada pavilhão, enquanto o pessoal que ganha concursos literários ou científicos é colocado em segundo plano e, se obtiver uma linha na página de Facebook do agrupamento, já vai com muita sorte (e, confesso, até poderei estar a incluir-me nesse grupo, uma vez que já ganhei pelo menos 4 prémios desde que entrei na C+S, além de ser algo activa na comunidade lectiva, nunca tendo visto o meu esforço recompensado com tais mordomias). Deste modo, pegando num pequeno exemplo como este, se confirma que a sociedade, em geral, tem as prioridades um bocado trocadas. Vivemos num mundo em que o pontapé na bola é superior à investigação científica, ao exercício da cidadania e à cultura. Depois queixam-se de que andamos em crise.

dos outros #24

"Aprendemos das lições da vida que de pouco nos poderá servir uma democracia política, por mais equilibrada que pareça apresentar-se nas suas estruturas internas e no seu funcionamento institucional, se não tiver sido constituída como raiz de uma efectiva e concreta democracia económica e de uma não menos concreto e efectiva democracia cultural."

José Saramago, O Caderno

terça-feira, 23 de abril de 2013

Aos livros (a todos eles)

Entraram na minha vida desde bem pequenina. Depois das chaves de plástico de cor deslavada, tornaram-se o meu brinquedo favorito. Sim, eu ainda me lembro. Havia os clássicos ilustrados, cujas figuras se elevavam em relevo das páginas rijas - o Gato das Botas, a Cinderela, ... -, havia aquele livro com a forma de um pássaro, fazendo eu questão de o levar para todo o lado, por ser tão pequenino e ter apenas algumas palavras que eu adorava que me lessem, e, depois desses livros, houve muitos mais - como o do Winnie The Pooh, os da Anita com autocolantes, as colectâneas de contos, os do Harry Potter, os do Clube das Amigas, os variados romances de faca e alguidar por que me perdi e com que me iludi, os de crónicas, o José Luís Peixoto, o Saramago... Enumerei apenas alguns, pois foram os que mais me marcaram, aqueles de que me recordo mais vividamente e que acabam por representar fases distintas da minha (ainda curtíssima) vida.
Arrisco afirmar que os livros são os meus objectos (ou serão somente meio objectos, meio seres com vida própria?) preferidos neste mundo. Acho que não conseguiria viver equilibradamente sem lhes sentir as páginas entre os dedos, sem lhes ver as letras, palavras, histórias que se materializam sem quê nem porquê, sem lhes pedirmos directamente. Cresci rodeada de livros, emocionalmente ligada aos livros. Em minha casa, não existem estantes suficientes para tanto livro, há mais pó no ar por causa dessa enorme quantidade de livros, há livros sobre tudo e mais alguma coisa, de autores de inúmeras origens e épocas, desde as mais remotas às mais recentes.
Quando vou a um centro comercial, é às livrarias que me dirijo primeiro; perco-me em bibliotecas; surripio livros às minhas amigas sempre que vou a casa delas.
Portanto, não foi surpresa nenhuma eu ter anunciado, há uns anos, que não, não queria ser veterinária, nem bióloga, nem actriz: eu queria (e quero, muito, muito!) escrever ou, pelo menos, estar para sempre e sempre vinculada às letras.
Um dia, também eu quero ter um livro com o meu nome na capa e fazer companhia a desconhecidos que me hão-de conhecer anonimamente. Quero contar as minhas histórias, porventura sobre as histórias que me foram sido contadas, a par das que me aconteceram ou vi acontecerem. Quero ter mais livros, não só meus de posse, como igualmente de autoria.

Ele já está quase a acabar, mas desejo-vos um feliz dia do livro. E que os próximos 365 dias continuem a sê-lo: felizes... e acompanhados de livros!

(Spam&parvoíce: livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros. Vamos ser miguxos foreva. Amo-vos muito, coisas fofas.)

Estou perdida

Não gosto de reality shows, não gosto de futebol, não gosto de passadeiras vermelhas, não gosto da música que, hoje em dia, se considera pop, não percebo nada de moda, não sou popular, também não sou nenhuma oprimida-excluída, não possuo uma beleza rara, não sou lamechas, não tenho do que me queixar no campo emocional, não digo nem escrevo muitas asneiras, estou-me pouco lixando para o acordo ortográfico, ainda ando na secundária, não leio muita literatura "light" e muito menos da pesadona, não escrevo eruditamente, ...

Arre, o que ando eu a fazer na blogosfera...??!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A blogosfera tells us how it is: o movimento do swag

Recomendo:


SWAG: Stupid Whores and Alien Gonods

Já viram o Big Brother?

