domingo, 12 de maio de 2013

"As saudades que eu já tinha da minha alegre casinha..."

Voltei há pouco do segundo encontro de animadores da Forum Estudante 2012/13! Yey! (Neste momento, o Dinky encontra-se extremamente amuado comigo, por tê-lo abandonado este fim-de-semana... Cães!)

Acho que através de experiências destas é que eu me apercebo de que sou uma menina-de-casa. Já nem digo que dependo muito das pessoas com quem convivo no quotidiano, mas dependo muito da própria rotina, dos espaços que me são familiares, etc e tal. Ou seja, apesar de adorar este tipo de iniciativas (tudo pago pelos patrocinadores, like a boss), soube-me bem regressar a casa e ver a minha caminha, esperando paciente e fielmente por mim.

MAS... O que interessa não é o meu regresso; é, sim, a minha ida. Portanto, toca a escrever sobre o que é importante!

Andar de Expresso é uma porcaria. O que vale, para compensar o enjoo permanente e os assentos desconfortáveis, é mesmo o motivo por que se toma esse tipo de autocarro (ou qualquer outro) - neste caso, chegar a Torres Novas para o encontro da Forum Estudante. Parece-me motivo suficiente...
Dito isto, o pessoal da Margem Sul, do Algarve e de Lisboa chegou ao seu destino depois de almoço, tendo sido directamente encaminhado para a Biblioteca Gustavo Pinto Lopes (sem direito a lanche, que violência, então?!), para uma espécie de palestra com a Optimus (parceira e patrocinadora), assim como com os protagonistas do programa A Verdade de Cada Um, que foram lá gravá-lo e fazer uma espécie de debate connosco. Aproveitei e, já que sou um bocado parvalhona, poderei ter atrofiado demasiado com a Anny is Candy por ela ser magrinha (como eu!!!!), involuntariamente, por mera falha de comunicação da suposta piada, pelo que lhe peço desculpa se a deixei desconfortável (é que a rapariga até é simpática...). A seguir, dividimo-nos em grupos e realizámos/improvisámos um spot publicitário relacionado com a Optimus. E eu cheia de fome. Por fim, depois de vermos todos os vídeos, é que fomos para a Escola Prática de Polícia, onde ficámos alojados, e onde nos confundiram com peregrinos. Ups! Parece que as nossas paragens são outras...
Malas arrumadas nos respectivos quartos, seguimos para o belo do jantar, que foi batatas fritas e arroz com febras e salada, não víamos o fundo ao prato e valeu a pena esperar, é o que tenho a dizer. Até às 23h, estivemos numa sala de convívio, uns a verem o Benfica-Porto, outros a jogarem Snooker ou Damas, outros que se fartaram e foram lá para fora descarregar as energias, tocar guitarra ou cantar.
Fui uma das primeiras do meu quarto a adormecer, por volta da meia-noite, mas acabámos por acordar todas às 4h30 da madrugada - um grupo de rapazes invadiu a "ala feminina" do corredor e entrou no nosso quarto a gritar "já são sete da manhã, toca a acordar!" e a abrir os cortinados. Eu não caí na armadilha, mas houve quem tivesse caído, não fosse eu assegurá-las de que ainda não eram horas para nos levantarmos. Parvos (mas não conseguiram alcançar o seu objectivo, muahaha)!
Hoje, o dia foi mais reservado para discutir assuntos directamente relacionados com a revista e para convivermos. Até ao almoço, estivemos à conversa na Biblioteca GPL com um dos directores da Forum, o Gonçalo Gil, com quem partilhámos as nossas sugestões para a melhorar, seguindo-se o almoço, os últimos preparativos para a partida e... MÚSICA! Cantámos e tocámos mais um bocado, inventámos um hino "aciganado", dançámos, gritámos, atrofiámos... Mesmo na central rodoviária, enquanto esperávamos pelos autocarros do regresso, continuámos com a festa. Eu, frágil que nem um monte de ossos que sou, tive de me sentar e de me acalmar entretanto, que não aguentei com tanta agitação e horas de sono insuficientes.  Às 15h30 despedimo-nos dos animadores de outras regiões do país - adeus, colegas, até à próxima!
Adormeci no autocarro para Lisboa e voltei a enjoar no autocarro para Setúbal. É horrível andar de Expresso! Aquando da troca de autocarros, tive de ficar toda stressadinha da vida, que não sabia em qual é que tinha de entrar, e não me despedi das pessoas que pararam a sua viagem por ali. Foi só porque eu não encontrava a minha guitarra no porta-bagagens do Expresso! Por isso, aceitem o meu pedido de desculpas e a minha despedida adiada... sff e obrigada.
Agora que já estou em casa, a retomar as energias, agradeço a todos os que estiveram comigo pelo fim-de-semana animado que me proporcionaram e pela vossa companhia, tanto aos animadores - um grupo alargado, mas com quem me diverti e aparvalhei imenso - quanto aos "adultos" - que também são uns bacanos, atenção. Penso que somos uma equipa unida e, mesmo que eu não continue a fazer parte dela para o ano, guardarei boas recordações destes encontros.