Eu não. Estive a dormir desde as 19h30 até agora, com uma dor de cabeça de caixão à cova (cortesia do senhor meu Vocês-Sabem-o-Nome-Dele) e perdi o primeiro episódio, totalmente. Que triste que eu estou. Claro que, se eu tivesse estado acordada, teria mas é acabado o trabalho de Filosofia, qual Big Brother, qual carapuça, logo eu que tenho uma vida (de estudante... belhac) tão ocupada...! Ainda estou para perceber qual é o interesse que move meia dúzia de gerações de uma vez a assistir aos reality shows de quarta categoria (terceira parece-me um eufemismo) da TVI, mas, verdade das verdadinhas, quem é a miúda que admite gostar de ver Jersey Shore para julgar tais pessoas? Pelo menos, elas ainda vêem o que é nacional! Parvalhona...

domingo, 21 de abril de 2013

Sobre o atentado bombista de Boston

Ainda não me tinha pronunciado sobre o assunto e, na verdade, a minha opinião não vai muito além das que toda a gente partilha: morreram pessoas inocentes, traumatizaram-se outras tantas que assim hão-de viver o resto das suas vidas, assustou-se um mundo inteiro e, afinal, para quê? Qual era o objectivo dos dois irmãos - o mais velho de vinte seis anos, jogador amador de boxe, em vias de representar os EUA nos Jogos Olímpicos, e o mais novo de dezanove, estudante de Medicina em Dartmouth? O que é que leva dois indivíduos devidamente legalizados no seu país de acolhimento, inclusivé bastante bem-sucedidos e acolhidos na comunidade, a cometer uma atrocidade deste tipo? Deste modo se chega à conclusão que deverão ser tomadas medidas de protecção e contra o extremismo islâmico; há que controlar, apesar da liberdade religiosa vigente, os indivíduos suspeitos da sua prática. À custa desta religião cujos princípios me parecem terrivelmente adulterados, já aconteceram desastres semelhantes em todo o mundo e acenderam-se guerras sangrentas e desnecessárias. Tenho (temos!) muitas perguntas e poucas respostas.

(E, agora, à laia do sarcasmo costumeiro - não me levem a mal - que tal arranjarem uns quantos pares de irmãos destes que não se importem de se deslocar a São Bento ou a Belém, hein? Alojamento e deslocação pagas pelo contribuinte e tudo!)

sábado, 20 de abril de 2013

Drama queen

O que a minha avó pensa que eu estou a fazer em casa do Ricardo, sem a avisar, antes do ensaio de teatro:
- bebés (ou a treinar, pelo menos);
- se calhar, a ser violada;
- a ser desprezada e espezinhada pelos meus "sogrinhos", que me odeeeeeiam como tudo, 'tão a ver?.

O que eu estou realmente a fazer:
- a procurar uns calções e uma t-shirt que já não sirvam ao rapaz e que ele me possa emprestar para eu fazer de miúdo no teatro;
- a cuscar-lhe o Facebook.

Logo a mim, que tenho sorte no amor e azar ao jogo...



Acabo de ganhar um bilhete para ir ver a Aurea a Tróia, na na na na na na! =)
(Como já vos devo ter contado, sou uma fã acérrima da menina acima mencionada, pelo que estou aqui aos pulinhos na cadeira e já dei a boa nova aos sete ventos...)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Rick's stuff #8


Pronto! Eu sabia que era sorte a mais... O meu amor é homossexual! As provas estavam ali mesmo, debaixo do meu nariz, mas eu ignorei-as e, agora, aqui está simplificado o que eu já desconfiava. Giro (e fofinho, ainda por cima!), inteligente e simpático???! O 9gag diz que o Ricardo só pode ser gay! 

...

GAYS SÃO ELES! PARVOS! Temos pena se não conhecem rapazes/homens decentes!
(xisdê)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Crónica sobre o meu rabo

Caros amigos, quero confessar-vos uma coisa: o meu rabo é estúpido. (E o que é que vocês têm que ver com isso?? Nada. Nadinha mesmo. Mas apetece-me escrever sobre o assunto.) Enquanto as minhas ancas enchem um par de calças 38, o belo do dito cujo, o senhor meu rabo, contenta-se com um 34. Dommage! Sou mesmo anormal. O meu mais-que-tudo subscreve: que belas ancas eu tenho, mas que nádegas tão insuficientes me calharam, em comparação às primeiras! Consta que as leggings disfarçam esta disparidade físico-volumétrica, só que... já me chegam as pernas esqueléticas, o peito de tábua de engomar, e ainda tenho de gramar com este rabo à moda da África Subsariana, como se eu não comesse as quantidades industriais de pão e a comidinha da avó que como??? Oh,senhores! O Ricardo diz que isto vai com exercício, ele diz que até nem importa, que gosta assim e, se tivesse que ser, gostaria assado, mas o meu maior drama, aquele que mais me assombra, é não conseguir comprar Aquele par de calças, que me assentará que nem uma luva, da cintura aos tornozelos. A única vantagem que vejo nestas minhas desproporcionadas formas é ter menor probabilidade de ser afectada pela p*ta da celul***, pelo menos a médio prazo. Pode ser que, daqui a quinze anos, o meu rabo atinja a dimensão ideal.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