Finalmente, que isto já está a ficar demasiado longo e lamechas, deixo um agradecimento de outra natureza a quem continua a apoiar-me, dentro da equipa Forum, quanto ao "Procrastinar Também É Viver".

Para que possam obter outras opiniões sobre estes dois dias ou temas que poderão nem ter nada que ver com o assunto (só porque sim), leiam os blogues da Charlotte e da Carolina Helena, outras duas bloggers-animadoras. A Charlotte já começou a relatá-los e, quem sabe, talvez a Carolina faça o mesmo.

Em jeito de conclusão, partilho algumas fotos:

O "hino" aciganado da Forum Estudante e seus criadores.

A representação da Margem Sul feat. mega careta da Beatriz.

O jogo dos patinhos OU como cair redondo no chão.

(Mais fotografias no Instagram da menina Charlotte: http://instagram.com/sofiassequeira)

sábado, 11 de maio de 2013

Dos outros #27

"É precisamente o facto de os homens serem diferentes uns dos outros que lhes permite construir a sua individualidade de maneira autónoma. Vejam o meu caso, por exemplo. É devido à minha capacidade para detectar certos aspectos de uma paisagem que escapam aos olhos dos outros, para sentir as coisas de maneiras diferente, e porque escolho palavras que diferem das utilizadas pelos demais, que posso escrever histórias a que chamo minhas."

Haruki Murakami, Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Desde o início do início dos inícios

Dei os meus primeiros passos na escrita ainda antes de saber o que implicava escrever. Nem sabia o que seria um romance, um conto, uma crónica, quanto mais qualquer um dos seus conceitos precisos.
Ganhei o meu primeiro prémio - escolar - no segundo ano da primária, salvo-erro, por um poema que escrevi improvisadamente. (Um dia, talvez vo-lo mostre.) Já nem me lembro sobre o que era, mas todos o elogiaram, pois ninguém estava à espera que uma miúda de sete anos se lembrasse de escrever umas quantas estrofes com o mínimo sentido. Esse foi o início do início de todos os inícios (sem contar com as composições feitas em aula e em testes).
Portanto, escrever era algo de que eu gostava, mas, afinal, uma criança nunca chega a saber, nessa idade, o que quer realmente da vida. Foram precisos alguns anos para eu conseguir ultrapassar ideias, em ordem cronológica, como as de tornar-me veterinária, bióloga ou actriz. Apesar da minha verificável tendência para a escrita, nunca a encarei como uma realidade com futuro. Há crianças que brincam com carrinhos e bonecas, enquanto, outras como a que eu fui, brincam também com palavras.
Como vos contava, nunca encarei a escrita como uma realidade com futuro (pelo menos, segundo expectativas pessoais) até aos meus catorze anos. No dia em que os completei, ligaram-me da organização de um concurso literário a nível nacional para que eu havia enviado um conto uns meses antes – ganhara o prémio de escritor revelação, disse-me a senhora do outro lado da linha, após os tradicionais “parabéns”. Esse tal concurso não era (ou é) grande espiga, mas foi o suficiente para me dar fôlego para começar a escrever com mais frequência e intensidade.
Depois - ou entretanto - havia os blogues. Blogues, blogues, blogues. Curiosamente, nunca consegui participar assiduamente num até há dois anos (no Procrastinar, para ser específica). A par dos concursos literários em que continuei a inscrever-me, permitiam-me aperfeiçoar e testar as minhas capacidades. Mesmo algum tempo decorrido desde então, continuo a encará-los deste modo. São a minha ferramenta de avaliação e consequente evolução, tanto de mim para mim, quanto através de opiniões alheias.
Nono ano terminado, segui com Línguas e Humanidades no secundário. Esse foi, decidi eu, o primeiro passo para jamais me desligar das letras. Daqui a uns meses, a faculdade vai pelo mesmo caminho: literatura e comunicação, não interessa onde ou em que curso (que fosse em Marte, pois fá-lo-ia de qualquer modo!).
Não sei como correrá a minha vida de ora em diante, não sei se acabarei por ter de colocar a minha vocação e paixão em segundo plano, não sei se me interessarei por outras coisas ao longo do tempo. De momento, é a escrita que me satisfaz e a leitura que me mata a sede. Desconheço outras alternativas para o meu futuro, seja pessoal ou profissional.

Agenda

Sexta-feira, 10 de Maio - Exame DELF de Francês nível B2 (todo o dia);
Sábado, 11 de Maio - Encontro de animadores da Forum Estudante;
Domingo, 12 de Maio - Já referi que o encontro de animadores é o fim-de-semana INTEIRO?!
Segunda-feira, 13 de Maio - Cara de Panqueca dorme chez moi. Filosofar sobre a vida até cair para o lado de sono.
Terça-feira, 14 de Maio - Manhã de descanso, depois de tanta folia, bem como actualizar este digníssimo blogue. Escola e Alliance Française à tarde: regresso a casa às 21h;
Quarta-feira, 15 de Maio - TESTE DE HISTÓRIA (!!!!!!)


É bom que eu aprenda a fazer directas, algures pelo meio... ou a ser baldas.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Bom dia!


Ia publicar isto no Facebook, mas depois lembrei-me que, ontem, dei ordem ao senhor meu namorado para me mudar a password da minha conta (parece que é impossível fazê-lo a partir do telemóvel), "terminando sessão em todos os dispositivos", pelo que... acabou por terminar sessão na aplicação do dumbphone, as well... Como a criatura não tem saldo no telemóvel e o meu querido pai usufruía do seu direito ao computador, continuo sem saber qual é a palavra-passe que me foi destinada. Ai, ai.

[Enquanto escrevia esta publicação, arranjei maneira de poder trocar de password sem denunciar um problema de segurança facebookiano. Ainda assim, acho que vou esperar por saber qual foi a ideia do moço, já que eu, para passwords, sou uma naba a criá-las.]

terça-feira, 7 de maio de 2013

Ânimo blogosférico (ou falta dele)

Já estive para desistir deste blogue. Aconteceu no início deste ano, mais coisa menos coisa, e cheguei mesmo a criar outro, em anónimo, esperando poder recomeçar a minha vida blogosférica somewhere else, sem que me tivesse de preocupar se falava mal de A, B ou C, se magoaria os sentimentos de X ou se feriria as susceptibilidades de Y, se Z desaprovaria a minha visão da coisa. Só algumas pessoas é que saberiam que aquele era o meu blogue, com um nome pseudo-lamechas, textos de todo o tipo e feitio (mas, mais uma vez, a rondar o pseudo-lamechas) e sem quase seguidores nenhuns - faria tudo de novo, debaixo da rebeldia de um pseudónimo.
Só que, ao fim de um par de dias, caí em mim. Eu não queria fazer tudo de novo, eu queria era continuar a escrever para os mesmos leitores, alguns dos quais já me acompanhavam há mais de um ano, e que gostam é de procrastinar. Atirei tudo às couves. Qual blogue de emergência, qual quê! Portanto, sempre que me dá o desânimo, não fraquejo como fraquejei há uns meses. Páro simplesmente por um, dois, três dias, até arranjar um novo tema que me devolva à procrastinação e me faça regressar às origens, digamos assim. Quando me apetecer regressar, eu regresso. E, se alguém tiver algo a dizer sobre o que eu escrevo ou deixo de escrever, tenho a resposta na ponta da língua e dos dedos: temos pena, amores.
Este tipo de desânimo temporário tem como origem diversos factores que farão sempre parte da minha vida, por mais que eu adore este meu blogue, onde tenho escrito já lá vão quase dois anos. Ora é o cansaço, ora é a falta de tempo e/ou paciência, causados pelas exigências de uma vida de estudante, de jovem, de workaholic, de que não me posso esquivar. Contudo, sei que é a este blogue e ao conceito que criei para ele, à personagem homónima que vos "fala", que eu e as minhas palavras pertencemos. Ainda hei-de ficar por estas bandas durante mais algum tempo!