"Ranho", um poema quase horizontal

Ranho. Substância consubstanciada nas minhas vias respiratórias, no meu nariz - entupido - e a respiração a falhar-me, a boca que arfa, sem fôlego. Resfolego.
Enfim, suspiro. Quem me dera um espirro, mas isto é só obstrução. Uma danação!
Alergia, constipação, insolação.
É ranho, é ranho, é ranho, senhores!
É ranho que eu tenho!

Real opinião sobre a realeza de Espanha

Então, aqui vai disto: não gosto de ninguém da família real espanhola. Enfim, talvez até ache fofos alguns dos miúdos... e não desgosto da rainha Sofia e da infanta Elena, que me parecem mais ou menos inocentes e simpáticas, mas é só. O rei Juan Carlos vai caçar elefantes para África com a sua amásia loira e abotoxada (princesa alemã), o genro Iñaki mete-se em corruptas alhadas (patrocinadas pelo próprio sogro, aposto!), a infanta Cristina envolvida, idém, aspas, aspas, o príncipe Felipe é um panhonhas que não tem mão em nada (incluindo naquela sua barba, c'horror!!), a Leticia gosta de andar na moda e de vestir as melhores marcas à custa do povinho e de andar de evento em evento do social, nem sempre acompanhando o marido nos seus deveres - ainda assim, desculpo-lhe as polémicas do divórcio e do aborto, porque, afinal, ela nem sempre foi princesa - e, no meio disto tudo, nada se resolve no país vizinho, que não tarda está pior do que nós, se é que tal seja possível.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Inteligência rara

Ontem, mal vi um bocadinho de sol (pronto, era bem mais do que um mero bocadinho!), despi o pijama (quente, quase sufocante), vesti o biquíni e fui para o jardim apanhar sol e ler; estava uma brasa (o dia, não eu), mas soprava um ventinho mesmo irritante. Hoje, estou com uma pseudo-insolação/constipação. Como poderão aferir, as minhas ideias costumam ser geniais.

Moral da história: não fiquem demasiado eufóricos, mal a temperatura suba ligeiramente. Pode acabar em ranho... e ninguém gosta de ranho. Belhac.

Ei, mas pelo menos sou uma ranhosa - digamos que - bronzeada, capiche?

Absolument terminé!

Daqui a menos de um mês, tenho um exame de Francês de nível B2, o quarto nível a contar do mais simples, o terceiro a contar do mais difícil. Em jogo, está mais um ano de bolsa de estudo na Alliance Française e, consequentemente, todo o meu empenho nos últimos três anos em que tenho estudado Francês a sério. Sei que sou uma perfeccionista e que poderei estar a massacrar-me sem necessidade, mas desta vez estou mesmo à rasca, em bom português. O nível B2 é dificílimo e até a minha professora me diz que eu tenho de melhorar certos aspectos. Não tenho muita prática a argumentar oralmente, descobri, ainda por cima, que as minhas bases nesta língua eram nulas, e ando atolada de trabalho (teatro, escola, Forum Estudante, mais o Francês,  claro... e escola, e mais escola, e mais ESCOLA! ...) até ao mais ínfimo nervo do meu corpo. Toda eu sou uma pilha de tarefas por fazer, terminar ou começar, acrescida a fraca capacidade que tenho de me concentrar para o trabalho durante mais de hora e meia seguida, que tem sempre de ser equilibrada com outra hora e meia a fazer whatever I desire... Portanto, aqui fica registado para a posteridade (e motivando-me mais um bocado), o meu niveau débutant da Grammaire Progressive du Français acabadinho de fazer, como prova de que, pelo menos, eu tentei. Amanhã (ou hoje, que já passa da meia-noite), começo já o niveau intermédiaire, que é para ver o que é bom para as dores! Arre, que tenho de ir dormir!

domingo, 14 de abril de 2013

Dos outros #23

"A nossa tristeza é mais sombria do que dolorosa, mais de mágoa do que de sofrimento, de sonho do que de realidade: não é lancinante, é aconchegante.
   Sofremos porque temos pena de nós próprios. Gostamos de imaginar-nos os seres mais incompreendidos, mais infelizes do mundo. «A minha vida dava», garante toda a gente, «um romance!»
  Rebolamo-nos de gozo com a imensíssima desgraça que nos eleva aos altares das mais incríveis megalomanias. Adoramos sentir-nos mártires, Cristos supliciados em Gólgotas de santidade, protagonistas de paixões desmesuradas - maneira de compensarmos a apagada e vil tristeza que nos sepulta. A tristeza é «o não contentarmo-nos de contentes», verseja Camões."