sábado, 4 de maio de 2013

Isto hoje estamos numa de publicações curtas

Ultimamente, tenho apagado imensos amigos do Facebook. As estatísticas indicam que para aí 25% dessa gente (burra!) me volta a tentar adicionar no prazo de um mês. "Agora não", obrigada.

A idade já pesa

Prometi a mim mesma que, antes de "ser grande", escreveria um livro. O pior é que faço 18 anos para o mês que vem e, desse tal livro, nem sinal.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O poder do riso da mulher


Pobre homem... Que raio de auto-estima! Até na foto está a fazer beicinho, o coitado! Ahahahahahahah!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dos outros #26

PROCESSO

As palavras mais simples, mais comuns,
As de trazer por casa e dar de troco,
Em língua doutro mundo se convertem:
Basta que, de sol, os olhos de poeta, 
Rasando, as iluminem.

José Saramago, Poemas Possíveis

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Um cão

Em memória do Bijagó, do Caracol e do Misha, para o Dinky e para a Bianca, tal como para todos os cães. Todos, todos, todos.

Um cão não aspira a outra coisa que não ser um cão. Um cão nunca chega a definir um objectivo de vida além de viver e sobreviver segundo a sua natureza, procurando, deste modo, alguém com quem partilhar essa luta. Ainda assim, é demasiado independente dos da sua espécie para que se torne facilmente seu aliado. A sua ascendência lupina incentiva-o a procurar um alfa.
Por isso, quando encontra um alfa em forma humana, um líder, é a ele que passa a obedecer. E, se essa humanidade do seu novo humano existir realmente, o contrato é recíproco. É deste modo que nasce uma parceria que, se tudo correr bem, poderá ser vitalícia, prometendo o cão e o humano lealdade um ao outro.
Num ambiente caracteristicamente doméstico, ambos cumprem a sua parte do acordo. Em poucas palavras, auxiliam-se mutuamente. O humano dá guarida ao cão, comida e todos os cuidados que, sozinho, o último não poderia providenciar. O cão, por seu turno, protege o território que partilham, olhando também, por afinidade, por todos os que se encontrarem nesse espaço, sejam humanos ou animais. Surge o conceito de núcleo familiar, a matilha mista por que ansiava.
Dentro dessa matilha, o cão procura satisfazer (e, por vezes, exibir-se) perante o seu dono. Portanto, não se importa de acarretar com todas as tarefas que lhe forem atribuídas e ainda, sem que sejam designadas, as restantes que for capaz de realizar. Se houver crianças humanas por perto, zela pelo seu bem-estar, dá-lhes atenção, junta-se às suas brincadeiras, cria outras, é paciente e, propositadamente ou não, acarinha-as. Se vir estranhos aproximarem-se de elementos da sua matilha ou do seu território ou se os seus sentidos apurados detectarem algo pouco usual, ladra a plenos pulmões. Se alguém adoece, mantém-se por perto. Se alguém está triste, consola. Se alguém está feliz, multiplica a felicidade. A natureza do cão é ser altruísta, pensando e agindo pelo e para o bem do grupo.
Porém, como todo o ser à face da terra, dos mais irracionais aos mais racionais, o cão não é perfeito. Apresenta-se frequentemente confuso quanto ao sítio onde fazer chichi ou quanto aos objectos em que pode fincar os dentes; o seu pelo nunca pára de cair em novelos; a sujidade, completamente indiferente no seu habitat natural, senão rica em agradáveis odores para o nariz canino, não é assim tão bem cheirada no habitat humano, onde coabita presentemente; jamais é capaz de decorar os lugares para onde não pode subir nem os alimentos que não lhe estão destinados… É guloso, teimoso, cabeça-dura, chantagista, inquieto, barulhento, pedincha pouco ciente do conceito de higiene…
Responsável, atento, leal, sentimental, sensível, amoroso, um compincha para todas as horas, minutos, segundos e milésimos de segundo, sensato, saudavelmente louco, desafiador, esponja absorvente das emoções que o rodeiam, desde o início do seu contrato e, se lhe derem oportunidade, até ao fim - físico ou metafísico.
Um cão nasce para servir a sua matilha e o seu alfa, pelo que o papel do seu alfa e da sua matilha deve ser garantirem-lhe o fruto do trabalho conjunto da pequena comunidade: conforto, comida, amizade, um lar. Não se trata de um contrato verbal, pois as falhas de comunicação são constantes entre indivíduos de espécies diferentes, trata-se sim de um contrato cego, surdo e mudo, independente da linguagem, do audível e do palpável: é um contrato selado com o coração, tal como em todas as verdadeiras amizades. Não é em vão que se diz que o cão é o melhor amigo do homem; nós é que temos o dever e a honra de o merecer.

Misha, Abril de 1998

Caracol, Dezembro de 2005

Dinky, Novembro de 2009

Bijagó, Verão de 2010

Bianca, Outubro de 2012

sábado, 27 de abril de 2013

Emprego ou não, eis a questão!

A minha família não me deixa trabalhar, uma vez que o meu único trabalho deve ser estudar, e querem que eu o faça sendo a minha prioridade.
Talvez nas férias, diz a minha avó. Não, não, diz o meu pai, deves é aproveitar estes meses, esta altura, enquanto podes, ir para a universidade sem outras preocupações, porque nós não sabemos o dia de amanhã, nem como estará o país daqui a uns meses...
Está bem, eu entendo. E é sobre isto que vos quero escrever.
Enquanto estudantes sem nenhuma especialização (falo, pelo menos, em nome dos que enveredaram pelo ensino regular não profissionalizante, tal como eu), porventura ainda no ensino secundário ou nos primeiros anos de faculdade, os empregos que poderemos, possivelmente, arranjar, no campo dos part-times, é andar a virar hambúrgueres ou frangos, sermos vendedores por telefone, darmos explicações, caso tenhamos, sequer, habilitações e credibilidade para tal ou (tentar) vender cosméticos por catálogo (mais no caso das raparigas). Principalmente nos dois primeiros, somos mais do que explorados. Recebemos uma miséria, já temos de descontar para os impostos, graças aos novos procedimentos e controlos fiscais por parte do Estado e, no fim, sobra-nos quanto dinheiro…? 100 euros por mês? 150? E com alguma sorte! Por uma média de 88 horas de trabalho mensal (contando que se trabalham 4 horas todos os 22 dias úteis), isso é uma ninharia, fora o transporte, a alimentação e outros descontos que possamos ter no ordenado.
Eu quero muito trabalhar, uma vez que mal tenho dinheiro para pagar a faculdade que começa já em Setembro, mas não sei se valerá a pena. Além de, por agora, não me deixarem arranjar nada, apesar de já ter sido chamada para duas entrevistas, talvez tenham razão quando argumentam que desperdiçarei tempo quase desnecessariamente, tempo esse que posso utilizar a estudar, a escrever (porventura, concorrendo a alguns concursos literários em que poderei arrecadar dinheiro livre de impostos, se ganhar algum prémio), a namorar e a estar com os amigos... Enfim, a divertir-me enquanto estou na idade de o fazer com maior liberdade. Há todo um conjunto de prós e contras que tem de ser pesado.
Arranjar um emprego poderia trazer-me a experiência profissional que ainda mal tenho, poderia dar um jeito ao meu CV, dar-me uma primeira perspectiva do que é realmente o mercado do trabalho e permitir-me amealhar algum dinheiro para as propinas da faculdade. Por outro lado, estaria a perder horas de estudo e de descanso, teria que deixar as aulas da Alliance Française em suspenso, nem que fosse temporariamente, não conseguiria ter nenhuma disponibilidade para escrever nem ler… Percebem o meu dilema?
Portanto, deste modo, decidi-me apenas a inscrever para monitora das actividades de Verão da freguesia onde estudo. Em princípio, julgo que decorram somente durante o mês de Julho e farei algo de que gosto: ou tomar conta de crianças, ou da biblioteca de praia/jardim. No ano passado, fiquei como “suplente” para as bibliotecas, mas ninguém desistiu da vaga que lhe fora atribuída e acabei por não ser chamada. Este ano, tenho mais hipóteses: já terei o 12º ano terminado, mais um diploma de nível C1 a Inglês (fora o B2 de Francês, para o qual ainda tentarei a sorte no próximo dia 10) e serei maior de idade. Sei que não se ganha muito mais nestes empregos de Verão a tempo inteiro do que em qualquer outro a tempo parcial, mas não custa tentar por apenas quatro semanas.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Cumprindo uma promessa que foi mais do que procrastinada