Fernando Dacosta, Máscaras de Salazar

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Badalhoquices

Não entendo a aversão da generalidade das pessoas à palavra "badalhoco". Dizem que é feia, ordinária, sem classe. Pessoalmente, nunca a achei nada disso. Pelo contrário, encontro-lhe uma faceta muito sua, as sílabas provocadoras, sonantes - ba-da-lho-co... É-lhe característico (ou sou eu que imagino) um sentido de humor mordaz e versátil, que não tem de ser obrigatoriamente associado à promiscuidade, podendo ser, antes, empregue ao serviço da boa disposição e do sarcasmo ocasional. Digo eu, verbalmente badalhoca...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Esclarecimentos que não foram pedidos, mas que eu dispenso na mesma

Nunca fui muito de pedir às pessoas para gostarem/pôrem like/partilharem o que quer que seja da minha propriedade virtual. Talvez tenha pedido uma ou duas vezes, mas acabei por desistir, porque isso é parvo. Se utilizarmos este blogue e a sua respectiva página de Facebook como exemplo, limito-me a divulgá-los, sem forçar ninguém (não lhes sucessivas mensagens desesperadas), fazer chantagem emocional ("meti like no teu A, metes like no meu B?") ou trocas ("tu fazes X para mim, eu faço X para ti"). Se as pessoas apreciarem realmente o que lhes tenho para dar, elas lá me hão-de ajudar a divulgá-lo. Não vejo que sejam necessárias medidas de coacção adicionais... Deste modo, peço-vos encarecidamente que parem de me maçar a cabeça com o já célebre "fazes-me um favor?", porque assim é que eu não faço mesmo, ok? No máximo dos máximos, basta enviarem-me a hiperligação numa mensagem privada, tudo direitinho, com uma possível e breve explicação do que se trata e, se eu não vos responder no prazo de 12 horas, não insistam. Esqueçam a cena. A sério...

Para que não percam o vosso tempo comigo, aqui vai uma lista de alguns dos conteúdos pelos quais eu não nutro um rabinho de simpatia, escusando vossemecês de mas publicitarem:

  1. Vlogs que não interessam nem ao menino Jesus;
  2. Qualquer página/site/blogue/pilinha que envolva frases ditas "filosóficas";
  3. Qualquer página/site/blogue/pilinha que envolva jovens pertencentes ao movimento do swag, do yolo, bonés da Obey, da Monster, do raio que lhes valha, entre outros;
  4. Qualquer página/site/blogue/pilinha que envolva materiais retirados de outros sítios na Internet e que sejam reblogados porque sim, porque é fixe!;
  5. Tumblrs.
É tudo, obrigada pela vossa atenção.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sobre o novo despacho das Finanças (ou "o princípio do fim do ensino universitário")

Pois bem, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, assinou um despacho que vai cortar as despesas no ensino universitário, ou seja, como é sintetizado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos,  "Fica suspensa a concretização de projectos cofinanciados por fundos europeus, o fornecimento de refeições aos estudantes, a limpeza e higiene, a reparação e conservação de edifícios e equipamentos, o funcionamento de aulas laboratoriais e oficinais, entre outras".
Agora, digo eu, não tarda, mais valerá encerrar todas essas faculdades, cujos projectos e investigações ficarão paralisados, devido à falta de materiais e condições de trabalho, de uma vez por todas. Caso sua eminência, Sô-dotor Vítor Gaspar, não saiba, os cursos de cariz prático, como são a maioria dos de ciências experimentais, necessitam disso mesmo - de experiência. Eu sei que o fofuxo tirou Economia, mas não me venha dizer que, lá quando o rei fazia anos, não precisava de uns quadros e de uns acetatozinhos para levar a cabo a realização de muitos dos seus trabalhos...! E a comida? Alguma vez se viu alguém dar vida ao miolo sem uma boa duma refeição, ou várias até? Eu também sei que andou na Católica, onde não deve haver paredes a cair, mas já viu o problema que era um aluno do público levar com um pedaço de estuque em cima? Ah pois, nem me venham com coisas.
O que me vale (mais ou menos) é estar na área das Humanidades - com prosseguimento, em Setembro, para Línguas, Literaturas e Culturas na FLUL (i hope so!) - e só precisar de um computador com Internet e uma biblioteca para me safar, sendo que desses já cá eu tenho em casa (refeições a cada vinte minutos, infraestrutura firme) com fartura.

A notícia séria, aqui.