Em Dezembro, escrevi uma crónica chamada «"Teorias sobre o "ÉS TODA BOA!"», em que sujeitei toda uma comunidade procrastinadora a reflectir sobre o que é mais ou menos atraente numa rapariga ou mulher e sobre o conceito de verdadeira beleza feminina.
Então, em jeito de comentário, a Raquel do blogue "À Carne Nua da Emoção" sugeriu-me que lançasse um questionário em que se apurassem as preferências masculinas no que toca ao físico feminino. Pois, que eu já o devia ter feito há c'anos, mas só agora tomo iniciativa! Porém, como mais vale tarde do que nunca, convido os senhores (e meninos, porque não?) meus leitores a dizerem de sua justiça, pode ser? Não custa nada, é só um clique ou dois (ou meia dúzia, escolham quantas opções vos aprouver) e estarão a contribuir para o esclarecimento da curiosidade dos rabinhos-de-saia procrastinadores e, quem sabe, para uma vaga blogosférica de consequente felicidade-barra-depressão-ai-que-eu-não-agrado-a-ninguém-e-preciso-mas-é-de-uma-dieta! Poderão votar mesmo aqui no blogue - mais precisamente na barra lateral -, na respectiva página de Facebook ou, como há alternativas para todos os gostos, até nos dois sítios. Darei permissão para que adicionem outras respostas aos questionários, mas vejam lá se não abusam da sorte, que este é um blogue sério, 'tá bien? E, ATENÇÃO, só o pessoal do sexo masculino é que deve responder (talvez abra uma excepção para as lésbicas, mas nem sei, sequer, se haverá alguma a ler o meu blogue...), portanto, meninas, deixem-se lá de fazer batota...!

No Facebook, em https://www.facebook.com/questions/440623812696666/ .

Têm pouco mais de dois meses para responder, ou seja, até dia 30 de Junho, pelo que não há desculpas  do género "não vi", "não tive tempo" ou "estive a procrastinar", porque, afinal, isso fazêmo-lo todos, se não estou em erro. Agora, toca a votar, minha gente, toca a votar! Convidem namorados, amigos, irmãos, os vossos primos giros e os menos giros, o vizinho do lado, o de cima e o de baixo... quem vocês quiserem! Menos pais e avós, a ver se nos cingimos à nossa geração, se possível...

(E, amor... vota tu também! Rick's gonna vote, Rick's gonna vote!)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Not even possible, my dears!


Esqueçam lá isso, escusam de perguntar, porque não há mesmo maneira de viver sem procrastinar. Eu já tentei e não consegui. Muito menos será neste blogue que encontrarão as respostas de que necessitam, ok?

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Comichão, irritação, incompreensão fatal, chamem-lhe o que quiserem...

Se há coisa que me inquieta terrivelmente é, na minha escola, valorizar-se mais o desporto do que a actividade intelectual. Não me interpretem mal - eu sou da opinião de que deve haver um equilíbrio entre os dois, pois ambos são importantes, à sua maneira, na nossa formação. Mas, vejam-me lá o desplante da situação!, o pessoal que ganha, por exemplo, campeonatos desportivos, tem direito a fotografia e a alegre comunicado no site da escola, tal como à entrada de cada pavilhão, enquanto o pessoal que ganha concursos literários ou científicos é colocado em segundo plano e, se obtiver uma linha na página de Facebook do agrupamento, já vai com muita sorte (e, confesso, até poderei estar a incluir-me nesse grupo, uma vez que já ganhei pelo menos 4 prémios desde que entrei na C+S, além de ser algo activa na comunidade lectiva, nunca tendo visto o meu esforço recompensado com tais mordomias). Deste modo, pegando num pequeno exemplo como este, se confirma que a sociedade, em geral, tem as prioridades um bocado trocadas. Vivemos num mundo em que o pontapé na bola é superior à investigação científica, ao exercício da cidadania e à cultura. Depois queixam-se de que andamos em crise.

dos outros #24

"Aprendemos das lições da vida que de pouco nos poderá servir uma democracia política, por mais equilibrada que pareça apresentar-se nas suas estruturas internas e no seu funcionamento institucional, se não tiver sido constituída como raiz de uma efectiva e concreta democracia económica e de uma não menos concreto e efectiva democracia cultural."

José Saramago, O Caderno

terça-feira, 23 de abril de 2013

Aos livros (a todos eles)

Entraram na minha vida desde bem pequenina. Depois das chaves de plástico de cor deslavada, tornaram-se o meu brinquedo favorito. Sim, eu ainda me lembro. Havia os clássicos ilustrados, cujas figuras se elevavam em relevo das páginas rijas - o Gato das Botas, a Cinderela, ... -, havia aquele livro com a forma de um pássaro, fazendo eu questão de o levar para todo o lado, por ser tão pequenino e ter apenas algumas palavras que eu adorava que me lessem, e, depois desses livros, houve muitos mais - como o do Winnie The Pooh, os da Anita com autocolantes, as colectâneas de contos, os do Harry Potter, os do Clube das Amigas, os variados romances de faca e alguidar por que me perdi e com que me iludi, os de crónicas, o José Luís Peixoto, o Saramago... Enumerei apenas alguns, pois foram os que mais me marcaram, aqueles de que me recordo mais vividamente e que acabam por representar fases distintas da minha (ainda curtíssima) vida.
Arrisco afirmar que os livros são os meus objectos (ou serão somente meio objectos, meio seres com vida própria?) preferidos neste mundo. Acho que não conseguiria viver equilibradamente sem lhes sentir as páginas entre os dedos, sem lhes ver as letras, palavras, histórias que se materializam sem quê nem porquê, sem lhes pedirmos directamente. Cresci rodeada de livros, emocionalmente ligada aos livros. Em minha casa, não existem estantes suficientes para tanto livro, há mais pó no ar por causa dessa enorme quantidade de livros, há livros sobre tudo e mais alguma coisa, de autores de inúmeras origens e épocas, desde as mais remotas às mais recentes.
Quando vou a um centro comercial, é às livrarias que me dirijo primeiro; perco-me em bibliotecas; surripio livros às minhas amigas sempre que vou a casa delas.
Portanto, não foi surpresa nenhuma eu ter anunciado, há uns anos, que não, não queria ser veterinária, nem bióloga, nem actriz: eu queria (e quero, muito, muito!) escrever ou, pelo menos, estar para sempre e sempre vinculada às letras.
Um dia, também eu quero ter um livro com o meu nome na capa e fazer companhia a desconhecidos que me hão-de conhecer anonimamente. Quero contar as minhas histórias, porventura sobre as histórias que me foram sido contadas, a par das que me aconteceram ou vi acontecerem. Quero ter mais livros, não só meus de posse, como igualmente de autoria.

Ele já está quase a acabar, mas desejo-vos um feliz dia do livro. E que os próximos 365 dias continuem a sê-lo: felizes... e acompanhados de livros!

(Spam&parvoíce: livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros. Vamos ser miguxos foreva. Amo-vos muito, coisas fofas.)

Estou perdida

Não gosto de reality shows, não gosto de futebol, não gosto de passadeiras vermelhas, não gosto da música que, hoje em dia, se considera pop, não percebo nada de moda, não sou popular, também não sou nenhuma oprimida-excluída, não possuo uma beleza rara, não sou lamechas, não tenho do que me queixar no campo emocional, não digo nem escrevo muitas asneiras, estou-me pouco lixando para o acordo ortográfico, ainda ando na secundária, não leio muita literatura "light" e muito menos da pesadona, não escrevo eruditamente, ...

Arre, o que ando eu a fazer na blogosfera...??!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A blogosfera tells us how it is: o movimento do swag

Recomendo:


SWAG: Stupid Whores and Alien Gonods

Já viram o Big Brother?

Eu não. Estive a dormir desde as 19h30 até agora, com uma dor de cabeça de caixão à cova (cortesia do senhor meu Vocês-Sabem-o-Nome-Dele) e perdi o primeiro episódio, totalmente. Que triste que eu estou. Claro que, se eu tivesse estado acordada, teria mas é acabado o trabalho de Filosofia, qual Big Brother, qual carapuça, logo eu que tenho uma vida (de estudante... belhac) tão ocupada...! Ainda estou para perceber qual é o interesse que move meia dúzia de gerações de uma vez a assistir aos reality shows de quarta categoria (terceira parece-me um eufemismo) da TVI, mas, verdade das verdadinhas, quem é a miúda que admite gostar de ver Jersey Shore para julgar tais pessoas? Pelo menos, elas ainda vêem o que é nacional! Parvalhona...

domingo, 21 de abril de 2013

Sobre o atentado bombista de Boston

Ainda não me tinha pronunciado sobre o assunto e, na verdade, a minha opinião não vai muito além das que toda a gente partilha: morreram pessoas inocentes, traumatizaram-se outras tantas que assim hão-de viver o resto das suas vidas, assustou-se um mundo inteiro e, afinal, para quê? Qual era o objectivo dos dois irmãos - o mais velho de vinte seis anos, jogador amador de boxe, em vias de representar os EUA nos Jogos Olímpicos, e o mais novo de dezanove, estudante de Medicina em Dartmouth? O que é que leva dois indivíduos devidamente legalizados no seu país de acolhimento, inclusivé bastante bem-sucedidos e acolhidos na comunidade, a cometer uma atrocidade deste tipo? Deste modo se chega à conclusão que deverão ser tomadas medidas de protecção e contra o extremismo islâmico; há que controlar, apesar da liberdade religiosa vigente, os indivíduos suspeitos da sua prática. À custa desta religião cujos princípios me parecem terrivelmente adulterados, já aconteceram desastres semelhantes em todo o mundo e acenderam-se guerras sangrentas e desnecessárias. Tenho (temos!) muitas perguntas e poucas respostas.

(E, agora, à laia do sarcasmo costumeiro - não me levem a mal - que tal arranjarem uns quantos pares de irmãos destes que não se importem de se deslocar a São Bento ou a Belém, hein? Alojamento e deslocação pagas pelo contribuinte e tudo!)

sábado, 20 de abril de 2013

Drama queen

O que a minha avó pensa que eu estou a fazer em casa do Ricardo, sem a avisar, antes do ensaio de teatro:
- bebés (ou a treinar, pelo menos);
- se calhar, a ser violada;
- a ser desprezada e espezinhada pelos meus "sogrinhos", que me odeeeeeiam como tudo, 'tão a ver?.

O que eu estou realmente a fazer:
- a procurar uns calções e uma t-shirt que já não sirvam ao rapaz e que ele me possa emprestar para eu fazer de miúdo no teatro;
- a cuscar-lhe o Facebook.

Logo a mim, que tenho sorte no amor e azar ao jogo...



Acabo de ganhar um bilhete para ir ver a Aurea a Tróia, na na na na na na! =)
(Como já vos devo ter contado, sou uma fã acérrima da menina acima mencionada, pelo que estou aqui aos pulinhos na cadeira e já dei a boa nova aos sete ventos...)